<rss
      xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
      xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
      xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
      xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
      xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
      version="2.0"
    >
      <channel>
        <title><![CDATA[Jornal colaborativo]]></title>
        <description><![CDATA[Jornal colaborativo]]></description>
        <link>https://idsera.npub.pro/tag/europa/</link>
        <atom:link href="https://idsera.npub.pro/tag/europa/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <itunes:new-feed-url>https://idsera.npub.pro/tag/europa/rss/</itunes:new-feed-url>
        <itunes:author><![CDATA[idsera]]></itunes:author>
        <itunes:subtitle><![CDATA[Jornal colaborativo]]></itunes:subtitle>
        <itunes:type>episodic</itunes:type>
        <itunes:owner>
          <itunes:name><![CDATA[idsera]]></itunes:name>
          <itunes:email><![CDATA[idsera]]></itunes:email>
        </itunes:owner>
            
      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
      <lastBuildDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</lastBuildDate>
      
      <itunes:image href="https://pfp.nostr.build/d04bb7baa476bbb67c4b0bb02e676d0fb8cd20b809f6956ed68d2adc647b91b1.jpg" />
      <image>
        <title><![CDATA[Jornal colaborativo]]></title>
        <link>https://idsera.npub.pro/tag/europa/</link>
        <url>https://pfp.nostr.build/d04bb7baa476bbb67c4b0bb02e676d0fb8cd20b809f6956ed68d2adc647b91b1.jpg</url>
      </image>
      <item>
      <title><![CDATA[Manta de retalhos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/vwmfuncxotn5mhjtij26x/</link>
      <comments>https://idsera.npub.pro/post/vwmfuncxotn5mhjtij26x/</comments>
      <guid isPermaLink="false">naddr1qq24va6dve6kus6cfa2yudtddp49gj22xgm9sq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65w4qhhx3</guid>
      <category>Europa</category>
      
        <media:content url="https://image.nostr.build/cc8910659632d6e04f38b9bde5963e238cd9173c24cdc09cc07b605ee2e997fa.jpg" medium="image"/>
        <enclosure 
          url="https://image.nostr.build/cc8910659632d6e04f38b9bde5963e238cd9173c24cdc09cc07b605ee2e997fa.jpg" length="0" 
          type="image/jpeg" 
        />
      <noteId>naddr1qq24va6dve6kus6cfa2yudtddp49gj22xgm9sq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65w4qhhx3</noteId>
      <npub>npub1a9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsvvzz87</npub>
      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
]]></itunes:summary>
      <itunes:image href="https://image.nostr.build/cc8910659632d6e04f38b9bde5963e238cd9173c24cdc09cc07b605ee2e997fa.jpg"/>
      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Pseudo Democracia]]></title>
      <description><![CDATA[As declarações de Von der Leyen e o caminho pouco democrático que a Europa está a seguir.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[As declarações de Von der Leyen e o caminho pouco democrático que a Europa está a seguir.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 01 Nov 55677 10:02:01 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/4oroxa2zdhtwrraa48rvr/</link>
      <comments>https://idsera.npub.pro/post/4oroxa2zdhtwrraa48rvr/</comments>
      <guid isPermaLink="false">naddr1qq2ngm6jdavxzvj6g358g46jwfs5zdpc2fm9yq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65w5gyf0a</guid>
      <category>política</category>
      
        <media:content url="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1694855614125-YAKIHONNES3.png" medium="image"/>
        <enclosure 
          url="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1694855614125-YAKIHONNES3.png" length="0" 
          type="image/png" 
        />
      <noteId>naddr1qq2ngm6jdavxzvj6g358g46jwfs5zdpc2fm9yq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65w5gyf0a</noteId>
      <npub>npub1a9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsvvzz87</npub>
      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/5a967081dded726c7304345795c952dcb5e1064da376e2a6a2d4f222c19b8afa.jpg" alt=""></p>
<blockquote>
<p>A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, destacou que a União Europeia (UE) <strong>está a incutir os valores europeus</strong> no espaço digital com as novas regras para plataformas digitais, que <strong>terão de remover conteúdos ilegais</strong>.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Estamos a <strong>trazer os nossos valores europeus</strong> para o mundo digital. Com regras rigorosas em matéria de transparência e responsabilidade, a nossa Lei dos Serviços Digitais visa proteger as nossas crianças, sociedades e democracias”, reagiu a líder do executivo comunitário, numa publicação na rede social X (anterior Twitter).</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Após alguns meses de adaptação, plataformas de grande dimensão como X (anteriormente designada Twitter) e Facebook (do grupo Meta) têm de começar agora a <strong>cumprir as obrigações impostas</strong> pela nova Lei dos Serviços Digitais da UE.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Em novembro passado, foi oficialmente adotada a nova Lei dos Serviços Digitais, criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores ‘online’ e tornando-se numa legislação inédita para o espaço digital que responsabiliza plataformas por <strong>conteúdos ilegais e prejudiciais</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Notícia completa: <a href="https://cnnportugal.iol.pt/von-der-leyen/ursula-von-der-leyen/estamos-a-trazer-os-nossos-valores-europeus-para-o-mundo-digital-von-der-leyen-enaltece-lei-dos-servicos-digitais/20230825/64e89c94d34e371fc0b6fc16">CNNPortugal</a>.</p>
<p><br><br></p>
<p>Quem somos nós para impor os “nossos valores europeus”?</p>
<p>Quem decide quais são os “nossos valores”?</p>
<p>Um valor para um húngaro, pode não ser um valor para um português. Nisto tudo, onde fica a verdadeira riqueza europeia, a <strong>diversidade dos seus povos</strong>.</p>
<p>É democrático impor os “nossos valores”?</p>
<p>Qual a diferença entre a <strong>União Europeia</strong> impor os valores europeus e o <strong>Partido Comunista Chinês</strong> impor os valores chineses?</p>
<p>E os <strong><em>Aiatolás</em></strong> ou <strong><em>Talibans</em></strong> imporem os valores deles?</p>
<p>Se os regimes da China, Irão e do Afeganistão são anti-democrático, será a <strong>União Europeia</strong> democrática?</p>
<p>Quem decide quais são os valores “corretos”?</p>
<p>Se concordo com os valores dos <strong><em>Aiatolás</em></strong>, claro que na maioria dos casos, não. Por isso sou a favor de valores democráticos, onde exista liberdade individual, onde a <strong>minha liberdade termina onde começa a liberdade de outro.</strong></p>
<p>Eu não tenho o direito de impor os meus valores a terceiros, cada um siga os seus valores.</p>
<p>É claro que aqui estamos a falar de valores de liberdade individual e de expressão.</p>
<p>Eu levei a vacina contra a covid, mas as pessoas que não querem têm o direito de não querer. Se eu tenho a liberdade de querer a vacina, os outros também têm a liberdade de não querer. A <strong>imposição</strong> da vacina é uma violação das liberdades individuais.</p>
<p>Eu posso dizer nas redes sociais que as vacinas têm eficácia, mas se alguém diz o oposto é censurado ou mesmo banido.</p>
<p>É apenas uma opinião pessoal, a <strong>liberdade de expressão é um direito humano</strong>, por que razão as redes sociais tem que fazer censura.</p>
<p>Qual a diferença entre estas leis que censuram e a censura que existem nos regimes autoritários?</p>
<p>O que é <strong>fake news</strong>? Quem define o que é <strong>fake news</strong>?</p>
<p>Quem é que decide se aquele tweet é ou não <strong>fake news</strong>?</p>
<p>A <strong>União Europeia</strong> quer que as redes sociais sejam “juízes” e que façam “julgamentos”.</p>
<p>A justiça é feita nos tribunais, por juízes.&nbsp; Só um juiz, num tribunal, pode declarar se algo é legal ou ilegal, onde temos direito à defensa. Algo quase inexistente nas redes sociais.</p>
<br>
https://www.youtube.com/watch?v=azaOdC5Fsv0


<p>O que acontece ao cidadão que não tem a <strong>Digital ID’s</strong>?</p>
<p>Fica excluído da sociedade. Será que não temos direito ao anonimato e à privacidade.</p>
<br>

<p>Poderá ser o fim das denúncias, de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Whistleblower">whistleblower</a> e do jornalismo de investigação, quando o alvo é um governo ou um político ligado ao governo. Os políticos podem alegar que é <strong>fake news</strong> e essas notícias nunca serão publicadas.</p>
<p>Houve inúmeros casos de crimes envolvendo políticos, denunciados/investigados por denúncias públicas. Inicialmente eram negadas pelos envolvidos/governos, mas o tempo provou que eram verdade. Como o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caso_Watergate">caso de Watergate</a>, Julian Assange, Edward Snowden, etc.</p>
<p>Não existem democracias sem <strong>liberdade de imprensa</strong>, esta lei tem um único objetivo: provocar o medo de falar.</p>
<p>Depois vem sempre o mesmo bla-bla-bla dos políticos, dizem eles, esta lei é para combater o financiamento ao terrorismo.</p>
<p>Ok, eu concordo que o terrorismo tem que ser combatido, mas coloquem isso especificamente na lei.&nbsp;</p>
<p>Se a <strong>União Europeia</strong> criar uma lei que <strong>limita a liberdade de expressão</strong>, a população vai protestar e essa lei nunca entrará em vigor.</p>
<p>Em vez disso, dizem que vão criar uma lei com objetivo de combater o terrorismo, todos concordam, não há protestos.</p>
<p>No final o resultado é o mesmo, os políticos utilizam a desculpa do terrorismo, aprovam uma lei <strong>muito genérica, abrangente, onde se pode encaixar tudo</strong>, incluindo a limitação da liberdade de expressão e liberdade individuais.</p>
<p>Seguindo este <em>modus operandi</em>, a <strong>União Europeia</strong> deveria proibir as facas, todos os anos algumas pessoas utilizam as facas para cometer crimes. Esta premissa é estúpida, igualmente estúpida são estas leis que foram aprovadas na <strong>União Europeia</strong>, não faz sentido prejudicar milhões de pessoas, só porque algumas pessoas fazem mau uso dessa ferramenta. A lei deve apenas penalizar quem faz mau uso e que prejudique terceiros.</p>
<p>Todos nós sabemos quais serão as consequências destas leis. Como é lógico, as redes sociais não vão querer ter problemas com autoridades, vão ser exageradamente rigorosos no cumprimento da lei.&nbsp;</p>
<p>Até é lógico, porque é impossível, humanamente, que elas verifiquem todas as informações colocadas pelos seus milhões de utilizadores. As redes sociais vão colocar bots que bloqueiam tudo previamente, sem ler, sem interpretar o contexto, basta a utilização de certas palavras para ser censurado.</p>
<br>

<p>Bem-vindo à distopia!!!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/5a967081dded726c7304345795c952dcb5e1064da376e2a6a2d4f222c19b8afa.jpg" alt=""></p>
<blockquote>
<p>A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, destacou que a União Europeia (UE) <strong>está a incutir os valores europeus</strong> no espaço digital com as novas regras para plataformas digitais, que <strong>terão de remover conteúdos ilegais</strong>.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Estamos a <strong>trazer os nossos valores europeus</strong> para o mundo digital. Com regras rigorosas em matéria de transparência e responsabilidade, a nossa Lei dos Serviços Digitais visa proteger as nossas crianças, sociedades e democracias”, reagiu a líder do executivo comunitário, numa publicação na rede social X (anterior Twitter).</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Após alguns meses de adaptação, plataformas de grande dimensão como X (anteriormente designada Twitter) e Facebook (do grupo Meta) têm de começar agora a <strong>cumprir as obrigações impostas</strong> pela nova Lei dos Serviços Digitais da UE.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Em novembro passado, foi oficialmente adotada a nova Lei dos Serviços Digitais, criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores ‘online’ e tornando-se numa legislação inédita para o espaço digital que responsabiliza plataformas por <strong>conteúdos ilegais e prejudiciais</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Notícia completa: <a href="https://cnnportugal.iol.pt/von-der-leyen/ursula-von-der-leyen/estamos-a-trazer-os-nossos-valores-europeus-para-o-mundo-digital-von-der-leyen-enaltece-lei-dos-servicos-digitais/20230825/64e89c94d34e371fc0b6fc16">CNNPortugal</a>.</p>
<p><br><br></p>
<p>Quem somos nós para impor os “nossos valores europeus”?</p>
<p>Quem decide quais são os “nossos valores”?</p>
<p>Um valor para um húngaro, pode não ser um valor para um português. Nisto tudo, onde fica a verdadeira riqueza europeia, a <strong>diversidade dos seus povos</strong>.</p>
<p>É democrático impor os “nossos valores”?</p>
<p>Qual a diferença entre a <strong>União Europeia</strong> impor os valores europeus e o <strong>Partido Comunista Chinês</strong> impor os valores chineses?</p>
<p>E os <strong><em>Aiatolás</em></strong> ou <strong><em>Talibans</em></strong> imporem os valores deles?</p>
<p>Se os regimes da China, Irão e do Afeganistão são anti-democrático, será a <strong>União Europeia</strong> democrática?</p>
<p>Quem decide quais são os valores “corretos”?</p>
<p>Se concordo com os valores dos <strong><em>Aiatolás</em></strong>, claro que na maioria dos casos, não. Por isso sou a favor de valores democráticos, onde exista liberdade individual, onde a <strong>minha liberdade termina onde começa a liberdade de outro.</strong></p>
<p>Eu não tenho o direito de impor os meus valores a terceiros, cada um siga os seus valores.</p>
<p>É claro que aqui estamos a falar de valores de liberdade individual e de expressão.</p>
<p>Eu levei a vacina contra a covid, mas as pessoas que não querem têm o direito de não querer. Se eu tenho a liberdade de querer a vacina, os outros também têm a liberdade de não querer. A <strong>imposição</strong> da vacina é uma violação das liberdades individuais.</p>
<p>Eu posso dizer nas redes sociais que as vacinas têm eficácia, mas se alguém diz o oposto é censurado ou mesmo banido.</p>
<p>É apenas uma opinião pessoal, a <strong>liberdade de expressão é um direito humano</strong>, por que razão as redes sociais tem que fazer censura.</p>
<p>Qual a diferença entre estas leis que censuram e a censura que existem nos regimes autoritários?</p>
<p>O que é <strong>fake news</strong>? Quem define o que é <strong>fake news</strong>?</p>
<p>Quem é que decide se aquele tweet é ou não <strong>fake news</strong>?</p>
<p>A <strong>União Europeia</strong> quer que as redes sociais sejam “juízes” e que façam “julgamentos”.</p>
<p>A justiça é feita nos tribunais, por juízes.&nbsp; Só um juiz, num tribunal, pode declarar se algo é legal ou ilegal, onde temos direito à defensa. Algo quase inexistente nas redes sociais.</p>
<br>
https://www.youtube.com/watch?v=azaOdC5Fsv0


<p>O que acontece ao cidadão que não tem a <strong>Digital ID’s</strong>?</p>
<p>Fica excluído da sociedade. Será que não temos direito ao anonimato e à privacidade.</p>
<br>

<p>Poderá ser o fim das denúncias, de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Whistleblower">whistleblower</a> e do jornalismo de investigação, quando o alvo é um governo ou um político ligado ao governo. Os políticos podem alegar que é <strong>fake news</strong> e essas notícias nunca serão publicadas.</p>
<p>Houve inúmeros casos de crimes envolvendo políticos, denunciados/investigados por denúncias públicas. Inicialmente eram negadas pelos envolvidos/governos, mas o tempo provou que eram verdade. Como o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caso_Watergate">caso de Watergate</a>, Julian Assange, Edward Snowden, etc.</p>
<p>Não existem democracias sem <strong>liberdade de imprensa</strong>, esta lei tem um único objetivo: provocar o medo de falar.</p>
<p>Depois vem sempre o mesmo bla-bla-bla dos políticos, dizem eles, esta lei é para combater o financiamento ao terrorismo.</p>
<p>Ok, eu concordo que o terrorismo tem que ser combatido, mas coloquem isso especificamente na lei.&nbsp;</p>
<p>Se a <strong>União Europeia</strong> criar uma lei que <strong>limita a liberdade de expressão</strong>, a população vai protestar e essa lei nunca entrará em vigor.</p>
<p>Em vez disso, dizem que vão criar uma lei com objetivo de combater o terrorismo, todos concordam, não há protestos.</p>
<p>No final o resultado é o mesmo, os políticos utilizam a desculpa do terrorismo, aprovam uma lei <strong>muito genérica, abrangente, onde se pode encaixar tudo</strong>, incluindo a limitação da liberdade de expressão e liberdade individuais.</p>
<p>Seguindo este <em>modus operandi</em>, a <strong>União Europeia</strong> deveria proibir as facas, todos os anos algumas pessoas utilizam as facas para cometer crimes. Esta premissa é estúpida, igualmente estúpida são estas leis que foram aprovadas na <strong>União Europeia</strong>, não faz sentido prejudicar milhões de pessoas, só porque algumas pessoas fazem mau uso dessa ferramenta. A lei deve apenas penalizar quem faz mau uso e que prejudique terceiros.</p>
<p>Todos nós sabemos quais serão as consequências destas leis. Como é lógico, as redes sociais não vão querer ter problemas com autoridades, vão ser exageradamente rigorosos no cumprimento da lei.&nbsp;</p>
<p>Até é lógico, porque é impossível, humanamente, que elas verifiquem todas as informações colocadas pelos seus milhões de utilizadores. As redes sociais vão colocar bots que bloqueiam tudo previamente, sem ler, sem interpretar o contexto, basta a utilização de certas palavras para ser censurado.</p>
<br>

<p>Bem-vindo à distopia!!!</p>
]]></itunes:summary>
      <itunes:image href="https://yakihonne.s3.ap-east-1.amazonaws.com/e97aaffa4001ba5db86e7c6bfc4f97c4278415f487df1eb3b52edb4a2ebd765d/files/1694855614125-YAKIHONNES3.png"/>
      </item>
      
      </channel>
      </rss>
    