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      <pubDate>Mon, 29 Feb 2016 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Método Científico em 6 Passos]]></title>
      <description><![CDATA[Conheça as regras que são a base de como fazer ciência.]]></description>
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      <pubDate>Mon, 29 Feb 2016 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Você já teve a oportunidade de ler um livro de divulgação científica? Ele provavelmente citou o método científico em algum momento.</p>
<p>No entanto, nem sempre os autores explicam o que de fato ele é.</p>
<p>Então vamos entender essas regras que são a base de como fazer ciência.</p>
<p>Lembrando que na literatura o número de passos do método pode variar. Aqui veremos em seis passos.</p>
<h2>1. Observação</h2>
<p>Observe a natureza, algum evento, o comportamento das pessoas ou qualquer que seja o seu objeto de estudo.</p>
<p>O observador deve ser objetivo, ater-se aos fatos e não se deixar influenciar por impressões ou intuições.</p>
<p>A observação vai despertar a sua curiosidade, que vai levar aos questionamentos.</p>
<h2>2. Questionamento</h2>
<p>Questione por que aquilo que você observou acontece.</p>
<p>Suas perguntas serão seu guia numa espécie de formulação de um problema.</p>
<p>A solução desse problema é onde queremos chegar com o uso do método científico.</p>
<p>O questionamento e a observação estão muito interligados. A observação leva ao questionamento, mas o questionamento também pode estimular novas observações.</p>
<h2>3. Hipótese</h2>
<p>Levante uma hipótese.</p>
<p>Essa será a sua sugestão de solução do problema formulado durante o questionamento.</p>
<p>É importante que essa hipótese seja testável e falseável. Ela será colocada a prova com experimentos.</p>
<p>Aqui, vale falarmos mais sobre falseabilidade.</p>
<p>Uma ideia ganha mais força quando outras pessoas validam que ela acontece ou funciona.</p>
<p>Daí a importância de uma hipótese ser testável. Assim, temos a capacidade de verificar se ela é verdadeira ou falsa.</p>
<p>Uma hipótese falseável é aquela que temos como considerar falsa.</p>
<p>Segundo o exemplo do filósofo alemão Karl Popper, a hipótese de que "todos os cisnes são brancos" é falseável. Basta encontrarmos um cisne negro para refutá-la.</p>
<h2>4. Experimentação</h2>
<p>Crie um ou mais experimentos controlados, cujos resultados esperados possam reforçar a sua hipótese.</p>
<h2>5. Análise</h2>
<p>Verifique bem os resultados dos experimentos.</p>
<p>Analise os dados, refaça as contas e certifique-se de que não houve erros ou vieses para atrapalhar a interpretação das informações.</p>
<p>E nada de "interpretação criativa" dos dados. Avalie-os da maneira mais imparcial e fria possível, afinal, eles devem refletir a realidade e não o que você gostaria que eles representassem.</p>
<p>Peço licença novamente, dessa vez para relembrar o que são lei, hipótese e teoria.</p>
<p>Uma <strong>lei</strong> é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações. Exemplo: Lei da Gravitação Universal.</p>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Exemplo: Hipótese da Geração Espontânea.</p>
<p>E as <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem fatos, leis e hipóteses já testadas exaustivamente. Exemplo: Teoria da Evolução.</p>
<h2>6. Conclusão</h2>
<p>Caso o experimento não tenha saído como o esperado, tente entender o por quê e retorne ao Passo 3. Ajuste a sua hipótese ou formule uma nova.</p>
<p>Se os dados obtidos com o experimento comprovam a sua hipótese, chegamos à solução do problema.</p>
<p>A partir daí, sua ideia poderá ser refinada, revisada por outros cientistas, publicada e quem sabe até se tornar uma teoria.</p>
<p>Não pense, porém, que o método científico serve apenas para cientistas. Ele é para todos!</p>
<p>Você pode usá-lo no seu dia a dia, mesmo que seja uma versão mais flexível.</p>
<p>Assim, evitamos de ser enganados e reafirmamos o nosso compromisso com a verdade.</p>
<p>Referências:</p>
<ul>
<li>Science: The Definitive Visual Guide, DK</li>
<li>O Livro da Ciência, Editora Globo</li>
<li>BYNUM, William; Uma Breve História da Ciência, Editora L&amp;PM</li>
<li>﻿﻿Simpatia Funciona? - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3p0PRYBCPE">Nerdologia</a></li>
<li>Origem da Vida e Método Científico - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kgs%7CwVCe2H8">Descomplica</a></li>
<li>﻿﻿O Método Científico e os Tipos de Pesquisa - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ey9bTshV308">Aula da Professora Regina Fonseca</a></li>
<li>﻿﻿Falseabilidade - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GJcvAFDW4k4">Canal do Pirula</a></li>
</ul>
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      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Você já teve a oportunidade de ler um livro de divulgação científica? Ele provavelmente citou o método científico em algum momento.</p>
<p>No entanto, nem sempre os autores explicam o que de fato ele é.</p>
<p>Então vamos entender essas regras que são a base de como fazer ciência.</p>
<p>Lembrando que na literatura o número de passos do método pode variar. Aqui veremos em seis passos.</p>
<h2>1. Observação</h2>
<p>Observe a natureza, algum evento, o comportamento das pessoas ou qualquer que seja o seu objeto de estudo.</p>
<p>O observador deve ser objetivo, ater-se aos fatos e não se deixar influenciar por impressões ou intuições.</p>
<p>A observação vai despertar a sua curiosidade, que vai levar aos questionamentos.</p>
<h2>2. Questionamento</h2>
<p>Questione por que aquilo que você observou acontece.</p>
<p>Suas perguntas serão seu guia numa espécie de formulação de um problema.</p>
<p>A solução desse problema é onde queremos chegar com o uso do método científico.</p>
<p>O questionamento e a observação estão muito interligados. A observação leva ao questionamento, mas o questionamento também pode estimular novas observações.</p>
<h2>3. Hipótese</h2>
<p>Levante uma hipótese.</p>
<p>Essa será a sua sugestão de solução do problema formulado durante o questionamento.</p>
<p>É importante que essa hipótese seja testável e falseável. Ela será colocada a prova com experimentos.</p>
<p>Aqui, vale falarmos mais sobre falseabilidade.</p>
<p>Uma ideia ganha mais força quando outras pessoas validam que ela acontece ou funciona.</p>
<p>Daí a importância de uma hipótese ser testável. Assim, temos a capacidade de verificar se ela é verdadeira ou falsa.</p>
<p>Uma hipótese falseável é aquela que temos como considerar falsa.</p>
<p>Segundo o exemplo do filósofo alemão Karl Popper, a hipótese de que "todos os cisnes são brancos" é falseável. Basta encontrarmos um cisne negro para refutá-la.</p>
<h2>4. Experimentação</h2>
<p>Crie um ou mais experimentos controlados, cujos resultados esperados possam reforçar a sua hipótese.</p>
<h2>5. Análise</h2>
<p>Verifique bem os resultados dos experimentos.</p>
<p>Analise os dados, refaça as contas e certifique-se de que não houve erros ou vieses para atrapalhar a interpretação das informações.</p>
<p>E nada de "interpretação criativa" dos dados. Avalie-os da maneira mais imparcial e fria possível, afinal, eles devem refletir a realidade e não o que você gostaria que eles representassem.</p>
<p>Peço licença novamente, dessa vez para relembrar o que são lei, hipótese e teoria.</p>
<p>Uma <strong>lei</strong> é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações. Exemplo: Lei da Gravitação Universal.</p>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Exemplo: Hipótese da Geração Espontânea.</p>
<p>E as <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem fatos, leis e hipóteses já testadas exaustivamente. Exemplo: Teoria da Evolução.</p>
<h2>6. Conclusão</h2>
<p>Caso o experimento não tenha saído como o esperado, tente entender o por quê e retorne ao Passo 3. Ajuste a sua hipótese ou formule uma nova.</p>
<p>Se os dados obtidos com o experimento comprovam a sua hipótese, chegamos à solução do problema.</p>
<p>A partir daí, sua ideia poderá ser refinada, revisada por outros cientistas, publicada e quem sabe até se tornar uma teoria.</p>
<p>Não pense, porém, que o método científico serve apenas para cientistas. Ele é para todos!</p>
<p>Você pode usá-lo no seu dia a dia, mesmo que seja uma versão mais flexível.</p>
<p>Assim, evitamos de ser enganados e reafirmamos o nosso compromisso com a verdade.</p>
<p>Referências:</p>
<ul>
<li>Science: The Definitive Visual Guide, DK</li>
<li>O Livro da Ciência, Editora Globo</li>
<li>BYNUM, William; Uma Breve História da Ciência, Editora L&amp;PM</li>
<li>﻿﻿Simpatia Funciona? - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3p0PRYBCPE">Nerdologia</a></li>
<li>Origem da Vida e Método Científico - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kgs%7CwVCe2H8">Descomplica</a></li>
<li>﻿﻿O Método Científico e os Tipos de Pesquisa - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ey9bTshV308">Aula da Professora Regina Fonseca</a></li>
<li>﻿﻿Falseabilidade - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GJcvAFDW4k4">Canal do Pirula</a></li>
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      <title><![CDATA[Ciência ou Tecnologia]]></title>
      <description><![CDATA[Saiba como ciência e tecnologia se relacionam e como se distinguem.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Saiba como ciência e tecnologia se relacionam e como se distinguem.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 06 Nov 2015 02:00:00 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/1727308775163/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É muito provável que você imediatamente associe a ciência à tecnologia. São conceitos tão próximos que precisamos de um pouco de atenção para entender as diferenças.</p>
<p>Vamos direto ao ponto.</p>
<p>A <strong>ciência</strong> busca as explicações sobre os fenômenos que ocorrem na natureza.</p>
<p>A <strong>tecnologia</strong> é uma atividade prática — um método, instrumento ou processo que ajude a alcançar um objetivo.</p>
<p>O divulgador da ciência e escritor Simon Singh tem uma ótima definição:</p>
<blockquote>
<p>(…) a tecnologia envolve todo o necessário para tornar a vida (e a morte) mais cômoda, enquanto a ciência é simplesmente um esforço para compreender o mundo.</p>
</blockquote>
<p>E o saudoso Carl Sagan escreveu:</p>
<blockquote>
<p>A ciência é uma tentativa, em grande parte bem-sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de ter domínio sobre nós mesmos, de seguir um rumo seguro.</p>
</blockquote>
<h2>A tecnologia depende da ciência?</h2>
<p>A tecnologia não necessariamente depende da ciência.</p>
<p>Imagine como se deu a descoberta da produção de fogo pelos seres humanos primordiais. Eles não tinham noção que é a combustão do oxigênio que gera calor e luz. Estavam interessados em aquecimento, iluminar um ambiente, manter predadores afastados etc.</p>
<p>Outro exemplo é do físico alemão Wilhelm Röntgen (1845 – 1923). Ele descobriu o raio X em 1895, enquanto estudava a luz fluorescente emitida por um tubo de raios catódicos. Esse aparelho é chamado também de tubo de Crookes.</p>
<p>Röntgen percebeu que uma chapa próxima ao experimento brilhava enquanto o tubo estava ligado. Ele executou alguns testes que demonstraram que alguns materiais bloqueavam esses raios e outros não. O cientista até pediu à sua esposa para colocar a mão entre o tubo e a chapa, revelando os ossos de seus dedos.</p>
<p>Röntgen tinha a tecnologia. Já que a natureza daqueles raios invisíveis era um mistério, ele não conhecia a ciência envolvida ali. Por isso, Wilhelm não pôde sequer dar um nome adequado à sua descoberta, que permaneceu chamada <strong>raio X</strong>.</p>
<p><a href="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg"></a></p>
<p>Imagem da série The Knick, do canal Cinemax, em que o personagem Herman Barrow tem um raio X tirado de seu crânio enquanto nem ele nem o operador usam qualquer tipo de proteção.</p>
<p>Muitas pessoas foram expostas em excesso a raios X antes de sabermos que eles podem causar mutações e outros prejuízos ao corpo. Isso poderia ser evitado se tivéssemos um conhecimento mais profundo sobre radiação.</p>
<p>Daí a importância de uma base científica por trás de uma tecnologia. Esse embasamento nos permite usar a tecnologia de forma mais controlada e responsável.</p>
<h2>Desenvolvendo tecnologia a partir da ciência</h2>
<p>O que vemos hoje é a tecnologia muito mais dependente da ciência.</p>
<p>Para produzir um celular, precisamos de conceitos de ondas para ele fazer ligações e se conectar à Internet. Sua bateria necessita de princípios de química e eletricidade para funcionar.</p>
<p>Por isso também podemos definir tecnologia como a aplicação prática da ciência.</p>
<p>Há empresas que investem em ciência aplicada porque sabem que os estudos são conduzidos em uma área que gera resultados práticos. A indústria farmacêutica é um bom exemplo. Estudos bioquímicos podem levar à produção de novas drogas que salvam vidas.</p>
<p>Mas nem todo tipo de conhecimento científico resulta em aplicações práticas em um futuro próximo.</p>
<p>Chamamos de ciência de base a busca pelo conhecimento motivada essencialmente pela curiosidade em saber como as coisas funcionam. É um trabalho dedicado a deixar um legado para a humanidade.</p>
<p>Agora uma frase do físico e escritor Steven Weinberg</p>
<blockquote>
<p>A ciência e a tecnologia se beneficiam uma da outra, mas, em seu nível mais fundamental, não se faz ciência por razões de ordem prática.</p>
</blockquote>
<p>Em geral, a maior parte do fomento a esse campo vem de dinheiro público, mas também há instituições privadas que investem nesse tipo de ciência sem esperar resultados práticos em troca. Inclusive, há campanhas de financiamento coletivo como a da neurocientista <a href="http://www.kickante.com.br/campanhas/contribua-com-pesquisa-cientifica-do-brasil">Suzana Herculano-Houzel</a>, que já superou a meta de R$ 100.000,00 em contribuições.</p>
<p>Há quem pense que investimentos em ciência de base são uma perda de dinheiro e de tempo. Mas anos de pesquisa em ciência de base podem resultar em aplicações práticas e avanços que nossa visão ainda não é capaz de enxergar.</p>
<p>Eventualmente esse conhecimento será “útil” e fará uma diferença no dia a dia. Só então seremos gratos aos engenheiros, cientistas e inventores que acreditaram no conhecimento mas muitas vezes veem seus trabalhos desprezados?</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>É muito provável que você imediatamente associe a ciência à tecnologia. São conceitos tão próximos que precisamos de um pouco de atenção para entender as diferenças.</p>
<p>Vamos direto ao ponto.</p>
<p>A <strong>ciência</strong> busca as explicações sobre os fenômenos que ocorrem na natureza.</p>
<p>A <strong>tecnologia</strong> é uma atividade prática — um método, instrumento ou processo que ajude a alcançar um objetivo.</p>
<p>O divulgador da ciência e escritor Simon Singh tem uma ótima definição:</p>
<blockquote>
<p>(…) a tecnologia envolve todo o necessário para tornar a vida (e a morte) mais cômoda, enquanto a ciência é simplesmente um esforço para compreender o mundo.</p>
</blockquote>
<p>E o saudoso Carl Sagan escreveu:</p>
<blockquote>
<p>A ciência é uma tentativa, em grande parte bem-sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de ter domínio sobre nós mesmos, de seguir um rumo seguro.</p>
</blockquote>
<h2>A tecnologia depende da ciência?</h2>
<p>A tecnologia não necessariamente depende da ciência.</p>
<p>Imagine como se deu a descoberta da produção de fogo pelos seres humanos primordiais. Eles não tinham noção que é a combustão do oxigênio que gera calor e luz. Estavam interessados em aquecimento, iluminar um ambiente, manter predadores afastados etc.</p>
<p>Outro exemplo é do físico alemão Wilhelm Röntgen (1845 – 1923). Ele descobriu o raio X em 1895, enquanto estudava a luz fluorescente emitida por um tubo de raios catódicos. Esse aparelho é chamado também de tubo de Crookes.</p>
<p>Röntgen percebeu que uma chapa próxima ao experimento brilhava enquanto o tubo estava ligado. Ele executou alguns testes que demonstraram que alguns materiais bloqueavam esses raios e outros não. O cientista até pediu à sua esposa para colocar a mão entre o tubo e a chapa, revelando os ossos de seus dedos.</p>
<p>Röntgen tinha a tecnologia. Já que a natureza daqueles raios invisíveis era um mistério, ele não conhecia a ciência envolvida ali. Por isso, Wilhelm não pôde sequer dar um nome adequado à sua descoberta, que permaneceu chamada <strong>raio X</strong>.</p>
<p><a href="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg"></a></p>
<p>Imagem da série The Knick, do canal Cinemax, em que o personagem Herman Barrow tem um raio X tirado de seu crânio enquanto nem ele nem o operador usam qualquer tipo de proteção.</p>
<p>Muitas pessoas foram expostas em excesso a raios X antes de sabermos que eles podem causar mutações e outros prejuízos ao corpo. Isso poderia ser evitado se tivéssemos um conhecimento mais profundo sobre radiação.</p>
<p>Daí a importância de uma base científica por trás de uma tecnologia. Esse embasamento nos permite usar a tecnologia de forma mais controlada e responsável.</p>
<h2>Desenvolvendo tecnologia a partir da ciência</h2>
<p>O que vemos hoje é a tecnologia muito mais dependente da ciência.</p>
<p>Para produzir um celular, precisamos de conceitos de ondas para ele fazer ligações e se conectar à Internet. Sua bateria necessita de princípios de química e eletricidade para funcionar.</p>
<p>Por isso também podemos definir tecnologia como a aplicação prática da ciência.</p>
<p>Há empresas que investem em ciência aplicada porque sabem que os estudos são conduzidos em uma área que gera resultados práticos. A indústria farmacêutica é um bom exemplo. Estudos bioquímicos podem levar à produção de novas drogas que salvam vidas.</p>
<p>Mas nem todo tipo de conhecimento científico resulta em aplicações práticas em um futuro próximo.</p>
<p>Chamamos de ciência de base a busca pelo conhecimento motivada essencialmente pela curiosidade em saber como as coisas funcionam. É um trabalho dedicado a deixar um legado para a humanidade.</p>
<p>Agora uma frase do físico e escritor Steven Weinberg</p>
<blockquote>
<p>A ciência e a tecnologia se beneficiam uma da outra, mas, em seu nível mais fundamental, não se faz ciência por razões de ordem prática.</p>
</blockquote>
<p>Em geral, a maior parte do fomento a esse campo vem de dinheiro público, mas também há instituições privadas que investem nesse tipo de ciência sem esperar resultados práticos em troca. Inclusive, há campanhas de financiamento coletivo como a da neurocientista <a href="http://www.kickante.com.br/campanhas/contribua-com-pesquisa-cientifica-do-brasil">Suzana Herculano-Houzel</a>, que já superou a meta de R$ 100.000,00 em contribuições.</p>
<p>Há quem pense que investimentos em ciência de base são uma perda de dinheiro e de tempo. Mas anos de pesquisa em ciência de base podem resultar em aplicações práticas e avanços que nossa visão ainda não é capaz de enxergar.</p>
<p>Eventualmente esse conhecimento será “útil” e fará uma diferença no dia a dia. Só então seremos gratos aos engenheiros, cientistas e inventores que acreditaram no conhecimento mas muitas vezes veem seus trabalhos desprezados?</p>
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      <title><![CDATA[Desvendando o Relógio Astronômico]]></title>
      <description><![CDATA[Aprenda a ler o Relógio Astronômico de Praga, também conhecido como Orloj.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Aprenda a ler o Relógio Astronômico de Praga, também conhecido como Orloj.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 17 Jun 2015 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <category>astronomia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Em viagem recente a Praga, a capital da República Tcheca, fiquei fascinado pelo Relógio Astronômico, ou Orloj como dizem os tchecos. O fascínio veio não apenas pela idade do instrumento — instalado em 1410 — mas pela variedade de informações que ele é capaz de apontar.</p>
<p>Além das horas, ao consultar o Orloj também podemos obter mais algumas informações interessantes: o momento do amanhecer e do anoitecer; a fase da Lua e em qual posição está o Sol em relação às constelações do zodíaco.</p>
<p>Para a leitura do relógio, é essencial entender quais são suas partes móveis.</p>
<h2>O ponteiro dourado</h2>
<p>O ponteiro dourado tem uma <strong>mão dourada</strong> na extremidade e uma haste fixa sobre ele por onde um <strong>pequeno sol</strong> desliza. O movimento do ponteiro é sempre no sentido horário.</p>
<p>A mão dourada foi idealizada para apontar dois horários: o <strong>Germânico</strong> e o <strong>Boêmio</strong>.</p>
<p>O horário <strong>Germânico</strong> é o mais próximo do qual estamos acostumados. Representa as 24 horas do dia por meio de dois grupos de algarismos romanos de I a XII no mostrador do relógio. A primeira hora do dia fica na parte inferior do relógio.</p>
<p>Atualmente o Orloj está regulado para representar o <strong>Horário da Europa Central</strong> (em inglês: Central European Time — CET) no mostrador do horário Germânico. O CET só equivale ao horário local de Praga durante o inverno, quando o horário de verão não está em vigor na República Tcheca. Na imagem, podemos ver que a mão dourada está sobre o número IV. São cerca de 4 horas da tarde (16h00).</p>
<p>Lemos o antigo horário <strong>Boêmio</strong> com os chamados numerais de Schwabacher. São 24 numerais dispostos no anel preto mais externo, que representam quantas horas se passaram após o pôr do Sol. O anel gira com a passagem do ano para se adequar à hora em que o Sol se põe. Quando a mão dourada atinge a número 24, chega a hora do pôr do Sol. Por isso, conforme o verão se aproxima (o anoitecer começa mais tarde no verão, quando os dias são mais longos que as noites), o anel move no sentido horário. Conforme o verão se afasta, o anel move no sentido anti-horário. Na imagem, são aproximadamente 21 horas passadas após o pôr do Sol — ou 3 horas para o fim do dia.</p>
<p>O <strong>pequeno sol</strong> fornece um terceiro tipo de horário: o horário <strong>Babilônico</strong>. Ele é medido em 12 “horas” desiguais do dia — apenas entre o nascer e o pôr do Sol — e representado pelos numerais indo arábicos em preto, de 1 a 12. Cada numeral pertence a uma linha curva. Quando o pequeno sol passa sobre uma dessas linhas curvas, marca aquela “hora”. Na imagem, o Sol nasceu há cerca de 10 “horas”. O pequeno sol desliza sobre o ponteiro para acompanhar a variação da duração de tempo entre o nascer e o pôr do Sol. Assim, temos “horas” curtas no inverno e “horas” longas no verão.</p>
<h2>O ponteiro da Lua</h2>
<p>O ponteiro da Lua possui uma esfera que gira conforme o ponteiro anda. Ela é metade preta e metade prateada, simbolizando a fase em que a Lua está no céu. A <strong>pequena lua</strong> também desliza em uma haste, fixa sobre este ponteiro.</p>
<h2>O anel zodiacal</h2>
<p>O anel zodiacal indica o movimento do Sol e da Lua na eclíptica, região definida pelo aparente movimento do Sol no céu durante o ano.</p>
<p>Se observarmos o céu antes do nascer do Sol, enquanto olhamos para o Leste, podemos estimar qual constelação estará atrás do astro durante o dia. Ao repetirmos esse procedimento periodicamente, notaremos que a posição do Sol em relação às constelações varia, percorrendo as 12 constelações do zodíaco durante o ano.</p>
<p><video controls="" src="https://video.nostr.build/3fd459e963b279a4192da4813aea15c0f6911850b66ae0574c1f0e4180346861.mp4" style="width:100%;"></video></p>
<p>No anel zodiacal, os 12 símbolos representam as casas do zodíaco e podemos ver sobre eles quais as posições da Lua e do Sol. Repare que o pequeno sol e a pequena lua estão conectados ao centro geométrico do anel zodiacal por barras, que os mantêm na borda do anel (no caminho da eclíptica) no decorrer do ano. O pequeno sol fica sobre determinada casa do zodíaco de acordo com o calendário dos signos.</p>
<p>♈️ Áries (21/03 — 20/04)<br>♉️ Touro (21/04 — 20/05)<br>♊️ Gêmeos (21/05 — 20/06)<br>♋️ Câncer (21/06 — 22/07)<br>♌️ Leão (23/07 — 23/08)<br>♍️ Virgem (24/08 — 23/09)<br>♎️ Libra (24/09 — 23/10)<br>♏️ Escorpião (24/10 — 22/11)<br>♐️ Sagitário (23/11 — 21/12)<br>♑️ Capricórnio (22/12 — 20/01)<br>♒️ Aquário (21/01 — 19/02)<br>♓️ Peixes (20/02 — 20/03)</p>
<p>Este anel completa uma volta em torno do centro do relógio em um dia sideral. O dia sideral é baseado no aparente movimento das estrelas causado pela rotação da Terra. Sua duração é cerca de 4 minutos menor que o dia comum (dia solar). Por isso, o anel zodiacal anda ligeiramente mais rápido que o ponteiro com o pequeno sol.</p>
<p>O ponteiro menor com uma estrela na ponta conta o <strong>tempo sideral</strong>. Ele está fixo no anel zodiacal e foi posicionado entre os signos de Peixes e Áries para simbolizar o ponto vernal. A leitura das horas siderais é feita no mostrador com algarismos romanos. Na imagem, o relógio marca por volta de 2h30 no tempo sideral.</p>
<p>O ponto vernal é determinado pela posição do Sol durante seu movimento aparente na eclíptica, quando encontra o equador celeste (plano imaginário definido pelo equador da Terra). Nesse momento ocorre o equinócio de primavera no hemisfério norte — quando o dia tem a mesma duração que a noite (ver imagem abaixo).</p>
<p><a href="https://image.nostr.build/474de14f26a1c49c339c0c1e820a64101d0bd97a77942a8a0f8566e2191133cc.png" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/474de14f26a1c49c339c0c1e820a64101d0bd97a77942a8a0f8566e2191133cc.png"></a><br>É preciso enfatizar que o Sol não se move ao redor da Terra. A imagem acima é apenas uma representação do movimento aparente do Sol para um observador aqui no nosso planeta.</p>
<p>Agora que sabemos quais são as partes móveis, vamos entender a parte fixa do Orloj.</p>
<h2>A placa fixa</h2>
<p>Já sabemos a utilidade dos numerais da placa fixa, mas resta saber o significado de suas cores e das quatro palavras nela escritas.</p>
<p>Quando o pequeno sol está sobre o segmento azul, significa que é dia. Quando está sobre o segmento laranja, é hora do amanhecer (<strong>AVRORA</strong> — aurora) no horizonte leste (<strong>ORTVS</strong>) ou do anoitecer (<strong>CREPVSCVLVM</strong> —  crepúsculo) no horizonte oeste (<strong>OCCASVS</strong>). E quando ele entra no segmento preto, significa que é chegada a noite.</p>
<p>O círculo dourado mais externo, onde estão os algarismos romanos, representa o <strong>Trópico de Câncer</strong>. O círculo dourado de menor diâmetro, que contém a Terra, representa o <strong>Trópico de Capricórnio</strong>. O círculo entre esses dois representa o <strong>Equador</strong>.</p>
<p>Durante o verão, o pequeno sol fica mais próximo do Trópico de Câncer (quando o Sol está mais alto no céu) e durante o inverno ele fica mais próximo do Trópico de Capricórnio (quando o Sol está mais baixo no céu).</p>
<h2>E muito mais</h2>
<p>Mais que um ponto turístico, o Orloj é um monumento à observação dos céus. É uma máquina do tempo que nos transporta para uma época em que ainda se acreditava que a Terra estava no centro do universo. E acima de tudo, é muito mais que um relógio.</p>
<h2>Curiosidades</h2>
<ul>
<li>O Orloj foi criado por Mikuláš de Kadaň com base nos cálculos de Jan Šindel</li>
<li>A Torre do Relógio tem outras atrações, como as esculturas que se movem (dentre elas os doze apóstolos) a cada vez que o relógio completa uma hora e um calendário que indica o dia atual</li>
<li>O Orloj não é o único relógio astronômico, mas é o mais antigo em funcionamento</li>
<li>A torre onde está instalado o relógio tem 69,5 metros de altura</li>
<li>O ponto vernal não é mais observado na constelação de Áries, mas sim na constelação de Peixes, devido a um fenômeno chamado precessão dos equinócios</li>
<li>No final da Segunda Guerra Mundial, os nazistas danificaram o Orloj, mas ele foi reparado e voltou a funcionar alguns anos depois</li>
</ul>
<p>E você, já tinha ouvido falar do Orloj? Se já foi a Praga, conseguiu desvendá-lo? Deixe o seu comentário!</p>
<p>Referências:</p>
<p>Imagem 1: <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Praha_Orloj_DSC_0528.jpg">Wikipedia</a><br>Imagem 2: Adaptada de <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Equinoxes-solstice-PT.svg">Wikipedia</a></p>
<p><a href="http://www.orloj.eu/en/astro_cifernik.htm">PRAŽSKÝ ORLOJ — The astronomical dial</a><br><a href="http://www.orloj.eu/en/orloj_simulator1.php">PRAŽSKÝ ORLOJ — Simulator of the astronomical dial of the clock</a><br><a href="http://www.wijzerweb.be/prague.html">Prague — five kinds of time on one clock</a><br><a href="http://www.staromestskaradnicepraha.cz/en/astronomical-clock/how-to-read-time/">Prague City Tourism — Astronomical Clock — How to Read Time</a><br>Orloj Computer Animation — Prague a la Carte (este link não está mais disponível)<br><np-embed url="http://www.praguealacarte.com/orloj/orlojLoader.html"><a href="http://www.praguealacarte.com/orloj/orlojLoader.html">http://www.praguealacarte.com/orloj/orlojLoader.html</a></np-embed></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Em viagem recente a Praga, a capital da República Tcheca, fiquei fascinado pelo Relógio Astronômico, ou Orloj como dizem os tchecos. O fascínio veio não apenas pela idade do instrumento — instalado em 1410 — mas pela variedade de informações que ele é capaz de apontar.</p>
<p>Além das horas, ao consultar o Orloj também podemos obter mais algumas informações interessantes: o momento do amanhecer e do anoitecer; a fase da Lua e em qual posição está o Sol em relação às constelações do zodíaco.</p>
<p>Para a leitura do relógio, é essencial entender quais são suas partes móveis.</p>
<h2>O ponteiro dourado</h2>
<p>O ponteiro dourado tem uma <strong>mão dourada</strong> na extremidade e uma haste fixa sobre ele por onde um <strong>pequeno sol</strong> desliza. O movimento do ponteiro é sempre no sentido horário.</p>
<p>A mão dourada foi idealizada para apontar dois horários: o <strong>Germânico</strong> e o <strong>Boêmio</strong>.</p>
<p>O horário <strong>Germânico</strong> é o mais próximo do qual estamos acostumados. Representa as 24 horas do dia por meio de dois grupos de algarismos romanos de I a XII no mostrador do relógio. A primeira hora do dia fica na parte inferior do relógio.</p>
<p>Atualmente o Orloj está regulado para representar o <strong>Horário da Europa Central</strong> (em inglês: Central European Time — CET) no mostrador do horário Germânico. O CET só equivale ao horário local de Praga durante o inverno, quando o horário de verão não está em vigor na República Tcheca. Na imagem, podemos ver que a mão dourada está sobre o número IV. São cerca de 4 horas da tarde (16h00).</p>
<p>Lemos o antigo horário <strong>Boêmio</strong> com os chamados numerais de Schwabacher. São 24 numerais dispostos no anel preto mais externo, que representam quantas horas se passaram após o pôr do Sol. O anel gira com a passagem do ano para se adequar à hora em que o Sol se põe. Quando a mão dourada atinge a número 24, chega a hora do pôr do Sol. Por isso, conforme o verão se aproxima (o anoitecer começa mais tarde no verão, quando os dias são mais longos que as noites), o anel move no sentido horário. Conforme o verão se afasta, o anel move no sentido anti-horário. Na imagem, são aproximadamente 21 horas passadas após o pôr do Sol — ou 3 horas para o fim do dia.</p>
<p>O <strong>pequeno sol</strong> fornece um terceiro tipo de horário: o horário <strong>Babilônico</strong>. Ele é medido em 12 “horas” desiguais do dia — apenas entre o nascer e o pôr do Sol — e representado pelos numerais indo arábicos em preto, de 1 a 12. Cada numeral pertence a uma linha curva. Quando o pequeno sol passa sobre uma dessas linhas curvas, marca aquela “hora”. Na imagem, o Sol nasceu há cerca de 10 “horas”. O pequeno sol desliza sobre o ponteiro para acompanhar a variação da duração de tempo entre o nascer e o pôr do Sol. Assim, temos “horas” curtas no inverno e “horas” longas no verão.</p>
<h2>O ponteiro da Lua</h2>
<p>O ponteiro da Lua possui uma esfera que gira conforme o ponteiro anda. Ela é metade preta e metade prateada, simbolizando a fase em que a Lua está no céu. A <strong>pequena lua</strong> também desliza em uma haste, fixa sobre este ponteiro.</p>
<h2>O anel zodiacal</h2>
<p>O anel zodiacal indica o movimento do Sol e da Lua na eclíptica, região definida pelo aparente movimento do Sol no céu durante o ano.</p>
<p>Se observarmos o céu antes do nascer do Sol, enquanto olhamos para o Leste, podemos estimar qual constelação estará atrás do astro durante o dia. Ao repetirmos esse procedimento periodicamente, notaremos que a posição do Sol em relação às constelações varia, percorrendo as 12 constelações do zodíaco durante o ano.</p>
<p><video controls="" src="https://video.nostr.build/3fd459e963b279a4192da4813aea15c0f6911850b66ae0574c1f0e4180346861.mp4" style="width:100%;"></video></p>
<p>No anel zodiacal, os 12 símbolos representam as casas do zodíaco e podemos ver sobre eles quais as posições da Lua e do Sol. Repare que o pequeno sol e a pequena lua estão conectados ao centro geométrico do anel zodiacal por barras, que os mantêm na borda do anel (no caminho da eclíptica) no decorrer do ano. O pequeno sol fica sobre determinada casa do zodíaco de acordo com o calendário dos signos.</p>
<p>♈️ Áries (21/03 — 20/04)<br>♉️ Touro (21/04 — 20/05)<br>♊️ Gêmeos (21/05 — 20/06)<br>♋️ Câncer (21/06 — 22/07)<br>♌️ Leão (23/07 — 23/08)<br>♍️ Virgem (24/08 — 23/09)<br>♎️ Libra (24/09 — 23/10)<br>♏️ Escorpião (24/10 — 22/11)<br>♐️ Sagitário (23/11 — 21/12)<br>♑️ Capricórnio (22/12 — 20/01)<br>♒️ Aquário (21/01 — 19/02)<br>♓️ Peixes (20/02 — 20/03)</p>
<p>Este anel completa uma volta em torno do centro do relógio em um dia sideral. O dia sideral é baseado no aparente movimento das estrelas causado pela rotação da Terra. Sua duração é cerca de 4 minutos menor que o dia comum (dia solar). Por isso, o anel zodiacal anda ligeiramente mais rápido que o ponteiro com o pequeno sol.</p>
<p>O ponteiro menor com uma estrela na ponta conta o <strong>tempo sideral</strong>. Ele está fixo no anel zodiacal e foi posicionado entre os signos de Peixes e Áries para simbolizar o ponto vernal. A leitura das horas siderais é feita no mostrador com algarismos romanos. Na imagem, o relógio marca por volta de 2h30 no tempo sideral.</p>
<p>O ponto vernal é determinado pela posição do Sol durante seu movimento aparente na eclíptica, quando encontra o equador celeste (plano imaginário definido pelo equador da Terra). Nesse momento ocorre o equinócio de primavera no hemisfério norte — quando o dia tem a mesma duração que a noite (ver imagem abaixo).</p>
<p><a href="https://image.nostr.build/474de14f26a1c49c339c0c1e820a64101d0bd97a77942a8a0f8566e2191133cc.png" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/474de14f26a1c49c339c0c1e820a64101d0bd97a77942a8a0f8566e2191133cc.png"></a><br>É preciso enfatizar que o Sol não se move ao redor da Terra. A imagem acima é apenas uma representação do movimento aparente do Sol para um observador aqui no nosso planeta.</p>
<p>Agora que sabemos quais são as partes móveis, vamos entender a parte fixa do Orloj.</p>
<h2>A placa fixa</h2>
<p>Já sabemos a utilidade dos numerais da placa fixa, mas resta saber o significado de suas cores e das quatro palavras nela escritas.</p>
<p>Quando o pequeno sol está sobre o segmento azul, significa que é dia. Quando está sobre o segmento laranja, é hora do amanhecer (<strong>AVRORA</strong> — aurora) no horizonte leste (<strong>ORTVS</strong>) ou do anoitecer (<strong>CREPVSCVLVM</strong> —  crepúsculo) no horizonte oeste (<strong>OCCASVS</strong>). E quando ele entra no segmento preto, significa que é chegada a noite.</p>
<p>O círculo dourado mais externo, onde estão os algarismos romanos, representa o <strong>Trópico de Câncer</strong>. O círculo dourado de menor diâmetro, que contém a Terra, representa o <strong>Trópico de Capricórnio</strong>. O círculo entre esses dois representa o <strong>Equador</strong>.</p>
<p>Durante o verão, o pequeno sol fica mais próximo do Trópico de Câncer (quando o Sol está mais alto no céu) e durante o inverno ele fica mais próximo do Trópico de Capricórnio (quando o Sol está mais baixo no céu).</p>
<h2>E muito mais</h2>
<p>Mais que um ponto turístico, o Orloj é um monumento à observação dos céus. É uma máquina do tempo que nos transporta para uma época em que ainda se acreditava que a Terra estava no centro do universo. E acima de tudo, é muito mais que um relógio.</p>
<h2>Curiosidades</h2>
<ul>
<li>O Orloj foi criado por Mikuláš de Kadaň com base nos cálculos de Jan Šindel</li>
<li>A Torre do Relógio tem outras atrações, como as esculturas que se movem (dentre elas os doze apóstolos) a cada vez que o relógio completa uma hora e um calendário que indica o dia atual</li>
<li>O Orloj não é o único relógio astronômico, mas é o mais antigo em funcionamento</li>
<li>A torre onde está instalado o relógio tem 69,5 metros de altura</li>
<li>O ponto vernal não é mais observado na constelação de Áries, mas sim na constelação de Peixes, devido a um fenômeno chamado precessão dos equinócios</li>
<li>No final da Segunda Guerra Mundial, os nazistas danificaram o Orloj, mas ele foi reparado e voltou a funcionar alguns anos depois</li>
</ul>
<p>E você, já tinha ouvido falar do Orloj? Se já foi a Praga, conseguiu desvendá-lo? Deixe o seu comentário!</p>
<p>Referências:</p>
<p>Imagem 1: <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Praha_Orloj_DSC_0528.jpg">Wikipedia</a><br>Imagem 2: Adaptada de <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Equinoxes-solstice-PT.svg">Wikipedia</a></p>
<p><a href="http://www.orloj.eu/en/astro_cifernik.htm">PRAŽSKÝ ORLOJ — The astronomical dial</a><br><a href="http://www.orloj.eu/en/orloj_simulator1.php">PRAŽSKÝ ORLOJ — Simulator of the astronomical dial of the clock</a><br><a href="http://www.wijzerweb.be/prague.html">Prague — five kinds of time on one clock</a><br><a href="http://www.staromestskaradnicepraha.cz/en/astronomical-clock/how-to-read-time/">Prague City Tourism — Astronomical Clock — How to Read Time</a><br>Orloj Computer Animation — Prague a la Carte (este link não está mais disponível)<br><np-embed url="http://www.praguealacarte.com/orloj/orlojLoader.html"><a href="http://www.praguealacarte.com/orloj/orlojLoader.html">http://www.praguealacarte.com/orloj/orlojLoader.html</a></np-embed></p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Teoria X Hipótese]]></title>
      <description><![CDATA[Entenda a diferença entre teoria e hipótese.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Entenda a diferença entre teoria e hipótese.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 25 May 2013 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <category>conceito</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Teoria</strong> e <strong>hipótese</strong> são termos de conceitos bem diferentes, mas geralmente confundidos como palavras de mesmo significado.</p>
<p>Você já ouviu uma das seguintes frases?</p>
<p>“Não acredito nessa sua teoria.”</p>
<p>“Essa sua hipótese é falha.”</p>
<p>“Interessante essa sua teoria.”</p>
<p>Todas elas tratam hipótese e teoria como uma opinião ou ponto de vista em relação a algo.</p>
<p>No entanto, meras opiniões não representam a verdade para a ciência. Para encontrarmos explicações fundamentadas sobre o funcionamento da natureza, precisamos seguir uma série de etapas que constituem o chamado método científico. E são justamente os conceitos de teoria e hipótese que fazem parte desse método.</p>
<p>Mas antes de vermos a diferença entre teoria e hipótese, precisamos definir o que é uma <strong>lei</strong> para a ciência.</p>
<h2>O que é uma lei?</h2>
<p>Uma lei é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações.</p>
<p>Considere as leis do movimento de Newton: a terceira delas, conhecida como Lei da Ação e Reação, diz que para uma força aplicada por um corpo A sobre um corpo B, é aplicada pelo corpo B sobre o corpo A uma força de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto.</p>
<p>Isso explica <strong>o que</strong> ocorre (a interação entre corpos que aplicam forças entre si), mas não descreve <strong>como/por que</strong> acontece uma força de reação para toda força de ação.</p>
<h2>Qual a diferença entre teoria e hipótese?</h2>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Hipóteses devem ser testadas, o que normalmente é realizado por meio de experiências.</p>
<p>As <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem hipóteses já testadas exaustivamente, fatos e leis.</p>
<p>Uma teoria pode soar como uma explicação definitiva, mas pode vir a ser derrubada com o passar dos anos.</p>
<p>Acompanhe este exemplo.</p>
<p>Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) defendia a teoria da geração espontânea, baseando seus estudos em ideias já aceitas como verdade por outros pensadores.</p>
<p>A geração espontânea, também conhecida como abiogênese (não confundir com a abiogênese que se refere às hipóteses de origem da vida na Terra), consistia em explicar o surgimento de seres vivos a partir de matéria inanimada. Seria como se larvas fossem geradas a partir da carcaça de um animal morto ou ratos surgissem de uma toalha úmida deixada com restos de alimentos em um quarto escuro.</p>
<p>Hoje, isso não faz sentido para nós porque sabemos que os seres surgem a partir de outros seres. No entanto, por muito tempo essa foi a teoria dominante.</p>
<p>Muito tempo mesmo! Vários séculos depois de Aristóteles, cientistas que desconfiavam da teoria da geração espontânea, como Louis Pasteur, formularam a hipótese de que os seres vivos se formam a partir de outros seres vivos (biogênese). Por meio de <strong>experimentos</strong>, ficou provado que os seres vivos não surgem aleatoriamente e precisam se reproduzir para dar origem a outros seres vivos.</p>
<p>Com os trabalhos e descobertas de diversos cientistas, a hipótese da biogênese foi elevada a teoria, pois foi demonstrada como correta e derrubou a teoria da geração espontânea.</p>
<p>E então, ficou clara a diferença entre teoria e hipótese? Qualquer dúvida, é só deixar o seu comentário abaixo.</p>
<p>Se você gostou do artigo, não se esqueça de curtir e compartilhar com os seus amigos.</p>
<p>Referências: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jdWMcMW54fA">Canal OUSbiology no Youtube</a>, <a href="https://www.thoughtco.com/scientific-hypothesis-theory-law-definitions-604138">About.com</a> e <a href="https://www.toptenz.net/top-10-most-famous-scientific-theories-that-turned-out-to-be-wrong.php">TopTenz.net</a></p>
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      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><strong>Teoria</strong> e <strong>hipótese</strong> são termos de conceitos bem diferentes, mas geralmente confundidos como palavras de mesmo significado.</p>
<p>Você já ouviu uma das seguintes frases?</p>
<p>“Não acredito nessa sua teoria.”</p>
<p>“Essa sua hipótese é falha.”</p>
<p>“Interessante essa sua teoria.”</p>
<p>Todas elas tratam hipótese e teoria como uma opinião ou ponto de vista em relação a algo.</p>
<p>No entanto, meras opiniões não representam a verdade para a ciência. Para encontrarmos explicações fundamentadas sobre o funcionamento da natureza, precisamos seguir uma série de etapas que constituem o chamado método científico. E são justamente os conceitos de teoria e hipótese que fazem parte desse método.</p>
<p>Mas antes de vermos a diferença entre teoria e hipótese, precisamos definir o que é uma <strong>lei</strong> para a ciência.</p>
<h2>O que é uma lei?</h2>
<p>Uma lei é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações.</p>
<p>Considere as leis do movimento de Newton: a terceira delas, conhecida como Lei da Ação e Reação, diz que para uma força aplicada por um corpo A sobre um corpo B, é aplicada pelo corpo B sobre o corpo A uma força de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto.</p>
<p>Isso explica <strong>o que</strong> ocorre (a interação entre corpos que aplicam forças entre si), mas não descreve <strong>como/por que</strong> acontece uma força de reação para toda força de ação.</p>
<h2>Qual a diferença entre teoria e hipótese?</h2>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Hipóteses devem ser testadas, o que normalmente é realizado por meio de experiências.</p>
<p>As <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem hipóteses já testadas exaustivamente, fatos e leis.</p>
<p>Uma teoria pode soar como uma explicação definitiva, mas pode vir a ser derrubada com o passar dos anos.</p>
<p>Acompanhe este exemplo.</p>
<p>Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) defendia a teoria da geração espontânea, baseando seus estudos em ideias já aceitas como verdade por outros pensadores.</p>
<p>A geração espontânea, também conhecida como abiogênese (não confundir com a abiogênese que se refere às hipóteses de origem da vida na Terra), consistia em explicar o surgimento de seres vivos a partir de matéria inanimada. Seria como se larvas fossem geradas a partir da carcaça de um animal morto ou ratos surgissem de uma toalha úmida deixada com restos de alimentos em um quarto escuro.</p>
<p>Hoje, isso não faz sentido para nós porque sabemos que os seres surgem a partir de outros seres. No entanto, por muito tempo essa foi a teoria dominante.</p>
<p>Muito tempo mesmo! Vários séculos depois de Aristóteles, cientistas que desconfiavam da teoria da geração espontânea, como Louis Pasteur, formularam a hipótese de que os seres vivos se formam a partir de outros seres vivos (biogênese). Por meio de <strong>experimentos</strong>, ficou provado que os seres vivos não surgem aleatoriamente e precisam se reproduzir para dar origem a outros seres vivos.</p>
<p>Com os trabalhos e descobertas de diversos cientistas, a hipótese da biogênese foi elevada a teoria, pois foi demonstrada como correta e derrubou a teoria da geração espontânea.</p>
<p>E então, ficou clara a diferença entre teoria e hipótese? Qualquer dúvida, é só deixar o seu comentário abaixo.</p>
<p>Se você gostou do artigo, não se esqueça de curtir e compartilhar com os seus amigos.</p>
<p>Referências: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jdWMcMW54fA">Canal OUSbiology no Youtube</a>, <a href="https://www.thoughtco.com/scientific-hypothesis-theory-law-definitions-604138">About.com</a> e <a href="https://www.toptenz.net/top-10-most-famous-scientific-theories-that-turned-out-to-be-wrong.php">TopTenz.net</a></p>
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