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      <pubDate>Mon, 29 Feb 2016 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Método Científico em 6 Passos]]></title>
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             <itunes:subtitle><![CDATA[Conheça as regras que são a base de como fazer ciência.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 29 Feb 2016 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Você já teve a oportunidade de ler um livro de divulgação científica? Ele provavelmente citou o método científico em algum momento.</p>
<p>No entanto, nem sempre os autores explicam o que de fato ele é.</p>
<p>Então vamos entender essas regras que são a base de como fazer ciência.</p>
<p>Lembrando que na literatura o número de passos do método pode variar. Aqui veremos em seis passos.</p>
<h2>1. Observação</h2>
<p>Observe a natureza, algum evento, o comportamento das pessoas ou qualquer que seja o seu objeto de estudo.</p>
<p>O observador deve ser objetivo, ater-se aos fatos e não se deixar influenciar por impressões ou intuições.</p>
<p>A observação vai despertar a sua curiosidade, que vai levar aos questionamentos.</p>
<h2>2. Questionamento</h2>
<p>Questione por que aquilo que você observou acontece.</p>
<p>Suas perguntas serão seu guia numa espécie de formulação de um problema.</p>
<p>A solução desse problema é onde queremos chegar com o uso do método científico.</p>
<p>O questionamento e a observação estão muito interligados. A observação leva ao questionamento, mas o questionamento também pode estimular novas observações.</p>
<h2>3. Hipótese</h2>
<p>Levante uma hipótese.</p>
<p>Essa será a sua sugestão de solução do problema formulado durante o questionamento.</p>
<p>É importante que essa hipótese seja testável e falseável. Ela será colocada a prova com experimentos.</p>
<p>Aqui, vale falarmos mais sobre falseabilidade.</p>
<p>Uma ideia ganha mais força quando outras pessoas validam que ela acontece ou funciona.</p>
<p>Daí a importância de uma hipótese ser testável. Assim, temos a capacidade de verificar se ela é verdadeira ou falsa.</p>
<p>Uma hipótese falseável é aquela que temos como considerar falsa.</p>
<p>Segundo o exemplo do filósofo alemão Karl Popper, a hipótese de que "todos os cisnes são brancos" é falseável. Basta encontrarmos um cisne negro para refutá-la.</p>
<h2>4. Experimentação</h2>
<p>Crie um ou mais experimentos controlados, cujos resultados esperados possam reforçar a sua hipótese.</p>
<h2>5. Análise</h2>
<p>Verifique bem os resultados dos experimentos.</p>
<p>Analise os dados, refaça as contas e certifique-se de que não houve erros ou vieses para atrapalhar a interpretação das informações.</p>
<p>E nada de "interpretação criativa" dos dados. Avalie-os da maneira mais imparcial e fria possível, afinal, eles devem refletir a realidade e não o que você gostaria que eles representassem.</p>
<p>Peço licença novamente, dessa vez para relembrar o que são lei, hipótese e teoria.</p>
<p>Uma <strong>lei</strong> é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações. Exemplo: Lei da Gravitação Universal.</p>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Exemplo: Hipótese da Geração Espontânea.</p>
<p>E as <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem fatos, leis e hipóteses já testadas exaustivamente. Exemplo: Teoria da Evolução.</p>
<h2>6. Conclusão</h2>
<p>Caso o experimento não tenha saído como o esperado, tente entender o por quê e retorne ao Passo 3. Ajuste a sua hipótese ou formule uma nova.</p>
<p>Se os dados obtidos com o experimento comprovam a sua hipótese, chegamos à solução do problema.</p>
<p>A partir daí, sua ideia poderá ser refinada, revisada por outros cientistas, publicada e quem sabe até se tornar uma teoria.</p>
<p>Não pense, porém, que o método científico serve apenas para cientistas. Ele é para todos!</p>
<p>Você pode usá-lo no seu dia a dia, mesmo que seja uma versão mais flexível.</p>
<p>Assim, evitamos de ser enganados e reafirmamos o nosso compromisso com a verdade.</p>
<p>Referências:</p>
<ul>
<li>Science: The Definitive Visual Guide, DK</li>
<li>O Livro da Ciência, Editora Globo</li>
<li>BYNUM, William; Uma Breve História da Ciência, Editora L&amp;PM</li>
<li>﻿﻿Simpatia Funciona? - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3p0PRYBCPE">Nerdologia</a></li>
<li>Origem da Vida e Método Científico - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kgs%7CwVCe2H8">Descomplica</a></li>
<li>﻿﻿O Método Científico e os Tipos de Pesquisa - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ey9bTshV308">Aula da Professora Regina Fonseca</a></li>
<li>﻿﻿Falseabilidade - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GJcvAFDW4k4">Canal do Pirula</a></li>
</ul>
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      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Você já teve a oportunidade de ler um livro de divulgação científica? Ele provavelmente citou o método científico em algum momento.</p>
<p>No entanto, nem sempre os autores explicam o que de fato ele é.</p>
<p>Então vamos entender essas regras que são a base de como fazer ciência.</p>
<p>Lembrando que na literatura o número de passos do método pode variar. Aqui veremos em seis passos.</p>
<h2>1. Observação</h2>
<p>Observe a natureza, algum evento, o comportamento das pessoas ou qualquer que seja o seu objeto de estudo.</p>
<p>O observador deve ser objetivo, ater-se aos fatos e não se deixar influenciar por impressões ou intuições.</p>
<p>A observação vai despertar a sua curiosidade, que vai levar aos questionamentos.</p>
<h2>2. Questionamento</h2>
<p>Questione por que aquilo que você observou acontece.</p>
<p>Suas perguntas serão seu guia numa espécie de formulação de um problema.</p>
<p>A solução desse problema é onde queremos chegar com o uso do método científico.</p>
<p>O questionamento e a observação estão muito interligados. A observação leva ao questionamento, mas o questionamento também pode estimular novas observações.</p>
<h2>3. Hipótese</h2>
<p>Levante uma hipótese.</p>
<p>Essa será a sua sugestão de solução do problema formulado durante o questionamento.</p>
<p>É importante que essa hipótese seja testável e falseável. Ela será colocada a prova com experimentos.</p>
<p>Aqui, vale falarmos mais sobre falseabilidade.</p>
<p>Uma ideia ganha mais força quando outras pessoas validam que ela acontece ou funciona.</p>
<p>Daí a importância de uma hipótese ser testável. Assim, temos a capacidade de verificar se ela é verdadeira ou falsa.</p>
<p>Uma hipótese falseável é aquela que temos como considerar falsa.</p>
<p>Segundo o exemplo do filósofo alemão Karl Popper, a hipótese de que "todos os cisnes são brancos" é falseável. Basta encontrarmos um cisne negro para refutá-la.</p>
<h2>4. Experimentação</h2>
<p>Crie um ou mais experimentos controlados, cujos resultados esperados possam reforçar a sua hipótese.</p>
<h2>5. Análise</h2>
<p>Verifique bem os resultados dos experimentos.</p>
<p>Analise os dados, refaça as contas e certifique-se de que não houve erros ou vieses para atrapalhar a interpretação das informações.</p>
<p>E nada de "interpretação criativa" dos dados. Avalie-os da maneira mais imparcial e fria possível, afinal, eles devem refletir a realidade e não o que você gostaria que eles representassem.</p>
<p>Peço licença novamente, dessa vez para relembrar o que são lei, hipótese e teoria.</p>
<p>Uma <strong>lei</strong> é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações. Exemplo: Lei da Gravitação Universal.</p>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Exemplo: Hipótese da Geração Espontânea.</p>
<p>E as <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem fatos, leis e hipóteses já testadas exaustivamente. Exemplo: Teoria da Evolução.</p>
<h2>6. Conclusão</h2>
<p>Caso o experimento não tenha saído como o esperado, tente entender o por quê e retorne ao Passo 3. Ajuste a sua hipótese ou formule uma nova.</p>
<p>Se os dados obtidos com o experimento comprovam a sua hipótese, chegamos à solução do problema.</p>
<p>A partir daí, sua ideia poderá ser refinada, revisada por outros cientistas, publicada e quem sabe até se tornar uma teoria.</p>
<p>Não pense, porém, que o método científico serve apenas para cientistas. Ele é para todos!</p>
<p>Você pode usá-lo no seu dia a dia, mesmo que seja uma versão mais flexível.</p>
<p>Assim, evitamos de ser enganados e reafirmamos o nosso compromisso com a verdade.</p>
<p>Referências:</p>
<ul>
<li>Science: The Definitive Visual Guide, DK</li>
<li>O Livro da Ciência, Editora Globo</li>
<li>BYNUM, William; Uma Breve História da Ciência, Editora L&amp;PM</li>
<li>﻿﻿Simpatia Funciona? - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3p0PRYBCPE">Nerdologia</a></li>
<li>Origem da Vida e Método Científico - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kgs%7CwVCe2H8">Descomplica</a></li>
<li>﻿﻿O Método Científico e os Tipos de Pesquisa - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ey9bTshV308">Aula da Professora Regina Fonseca</a></li>
<li>﻿﻿Falseabilidade - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GJcvAFDW4k4">Canal do Pirula</a></li>
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      <title><![CDATA[Ciência ou Tecnologia]]></title>
      <description><![CDATA[Saiba como ciência e tecnologia se relacionam e como se distinguem.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Saiba como ciência e tecnologia se relacionam e como se distinguem.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 06 Nov 2015 02:00:00 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/1727308775163/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É muito provável que você imediatamente associe a ciência à tecnologia. São conceitos tão próximos que precisamos de um pouco de atenção para entender as diferenças.</p>
<p>Vamos direto ao ponto.</p>
<p>A <strong>ciência</strong> busca as explicações sobre os fenômenos que ocorrem na natureza.</p>
<p>A <strong>tecnologia</strong> é uma atividade prática — um método, instrumento ou processo que ajude a alcançar um objetivo.</p>
<p>O divulgador da ciência e escritor Simon Singh tem uma ótima definição:</p>
<blockquote>
<p>(…) a tecnologia envolve todo o necessário para tornar a vida (e a morte) mais cômoda, enquanto a ciência é simplesmente um esforço para compreender o mundo.</p>
</blockquote>
<p>E o saudoso Carl Sagan escreveu:</p>
<blockquote>
<p>A ciência é uma tentativa, em grande parte bem-sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de ter domínio sobre nós mesmos, de seguir um rumo seguro.</p>
</blockquote>
<h2>A tecnologia depende da ciência?</h2>
<p>A tecnologia não necessariamente depende da ciência.</p>
<p>Imagine como se deu a descoberta da produção de fogo pelos seres humanos primordiais. Eles não tinham noção que é a combustão do oxigênio que gera calor e luz. Estavam interessados em aquecimento, iluminar um ambiente, manter predadores afastados etc.</p>
<p>Outro exemplo é do físico alemão Wilhelm Röntgen (1845 – 1923). Ele descobriu o raio X em 1895, enquanto estudava a luz fluorescente emitida por um tubo de raios catódicos. Esse aparelho é chamado também de tubo de Crookes.</p>
<p>Röntgen percebeu que uma chapa próxima ao experimento brilhava enquanto o tubo estava ligado. Ele executou alguns testes que demonstraram que alguns materiais bloqueavam esses raios e outros não. O cientista até pediu à sua esposa para colocar a mão entre o tubo e a chapa, revelando os ossos de seus dedos.</p>
<p>Röntgen tinha a tecnologia. Já que a natureza daqueles raios invisíveis era um mistério, ele não conhecia a ciência envolvida ali. Por isso, Wilhelm não pôde sequer dar um nome adequado à sua descoberta, que permaneceu chamada <strong>raio X</strong>.</p>
<p><a href="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg"></a></p>
<p>Imagem da série The Knick, do canal Cinemax, em que o personagem Herman Barrow tem um raio X tirado de seu crânio enquanto nem ele nem o operador usam qualquer tipo de proteção.</p>
<p>Muitas pessoas foram expostas em excesso a raios X antes de sabermos que eles podem causar mutações e outros prejuízos ao corpo. Isso poderia ser evitado se tivéssemos um conhecimento mais profundo sobre radiação.</p>
<p>Daí a importância de uma base científica por trás de uma tecnologia. Esse embasamento nos permite usar a tecnologia de forma mais controlada e responsável.</p>
<h2>Desenvolvendo tecnologia a partir da ciência</h2>
<p>O que vemos hoje é a tecnologia muito mais dependente da ciência.</p>
<p>Para produzir um celular, precisamos de conceitos de ondas para ele fazer ligações e se conectar à Internet. Sua bateria necessita de princípios de química e eletricidade para funcionar.</p>
<p>Por isso também podemos definir tecnologia como a aplicação prática da ciência.</p>
<p>Há empresas que investem em ciência aplicada porque sabem que os estudos são conduzidos em uma área que gera resultados práticos. A indústria farmacêutica é um bom exemplo. Estudos bioquímicos podem levar à produção de novas drogas que salvam vidas.</p>
<p>Mas nem todo tipo de conhecimento científico resulta em aplicações práticas em um futuro próximo.</p>
<p>Chamamos de ciência de base a busca pelo conhecimento motivada essencialmente pela curiosidade em saber como as coisas funcionam. É um trabalho dedicado a deixar um legado para a humanidade.</p>
<p>Agora uma frase do físico e escritor Steven Weinberg</p>
<blockquote>
<p>A ciência e a tecnologia se beneficiam uma da outra, mas, em seu nível mais fundamental, não se faz ciência por razões de ordem prática.</p>
</blockquote>
<p>Em geral, a maior parte do fomento a esse campo vem de dinheiro público, mas também há instituições privadas que investem nesse tipo de ciência sem esperar resultados práticos em troca. Inclusive, há campanhas de financiamento coletivo como a da neurocientista <a href="http://www.kickante.com.br/campanhas/contribua-com-pesquisa-cientifica-do-brasil">Suzana Herculano-Houzel</a>, que já superou a meta de R$ 100.000,00 em contribuições.</p>
<p>Há quem pense que investimentos em ciência de base são uma perda de dinheiro e de tempo. Mas anos de pesquisa em ciência de base podem resultar em aplicações práticas e avanços que nossa visão ainda não é capaz de enxergar.</p>
<p>Eventualmente esse conhecimento será “útil” e fará uma diferença no dia a dia. Só então seremos gratos aos engenheiros, cientistas e inventores que acreditaram no conhecimento mas muitas vezes veem seus trabalhos desprezados?</p>
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      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>É muito provável que você imediatamente associe a ciência à tecnologia. São conceitos tão próximos que precisamos de um pouco de atenção para entender as diferenças.</p>
<p>Vamos direto ao ponto.</p>
<p>A <strong>ciência</strong> busca as explicações sobre os fenômenos que ocorrem na natureza.</p>
<p>A <strong>tecnologia</strong> é uma atividade prática — um método, instrumento ou processo que ajude a alcançar um objetivo.</p>
<p>O divulgador da ciência e escritor Simon Singh tem uma ótima definição:</p>
<blockquote>
<p>(…) a tecnologia envolve todo o necessário para tornar a vida (e a morte) mais cômoda, enquanto a ciência é simplesmente um esforço para compreender o mundo.</p>
</blockquote>
<p>E o saudoso Carl Sagan escreveu:</p>
<blockquote>
<p>A ciência é uma tentativa, em grande parte bem-sucedida, de compreender o mundo, de controlar as coisas, de ter domínio sobre nós mesmos, de seguir um rumo seguro.</p>
</blockquote>
<h2>A tecnologia depende da ciência?</h2>
<p>A tecnologia não necessariamente depende da ciência.</p>
<p>Imagine como se deu a descoberta da produção de fogo pelos seres humanos primordiais. Eles não tinham noção que é a combustão do oxigênio que gera calor e luz. Estavam interessados em aquecimento, iluminar um ambiente, manter predadores afastados etc.</p>
<p>Outro exemplo é do físico alemão Wilhelm Röntgen (1845 – 1923). Ele descobriu o raio X em 1895, enquanto estudava a luz fluorescente emitida por um tubo de raios catódicos. Esse aparelho é chamado também de tubo de Crookes.</p>
<p>Röntgen percebeu que uma chapa próxima ao experimento brilhava enquanto o tubo estava ligado. Ele executou alguns testes que demonstraram que alguns materiais bloqueavam esses raios e outros não. O cientista até pediu à sua esposa para colocar a mão entre o tubo e a chapa, revelando os ossos de seus dedos.</p>
<p>Röntgen tinha a tecnologia. Já que a natureza daqueles raios invisíveis era um mistério, ele não conhecia a ciência envolvida ali. Por isso, Wilhelm não pôde sequer dar um nome adequado à sua descoberta, que permaneceu chamada <strong>raio X</strong>.</p>
<p><a href="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg" class="vbx-media" target="_blank"><img class="venobox" src="https://image.nostr.build/0bd313bb463f304f8dc066c170497d4d2734a04f46d6addc25101ef6fe127c89.jpg"></a></p>
<p>Imagem da série The Knick, do canal Cinemax, em que o personagem Herman Barrow tem um raio X tirado de seu crânio enquanto nem ele nem o operador usam qualquer tipo de proteção.</p>
<p>Muitas pessoas foram expostas em excesso a raios X antes de sabermos que eles podem causar mutações e outros prejuízos ao corpo. Isso poderia ser evitado se tivéssemos um conhecimento mais profundo sobre radiação.</p>
<p>Daí a importância de uma base científica por trás de uma tecnologia. Esse embasamento nos permite usar a tecnologia de forma mais controlada e responsável.</p>
<h2>Desenvolvendo tecnologia a partir da ciência</h2>
<p>O que vemos hoje é a tecnologia muito mais dependente da ciência.</p>
<p>Para produzir um celular, precisamos de conceitos de ondas para ele fazer ligações e se conectar à Internet. Sua bateria necessita de princípios de química e eletricidade para funcionar.</p>
<p>Por isso também podemos definir tecnologia como a aplicação prática da ciência.</p>
<p>Há empresas que investem em ciência aplicada porque sabem que os estudos são conduzidos em uma área que gera resultados práticos. A indústria farmacêutica é um bom exemplo. Estudos bioquímicos podem levar à produção de novas drogas que salvam vidas.</p>
<p>Mas nem todo tipo de conhecimento científico resulta em aplicações práticas em um futuro próximo.</p>
<p>Chamamos de ciência de base a busca pelo conhecimento motivada essencialmente pela curiosidade em saber como as coisas funcionam. É um trabalho dedicado a deixar um legado para a humanidade.</p>
<p>Agora uma frase do físico e escritor Steven Weinberg</p>
<blockquote>
<p>A ciência e a tecnologia se beneficiam uma da outra, mas, em seu nível mais fundamental, não se faz ciência por razões de ordem prática.</p>
</blockquote>
<p>Em geral, a maior parte do fomento a esse campo vem de dinheiro público, mas também há instituições privadas que investem nesse tipo de ciência sem esperar resultados práticos em troca. Inclusive, há campanhas de financiamento coletivo como a da neurocientista <a href="http://www.kickante.com.br/campanhas/contribua-com-pesquisa-cientifica-do-brasil">Suzana Herculano-Houzel</a>, que já superou a meta de R$ 100.000,00 em contribuições.</p>
<p>Há quem pense que investimentos em ciência de base são uma perda de dinheiro e de tempo. Mas anos de pesquisa em ciência de base podem resultar em aplicações práticas e avanços que nossa visão ainda não é capaz de enxergar.</p>
<p>Eventualmente esse conhecimento será “útil” e fará uma diferença no dia a dia. Só então seremos gratos aos engenheiros, cientistas e inventores que acreditaram no conhecimento mas muitas vezes veem seus trabalhos desprezados?</p>
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      <title><![CDATA[Teoria X Hipótese]]></title>
      <description><![CDATA[Entenda a diferença entre teoria e hipótese.]]></description>
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      <pubDate>Sat, 25 May 2013 03:00:00 GMT</pubDate>
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      <category>conceito</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[Thiago Xavier]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Teoria</strong> e <strong>hipótese</strong> são termos de conceitos bem diferentes, mas geralmente confundidos como palavras de mesmo significado.</p>
<p>Você já ouviu uma das seguintes frases?</p>
<p>“Não acredito nessa sua teoria.”</p>
<p>“Essa sua hipótese é falha.”</p>
<p>“Interessante essa sua teoria.”</p>
<p>Todas elas tratam hipótese e teoria como uma opinião ou ponto de vista em relação a algo.</p>
<p>No entanto, meras opiniões não representam a verdade para a ciência. Para encontrarmos explicações fundamentadas sobre o funcionamento da natureza, precisamos seguir uma série de etapas que constituem o chamado método científico. E são justamente os conceitos de teoria e hipótese que fazem parte desse método.</p>
<p>Mas antes de vermos a diferença entre teoria e hipótese, precisamos definir o que é uma <strong>lei</strong> para a ciência.</p>
<h2>O que é uma lei?</h2>
<p>Uma lei é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações.</p>
<p>Considere as leis do movimento de Newton: a terceira delas, conhecida como Lei da Ação e Reação, diz que para uma força aplicada por um corpo A sobre um corpo B, é aplicada pelo corpo B sobre o corpo A uma força de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto.</p>
<p>Isso explica <strong>o que</strong> ocorre (a interação entre corpos que aplicam forças entre si), mas não descreve <strong>como/por que</strong> acontece uma força de reação para toda força de ação.</p>
<h2>Qual a diferença entre teoria e hipótese?</h2>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Hipóteses devem ser testadas, o que normalmente é realizado por meio de experiências.</p>
<p>As <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem hipóteses já testadas exaustivamente, fatos e leis.</p>
<p>Uma teoria pode soar como uma explicação definitiva, mas pode vir a ser derrubada com o passar dos anos.</p>
<p>Acompanhe este exemplo.</p>
<p>Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) defendia a teoria da geração espontânea, baseando seus estudos em ideias já aceitas como verdade por outros pensadores.</p>
<p>A geração espontânea, também conhecida como abiogênese (não confundir com a abiogênese que se refere às hipóteses de origem da vida na Terra), consistia em explicar o surgimento de seres vivos a partir de matéria inanimada. Seria como se larvas fossem geradas a partir da carcaça de um animal morto ou ratos surgissem de uma toalha úmida deixada com restos de alimentos em um quarto escuro.</p>
<p>Hoje, isso não faz sentido para nós porque sabemos que os seres surgem a partir de outros seres. No entanto, por muito tempo essa foi a teoria dominante.</p>
<p>Muito tempo mesmo! Vários séculos depois de Aristóteles, cientistas que desconfiavam da teoria da geração espontânea, como Louis Pasteur, formularam a hipótese de que os seres vivos se formam a partir de outros seres vivos (biogênese). Por meio de <strong>experimentos</strong>, ficou provado que os seres vivos não surgem aleatoriamente e precisam se reproduzir para dar origem a outros seres vivos.</p>
<p>Com os trabalhos e descobertas de diversos cientistas, a hipótese da biogênese foi elevada a teoria, pois foi demonstrada como correta e derrubou a teoria da geração espontânea.</p>
<p>E então, ficou clara a diferença entre teoria e hipótese? Qualquer dúvida, é só deixar o seu comentário abaixo.</p>
<p>Se você gostou do artigo, não se esqueça de curtir e compartilhar com os seus amigos.</p>
<p>Referências: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jdWMcMW54fA">Canal OUSbiology no Youtube</a>, <a href="https://www.thoughtco.com/scientific-hypothesis-theory-law-definitions-604138">About.com</a> e <a href="https://www.toptenz.net/top-10-most-famous-scientific-theories-that-turned-out-to-be-wrong.php">TopTenz.net</a></p>
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      <itunes:author><![CDATA[Thiago Xavier]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><strong>Teoria</strong> e <strong>hipótese</strong> são termos de conceitos bem diferentes, mas geralmente confundidos como palavras de mesmo significado.</p>
<p>Você já ouviu uma das seguintes frases?</p>
<p>“Não acredito nessa sua teoria.”</p>
<p>“Essa sua hipótese é falha.”</p>
<p>“Interessante essa sua teoria.”</p>
<p>Todas elas tratam hipótese e teoria como uma opinião ou ponto de vista em relação a algo.</p>
<p>No entanto, meras opiniões não representam a verdade para a ciência. Para encontrarmos explicações fundamentadas sobre o funcionamento da natureza, precisamos seguir uma série de etapas que constituem o chamado método científico. E são justamente os conceitos de teoria e hipótese que fazem parte desse método.</p>
<p>Mas antes de vermos a diferença entre teoria e hipótese, precisamos definir o que é uma <strong>lei</strong> para a ciência.</p>
<h2>O que é uma lei?</h2>
<p>Uma lei é a generalização de um conjunto de observações, não tendo sido encontrada nenhuma exceção a tais observações.</p>
<p>Considere as leis do movimento de Newton: a terceira delas, conhecida como Lei da Ação e Reação, diz que para uma força aplicada por um corpo A sobre um corpo B, é aplicada pelo corpo B sobre o corpo A uma força de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto.</p>
<p>Isso explica <strong>o que</strong> ocorre (a interação entre corpos que aplicam forças entre si), mas não descreve <strong>como/por que</strong> acontece uma força de reação para toda força de ação.</p>
<h2>Qual a diferença entre teoria e hipótese?</h2>
<p>As <strong>hipóteses</strong> são conjecturas, especulações, previsões sobre determinado fenômeno da natureza e como ele se comporta. Hipóteses devem ser testadas, o que normalmente é realizado por meio de experiências.</p>
<p>As <strong>teorias</strong> são explicações bem fundamentadas para descrever eventos que ocorrem na natureza. Envolvem hipóteses já testadas exaustivamente, fatos e leis.</p>
<p>Uma teoria pode soar como uma explicação definitiva, mas pode vir a ser derrubada com o passar dos anos.</p>
<p>Acompanhe este exemplo.</p>
<p>Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) defendia a teoria da geração espontânea, baseando seus estudos em ideias já aceitas como verdade por outros pensadores.</p>
<p>A geração espontânea, também conhecida como abiogênese (não confundir com a abiogênese que se refere às hipóteses de origem da vida na Terra), consistia em explicar o surgimento de seres vivos a partir de matéria inanimada. Seria como se larvas fossem geradas a partir da carcaça de um animal morto ou ratos surgissem de uma toalha úmida deixada com restos de alimentos em um quarto escuro.</p>
<p>Hoje, isso não faz sentido para nós porque sabemos que os seres surgem a partir de outros seres. No entanto, por muito tempo essa foi a teoria dominante.</p>
<p>Muito tempo mesmo! Vários séculos depois de Aristóteles, cientistas que desconfiavam da teoria da geração espontânea, como Louis Pasteur, formularam a hipótese de que os seres vivos se formam a partir de outros seres vivos (biogênese). Por meio de <strong>experimentos</strong>, ficou provado que os seres vivos não surgem aleatoriamente e precisam se reproduzir para dar origem a outros seres vivos.</p>
<p>Com os trabalhos e descobertas de diversos cientistas, a hipótese da biogênese foi elevada a teoria, pois foi demonstrada como correta e derrubou a teoria da geração espontânea.</p>
<p>E então, ficou clara a diferença entre teoria e hipótese? Qualquer dúvida, é só deixar o seu comentário abaixo.</p>
<p>Se você gostou do artigo, não se esqueça de curtir e compartilhar com os seus amigos.</p>
<p>Referências: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jdWMcMW54fA">Canal OUSbiology no Youtube</a>, <a href="https://www.thoughtco.com/scientific-hypothesis-theory-law-definitions-604138">About.com</a> e <a href="https://www.toptenz.net/top-10-most-famous-scientific-theories-that-turned-out-to-be-wrong.php">TopTenz.net</a></p>
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