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      <pubDate>Sun, 29 Sep 2024 08:07:01 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[O Bitcoin não é bom como moeda, o dólar/euro é muito melhor?]]></title>
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      <pubDate>Sun, 29 Sep 2024 08:07:01 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É verdade, que a curto prazo, o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> é mais volátil que o dólar ou euro, mas isto é a visão de ocidental, que vive com uma moeda forte (melhor dizendo, menos fraca). Para o restante da população que vive com moedas bastante inflacionárias, têm uma visão diferente.</p>
<p>Eu gosto de chamar isto de “viés ocidental”, na prática, é o egocentrismo das pessoas que vivem economias mais fortes e com melhores moedas FIAT, como EUA, EU, UK, Canada, Austrália e mais alguns. Assim, nesta resposta, sempre que utilizo o termo “ocidental”, estou a referir-me a este pequeno grupo, a pseudo elite.</p>
<p>Nós (sociedade) ocidental temos uma visão altamente egocêntrica, privilegiada, mas só olhamos para o nosso umbigo e extrapolamos que todo o mundo vive com as mesmas condições de vida, a mesma liberdade monetária, financeira e bancária que nós.<br>Nós temos uma visão do mundo enviesada, a condições de vida dos restantes 7 biliões de cidadãos é muito diferente da nossa.<br>Este viés é bem notório quando falamos de Bitcoin, onde os ocidentais têm dificuldades em ver a utilidade do bitcoin como moeda, praticamente só olham como um investimento. Para a generalidade dos ocidentais, usar o Bitcoin ou euro/dólar para pagar as compras do dia-a-dia é indiferente, mas para quem vive na Venezuela, Líbano ou outros países africanos, onde a inflação é altíssima, faz toda a diferença.</p>
<p>No ocidente é extremamente fácil ter uma conta bancária, existem instalações bancárias por todos os lados, qualquer pequena cidade tem várias. Mas isto não é a realidade do resto do mundo, a percentagem de desbancarizados é enorme. Existem comunidades que nem documentos têm, como vão fazer o KYC? Estarão sempre impedidos de ter serviço bancários, o Bitcoin é a melhor e única solução.</p>
<p>É também excelente para remessas ou transações internacionais, especialmente para os emigrantes enviarem o dinheiro para os seus países de origem. A Western Union e similares cobram percentagens absurdas por esses serviços, chega a atingir os 30% e pode demorar alguns dias. Além disso, alguns países têm regras de controle de capitais, que usurpam parte dessas remessas.</p>
<p>Muitos agentes dos mercados financeiros tradicionais, questionam  a utilidade do Bitcoin como reserva de valor, dando exemplos das EFTs do S&amp;P500 ou ações das 7 Magníficas como uma alternativa para combater a inflação. Aqui está o cerne da questão, nós ocidental temos fácil acesso a esses recursos, basta meia dúzia de cliques num smartphone para adquirir estes produtos financeiros, mas existem biliões de pessoas em todo planeta que não tem acesso a esses produtos, como fazem? Estas pessoas também têm o direito a fazer uma poupança, de preservar o resultado do seu esforço/trabalho.</p>
<p>Além disso, o Bitcoin desempenha um papel fundamental na luta pelas liberdades civis, individuais e pelos direitos humanos para todos que vivem sob regimes autoritários. Sendo o principal meio de sobrevivência dos opositores na Nicarágua, Cuba, entre outros. Não existe liberdade sem a liberdade financeira.</p>
<p>Este viés ocidental também afeta alguns bitcoiners, que não conseguem compreender a utilidade das layers 2 ou sidechains. Neste momento, existem países onde parte da população já está praticamente “impedida” de utilizar o Layer 1 devido aos custos de transação, como Cuba e Venezuela, mas no futuro serão muito mais países.<br>Para os cidadãos destes países, que apenas conseguem preservar poucos dólares, não pode pagar 5$ por uma transação na L1, 5$ possivelmente é o salário de uma semana de trabalho, para eles a Liquid é excelente.<br>A L1 é muito superior, mas a qualidade tem um preço,  nem toda a gente tem possibilidade de pagar, essas pessoas tem apenas duas possibilidades, ou Liquid ou FIAT, entre as duas opções, sem dúvida nenhuma o Bitcoin através da Liquid é muito melhor. A possibilidade de um confisco pela Liquid é residual, mas o “confisco” do FIAT é uma realidade diária.</p>
<p>Quando os bitcoiners ocidentais, estudam o efeito Cantillon, revêem-se nos prejudicados e são críticos dos “Amigos do Rei”, mas isto é uma visão micro do mundo. Se tivermos uma visão mais macro, nós ocidentais somos os “Amigos do Rei" e os principais penalizados são os restantes 7 biliões.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>É verdade, que a curto prazo, o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> é mais volátil que o dólar ou euro, mas isto é a visão de ocidental, que vive com uma moeda forte (melhor dizendo, menos fraca). Para o restante da população que vive com moedas bastante inflacionárias, têm uma visão diferente.</p>
<p>Eu gosto de chamar isto de “viés ocidental”, na prática, é o egocentrismo das pessoas que vivem economias mais fortes e com melhores moedas FIAT, como EUA, EU, UK, Canada, Austrália e mais alguns. Assim, nesta resposta, sempre que utilizo o termo “ocidental”, estou a referir-me a este pequeno grupo, a pseudo elite.</p>
<p>Nós (sociedade) ocidental temos uma visão altamente egocêntrica, privilegiada, mas só olhamos para o nosso umbigo e extrapolamos que todo o mundo vive com as mesmas condições de vida, a mesma liberdade monetária, financeira e bancária que nós.<br>Nós temos uma visão do mundo enviesada, a condições de vida dos restantes 7 biliões de cidadãos é muito diferente da nossa.<br>Este viés é bem notório quando falamos de Bitcoin, onde os ocidentais têm dificuldades em ver a utilidade do bitcoin como moeda, praticamente só olham como um investimento. Para a generalidade dos ocidentais, usar o Bitcoin ou euro/dólar para pagar as compras do dia-a-dia é indiferente, mas para quem vive na Venezuela, Líbano ou outros países africanos, onde a inflação é altíssima, faz toda a diferença.</p>
<p>No ocidente é extremamente fácil ter uma conta bancária, existem instalações bancárias por todos os lados, qualquer pequena cidade tem várias. Mas isto não é a realidade do resto do mundo, a percentagem de desbancarizados é enorme. Existem comunidades que nem documentos têm, como vão fazer o KYC? Estarão sempre impedidos de ter serviço bancários, o Bitcoin é a melhor e única solução.</p>
<p>É também excelente para remessas ou transações internacionais, especialmente para os emigrantes enviarem o dinheiro para os seus países de origem. A Western Union e similares cobram percentagens absurdas por esses serviços, chega a atingir os 30% e pode demorar alguns dias. Além disso, alguns países têm regras de controle de capitais, que usurpam parte dessas remessas.</p>
<p>Muitos agentes dos mercados financeiros tradicionais, questionam  a utilidade do Bitcoin como reserva de valor, dando exemplos das EFTs do S&amp;P500 ou ações das 7 Magníficas como uma alternativa para combater a inflação. Aqui está o cerne da questão, nós ocidental temos fácil acesso a esses recursos, basta meia dúzia de cliques num smartphone para adquirir estes produtos financeiros, mas existem biliões de pessoas em todo planeta que não tem acesso a esses produtos, como fazem? Estas pessoas também têm o direito a fazer uma poupança, de preservar o resultado do seu esforço/trabalho.</p>
<p>Além disso, o Bitcoin desempenha um papel fundamental na luta pelas liberdades civis, individuais e pelos direitos humanos para todos que vivem sob regimes autoritários. Sendo o principal meio de sobrevivência dos opositores na Nicarágua, Cuba, entre outros. Não existe liberdade sem a liberdade financeira.</p>
<p>Este viés ocidental também afeta alguns bitcoiners, que não conseguem compreender a utilidade das layers 2 ou sidechains. Neste momento, existem países onde parte da população já está praticamente “impedida” de utilizar o Layer 1 devido aos custos de transação, como Cuba e Venezuela, mas no futuro serão muito mais países.<br>Para os cidadãos destes países, que apenas conseguem preservar poucos dólares, não pode pagar 5$ por uma transação na L1, 5$ possivelmente é o salário de uma semana de trabalho, para eles a Liquid é excelente.<br>A L1 é muito superior, mas a qualidade tem um preço,  nem toda a gente tem possibilidade de pagar, essas pessoas tem apenas duas possibilidades, ou Liquid ou FIAT, entre as duas opções, sem dúvida nenhuma o Bitcoin através da Liquid é muito melhor. A possibilidade de um confisco pela Liquid é residual, mas o “confisco” do FIAT é uma realidade diária.</p>
<p>Quando os bitcoiners ocidentais, estudam o efeito Cantillon, revêem-se nos prejudicados e são críticos dos “Amigos do Rei”, mas isto é uma visão micro do mundo. Se tivermos uma visão mais macro, nós ocidentais somos os “Amigos do Rei" e os principais penalizados são os restantes 7 biliões.</p>
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      <title><![CDATA[O padrão Bitcoin vai resolver o problema das dívidas soberanas?]]></title>
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      <pubDate>Thu, 26 Sep 2024 14:54:48 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Claro que não, o Bitcoin não é uma solução mas sim uma reação à inação dos governos.</p>
<p>O sistema FIAT está numa situação tão crítica, não existe uma solução boa para o problema da dívida soberana, terá que se optar pela menos má.<br>Como resolver o problema das dívidas futuras, dos fundos de pensões? As dívidas do passado tem que ser pagas, mas como?<br>As dívidas não são apenas números no excel, são pessoas que estão por detrás desses números, não podem ser apagadas,  simplesmente.</p>
<p>Uma solução seria uma mudança drástica nas políticas, com uma forte redução de custos do estado e muita austeridade, gerando uma queda do padrão de vida dos cidadãos. Só que isto seria extremamente impopular, nenhum político tem coragem de o fazer, quem tentar vai acabar por perder na próxima eleição.</p>
<p>Assim, a única maneira que resta para os políticos, é fazê-lo pela calada, através da desvalorização da moeda. A inflação permite destruir as dívidas do passado e consequentemente a poupança e a qualidade de vida dos cidadãos. É isto que temos visto nos últimos anos e vai agravar-se no futuro. Só que os atuais níveis de expansão monetária, não foram suficientes para resolver o problema, apenas permite ao governo estar à tona da água, procrastinar o problema.</p>
<p>Um bom exemplo é na UE, onde existe uma regra que permite um défice até 3% do PIB por ano, que muitas vezes nem é cumprida, isto é uma situação insustentável. A regra deveria ser o oposto, obrigar um superávit mínimo de 2% ao ano, só assim será possivel reduzir a dívida.</p>
<p>A expansão monetária e política monetária está a ser utilizada como uma arma contra os cidadãos, é um imposto totalmente cego, muito penalizador para os mais pobres e os governos têm abusado desse poder. A moeda é o sangue de uma economia, os políticos ao diluí-la estão a envenenar a economia. O Bitcoin é a única moeda que não pode ser diluída.</p>
<p>Os políticos reconhecem que existe um problema mas todas as soluções são extremamente impopulares, e como eles são os principais beneficiados do sistema FIAT, dificilmente haverá uma mudança.</p>
<h1>Bi-monetário</h1>
<p>Como nenhum político terá coragem de mudar, essa mudança tem de partir dos cidadãos, voluntariamente, ou seja, com a adoção do Bitcoin. </p>
<p>Todos os bitcoiners gostariam de assistir a uma mudança rápida do padrão FIAT para o padrão Bitcoin, mas não é possível.<br>É necessário ter noção como o mundo real é, uma mudança rápida entre os padrões seria desastrosa para toda a humanidade, esse processo terá que ser gradual, para não existir uma ruptura entre gerações e entre estratos sociais.</p>
<p>Com a criação do Bitcoin, o paradigma mudou, passou a existir um sistema bi-monetário, com a moeda FIAT e o Bitcoin em circulação simultânea. O FIAT como unidade de conta e o Bitcoin como reserva de valor e as duas como meio de troca.</p>
<p>Hoje, a alocação em Bitcoin ainda é muito baixa. Em média a nível mundial está 99.2% em FIAT e 0.8% em Bitcoin. Mas chegará o dia, atingirá os 50-50%, em alguns países possivelmente será ainda maior.</p>
<p>Será uma adoção completamente voluntária, não será pelos governos, mas sim, pelos cidadãos, de baixo para cima. No início, a adoção será lenta, mas quanto maior for a alocação em Bitcoin, mais acelerada será a adoção.</p>
<p>A dupla circulação de moeda, vai obrigar os governos a fazer uma melhor gestão, vai limitar indiretamente a impressão de dinheiro. Se os governos abusarem desse poder, as pessoas vão se proteger ainda mais no Bitcoin, diminuindo a alocação em FIAT, por sua vez a moeda fica mais fraca e o governo também. Vai obrigar um maior rigor na política monetária.</p>
<p>O Bitcoin será uma proteção contra o abuso dos governos, vai obrigar uma mudança, um maior rigor na sua gestão, possibilitando a redução da dívida a longo prazo.</p>
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      <itunes:summary><![CDATA[<p>Claro que não, o Bitcoin não é uma solução mas sim uma reação à inação dos governos.</p>
<p>O sistema FIAT está numa situação tão crítica, não existe uma solução boa para o problema da dívida soberana, terá que se optar pela menos má.<br>Como resolver o problema das dívidas futuras, dos fundos de pensões? As dívidas do passado tem que ser pagas, mas como?<br>As dívidas não são apenas números no excel, são pessoas que estão por detrás desses números, não podem ser apagadas,  simplesmente.</p>
<p>Uma solução seria uma mudança drástica nas políticas, com uma forte redução de custos do estado e muita austeridade, gerando uma queda do padrão de vida dos cidadãos. Só que isto seria extremamente impopular, nenhum político tem coragem de o fazer, quem tentar vai acabar por perder na próxima eleição.</p>
<p>Assim, a única maneira que resta para os políticos, é fazê-lo pela calada, através da desvalorização da moeda. A inflação permite destruir as dívidas do passado e consequentemente a poupança e a qualidade de vida dos cidadãos. É isto que temos visto nos últimos anos e vai agravar-se no futuro. Só que os atuais níveis de expansão monetária, não foram suficientes para resolver o problema, apenas permite ao governo estar à tona da água, procrastinar o problema.</p>
<p>Um bom exemplo é na UE, onde existe uma regra que permite um défice até 3% do PIB por ano, que muitas vezes nem é cumprida, isto é uma situação insustentável. A regra deveria ser o oposto, obrigar um superávit mínimo de 2% ao ano, só assim será possivel reduzir a dívida.</p>
<p>A expansão monetária e política monetária está a ser utilizada como uma arma contra os cidadãos, é um imposto totalmente cego, muito penalizador para os mais pobres e os governos têm abusado desse poder. A moeda é o sangue de uma economia, os políticos ao diluí-la estão a envenenar a economia. O Bitcoin é a única moeda que não pode ser diluída.</p>
<p>Os políticos reconhecem que existe um problema mas todas as soluções são extremamente impopulares, e como eles são os principais beneficiados do sistema FIAT, dificilmente haverá uma mudança.</p>
<h1>Bi-monetário</h1>
<p>Como nenhum político terá coragem de mudar, essa mudança tem de partir dos cidadãos, voluntariamente, ou seja, com a adoção do Bitcoin. </p>
<p>Todos os bitcoiners gostariam de assistir a uma mudança rápida do padrão FIAT para o padrão Bitcoin, mas não é possível.<br>É necessário ter noção como o mundo real é, uma mudança rápida entre os padrões seria desastrosa para toda a humanidade, esse processo terá que ser gradual, para não existir uma ruptura entre gerações e entre estratos sociais.</p>
<p>Com a criação do Bitcoin, o paradigma mudou, passou a existir um sistema bi-monetário, com a moeda FIAT e o Bitcoin em circulação simultânea. O FIAT como unidade de conta e o Bitcoin como reserva de valor e as duas como meio de troca.</p>
<p>Hoje, a alocação em Bitcoin ainda é muito baixa. Em média a nível mundial está 99.2% em FIAT e 0.8% em Bitcoin. Mas chegará o dia, atingirá os 50-50%, em alguns países possivelmente será ainda maior.</p>
<p>Será uma adoção completamente voluntária, não será pelos governos, mas sim, pelos cidadãos, de baixo para cima. No início, a adoção será lenta, mas quanto maior for a alocação em Bitcoin, mais acelerada será a adoção.</p>
<p>A dupla circulação de moeda, vai obrigar os governos a fazer uma melhor gestão, vai limitar indiretamente a impressão de dinheiro. Se os governos abusarem desse poder, as pessoas vão se proteger ainda mais no Bitcoin, diminuindo a alocação em FIAT, por sua vez a moeda fica mais fraca e o governo também. Vai obrigar um maior rigor na política monetária.</p>
<p>O Bitcoin será uma proteção contra o abuso dos governos, vai obrigar uma mudança, um maior rigor na sua gestão, possibilitando a redução da dívida a longo prazo.</p>
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      <pubDate>Mon, 23 Sep 2024 11:00:13 GMT</pubDate>
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      <content:encoded><![CDATA[<p>O padrão Bitcoin, vai muito além de um troca monetária, é uma revolução completa em termos monetários, económicos, sociais e políticos. Uma das grandes mudanças será a nível político, os governos terão que ser mais rigorosos economicamente.<br>Atualmente os governos têm 3 principais fontes de financiamento: impostos, dívida e inflação monetária. Com o padrão Bitcoin, a inflação monetária fica de imediato descartada, restando as outras duas.</p>
<p>Um governo economicamente saudável, terá que governar apenas com os impostos. A dívida soberana deverá ser zero ou próxima de zero, deverá apenas ser utilizada em casos excepcionais, em extrema emergência, como as pandemias ou grandes crises.<br>Na gestão dos governos terá que existir uma mudança de 180°, em vez de endividamento, os governos terão que ter superávits e reservas no tesouro. </p>
<p>Os governos terão que ter uma gestão mais similar ao cidadão comum, ou seja, gastar sempre menos do que ganham (no caso do governo impostos ), é necessário ter uma reserva de emergência, com algum capital guardado, para ser utilizado numa emergência, numa crise.<br>Só que o modelo é totalmente oposto ao atual sistema, a mudança política será tremenda, os atuais políticos dificilmente vão conseguir ter esta disciplina. Esta disciplina orçamental, vai obrigatoriamente tornar os governos mais pequenos e menos interventivos economicamente e socialmente.</p>
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<p>Um governo economicamente saudável, terá que governar apenas com os impostos. A dívida soberana deverá ser zero ou próxima de zero, deverá apenas ser utilizada em casos excepcionais, em extrema emergência, como as pandemias ou grandes crises.<br>Na gestão dos governos terá que existir uma mudança de 180°, em vez de endividamento, os governos terão que ter superávits e reservas no tesouro. </p>
<p>Os governos terão que ter uma gestão mais similar ao cidadão comum, ou seja, gastar sempre menos do que ganham (no caso do governo impostos ), é necessário ter uma reserva de emergência, com algum capital guardado, para ser utilizado numa emergência, numa crise.<br>Só que o modelo é totalmente oposto ao atual sistema, a mudança política será tremenda, os atuais políticos dificilmente vão conseguir ter esta disciplina. Esta disciplina orçamental, vai obrigatoriamente tornar os governos mais pequenos e menos interventivos economicamente e socialmente.</p>
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      <title><![CDATA[O Sistema FIAT permitiu aumentar substancialmente a qualidade de vida nos últimos 50 anos?]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 22 Sep 2024 09:50:04 GMT</pubDate>
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      <category>Q&A</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sim, é verdade, permitiu aumentar a qualidade de vida das pessoas, mas as consequências são tremendas. É verdade que nós temos uma qualidade de vida melhor que a dos nossos avós, mas este aumento da qualidade de vida é insustentável. Se nada for feito, os nossos netos terão a mesma qualidade de vida dos nossos avós, vão retroceder.</p>
<p>Na minha opinião existem duas causas que explicam esse crescimento nos últimos 50 anos, o crédito e a produtividade.</p>
<h1>Crédito</h1>
<p>O principal factor é o endividamento, o sistema FIAT transformou a sociedade e os governos dependentes de dívida, altamente endividados, o viver muito acima das suas possibilidades, com uma alta preferência temporal.</p>
<p>No momento em que fazemos um crédito é bom, as nossas contas bancárias ficam com mais dinheiro, podemos comprar muitos bens, a curto prazo ficamos com mais liquidez, mais “ricos” mas é uma ilusão.</p>
<p>A longo prazo temos um problema, a dívida tem que ser paga e não existe dinheiro para pagar, a única maneira é a austeridade, será necessário baixar o custo de vida para pagar a dívida do passado.</p>
<p>Na prática, o crédito é a antecipação das receitas, é o gastar hoje as receitas do futuro. Só que as pessoas do futuro não terão receitas, serão gastas para pagar as dívidas do passado, vão viver do quê?</p>
<p>Este é o problema, os políticos responsáveis pelo crescimento, hipotecaram o futuro dos seus netos, o viver acima das possibilidades é insustentável.</p>
<p>Se nós olharmos para a qualidade de vida, no período entre os 20 e 30 anos, o período da emancipação, nas diversas gerações: Quem tinha essa idade na década de 1970/1980 foi o principal beneficiado; Os jovens adultos da década de 2000 começaram a notar os primeiros problemas. Hoje em dia, os jovens entre 20 e os 30 anos já estão com muitas dificuldades económicas, em construir uma família, adquirir uma casa, o custo de vida está insuportável. O problema é que ainda vai agravar-se, as próximas gerações, ainda será pior que as atuais.</p>
<p>As dívidas dos países não diminui, só aumenta, os governos só rolam a dívida, apenas estão a adiar o problema, um dia vai rebentar.</p>
<h1>Produtividade</h1>
<p>O desenvolvimento tecnológico foi tremendo nos últimos 50 anos, ajudou para o aumento da produtividade e consequentemente, a melhoria salarial, melhoria na qualidade de vida das pessoas. Só que as pessoas apenas “receberam” uma pequena parte desse melhoramento, porque uma parte significativa desse aumento de produtividade foi absorvida pelos governos através da inflação da moeda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/98855c1abe82d1290e776bb33ffd24d7d69f1245205da8fd9ecf6a6ee8a171ef.jpg" alt="image"></p>
<p>Até 1971 (criação do sistema FIAT), o salário do trabalho acompanhou, o aumento da produtividade. Após 1971, acontece uma divergência entre a compensação e a produtividade.</p>
<p>Os governos ao desvalorizar a moeda afetam sobretudo os salários dos trabalhadores. Como as empresas têm uma maior “elasticidade”, permite-lhes mais rapidamente atualizar os preços dos produtos, corrigindo parcialmente a perda de valor da moeda. Enquanto a actualização do salário é muito mais lenta, prejudicando os trabalhadores.</p>
<p>O desenvolvimento tecnológico, que permitiu que o trabalhador produzisse mais, no mesmo espaço de tempo, essa mais valia, em vez de criar valor nas empresas e nos funcionários, foi essencialmente para os governos.</p>
<p>Neste momento estamos perante outro enorme salto tecnológico, que vai permitir um enorme aumento da produtividade, a AI. Se nada for feito, os governos vão absorver esses ganhos, possibilitando adiar o problema da dívida por mais uma década.</p>
<p>O sistema FIAT cria a iluminação que dá com uma mão, mas depois tira com a outra.</p>
<p>Quem tem poupanças mais elevadas consegue adquirir bens mais escassos, com uma melhor protecção contra a inflação, como o imobiliário, algumas ações e ouro.</p>
<p>Mas a classe trabalhadora, principalmente as pessoas com rendimentos mais baixos, acabam por guardar as suas poupanças em moeda. São duplamente afetados, no salário e na poupança.</p>
<p>Agora fica a pergunta, que é impossível responder: Se nos últimos 50 anos, não houvesse sistemas FIAT e se a produtividade tivesse sido repercutida nos salários dos trabalhadores, como estaríamos hoje em dia? Com melhor ou pior qualidade de dia?</p>
<p>A minha convicção é que em qualidade de vida estaríamos um pouco melhor, os governos estariam, sem dúvida nenhuma, muito melhor e as crianças não teriam o seu futuro hipotecado. As crianças de hoje, que serão os Homem de amanhã, ao responder a esta mesma pergunta, vão dizer: A qualidade de vida seria muito melhor.<br>É triste, mas é verdade, a nossa geração e especialmente a geração anterior priorizou o seu bem-estar em detrimento do bem-estar das futuras gerações, hipotecou o futuro dos seus próprios netos, com uma dívida que é impagável. Esses jovens, muitos ainda nem nasceram, terão que pagar os custos de bens ou de obras públicas, que nem existirão no seu “presente”, apenas vão pagar sem usufruir.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sim, é verdade, permitiu aumentar a qualidade de vida das pessoas, mas as consequências são tremendas. É verdade que nós temos uma qualidade de vida melhor que a dos nossos avós, mas este aumento da qualidade de vida é insustentável. Se nada for feito, os nossos netos terão a mesma qualidade de vida dos nossos avós, vão retroceder.</p>
<p>Na minha opinião existem duas causas que explicam esse crescimento nos últimos 50 anos, o crédito e a produtividade.</p>
<h1>Crédito</h1>
<p>O principal factor é o endividamento, o sistema FIAT transformou a sociedade e os governos dependentes de dívida, altamente endividados, o viver muito acima das suas possibilidades, com uma alta preferência temporal.</p>
<p>No momento em que fazemos um crédito é bom, as nossas contas bancárias ficam com mais dinheiro, podemos comprar muitos bens, a curto prazo ficamos com mais liquidez, mais “ricos” mas é uma ilusão.</p>
<p>A longo prazo temos um problema, a dívida tem que ser paga e não existe dinheiro para pagar, a única maneira é a austeridade, será necessário baixar o custo de vida para pagar a dívida do passado.</p>
<p>Na prática, o crédito é a antecipação das receitas, é o gastar hoje as receitas do futuro. Só que as pessoas do futuro não terão receitas, serão gastas para pagar as dívidas do passado, vão viver do quê?</p>
<p>Este é o problema, os políticos responsáveis pelo crescimento, hipotecaram o futuro dos seus netos, o viver acima das possibilidades é insustentável.</p>
<p>Se nós olharmos para a qualidade de vida, no período entre os 20 e 30 anos, o período da emancipação, nas diversas gerações: Quem tinha essa idade na década de 1970/1980 foi o principal beneficiado; Os jovens adultos da década de 2000 começaram a notar os primeiros problemas. Hoje em dia, os jovens entre 20 e os 30 anos já estão com muitas dificuldades económicas, em construir uma família, adquirir uma casa, o custo de vida está insuportável. O problema é que ainda vai agravar-se, as próximas gerações, ainda será pior que as atuais.</p>
<p>As dívidas dos países não diminui, só aumenta, os governos só rolam a dívida, apenas estão a adiar o problema, um dia vai rebentar.</p>
<h1>Produtividade</h1>
<p>O desenvolvimento tecnológico foi tremendo nos últimos 50 anos, ajudou para o aumento da produtividade e consequentemente, a melhoria salarial, melhoria na qualidade de vida das pessoas. Só que as pessoas apenas “receberam” uma pequena parte desse melhoramento, porque uma parte significativa desse aumento de produtividade foi absorvida pelos governos através da inflação da moeda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/98855c1abe82d1290e776bb33ffd24d7d69f1245205da8fd9ecf6a6ee8a171ef.jpg" alt="image"></p>
<p>Até 1971 (criação do sistema FIAT), o salário do trabalho acompanhou, o aumento da produtividade. Após 1971, acontece uma divergência entre a compensação e a produtividade.</p>
<p>Os governos ao desvalorizar a moeda afetam sobretudo os salários dos trabalhadores. Como as empresas têm uma maior “elasticidade”, permite-lhes mais rapidamente atualizar os preços dos produtos, corrigindo parcialmente a perda de valor da moeda. Enquanto a actualização do salário é muito mais lenta, prejudicando os trabalhadores.</p>
<p>O desenvolvimento tecnológico, que permitiu que o trabalhador produzisse mais, no mesmo espaço de tempo, essa mais valia, em vez de criar valor nas empresas e nos funcionários, foi essencialmente para os governos.</p>
<p>Neste momento estamos perante outro enorme salto tecnológico, que vai permitir um enorme aumento da produtividade, a AI. Se nada for feito, os governos vão absorver esses ganhos, possibilitando adiar o problema da dívida por mais uma década.</p>
<p>O sistema FIAT cria a iluminação que dá com uma mão, mas depois tira com a outra.</p>
<p>Quem tem poupanças mais elevadas consegue adquirir bens mais escassos, com uma melhor protecção contra a inflação, como o imobiliário, algumas ações e ouro.</p>
<p>Mas a classe trabalhadora, principalmente as pessoas com rendimentos mais baixos, acabam por guardar as suas poupanças em moeda. São duplamente afetados, no salário e na poupança.</p>
<p>Agora fica a pergunta, que é impossível responder: Se nos últimos 50 anos, não houvesse sistemas FIAT e se a produtividade tivesse sido repercutida nos salários dos trabalhadores, como estaríamos hoje em dia? Com melhor ou pior qualidade de dia?</p>
<p>A minha convicção é que em qualidade de vida estaríamos um pouco melhor, os governos estariam, sem dúvida nenhuma, muito melhor e as crianças não teriam o seu futuro hipotecado. As crianças de hoje, que serão os Homem de amanhã, ao responder a esta mesma pergunta, vão dizer: A qualidade de vida seria muito melhor.<br>É triste, mas é verdade, a nossa geração e especialmente a geração anterior priorizou o seu bem-estar em detrimento do bem-estar das futuras gerações, hipotecou o futuro dos seus próprios netos, com uma dívida que é impagável. Esses jovens, muitos ainda nem nasceram, terão que pagar os custos de bens ou de obras públicas, que nem existirão no seu “presente”, apenas vão pagar sem usufruir.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Excesso de Impostos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre os impostos em Portugal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre os impostos em Portugal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:01:59 GMT</pubDate>
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      <category>Estado</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>«Only 10 of the 190 taxes collect 90% of the total revenue. The other 180 taxes don’t cause direct economic damage but they generate obstacles, delays and an endless number of procedures that hinder economic activity in a country where making money is already an impossible task» </p>
</blockquote>
<p>Eu concordo plenamente com este pensamento do Javier Milei e tinha a convicção que a situação de Portugal é muito similar, por isso fiz o meu “Don’t Trust, verify”.</p>
<h1>Receita tributária</h1>
<p>Foi analisar o caso de Portugal, as receitas tributárias de <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">2023</a>:</p>
<blockquote>
<p>«Carga fiscal subiu para 95 mil milhões de euros. Mas cai para 35,8% do PIB em 2023» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/04/16/carga-fiscal-subiu-para-95-mil-milhoes-de-euros-atingiu-358-do-pib-em-2023/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png" alt=""></a></p>
<p>Se o objetivo final da estatística é para efetuar uma comparação entre países, é necessário efetuar a divisão pelo PIB. Mas se a análise é apenas para comparações internas ou homólogas, não faz qualquer sentido efetuar a divisão.<br>Com a divisão dos valores pelo PIB, mascaramos a realidade, sobretudo em períodos inflacionários, porque o crescimento do PIB não é real, é uma consequência da inflação.<br>A melhor maneira para analisar as estatísticas internamente é utilizar o valor nominal.</p>
<p>No <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">relatório do INE</a>, os impostos são divididos em 3 grupos:</p>
<ul>
<li>Impostos Diretos</li>
<li>Impostos Indiretos</li>
<li>Contribuições Sociais</li>
</ul>
<p><img src="https://image.nostr.build/ecb7d7a798e52f2b72d11a3cd8afab151891f7a52646379c1c12701a295c0354.jpg" alt="image"></p>
<p>Segundo esses dados, nos últimos anos, tem acontecido um enorme crescimento da arrecadação fiscal por parte do estado, a única exceção foi 2020, devido ao covid. De 2019 a 2023, o aumento foi de quase 30%. Ou seja, totalmente oposto à ideia (divisão pelo PIB) que os governos gostam de propagandear.</p>
<p>Para termos uma comparação, no mesmo período, o salário mínimo nacional(Portugal) subiu 27%, mas o salário médio apenas subiu 17%. As pessoas estão a perder poder de compra.</p>
<p>A tabela seguinte é a compilação dos dados:<br><img src="https://image.nostr.build/033823165dcef6179de7236f362df35af978c180e12e78c1e5d3d92bd16da4d1.jpg" alt="image"></p>
<p>O IVA é o imposto com maior arrecadação, corresponde a aproximadamente a 25% do total da arrecadação fiscal, seguido pelo IRS, com 19.5%. É curioso que a constituição portuguesa, defende que os impostos devem ser progressivos, ou seja, quem ganha mais, deve pagar mais. </p>
<blockquote>
<p>Artigo 104.º<br>(Impostos)</p>
<ol>
<li>O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.</li>
<li>A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.</li>
<li>A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.</li>
<li>A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Mas o IVA é um imposto cego, onde os principais afetados são os mais pobres, totalmente oposto ao que a constituição diz, sem justiça social.</p>
<p>Somando os 10 maiores impostos, resulta em 93.6% da receita fiscal, é similar à situação da Argentina:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9cb127606d5e0c3d682e2cae99c073e22a2f89c19dcad14e66bb8c39d7380f18.jpg" alt="image"></p>
<p>A quantidade de impostos em Portugal é tal, que a maioria deles nem aparece nos relatórios, apenas ficam nas secções “outros”. Curiosamente, perguntei a uma AI, quantos impostos existem em Portugal, mas a AI, esquivou-se à resposta.</p>
<blockquote>
<p>Em Portugal, existem cerca de 20 impostos principais, incluindo os mais conhecidos como o IRS, IRC, IVA, IMI, e IMT. Além desses, há vários outros impostos e taxas específicas que podem ser aplicáveis em diferentes situações.</p>
</blockquote>
<p>Eu insisti mais que uma vez, mas ele nunca deu um número concreto. Possivelmente, nem o governo sabe quantos impostos existem…</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Em Portugal e na Argentina, a esmagadora receita fiscal acontece, sobretudo em apenas 10 impostos, os restantes são residuais na receita do governo mas gera uma enorme burocracia nas empresas e nas pessoas. </p>
<p>Se muitos desses "mini" impostos fossem eliminados, permitia uma maior dinamização do mercado, gerando crescimento económico e mais empregos. Nos fins das contas, o estado acabaria por arrecadar mais receitas através dos outros impostos, sobretudo no IVA. Em certos casos, é provável que custos operacionais para o estado são superior à propria arrecadação fiscal desse respectivo imposto. Sem esquecer os casos de impostos sobre impostos, da dupla tributação, como acontece na compra de um automóvel. A curva de Laffer, há muito que foi ultrapassada em Portugal.</p>
<p>Além de prejudicar a economia diretamente, esta enorme quantidade de taxas, taxinhas e burocracias, tem um efeito perverso no “estado”. Os estados necessitam de muitos meios físicos e humanos para efetuar a gestão, fiscalização e a recolha desses impostos, além disso, a burocracia leva ao surgimento da corrupção.<br>A burocracia é criada propositadamente pelos políticos para atrapalhar a vida dos cidadãos, com o objectivo final de beneficiar terceiros, como advogados ou lobis ou os próprios políticos. A receita fiscal é mínima, mas é um incentivo à corrupção, isto é especialmente visível a nível mais local, nas autarquias. Qualquer coisa que se faça, sobretudo a nível de obras, é necessário uma infindável quantidade de autorizações, papeladas e claro, muitas taxinhas. Devido a essa burocracia, qualquer licenciamento demoram meses a anos, no meio disto tudo, existem empresários/pessoas impacientes, que desesperam com a tremenda demora e acabam por colocar uma notinha no bolso de alguém importante, para que este acelere o processo. Coisas que normalmente demorariam meses, são aprovadas em semanas, a burocracia incentiva a corrupção.</p>
<p>Portugal necessita urgentemente de uma simplificação fiscal, se houvesse vontade política para mudar, o governo poderia diminuir drasticamente o número de impostos sem diminuir a arrecadação fiscal. Se esta mudança, eles não são capazes de a fazer, muito menos vão fazer uma mudança que provoque uma redução da arrecadação fiscal.<br>Eu acho que Portugal vai seguir o caminho oposto, em vez de simplificar, vai é criar ainda mais novos impostos, porque como os atuais impostos já estão demasiado elevados, é extremamente impopular aumentá-los ainda mais, a maneira mais simples para o governo é criar novos impostos para aumentar a arrecadação fiscal.</p>
<p>Os governos modernos só olham para o aumento da arrecadação/impostos, "esquecem” por completo a redução de gastos, a eficiência.<br>Resumindo, isto é o mundo FIAT.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<blockquote>
<p>«Only 10 of the 190 taxes collect 90% of the total revenue. The other 180 taxes don’t cause direct economic damage but they generate obstacles, delays and an endless number of procedures that hinder economic activity in a country where making money is already an impossible task» </p>
</blockquote>
<p>Eu concordo plenamente com este pensamento do Javier Milei e tinha a convicção que a situação de Portugal é muito similar, por isso fiz o meu “Don’t Trust, verify”.</p>
<h1>Receita tributária</h1>
<p>Foi analisar o caso de Portugal, as receitas tributárias de <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">2023</a>:</p>
<blockquote>
<p>«Carga fiscal subiu para 95 mil milhões de euros. Mas cai para 35,8% do PIB em 2023» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/04/16/carga-fiscal-subiu-para-95-mil-milhoes-de-euros-atingiu-358-do-pib-em-2023/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png" alt=""></a></p>
<p>Se o objetivo final da estatística é para efetuar uma comparação entre países, é necessário efetuar a divisão pelo PIB. Mas se a análise é apenas para comparações internas ou homólogas, não faz qualquer sentido efetuar a divisão.<br>Com a divisão dos valores pelo PIB, mascaramos a realidade, sobretudo em períodos inflacionários, porque o crescimento do PIB não é real, é uma consequência da inflação.<br>A melhor maneira para analisar as estatísticas internamente é utilizar o valor nominal.</p>
<p>No <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">relatório do INE</a>, os impostos são divididos em 3 grupos:</p>
<ul>
<li>Impostos Diretos</li>
<li>Impostos Indiretos</li>
<li>Contribuições Sociais</li>
</ul>
<p><img src="https://image.nostr.build/ecb7d7a798e52f2b72d11a3cd8afab151891f7a52646379c1c12701a295c0354.jpg" alt="image"></p>
<p>Segundo esses dados, nos últimos anos, tem acontecido um enorme crescimento da arrecadação fiscal por parte do estado, a única exceção foi 2020, devido ao covid. De 2019 a 2023, o aumento foi de quase 30%. Ou seja, totalmente oposto à ideia (divisão pelo PIB) que os governos gostam de propagandear.</p>
<p>Para termos uma comparação, no mesmo período, o salário mínimo nacional(Portugal) subiu 27%, mas o salário médio apenas subiu 17%. As pessoas estão a perder poder de compra.</p>
<p>A tabela seguinte é a compilação dos dados:<br><img src="https://image.nostr.build/033823165dcef6179de7236f362df35af978c180e12e78c1e5d3d92bd16da4d1.jpg" alt="image"></p>
<p>O IVA é o imposto com maior arrecadação, corresponde a aproximadamente a 25% do total da arrecadação fiscal, seguido pelo IRS, com 19.5%. É curioso que a constituição portuguesa, defende que os impostos devem ser progressivos, ou seja, quem ganha mais, deve pagar mais. </p>
<blockquote>
<p>Artigo 104.º<br>(Impostos)</p>
<ol>
<li>O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.</li>
<li>A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.</li>
<li>A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.</li>
<li>A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Mas o IVA é um imposto cego, onde os principais afetados são os mais pobres, totalmente oposto ao que a constituição diz, sem justiça social.</p>
<p>Somando os 10 maiores impostos, resulta em 93.6% da receita fiscal, é similar à situação da Argentina:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9cb127606d5e0c3d682e2cae99c073e22a2f89c19dcad14e66bb8c39d7380f18.jpg" alt="image"></p>
<p>A quantidade de impostos em Portugal é tal, que a maioria deles nem aparece nos relatórios, apenas ficam nas secções “outros”. Curiosamente, perguntei a uma AI, quantos impostos existem em Portugal, mas a AI, esquivou-se à resposta.</p>
<blockquote>
<p>Em Portugal, existem cerca de 20 impostos principais, incluindo os mais conhecidos como o IRS, IRC, IVA, IMI, e IMT. Além desses, há vários outros impostos e taxas específicas que podem ser aplicáveis em diferentes situações.</p>
</blockquote>
<p>Eu insisti mais que uma vez, mas ele nunca deu um número concreto. Possivelmente, nem o governo sabe quantos impostos existem…</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Em Portugal e na Argentina, a esmagadora receita fiscal acontece, sobretudo em apenas 10 impostos, os restantes são residuais na receita do governo mas gera uma enorme burocracia nas empresas e nas pessoas. </p>
<p>Se muitos desses "mini" impostos fossem eliminados, permitia uma maior dinamização do mercado, gerando crescimento económico e mais empregos. Nos fins das contas, o estado acabaria por arrecadar mais receitas através dos outros impostos, sobretudo no IVA. Em certos casos, é provável que custos operacionais para o estado são superior à propria arrecadação fiscal desse respectivo imposto. Sem esquecer os casos de impostos sobre impostos, da dupla tributação, como acontece na compra de um automóvel. A curva de Laffer, há muito que foi ultrapassada em Portugal.</p>
<p>Além de prejudicar a economia diretamente, esta enorme quantidade de taxas, taxinhas e burocracias, tem um efeito perverso no “estado”. Os estados necessitam de muitos meios físicos e humanos para efetuar a gestão, fiscalização e a recolha desses impostos, além disso, a burocracia leva ao surgimento da corrupção.<br>A burocracia é criada propositadamente pelos políticos para atrapalhar a vida dos cidadãos, com o objectivo final de beneficiar terceiros, como advogados ou lobis ou os próprios políticos. A receita fiscal é mínima, mas é um incentivo à corrupção, isto é especialmente visível a nível mais local, nas autarquias. Qualquer coisa que se faça, sobretudo a nível de obras, é necessário uma infindável quantidade de autorizações, papeladas e claro, muitas taxinhas. Devido a essa burocracia, qualquer licenciamento demoram meses a anos, no meio disto tudo, existem empresários/pessoas impacientes, que desesperam com a tremenda demora e acabam por colocar uma notinha no bolso de alguém importante, para que este acelere o processo. Coisas que normalmente demorariam meses, são aprovadas em semanas, a burocracia incentiva a corrupção.</p>
<p>Portugal necessita urgentemente de uma simplificação fiscal, se houvesse vontade política para mudar, o governo poderia diminuir drasticamente o número de impostos sem diminuir a arrecadação fiscal. Se esta mudança, eles não são capazes de a fazer, muito menos vão fazer uma mudança que provoque uma redução da arrecadação fiscal.<br>Eu acho que Portugal vai seguir o caminho oposto, em vez de simplificar, vai é criar ainda mais novos impostos, porque como os atuais impostos já estão demasiado elevados, é extremamente impopular aumentá-los ainda mais, a maneira mais simples para o governo é criar novos impostos para aumentar a arrecadação fiscal.</p>
<p>Os governos modernos só olham para o aumento da arrecadação/impostos, "esquecem” por completo a redução de gastos, a eficiência.<br>Resumindo, isto é o mundo FIAT.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Previsão a longo prazo]]></title>
      <description><![CDATA[Analise à previsão do Michael Saylor.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Analise à previsão do Michael Saylor.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 28 Jul 2024 11:44:00 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/n1gsgapoeeacxv0wb6-qv/</link>
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      <category>bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Eu regularmente, sou questionado ou pedem para eu fazer uma previsão de preço para o Bitcoin a longo prazo. Eu sempre evito responder, não quero criar falsas expectativas.</p>
<p>Em primeiro lugar, quem quer entrar no Bitcoin não deve entrar na expectativa que vai enriquecer rapidamente. Quem entra com este pensamento vai perder muito dinheiro, não vai resistir à pressão e vai vender tudo na primeira queda de 20%. Bitcoin é uma moeda ética, uma filosofia, muito estudo e por fim, é uma poupança a longo prazo. Para tirar frutos a longo prazo, tem que estar mentalmente preparado para suportar e ultrapassar, centenas de quedas de 20% e algumas dezenas de quedas superiores a 50%.</p>
<p>As previsões que são dadas, normalmente de valores muito elevados, dão uma falsa expectativa, levando as pessoas a entrar no Bitcoin com o único objectivo de enriquecer, sem estudá-lo minimamente. Geralmente as previsões de altos valores, implicam um enorme aumento da base monetária, só que as pessoas têm uma enorme dificuldade em compreender a inflação. Por esse motivo eu evito dar previsão e quando tento explicar, gosto de dar exemplos de inflação.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que o bitcoin vai ultrapassar 1 milhões de dólares, mas isto é sinónimo de ficar rico, porque 1 milhão é muito dinheiro hoje, mas daqui a 10 ou 20 anos, já não é assim tanto. A moeda perde muito poder de compra, isto é essencial para compreendermos as previsão de preços. Eu sempre que faço previsões, gosto sempre de dar o exemplo: hoje com 1 milhão compramos 4 casas novas, daqui a 20 anos, apenas compramos 1, com tamanhos e localização semelhante. Assim, aquela previsão de um milhão parece muito dinheiro, mas como são previsão a muito longo prazo, não é assim tanto dinheiro. O factor da inflação é essencial sempre que falamos ou analisamos previsões de preço do Bitcoin.</p>
<p>Não podemos esquecer que o preço do bitcoin é similar ao conceito de física da velocidade relativa.</p>
<blockquote>
<p>Velocidade Relativa:<br>Quando dois objetos se movem em direções opostas, a velocidade relativa entre eles é a soma das suas velocidades individuais.</p>
</blockquote>
<p>Ou seja, o preço do Bitcoin é o resultado da soma da sua adoção, com a perda de poder de compra do dólar. São duas variáveis em sentido opostos, por isso o bitcoin está a ganhar bastante poder de compra.</p>
<h1>Distribuição da riqueza Global</h1>
<p><img src="https://image.nostr.build/786e7758adf471c1f058b1bb85747436dfb7db4ac832e925dbca3f93419503bd.jpg" alt="image"></p>
<p>Hoje em dia a riqueza global (valor global dos ativos) é estimada em 900 Triliões, dividida pelas seguintes classes:</p>
<ul>
<li>Imobiliário: 330 Triliões</li>
<li>Obrigações: 300 Triliões</li>
<li>Dinheiro: 120 Triliões</li>
<li>Ações:&nbsp; 115 Triliões</li>
<li>Arte: 18 Triliões</li>
<li>Ouro: 16 Triliões</li>
<li>Car e colecionáveis: 6 Triliões</li>
<li>Bitcoin: 1 Triliões</li>
</ul>
<h1>Previsão do Michael Saylor</h1>
<p>Este fim-de-semana, Michael Saylor divulgou uma nova previsão:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3e2fa3ef77cbf6b1e479ae6c42e92e91b317b208b6d441a84689beac1fe18152.jpg" alt="image"></p>
<p>Eu gosto destes modelos que apresentam 3 cenários possíveis, um conservador(Bear), um base(Base) e um optimista(Bull). Mas faltou incluir o valor global dos ativos, é verdade que é fácil de calcular, através do valor do <em>market cap</em> indicado a dividir pela percentagem do ativo.</p>
<p>Assim o valor global total dos ativos em 2045, segundo a precisão são:&nbsp;</p>
<ul>
<li>2024: 900 Triliões</li>
<li>Bear: 3400 Triliões</li>
<li>Base: 4000 Triliões</li>
<li>Bull: 4600 Triliões</li>
</ul>
<p>Isto significa um aumento aproximado 270% (bear), 340% (base) e 410% (bull). É verdade que nestes 21 anos a riqueza real de todos ativos vão aumentar, mas essa valorização será sobretudo devido à expansão da base monetária do dólar.</p>
<h2>Desvalorização</h2>
<p>Saylor está a apostar que vai existir uma forte desvalorização do dólar. Será plausível essa desvalorização da moeda?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/a7f2b3ec53634f155026aa1cabacc7a51a5dd35328b67be888abbd54f22135df.jpg" alt="image"></p>
<p>Nos últimos 15 anos o Balance Sheet da Reserva Federal (EUA), 3 grandes expansão monetária, próximo dos 100%, algo similar também aconteceu na Europa.</p>
<ul>
<li>2008/01 a 2008/12:<ul>
<li>0.9 Triliões -&gt; 2.2Triliões</li>
<li>aumento de 144%</li>
</ul>
</li>
<li>2010/09 a 2014/11:<ul>
<li>2.3 Triliões -&gt; 4.5 Triliões</li>
<li>aumento de 95%</li>
</ul>
</li>
<li>2019/08 a 2022/03:<ul>
<li>3.7 Triliões -&gt; 8.9 Triliões</li>
<li>aumento de 140%</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Nos últimos 16 anos (2008-2024) a Balance Sheet aumentou 7 vezes.</p>
<p>O M2 global (EU + EUA + Japão + China + Reino Unido), no mesmo período, quase triplicou, de 34.4 para 91.7 Triliões.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7f4aa5f1a61cbf2eb845b75d3723e7ceebea8e154f43e54f2e5137feadb09b44.jpg" alt="image"></p>
<p>Se nos últimos 16 anos houve várias desvalorização da moeda, é provável que volte a repetir-se, no próximo 21 anos e talvez seja ainda mais severa.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Voltando à previsão do Saylor.</p>
<p>Assim, os 3 milhões de dólares por Bitcoin para 2045, da precisão no cenário Bear, correspondem a 860 mil dólares com o poder de compra de hoje. E 3 milhões dólares (Base) e 9.4 milhões dólares (Bear).</p>
<p>860 mil dólares é um valor muito interesante para o custo de vida da Europa ou EUA, mas está muito longe de ser rico. Quem não tem a noção da inflação, ao ler esta previsão fica com uma falsa expectativa que com 1 bitcoin será milionário (3 dólares de dólares) em 2045, mas não é verdade.</p>
<p>Eu acredito que pode alcançar o cenário Bear, mas o Bull é demasiado, para atingir os 49 milhões, a desvalorização teria que ser muito superior, é um cenário pouco provável, neste espaço de tempo.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Eu regularmente, sou questionado ou pedem para eu fazer uma previsão de preço para o Bitcoin a longo prazo. Eu sempre evito responder, não quero criar falsas expectativas.</p>
<p>Em primeiro lugar, quem quer entrar no Bitcoin não deve entrar na expectativa que vai enriquecer rapidamente. Quem entra com este pensamento vai perder muito dinheiro, não vai resistir à pressão e vai vender tudo na primeira queda de 20%. Bitcoin é uma moeda ética, uma filosofia, muito estudo e por fim, é uma poupança a longo prazo. Para tirar frutos a longo prazo, tem que estar mentalmente preparado para suportar e ultrapassar, centenas de quedas de 20% e algumas dezenas de quedas superiores a 50%.</p>
<p>As previsões que são dadas, normalmente de valores muito elevados, dão uma falsa expectativa, levando as pessoas a entrar no Bitcoin com o único objectivo de enriquecer, sem estudá-lo minimamente. Geralmente as previsões de altos valores, implicam um enorme aumento da base monetária, só que as pessoas têm uma enorme dificuldade em compreender a inflação. Por esse motivo eu evito dar previsão e quando tento explicar, gosto de dar exemplos de inflação.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que o bitcoin vai ultrapassar 1 milhões de dólares, mas isto é sinónimo de ficar rico, porque 1 milhão é muito dinheiro hoje, mas daqui a 10 ou 20 anos, já não é assim tanto. A moeda perde muito poder de compra, isto é essencial para compreendermos as previsão de preços. Eu sempre que faço previsões, gosto sempre de dar o exemplo: hoje com 1 milhão compramos 4 casas novas, daqui a 20 anos, apenas compramos 1, com tamanhos e localização semelhante. Assim, aquela previsão de um milhão parece muito dinheiro, mas como são previsão a muito longo prazo, não é assim tanto dinheiro. O factor da inflação é essencial sempre que falamos ou analisamos previsões de preço do Bitcoin.</p>
<p>Não podemos esquecer que o preço do bitcoin é similar ao conceito de física da velocidade relativa.</p>
<blockquote>
<p>Velocidade Relativa:<br>Quando dois objetos se movem em direções opostas, a velocidade relativa entre eles é a soma das suas velocidades individuais.</p>
</blockquote>
<p>Ou seja, o preço do Bitcoin é o resultado da soma da sua adoção, com a perda de poder de compra do dólar. São duas variáveis em sentido opostos, por isso o bitcoin está a ganhar bastante poder de compra.</p>
<h1>Distribuição da riqueza Global</h1>
<p><img src="https://image.nostr.build/786e7758adf471c1f058b1bb85747436dfb7db4ac832e925dbca3f93419503bd.jpg" alt="image"></p>
<p>Hoje em dia a riqueza global (valor global dos ativos) é estimada em 900 Triliões, dividida pelas seguintes classes:</p>
<ul>
<li>Imobiliário: 330 Triliões</li>
<li>Obrigações: 300 Triliões</li>
<li>Dinheiro: 120 Triliões</li>
<li>Ações:&nbsp; 115 Triliões</li>
<li>Arte: 18 Triliões</li>
<li>Ouro: 16 Triliões</li>
<li>Car e colecionáveis: 6 Triliões</li>
<li>Bitcoin: 1 Triliões</li>
</ul>
<h1>Previsão do Michael Saylor</h1>
<p>Este fim-de-semana, Michael Saylor divulgou uma nova previsão:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3e2fa3ef77cbf6b1e479ae6c42e92e91b317b208b6d441a84689beac1fe18152.jpg" alt="image"></p>
<p>Eu gosto destes modelos que apresentam 3 cenários possíveis, um conservador(Bear), um base(Base) e um optimista(Bull). Mas faltou incluir o valor global dos ativos, é verdade que é fácil de calcular, através do valor do <em>market cap</em> indicado a dividir pela percentagem do ativo.</p>
<p>Assim o valor global total dos ativos em 2045, segundo a precisão são:&nbsp;</p>
<ul>
<li>2024: 900 Triliões</li>
<li>Bear: 3400 Triliões</li>
<li>Base: 4000 Triliões</li>
<li>Bull: 4600 Triliões</li>
</ul>
<p>Isto significa um aumento aproximado 270% (bear), 340% (base) e 410% (bull). É verdade que nestes 21 anos a riqueza real de todos ativos vão aumentar, mas essa valorização será sobretudo devido à expansão da base monetária do dólar.</p>
<h2>Desvalorização</h2>
<p>Saylor está a apostar que vai existir uma forte desvalorização do dólar. Será plausível essa desvalorização da moeda?</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/a7f2b3ec53634f155026aa1cabacc7a51a5dd35328b67be888abbd54f22135df.jpg" alt="image"></p>
<p>Nos últimos 15 anos o Balance Sheet da Reserva Federal (EUA), 3 grandes expansão monetária, próximo dos 100%, algo similar também aconteceu na Europa.</p>
<ul>
<li>2008/01 a 2008/12:<ul>
<li>0.9 Triliões -&gt; 2.2Triliões</li>
<li>aumento de 144%</li>
</ul>
</li>
<li>2010/09 a 2014/11:<ul>
<li>2.3 Triliões -&gt; 4.5 Triliões</li>
<li>aumento de 95%</li>
</ul>
</li>
<li>2019/08 a 2022/03:<ul>
<li>3.7 Triliões -&gt; 8.9 Triliões</li>
<li>aumento de 140%</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Nos últimos 16 anos (2008-2024) a Balance Sheet aumentou 7 vezes.</p>
<p>O M2 global (EU + EUA + Japão + China + Reino Unido), no mesmo período, quase triplicou, de 34.4 para 91.7 Triliões.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/7f4aa5f1a61cbf2eb845b75d3723e7ceebea8e154f43e54f2e5137feadb09b44.jpg" alt="image"></p>
<p>Se nos últimos 16 anos houve várias desvalorização da moeda, é provável que volte a repetir-se, no próximo 21 anos e talvez seja ainda mais severa.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Voltando à previsão do Saylor.</p>
<p>Assim, os 3 milhões de dólares por Bitcoin para 2045, da precisão no cenário Bear, correspondem a 860 mil dólares com o poder de compra de hoje. E 3 milhões dólares (Base) e 9.4 milhões dólares (Bear).</p>
<p>860 mil dólares é um valor muito interesante para o custo de vida da Europa ou EUA, mas está muito longe de ser rico. Quem não tem a noção da inflação, ao ler esta previsão fica com uma falsa expectativa que com 1 bitcoin será milionário (3 dólares de dólares) em 2045, mas não é verdade.</p>
<p>Eu acredito que pode alcançar o cenário Bear, mas o Bull é demasiado, para atingir os 49 milhões, a desvalorização teria que ser muito superior, é um cenário pouco provável, neste espaço de tempo.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Bretton Woods II]]></title>
      <description><![CDATA[A evolução da adoção do Bitcoin.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[A evolução da adoção do Bitcoin.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 19 Jul 2024 15:33:44 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/drlgdio_fqas5p_1fqbub/</link>
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      <category>Economia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As recentes notícias da não renovação do acordo do Petro-dólar entre os EUA e a Arábia Saudita, fez ressurgir numa parte da comunidade de bitcoiners, que o fim do dólar está para breve. Na realidade não é bem assim, é verdade que estamos numa fase de desdolarização, mas este processo vai demorar muitas décadas. Possivelmente muitos de nós, infelizmente, não vamos assistir a essa mudança, a nossa esperança de vida não vai o permitir.</p>
<h1>Bretton Woods</h1>
<p>Olhando para trás, o acordo de Bretton Woods foi uma fase transitória na nossa história, foi a transição da política monetária internacional do padrão ouro para o padrão fiduciário(FIAT). Foi um acordo entre estados, os povos não tiveram qualquer intervenção. Esse processo transitório, durou quase trinta anos, qualquer que seja a mudança no sistema monetária é sempre extremamente demorado.</p>
<p>Curiosamente, o acordo terminou, não pela vontade das “vítimas”, mas através do principal beneficiado.</p>
<p>Primeiro as moedas eram fabricadas em ouro, depois surgiu o papel moeda que era lastreada no ouro. Com os acordos de Bretton Woods, em 1944, passaram a ter o moeda com lastro indirecto no ouro(através do dólar). Em 1971, com o fim de Bretton Woods, a moeda ficou sem qualquer lastro (FIAT).</p>
<p>Em 1971 passamos a utilizar uma moeda baseada em confiança, pior ainda, somos obrigados a confiar na honestidade de políticos.</p>
<p>Passamos de método baseado na escassez, com muita força monetária para o seu oposto, uma moeda sem lastro. De um dia para o outro, descartamos milhares de anos de evolução da civilização. Após o fim de Bretton Woods, entramos numa experiência, que dura até hoje.</p>
<p>Pensando bem, a moeda FIAT tem lastro, esse lastro é a dívida emitida pelo próprio estado. Isso significa, que o lastro nunca foi tão forte… Como em qualquer empresa, o último responsável pelas suas dívidas são os seus acionistas. A empresa para financiar e para pagar as dívidas, faz aumentos de capital, emite novas ações. Mas a empresa mantém o mesmo valor, apenas aumenta o número de ações, isso significa que cada ação vale menos. É como a história da pizza, em vez de 6, cortamos a pizza em 12 fatias, é verdade que são mais fatias mas a pizza mantem o mesmo tamanho, as fatias é que ficaram menores. No caso das moedas, cada centimo/centavo é uma ação. É preferível ter o Bitcoin sem lastro, do que ter uma moeda lastreada em dívidas, mas isto é apenas uma conjectura minha, ignorando isto e sendo um pouco ingénuo, vamos acreditar nos políticos e aceitar que o FIAT não tem lastro.</p>
<p>Na minha opinião estamos num processo de reversão desta evolução da moeda pós Bretton Woods, estamos a voltar a algo com força monetária, só que em vez de ouro, será o Bitcoin.</p>
<h1>Adoção voluntária</h1>
<p>A mudança para o padrão FIAT foi forçada, ninguém ouviu a opinião dos povos, se queriam o fim do padrão ouro, se aceitavam ou não os acordos de Bretton Woods, foram forçados a utilizar papéis coloridos sem lastro.</p>
<p>O Padrão Bitcoin é o seu oposto, a adoção é completamente voluntária. Satoshi redigiu o acordo (a política monetária) e dia após dia as pessoas voluntariamente aderem ao acordo, adotando o Bitcoin, sem a existência de uma lei de uso forçado.</p>
<p>Como a adesão é voluntária pelas pessoas, o processo transitório ainda será muito mais lento que o do FIAT. E é importante que essa transição seja lenta, para que as pessoas se adaptem à mudança, porque uma mudança abrupta seria desastrosa. A mudança para o padrão Bitcoin não é uma simples mudança de moeda, é a mudança completa do sistema político, financeiro, económico e social de toda sociedade. Essa transição terá que ser lenta, para que cada pessoa se adapte, cada uma ao seu ritmo. Se correr mal a adaptação, as pessoas podem querer voltar ao antigo padrão.</p>
<h1>Adoção forçada</h1>
<p>Os estados vão resistir, mas com o crescimento da adoção do Bitcoin pelos cidadão e em simultâneo a rejeição da moeda FIAT, os estados não terão outra alternativa, senão adotar o Bitcoin como lastro o Bitcoin para o lastro da sua moeda, para evitar o colapso do sistema monetário.</p>
<p>Só será possível e viável quando o Bitcoin atingir um valor significativamente alto, talvez entre 10%-20% da riqueza mundial. O <em>marketcap</em> do Bitcoin terá que ser muito alto, para conseguir suportar a procura gerada por parte dos estados, sem criar muita volatilidade. É natural que o preço suba, mas essa subida terá que ser gradual, não poderá ser exponencialmente. É natural que os primeiros países a adotar sejam os mais pequenos ou menos desenvolvidos. Em caso de muita volatilidade e uma subida repentina de preço do bitcoin, gerada pela adoção de países mais desenvolvidos, pode provocar o colapso dos países pequenos que aderiram primeiro. Por esse motivo a adoção deve ser lenta e gradual.</p>
<p>Num certo momento, será inevitável um acordo internacional entre estados, será algo similar ao de Bretton Woods, só que em vez do dólar teremos o Bitcoin. O comércio internacional passará a realizar-se em Bitcoin, como unidade de conta. Internamente, cada país vai manter a sua própria moeda, será a unidade de conta do país, mas as moedas serão lastreadas em Bitcoin, cada unidade monetária terá um valor de x satoshis. Esse câmbio poderá ser flutuante ou fixo, pré definido pelos bancos centrais.</p>
<p>Na prática haverá em simultâneo duas moedas em circulação, o Bitcoin e a moeda do governo, mas apenas a moeda do governo será a <em>legal tender</em>, a unidade de conta do país. O Bitcoin será utilizado sobretudo por pessoas e empresas como uma reserva de valor para médio/longo prazo.</p>
<p>Como ainda existem moedas governamentais, ainda é possível a expansão da base monetária mas ficará um pouco mais limitada, ou seja, se os estados abusarem da expansão, os cidadãos vão fugir em massa para o Bitcoin, por isso as políticas têm que ser moderadas. Será algo similar à curva de Laffer, em vez de carga-fiscal&amp;receita, temos expansão impressão&amp;alocação, ou seja, quanto maior for a expansão da base monetária, menor será a porcentagem alocada na moeda do governo por parte das pessoas.</p>
<p>Assim o Bitcoin será um travão para a expansão da base monetária, mas isto não significa que não existirá, claro que vai existir, os estados estão viciados em imprimir dinheiro, terão é que fazer com um maior rigor. Se existir rigor, vai permitir “dar” anos de vida às moedas dos governos. Se não existir rigor, a hiperinflação acontecerá e a Lei de Gresham será implacável, o colapso da moeda do governo é inevitável.</p>
<h1>Adoção total</h1>
<p>Será que alguma vez vamos assistir os países a abandonarem por completo a sua própria moeda e utilizar em exclusivo o Bitcoin?</p>
<p>Poderá existir alguns casos, talvez em países pequenos, mas será muito pouco provável a adoção plena do Bitcoin, como único <em>legal tender</em> e a unidade de conta.</p>
<p>A minha baixa crença baseia-se em exemplos do passado: o bolívar da Venezuela está há décadas em hiperinflação, o dólar é amplamente utilizado, mas eles não abandonam a moeda própria, apenas retiram zeros. Depois temos os exemplos da Argentina e do Zimbabwe, que por momentos deixaram de ter moeda própria, mas mais tarde voltaram a repor.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1a98e073ca3eb44547fcea06649a6b4a7077f8303973b870f93d4b226611b32d.png" alt="image"></p>
<p>Isto vai repetir-se no futuro, até poderão temporariamente adotar o Bitcoin, mas mais tarde ou mais cedo, alguém é eleito e repõe um moeda própria. O ser humano é assim e os governos necessitam da moeda para sobreviver.</p>
<p>Como os estados têm o poder absoluto, são eles que fazem a lei e o uso forçado dá uma força desmedida à sua própria moeda, é uma concorrência desleal contra a adoção do Bitcoin. Simplesmente por obrigar os cidadãos a pagar os impostos exclusivamente na moeda do governo, isso gera uma demanda enorme pela moeda, os cidadãos e empresas são obrigadas a ter a moeda estatal. Além disso, o governo fará todos os seus pagamentos na sua moeda. As empresas que prestem serviços vão receber na moeda do estado, e por sua vez pagam aos seus funcionários. O mesmo acontecerá aos funcionários públicos, reformados e todas as assistências sociais serão pagos na moeda do estado, todas estas transações representam uma cota significativa do mercado.</p>
<p>O uso forçado dá um poder tremendo à moeda do estado, enquanto for exclusivo de uma única moeda, essa terá sempre uma cota significativa de mercado. Por isso as moedas estatais conseguem sobreviver, mesmo em hiperinflação. A concorrência entre moedas só será plena para o uso no médio a longo prazo, aqui veremos o Bitcoin a dominar. Onde existir liberdade o Bitcoin vencerá.</p>
<p>A nossa sociedade cresceu numa economia inflacionária, a mudança será tão disruptiva, não sei se as pessoas estão preparadas ou se querem realmente a mudança para um sistema deflacionário. No geral, um sistema deflacionário é melhor para as populações, mas certo “benefícios” que hoje existem devido aos sistema FIAT, deixarão de estar acessíveis, como o caso do crédito barato. Os governos terão que ser muito austeros e terão que reduzir os apoios sociais, ou seja, os governos não serão populares, possivelmente perdem eleições. A impressão de moeda é essencial nos estados modernos, sem ela dificilmente os governos sobrevivem.</p>
<p>Eu acredito que o mais difícil, é a adaptação psicológica ao sistema deflacionário? Não sei como as pessoas vão reagir, os salários em vez de aumentarem anualmente, vão manter se ou possivelmente diminuir. Apesar de diminuir, as pessoas ganham poder de compra, é uma mudança disruptiva, completamente oposta à realidade atual e que sempre vivemos.</p>
<p>Por isso, eu tenho muitas dúvidas que aconteça uma adoção plena do padrão Bitcoin. Eu não gosto de ver o Bitcoin como <em>legal tender</em>, isto implica o uso forçado, eu sou um forte defensor da liberdade monetária, dar liberdade plena aos cidadãos, cada cidadão escolhe a moeda que quer usar. Se o cidadão quer usar a moeda do estado, que use, quem sou eu para limitar essa liberdade. Poderá também usar várias moedas e com diferentes percentagens de alocação da sua riqueza.</p>
<p>O Bitcoin também não necessita de ser a moeda mais utilizada em cada país, basta ser a segunda. Sendo a segunda mais utilizada em todos os países, torna-se naturalmente a moeda mais utilizada no mundo.</p>
<p>Outro problema do Bitcoin como <em>legal tender</em>, os cidadãos vão baixar a guarda, vão depositar os satoshi em custodiantes centralizados, ficando vulneráveis a uma futura mudança de política, um <em>corralito</em> como na Argentina. Nunca devemos confiar nos políticos, já Eça dizia: ”Os políticos são como fraldas e devem ser mudados frequentemente pela mesma razão”.</p>
<br>
Don’t trust, Verify.]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>As recentes notícias da não renovação do acordo do Petro-dólar entre os EUA e a Arábia Saudita, fez ressurgir numa parte da comunidade de bitcoiners, que o fim do dólar está para breve. Na realidade não é bem assim, é verdade que estamos numa fase de desdolarização, mas este processo vai demorar muitas décadas. Possivelmente muitos de nós, infelizmente, não vamos assistir a essa mudança, a nossa esperança de vida não vai o permitir.</p>
<h1>Bretton Woods</h1>
<p>Olhando para trás, o acordo de Bretton Woods foi uma fase transitória na nossa história, foi a transição da política monetária internacional do padrão ouro para o padrão fiduciário(FIAT). Foi um acordo entre estados, os povos não tiveram qualquer intervenção. Esse processo transitório, durou quase trinta anos, qualquer que seja a mudança no sistema monetária é sempre extremamente demorado.</p>
<p>Curiosamente, o acordo terminou, não pela vontade das “vítimas”, mas através do principal beneficiado.</p>
<p>Primeiro as moedas eram fabricadas em ouro, depois surgiu o papel moeda que era lastreada no ouro. Com os acordos de Bretton Woods, em 1944, passaram a ter o moeda com lastro indirecto no ouro(através do dólar). Em 1971, com o fim de Bretton Woods, a moeda ficou sem qualquer lastro (FIAT).</p>
<p>Em 1971 passamos a utilizar uma moeda baseada em confiança, pior ainda, somos obrigados a confiar na honestidade de políticos.</p>
<p>Passamos de método baseado na escassez, com muita força monetária para o seu oposto, uma moeda sem lastro. De um dia para o outro, descartamos milhares de anos de evolução da civilização. Após o fim de Bretton Woods, entramos numa experiência, que dura até hoje.</p>
<p>Pensando bem, a moeda FIAT tem lastro, esse lastro é a dívida emitida pelo próprio estado. Isso significa, que o lastro nunca foi tão forte… Como em qualquer empresa, o último responsável pelas suas dívidas são os seus acionistas. A empresa para financiar e para pagar as dívidas, faz aumentos de capital, emite novas ações. Mas a empresa mantém o mesmo valor, apenas aumenta o número de ações, isso significa que cada ação vale menos. É como a história da pizza, em vez de 6, cortamos a pizza em 12 fatias, é verdade que são mais fatias mas a pizza mantem o mesmo tamanho, as fatias é que ficaram menores. No caso das moedas, cada centimo/centavo é uma ação. É preferível ter o Bitcoin sem lastro, do que ter uma moeda lastreada em dívidas, mas isto é apenas uma conjectura minha, ignorando isto e sendo um pouco ingénuo, vamos acreditar nos políticos e aceitar que o FIAT não tem lastro.</p>
<p>Na minha opinião estamos num processo de reversão desta evolução da moeda pós Bretton Woods, estamos a voltar a algo com força monetária, só que em vez de ouro, será o Bitcoin.</p>
<h1>Adoção voluntária</h1>
<p>A mudança para o padrão FIAT foi forçada, ninguém ouviu a opinião dos povos, se queriam o fim do padrão ouro, se aceitavam ou não os acordos de Bretton Woods, foram forçados a utilizar papéis coloridos sem lastro.</p>
<p>O Padrão Bitcoin é o seu oposto, a adoção é completamente voluntária. Satoshi redigiu o acordo (a política monetária) e dia após dia as pessoas voluntariamente aderem ao acordo, adotando o Bitcoin, sem a existência de uma lei de uso forçado.</p>
<p>Como a adesão é voluntária pelas pessoas, o processo transitório ainda será muito mais lento que o do FIAT. E é importante que essa transição seja lenta, para que as pessoas se adaptem à mudança, porque uma mudança abrupta seria desastrosa. A mudança para o padrão Bitcoin não é uma simples mudança de moeda, é a mudança completa do sistema político, financeiro, económico e social de toda sociedade. Essa transição terá que ser lenta, para que cada pessoa se adapte, cada uma ao seu ritmo. Se correr mal a adaptação, as pessoas podem querer voltar ao antigo padrão.</p>
<h1>Adoção forçada</h1>
<p>Os estados vão resistir, mas com o crescimento da adoção do Bitcoin pelos cidadão e em simultâneo a rejeição da moeda FIAT, os estados não terão outra alternativa, senão adotar o Bitcoin como lastro o Bitcoin para o lastro da sua moeda, para evitar o colapso do sistema monetário.</p>
<p>Só será possível e viável quando o Bitcoin atingir um valor significativamente alto, talvez entre 10%-20% da riqueza mundial. O <em>marketcap</em> do Bitcoin terá que ser muito alto, para conseguir suportar a procura gerada por parte dos estados, sem criar muita volatilidade. É natural que o preço suba, mas essa subida terá que ser gradual, não poderá ser exponencialmente. É natural que os primeiros países a adotar sejam os mais pequenos ou menos desenvolvidos. Em caso de muita volatilidade e uma subida repentina de preço do bitcoin, gerada pela adoção de países mais desenvolvidos, pode provocar o colapso dos países pequenos que aderiram primeiro. Por esse motivo a adoção deve ser lenta e gradual.</p>
<p>Num certo momento, será inevitável um acordo internacional entre estados, será algo similar ao de Bretton Woods, só que em vez do dólar teremos o Bitcoin. O comércio internacional passará a realizar-se em Bitcoin, como unidade de conta. Internamente, cada país vai manter a sua própria moeda, será a unidade de conta do país, mas as moedas serão lastreadas em Bitcoin, cada unidade monetária terá um valor de x satoshis. Esse câmbio poderá ser flutuante ou fixo, pré definido pelos bancos centrais.</p>
<p>Na prática haverá em simultâneo duas moedas em circulação, o Bitcoin e a moeda do governo, mas apenas a moeda do governo será a <em>legal tender</em>, a unidade de conta do país. O Bitcoin será utilizado sobretudo por pessoas e empresas como uma reserva de valor para médio/longo prazo.</p>
<p>Como ainda existem moedas governamentais, ainda é possível a expansão da base monetária mas ficará um pouco mais limitada, ou seja, se os estados abusarem da expansão, os cidadãos vão fugir em massa para o Bitcoin, por isso as políticas têm que ser moderadas. Será algo similar à curva de Laffer, em vez de carga-fiscal&amp;receita, temos expansão impressão&amp;alocação, ou seja, quanto maior for a expansão da base monetária, menor será a porcentagem alocada na moeda do governo por parte das pessoas.</p>
<p>Assim o Bitcoin será um travão para a expansão da base monetária, mas isto não significa que não existirá, claro que vai existir, os estados estão viciados em imprimir dinheiro, terão é que fazer com um maior rigor. Se existir rigor, vai permitir “dar” anos de vida às moedas dos governos. Se não existir rigor, a hiperinflação acontecerá e a Lei de Gresham será implacável, o colapso da moeda do governo é inevitável.</p>
<h1>Adoção total</h1>
<p>Será que alguma vez vamos assistir os países a abandonarem por completo a sua própria moeda e utilizar em exclusivo o Bitcoin?</p>
<p>Poderá existir alguns casos, talvez em países pequenos, mas será muito pouco provável a adoção plena do Bitcoin, como único <em>legal tender</em> e a unidade de conta.</p>
<p>A minha baixa crença baseia-se em exemplos do passado: o bolívar da Venezuela está há décadas em hiperinflação, o dólar é amplamente utilizado, mas eles não abandonam a moeda própria, apenas retiram zeros. Depois temos os exemplos da Argentina e do Zimbabwe, que por momentos deixaram de ter moeda própria, mas mais tarde voltaram a repor.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/1a98e073ca3eb44547fcea06649a6b4a7077f8303973b870f93d4b226611b32d.png" alt="image"></p>
<p>Isto vai repetir-se no futuro, até poderão temporariamente adotar o Bitcoin, mas mais tarde ou mais cedo, alguém é eleito e repõe um moeda própria. O ser humano é assim e os governos necessitam da moeda para sobreviver.</p>
<p>Como os estados têm o poder absoluto, são eles que fazem a lei e o uso forçado dá uma força desmedida à sua própria moeda, é uma concorrência desleal contra a adoção do Bitcoin. Simplesmente por obrigar os cidadãos a pagar os impostos exclusivamente na moeda do governo, isso gera uma demanda enorme pela moeda, os cidadãos e empresas são obrigadas a ter a moeda estatal. Além disso, o governo fará todos os seus pagamentos na sua moeda. As empresas que prestem serviços vão receber na moeda do estado, e por sua vez pagam aos seus funcionários. O mesmo acontecerá aos funcionários públicos, reformados e todas as assistências sociais serão pagos na moeda do estado, todas estas transações representam uma cota significativa do mercado.</p>
<p>O uso forçado dá um poder tremendo à moeda do estado, enquanto for exclusivo de uma única moeda, essa terá sempre uma cota significativa de mercado. Por isso as moedas estatais conseguem sobreviver, mesmo em hiperinflação. A concorrência entre moedas só será plena para o uso no médio a longo prazo, aqui veremos o Bitcoin a dominar. Onde existir liberdade o Bitcoin vencerá.</p>
<p>A nossa sociedade cresceu numa economia inflacionária, a mudança será tão disruptiva, não sei se as pessoas estão preparadas ou se querem realmente a mudança para um sistema deflacionário. No geral, um sistema deflacionário é melhor para as populações, mas certo “benefícios” que hoje existem devido aos sistema FIAT, deixarão de estar acessíveis, como o caso do crédito barato. Os governos terão que ser muito austeros e terão que reduzir os apoios sociais, ou seja, os governos não serão populares, possivelmente perdem eleições. A impressão de moeda é essencial nos estados modernos, sem ela dificilmente os governos sobrevivem.</p>
<p>Eu acredito que o mais difícil, é a adaptação psicológica ao sistema deflacionário? Não sei como as pessoas vão reagir, os salários em vez de aumentarem anualmente, vão manter se ou possivelmente diminuir. Apesar de diminuir, as pessoas ganham poder de compra, é uma mudança disruptiva, completamente oposta à realidade atual e que sempre vivemos.</p>
<p>Por isso, eu tenho muitas dúvidas que aconteça uma adoção plena do padrão Bitcoin. Eu não gosto de ver o Bitcoin como <em>legal tender</em>, isto implica o uso forçado, eu sou um forte defensor da liberdade monetária, dar liberdade plena aos cidadãos, cada cidadão escolhe a moeda que quer usar. Se o cidadão quer usar a moeda do estado, que use, quem sou eu para limitar essa liberdade. Poderá também usar várias moedas e com diferentes percentagens de alocação da sua riqueza.</p>
<p>O Bitcoin também não necessita de ser a moeda mais utilizada em cada país, basta ser a segunda. Sendo a segunda mais utilizada em todos os países, torna-se naturalmente a moeda mais utilizada no mundo.</p>
<p>Outro problema do Bitcoin como <em>legal tender</em>, os cidadãos vão baixar a guarda, vão depositar os satoshi em custodiantes centralizados, ficando vulneráveis a uma futura mudança de política, um <em>corralito</em> como na Argentina. Nunca devemos confiar nos políticos, já Eça dizia: ”Os políticos são como fraldas e devem ser mudados frequentemente pela mesma razão”.</p>
<br>
Don’t trust, Verify.]]></itunes:summary>
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      <item>
      <title><![CDATA[Produtividade vs FIAT]]></title>
      <description><![CDATA[A produtividade gerada pela AI e o efeito da inflação sobre a produtividade.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[A produtividade gerada pela AI e o efeito da inflação sobre a produtividade.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 15 Jul 2024 13:47:20 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/uucbmnf_mckaloewnp_y3/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial (AI) vai e já está a provocar mudanças profundas na nossa civilização. É uma arma que pode ser poderosíssima, que pode ser utilizada para o bem, como para o mal.</p>
<p>O problema é quem está por detrás da AI, ou qual o objetivo dessa AI.</p>
<h1>Liberdade</h1>
<p>O meu grande receio da AI, não está relacionada com aquelas ideias fantasiosas dos filmes de ficção científica, onde as máquinas entram em guerra com os humanos, o meu receio é algo mais realista, é a utilização da AI para oprimir ou condicionar as liberdades individuais, ou seja, são humanos a querer controlar outros humanos.</p>
<p>Durante as últimas décadas os governos, criaram leis que violam a privacidade e liberdades, onde todo online é guardado e monitorizado. As câmaras de videovigilância estão por todo o lado. Depois de recolher os dados, será necessário a AI para analisar todos esses dados, aqui está o perigo, um verdadeiro Big Brother.</p>
<p>É um perigo para as democracias, para a privacidade, para as liberdades individuais e contra o livre-arbítrio.</p>
<h1>Produtividade</h1>
<blockquote>
<p>A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados. A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os fatores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por fatores utilizados, maior é a produtividade.</p>
</blockquote>
<p>Simplificado, consiste em, um trabalhador produzir mais produtos, no mesmo período de tempo.</p>
<p>Aqui a AI poderá ter um lado positivo, vai permitir um ganho enorme na produtividade. O mundo do trabalho vai mudar, certos empregos vão acabar, essas pessoas terão que se adaptar a uma nova realidade. O essencial é que vai gerar um aumento na produtividade como nunca antes vista, possivelmente o maior de sempre após a revolução industrial.</p>
<p>Esse aumento de produtividade deveria repercutir para o trabalhador e para a empresa, com salários superiores e maior lucro, respetivamente.</p>
<blockquote>
<p>“Para aumentar os salários, é necessário aumentar a produtividade”</p>
</blockquote>
<p>Esta mensagem repetida até à náusea pelos políticos que é certa medida é verdade, mas o problema são os próprios políticos, os maiores “ladrões”/destruidores da produtividade/salário, através da inflação (aumento da base monetária).</p>
<p>Isto é a história do cartoon, do burro e a cenoura, onde a cenoura é a produtividade e o burro é o povo, onde apenas o político beneficia.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/3fe369379ed255540805d3230364465a15314300524439ce8cd044b2b0700e2c.png" alt="image"></p>
<p>As pessoas esforçam-se para aumentar o seu salário, produzem mais, o seu salário é aumentado mas ao mesmo tempo o governo desvaloriza a moeda, ou seja, o valor nominal do salário aumenta, mas o poder de compra fica igual ou menor.</p>
<p>O esforço do trabalhador é inglório, não serviu para nada.</p>
<br>


<p>Crescimento da produtividade e remuneração por hora desde 1948:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/ad9ccb8e15f00df56382cf27a166637b78d6188d2b6a65b71a9f7414c2259de2.jpg" alt="image"></p>
<p>Fonte: <a href="https://oqueaconteceuem1971.com/">O QUE ACONTECEU EM 1971?</a></p>
<p>Este gráfico é perfeitamente demonstrativo do efeito do aumento da base monetária na remuneração dos trabalhadores. Até 1971, o aumento da remuneração dos trabalhadores, acompanha o aumento da produtividade. Após a criação do sistema fiduciário (1971), que permite desvalorizar a moeda, o imposto invisível, o grande beneficiado do aumento da produtividade foram os governos (e os seus amigos), em vez dos trabalhadores. Nas últimas 5 décadas, houve duas grandes revoluções que permitiram um aumento enorme da produtividade, da tecnologia/industrialização e a internet, mas estes avanços foram absorvidos pelos governos, os cidadãos pouco beneficiaram economicamente.</p>
<p>O mesmo vai acontecer com ganho de produtividade gerada pela AI, os governos vão querer absorver esse benefícios para si. Em vez do aumento de salário dos cidadãos, essa riqueza vai ser utilizada para reduzir os enormes déficits públicos e para financiar estados gordos.</p>
<p>Assim, esta parte da AI que poderia ser boa para a civilização, vai acabar por ser diluída pelos estados.</p>
<br>

<p>É curioso que o cidadão comum, consegue compreender o conceito económico de produtividade, mas já tem dificuldades em entender a inflação (o aumento da base monetária). E o estado, por interesse próprio, também não ensina, preferem manter o assunto meio nublado.</p>
<p>Há uns anos, eu em conversa com um senhor com bastante idade, um sujeito com poucos estudos, que foi sempre agricultor. O senhor contava a história, que antigamente nos campos com batatas eram necessários dezenas de trabalhadores para colher as batatas, mas hoje, basta um trator e uma pessoa, para fazer o mesmo trabalho. Depois concluía, se o custo com os trabalhadores diminuiu, logo o preço das batatas deveria diminuir, mas aconteceu o contrário, logo é culpa do proprietário/empresário, que está a enriquecer e é ganancioso.</p>
<p>A primeira parte é a descrição do aumento da produtividade, mas a sua conclusão está errada porque o senhor não tem noção do aumento da base monetária. O preço das batatas só baixaria, caso a base monetária fosse fixa. Enquanto ambos apontam o dedo, os trabalhadores acusam os empresários, os empresários acusam os trabalhadores; o estado observa e rouba os dois em simultâneo.</p>
<p><br><br></p>
<p>A impressão de dinheiro é um imposto invisível. Só existe uma maneira de evitar este roubo do século:</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A inteligência artificial (AI) vai e já está a provocar mudanças profundas na nossa civilização. É uma arma que pode ser poderosíssima, que pode ser utilizada para o bem, como para o mal.</p>
<p>O problema é quem está por detrás da AI, ou qual o objetivo dessa AI.</p>
<h1>Liberdade</h1>
<p>O meu grande receio da AI, não está relacionada com aquelas ideias fantasiosas dos filmes de ficção científica, onde as máquinas entram em guerra com os humanos, o meu receio é algo mais realista, é a utilização da AI para oprimir ou condicionar as liberdades individuais, ou seja, são humanos a querer controlar outros humanos.</p>
<p>Durante as últimas décadas os governos, criaram leis que violam a privacidade e liberdades, onde todo online é guardado e monitorizado. As câmaras de videovigilância estão por todo o lado. Depois de recolher os dados, será necessário a AI para analisar todos esses dados, aqui está o perigo, um verdadeiro Big Brother.</p>
<p>É um perigo para as democracias, para a privacidade, para as liberdades individuais e contra o livre-arbítrio.</p>
<h1>Produtividade</h1>
<blockquote>
<p>A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados. A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os fatores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por fatores utilizados, maior é a produtividade.</p>
</blockquote>
<p>Simplificado, consiste em, um trabalhador produzir mais produtos, no mesmo período de tempo.</p>
<p>Aqui a AI poderá ter um lado positivo, vai permitir um ganho enorme na produtividade. O mundo do trabalho vai mudar, certos empregos vão acabar, essas pessoas terão que se adaptar a uma nova realidade. O essencial é que vai gerar um aumento na produtividade como nunca antes vista, possivelmente o maior de sempre após a revolução industrial.</p>
<p>Esse aumento de produtividade deveria repercutir para o trabalhador e para a empresa, com salários superiores e maior lucro, respetivamente.</p>
<blockquote>
<p>“Para aumentar os salários, é necessário aumentar a produtividade”</p>
</blockquote>
<p>Esta mensagem repetida até à náusea pelos políticos que é certa medida é verdade, mas o problema são os próprios políticos, os maiores “ladrões”/destruidores da produtividade/salário, através da inflação (aumento da base monetária).</p>
<p>Isto é a história do cartoon, do burro e a cenoura, onde a cenoura é a produtividade e o burro é o povo, onde apenas o político beneficia.</p>
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<p>As pessoas esforçam-se para aumentar o seu salário, produzem mais, o seu salário é aumentado mas ao mesmo tempo o governo desvaloriza a moeda, ou seja, o valor nominal do salário aumenta, mas o poder de compra fica igual ou menor.</p>
<p>O esforço do trabalhador é inglório, não serviu para nada.</p>
<br>


<p>Crescimento da produtividade e remuneração por hora desde 1948:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/ad9ccb8e15f00df56382cf27a166637b78d6188d2b6a65b71a9f7414c2259de2.jpg" alt="image"></p>
<p>Fonte: <a href="https://oqueaconteceuem1971.com/">O QUE ACONTECEU EM 1971?</a></p>
<p>Este gráfico é perfeitamente demonstrativo do efeito do aumento da base monetária na remuneração dos trabalhadores. Até 1971, o aumento da remuneração dos trabalhadores, acompanha o aumento da produtividade. Após a criação do sistema fiduciário (1971), que permite desvalorizar a moeda, o imposto invisível, o grande beneficiado do aumento da produtividade foram os governos (e os seus amigos), em vez dos trabalhadores. Nas últimas 5 décadas, houve duas grandes revoluções que permitiram um aumento enorme da produtividade, da tecnologia/industrialização e a internet, mas estes avanços foram absorvidos pelos governos, os cidadãos pouco beneficiaram economicamente.</p>
<p>O mesmo vai acontecer com ganho de produtividade gerada pela AI, os governos vão querer absorver esse benefícios para si. Em vez do aumento de salário dos cidadãos, essa riqueza vai ser utilizada para reduzir os enormes déficits públicos e para financiar estados gordos.</p>
<p>Assim, esta parte da AI que poderia ser boa para a civilização, vai acabar por ser diluída pelos estados.</p>
<br>

<p>É curioso que o cidadão comum, consegue compreender o conceito económico de produtividade, mas já tem dificuldades em entender a inflação (o aumento da base monetária). E o estado, por interesse próprio, também não ensina, preferem manter o assunto meio nublado.</p>
<p>Há uns anos, eu em conversa com um senhor com bastante idade, um sujeito com poucos estudos, que foi sempre agricultor. O senhor contava a história, que antigamente nos campos com batatas eram necessários dezenas de trabalhadores para colher as batatas, mas hoje, basta um trator e uma pessoa, para fazer o mesmo trabalho. Depois concluía, se o custo com os trabalhadores diminuiu, logo o preço das batatas deveria diminuir, mas aconteceu o contrário, logo é culpa do proprietário/empresário, que está a enriquecer e é ganancioso.</p>
<p>A primeira parte é a descrição do aumento da produtividade, mas a sua conclusão está errada porque o senhor não tem noção do aumento da base monetária. O preço das batatas só baixaria, caso a base monetária fosse fixa. Enquanto ambos apontam o dedo, os trabalhadores acusam os empresários, os empresários acusam os trabalhadores; o estado observa e rouba os dois em simultâneo.</p>
<p><br><br></p>
<p>A impressão de dinheiro é um imposto invisível. Só existe uma maneira de evitar este roubo do século:</p>
<p><a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a></p>
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      <title><![CDATA[Créditos na era Bitcoin]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o mercado de crédito.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o mercado de crédito.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 13 Jul 2024 13:34:36 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sou nenhum especialista em economia, certamente este terá alguns erros, mas adoro pensar/imaginar/ tentar prever a evolução de uma sociedade FIAT para uma sociedade cada vez mais bitcoinizada, até o Bitcoin se tornar a unidade de conta do mundo.</p>
<p>Apenas vou analisar o crédito destinado ao retalho/varejo, a pessoas ou a empresas. Os empréstimos entre instituições bancárias, entre os bancos centrais e emissão de dívida soberana, ficam para uma futura segunda parte.</p>
<p>A adoção do Bitcoin como unidade de conta, vai provocar uma disrupção completa na sociedade, na economia e em todo sistema financeiro. O Bitcoin vai trazer ganhos incalculáveis para a sociedade, vai ser mais justa e equitativa. Também poderá ter alguns viés, um deles são os contratos de crédito, mas os benefícios superam em muito os “danos”.</p>
<p>A parte dos contratos créditos/empréstimos, talvez seja a área da economia na qual eu tenho mais dificuldade em imaginar, deixa-me com imensas dúvidas.</p>
<h1>Reserva Fracionária</h1>
<p>Antes de avançar na reflexão sobre o crédito, é importante primeiro falar de um conceito moderno do sistema bancário, a reserva fracionária.</p>
<blockquote>
<p>O sistema de reserva fracionária refere-se à prática bancária, adotada na maioria dos países do mundo, que permite que os bancos façam empréstimos ou investimentos em valor muito superior ao valor dos depósitos sob sua guarda, desde que mantenham como reserva uma determinada fração do valor desses depósitos. Esse sistema permite que os bancos emprestem a maior parte dos depósitos a vista, retendo compulsoriamente apenas uma fração desses depósitos. O sistema de reservas fracionárias baseia-se na crença de que os depositantes não sacarão o seu dinheiro ao mesmo tempo. Se o fizessem, os bancos não teriam como atender a demanda, ou seja, quebrariam.<br>Uma vez que os depósitos bancários são normalmente considerados como dinheiro e dado que os bancos mantêm reservas inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, a reserva fracionária permite que a oferta monetária cresça além do montante da base monetária originalmente criada pelo banco central. – <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_reserva_fracion%C3%A1ria">Wikipedia</a></p>
</blockquote>
<p>Na prática, a reserva fracionária permite aos bancos comerciais emprestar mais dinheiro do que têm, ou seja, criam dinheiro do nada.</p>
<p>O cidadão comum tem uma ideia errada, de como funciona o crédito, acreditam que os bancos utilizam os depósitos de clientes para dar liquidez nos empréstimos, mas não corresponde à verdade. Quando um banco “vende” um crédito, cria dinheiro do nada, não utiliza o dinheiro dos depósitos dos clientes. É nos créditos onde se imprime mais dinheiro, sim, os bancos comerciais também têm o poder de imprimir dinheiro, não é algo exclusivo dos bancos centrais.</p>
<p>Assim, em cada novo empréstimo realizado, aumenta a base monetária.</p>
<p>Em quase todas as grandes crises financeiras/económicas que assolaram a humanidade tem em comum, na origem existe uma grande expansão da base monetária. Umas vezes foram geradas pelos bancos centrais/estados, outras foram pelos bancos comerciais.</p>
<p>A atual política monetária (incluindo a reserva fracionária) distorce por completo o risco. Como o risco de falência de uma instituição bancária, é nulo, em último caso, o pai estado está lá para resgatar e salvar o banco. Foi exatamente o que aconteceu em 2007, na crise subprime, houve um excesso de crédito, criou uma enorme bolha no imobiliário, o seu colapso levou as instituições à pré-falência, os estados foram obrigados a intervir, resgatando os bancos.</p>
<p>O risco é essencial e saudável, a existência de risco leva os credores /instituições bancárias a serem mais criteriosas e exigentes ao atribuir um crédito. Pelo contrário, a ausência de risco, leva ao facilitismo, ao excesso e ao abuso no crédito.</p>
<p>O abuso cria bolhas no mercado imobiliário, nos mercados financeiros, distorcem o mundo empresarial. O juro zero permitiu criar empresas zumbi, <em>startups</em> que nunca tiveram lucros, algumas chegaram a ser unicórnios. Como o dinheiro é barato, existe um excesso de liquidez, os VCs (Venture Capital) investem em tudo que mexe, sem qualquer critério.</p>
<p>Mas isto não é viável para sempre, a seguir ao excesso, acontece uma forte correção, uma crise severa. Para combater essa crise, os governos vão despejar dinheiro no mercado para estimular o consumo. Ou seja, a “solução” para a crise é a mesma que esteve na origem da crise, a expansão monetária. Isto cria um círculo vicioso de crises, crises recorrentes, ou como os economistas dizem, ciclos de mercado.</p>
<p>Na teoria, a taxa de juro, corresponde ao risco de incumprimento por parte do devedor. Quanto maior o risco de incumprimento, maior é a taxa de juro e/ou mais garantias exigidas pelo banco. Na prática, como o risco é zero, a taxa de juro está completamente distorcida pelos bancos centrais, levou a certas aberrações, como a taxa de juro zero ou mesmo negativas.</p>
<p>O padrão Bitcoin, não significa o fim da reserva fracionária, poderá existir, mas como o risco é elevadíssimo para as instituições bancárias, é provável que não o façam ou haverá com valores muito residuais.</p>
<p>Com algumas diferenças, mas foi o que aconteceu na FTX, as reservas eram muito inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, na prática, eles fizeram reserva fracionária. Quando os clientes/depositantes foram levantar os seus ativos digitais, eles não existiam. Inevitável a FTX faliu.</p>
<p>A adoção Bitcoin é um forte acelerador para o fim da reserva fracionária, para um sistema monetário sólido, baseado na verdade e na transparência. Bitcoin é uma moeda ética.</p>
<h1>Crédito</h1>
<p>Eu não sou contra o crédito, pelo contrário, em certas circunstâncias é importante para a economia. Eu sou, é contra a reserva fracionária, permite que os bancos comerciais criem dinheiro do nada, sem assumir qualquer risco. Na minha opinião, os bancos comerciais devem ter <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Full-reserve_banking"><em>full-reserve</em></a>, a reserva fracionária deve ser proibida, para que os depósitos de clientes estejam completamente seguros, mesmo em situações críticas. Em caso de corrida bancária, o dinheiro está lá, não haverá problemas.</p>
<p>É o oposto do atual sistema, que foi construído em cima de uma castelo de cartas, que pode desmoronar a qualquer momento. O sistema bancário é muito frágil, qualquer dia, um <em>influencer</em> qualquer com milhões de seguidores, com um grande poder de influência, pode apelar aos seus seguidores para retirar o dinheiro do banco X, e em poucas horas esse banco colapsa. Em Portugal, o Banif foi alegadamente à falência, devido a uma corrida bancária, após <a href="https://observador.pt/2019/03/29/ministerio-publico-acusa-tvi-e-diretor-de-informacao-no-caso-banif/">uma notícia emitida no notíciario de um canal televisivo</a>. Isto só é possível porque o sistema é frágil, o sistema financeiro tem que ser blindado, não pode estar a mercê de um <em>influencer</em> ou de uma televisão ou de uma <em>fakenews</em>.</p>
<p>O atual modelo de crédito tem que mudar, os bancos têm que deixar de ser os credores, devem apenas fazer a intermediação, entre devedor e o credor.</p>
<p>Têm que existir uma segregação entre os depósitos dos clientes do banco e o dinheiro dos credores. Assim o risco, fica em exclusivo de quem dá a liquidez (credor), o banco está totalmente sólido, além disso não existirá um aumento da base monetária.</p>
<p>O fim da reserva fracionária, não é o fim do crédito, mas não será tão acessível, haverá mais exigências, maiores garantias e as taxas de juros serão superiores.</p>
<h2>Sociedade de crédito</h2>
<p>Nós vivemos numa sociedade altamente consumista, totalmente dependente/viciada em crédito, com alta preferência temporal. Isso só é possível devido ao sistema fiduciário (FIAT), com crédito fácil e barato, que incentiva o consumismo exacerbado.</p>
<p>O fim da expansão monetária será o fim do crédito barato, será o fim uma aberração da era moderna, as taxas de juro zero ou negativas. A reserva fracionária será extremamente arriscada, os bancos que o fizeram correm altos riscos. Atualmente, como o risco é zero ou baixo para todos os intervenientes no crédito, todos beneficiam, distorcendo o mercado. Com um risco zero, gera um forte incentivo ao crédito por parte do consumidor, os bancos atribuem indiscriminadamente os créditos, sem qualquer critério. O devedor têm taxas de juros mais baixas e os bancos não correm risco de insolvência porque têm uma proteção do pai estado. O estado também não tem qualquer risco, se for necessário salvar um banco, é só imprimir dinheiro, o custo é zero.</p>
<p>Isto parece tudo um mar de rosas, todos estão felizes e contentes, mas na realidade, isto é tudo uma ilusão, ao criar dinheiro, cria inflação. A inflação destrói as poupanças dos cidadãos, é um imposto oculto, além de ser altamente perverso, em dois sentidos; Primeiro: beneficia os devedores, mas quem é penalizado são os poupadores, na sociedade no geral; Segundo: beneficia os ricos em detrimento dos pobres, efeito Cantillon.</p>
<h2>Crédito à habitação</h2>
<p>O problema do acesso ao crédito será visível sobretudo na habitação, porque nos restantes créditos, a sociedade adapta-se. Se não houver dinheiro para um carro novo, opta por um carro usado, ou então por um de cilindrada mais baixa.</p>
<p>No caso da habitação é mais complexo, já não existe essa flexibilidade, devido ao elevado valor, tanto das novas como das velhas habitações.</p>
<p>Este problema é sobretudo visível nos países ocidentais, que durante anos aproveitaram o privilégio de taxas de juros mais baixas, permitia fazer crédito à habitação com maturidade muito longas, superiores a 30 anos. Países com problemas cambiais, as maturidade sempre foram mais curtas, já estão habituados a taxas de juros mais elevadas.</p>
<p>O problema ainda é mais grave em certos países ocidentais, como o caso de Portugal, onde o mercado de arrendamento é muito pequeno e a única alternativa dos jovens, é ter habitação própria. Mas devido ao valor exorbitante das habitação, a única solução era através do crédito com maturidade extensa. Com o fim do crédito barato, o crédito à habitação inevitavelmente terá que ser bastante mais curto, talvez um máximo 10 anos, possivelmente o crédito apenas financiará metade do valor do imóvel, o restante terá que ser poupanças.</p>
<p>Em Portugal e em muitos outros países, muito poucos os jovens conseguem cumprir esses requisitos, para ter acesso a uma casa.</p>
<p>Para resolver o problema, os políticos vão optar pelo mais fácil, vão ter planos “milagrosos”, como créditos bonificados, garantias ilimitadas aos bancos e muitos outros artifícios. Na prática, isto será uma reserva fracionária travestida. Apenas resulta numa distorção completa no mercado.</p>
<p>A ideia do Bitcoin como reserva de valor, como uma proteção contra a inflação é sedutora, atrai muita gente. Mas com a crescente adoção, as pessoas vão se aperceber que o crédito não será tão acessível, como anteriormente. Ao aperceberam-se do fim do crédito barato, será que não vai provocar um atraso ou mesmo um retrocesso na adoção do Bitcoin?</p>
<p>Será que a sociedade está disponível para perder o acesso ao crédito barato?</p>
<p>Não sei a resposta.</p>
<h2>Evolução no crédito</h2>
<p>Com a alteração do padrão FIAT para o padrão Bitcoin, o crédito vai sofrer uma evolução e a sociedade terá que se adaptar.</p>
<p>Atualmente estamos no padrão FIAT, o crédito é simples e barato.</p>
<p>A moeda fiduciária é inflacionária e o Bitcoin está com uma aquisição de poder de compra crescente, permite fazer um ataque especulativo entre as moedas. É o que Michael Saylor faz, realizando créditos em dólares para comprar Bitcoin. Como o Bitcoin tem uma valorização contra dólar, beneficia.</p>
<p>No período de transição entre os dois padrões, talvez exista um momento, onde será muito complicado a realização de contratos de crédito. Com o Bitcoin numa fase avançada na adoção mas a unidade de conta ainda é a FIAT, como existe uma forte volatilidade nas duas moedas, a FIAT com uma desvalorização acelerada e o Bitcoin será o oposto, torna-se difícil o crédito.</p>
<p>Como ninguém quer ter FIAT, a taxa de juro terá que ser muito elevada, serão poucas as pessoas a conseguir fazer um crédito em FIAT. Em alternativa podem surgir os créditos com o valor facial em Bitcoin, mas o risco também será muito elevado para quem realiza o crédito. Como o Bitcoin está numa fase de valorização, mas as pessoas continuam a ter vencimentos em FIAT, torna-se impossível cumprir os seus compromissos, especialmente a longo prazo.</p>
<p>Imaginem que o crédito, corresponde a uma prestação de 0.01Btc por mês. A primeira prestação corresponde a 40% do salário, passado um ano seria 70%, passando outro ano, seria maior que o salário, era impossível cumprir.</p>
<p>Nesta fase, o crédito será muito pouco acessível, em ambas moedas. Quanto maior for a volatilidade, mais difícil será o crédito.</p>
<p>Com a crescente adoção do Bitcoin, a sua volatilidade ficará muito baixa, o crédito voltará a ser possível para o comum cidadão, mas todos os contratos de créditos serão precificados em BTC. O Bitcoin será a unidade de conta.</p>
<h1>Bancos comerciais</h1>
<p>Com o fim da reserva fracionária, os bancos comerciais terão um papel muito diferente do atual, na parte dos contratos de crédito serão apenas intermediários, vão redigir os contratos, fazer a análise de risco, avaliar os colaterais. O banco não vai dar liquidez, serão terceiros a dar, ou pessoas ou empresas. A yield será definida por quem dá a liquidez, num modelo similar aos leilões de dívida pública.</p>
<p>Neste modelo, os bancos estão mais seguros, não terão problema devido ao incumprimento do crédito, esse risco será do credor. Os bancos passam a desempenhar o seu papel original, os depósitos, guardar o dinheiro dos clientes e alguns produtos de intermediação, mas em nenhum momento compromete a liquidez da instituição. É o oposto do que acontece hoje, onde o crédito coloca em causa a solvência do banco, com o fim das reservas bancárias, os bancos são mais resilientes, as corridas bancárias deixam de ser um problema.</p>
<p>Com o surgimento dos <em>smartcontracts</em> nas <em>blockchains</em>, o crédito entrou numa nova era, é uma revolução mas ainda tem algumas limitações, sobretudo no colateral. Os bancos vão desempenhar um papel fundamental, vão avaliar e fazer a guarda dos colaterais, será criado um <em>token</em> RWA.</p>
<h2>RWA</h2>
<p>Os Real World Assets (RWA) ainda está numa fase inicial, mas será um filão para os bancos.</p>
<p>No último ano surgiram inúmeros projetos de <em>tokens</em> de RWA, é uma nova moda, são <em>tokens</em> de governança, eu não acredito neste tipo de produto. São autênticos scans, não têm qualquer valor. Isto é algo muito recorrente no mundo cripto, pegam num conceito muito interessante, útil para a sociedade, mas depois desvirtuam por completo o conceito inicial, com o único intuito de enriquecer, é a ganância no estado puro. Um bom exemplo são os NFTs, é uma tecnologia interessante para os certificados de autenticidade ou para ingressos. O objectivo é garantir prevenir a contrafacção, mas os degenerados transformam os NFTs num produto de especuladores, uma via para enriquecer. O mesmo acontece com estes RWAs, é sobretudo <em>tokens</em> de governança, sem qualquer valor, pura especulação.</p>
<p>Os RWAs que eu acredito, que terão valor, na prática são garantias bancárias ou hipotecas (de um bem móvel ou imóvel), ações, título do governo, em formato digital, um <em>token</em>. São <em>tokens</em> emitidos e geridos por uma entidade centralizada, sobretudo bancos. Cada <em>token</em> corresponde a um ativo real/físico. Esta entidade fará a avaliação, a guarda desse ativo real e cria esse <em>token</em> e fará a sua gestão, é a segurança jurídica.</p>
<p>Vamos a dois exemplos concretos: Um caso, pode ser uma garantia bancária digital, em formato <em>token</em>. Depositamos 10.000€ no banco, é um criada uma garantia bancária digital (<em>token</em>) nesse valor.</p>
<p>Outro caso, eu tenho um quadro/pintura, é avaliado, é criado um <em>token</em>. O quadro ficará à guarda do banco, é uma hipoteca.</p>
<p>Qual a vantagem destes RWAs?</p>
<p>Com eles é possível fazer <em>smartcontracts</em> e utilizá-lo como colateral, existe uma infindável possibilidade, a principal será para contratos de créditos. Em caso de incumprimento do contrato, o credor vai exercer o direito ao colateral ao banco, o banco será a segurança jurídica, um intermédio de confiança.</p>
<p>Em nenhum momento, estes <em>tokens</em> valorizam, o valor está no bem físico que representam. Infelizmente o que está a ser criado agora, não faz sentido, não é necessário criar <em>blockchains</em> exclusivas, também não é necessário criar um <em>token</em> nativo para essas <em>blockchains</em>. Os degenerados só querem produtos especulativos, mas eu ainda tenho a esperança que isto seja corrigido, os verdadeiros NFTs e RWAs vão dominar.</p>
<h1>Crédito colateralizados em Bitcoin</h1>
<p>Os créditos colateralizados em Bitcoin é uma ideia que circula muito na comunidade de bitcoiners maximalistas, como uma possibilidade para o futuro. Em vez de vender o BTCs, as pessoas vivem de créditos colateralizados em BTC, que são renovados perpetuamente, por isso eu gosto de os chamar créditos perpétuos.</p>
<p>Como funciona?</p>
<p>Consiste em pedir crédito com colateral em BTCs, quando a maturidade terminar, será pago com um novo crédito. Como o Bitcoin valoriza mais que o FIAT ao longo do tempo, o colateral necessário será cada vez menor.</p>
<p>Exemplo:</p>
<ul>
<li>Fazer um crédito de 30.000€, com uma maturidade a 4 anos, com um colateral de 1 BTC (o dobro, BTC=60.000€).</li>
<li>Passado os 4 anos, a maturidade termina e o bitcoin vale 120.000€. É feito um novo crédito idêntico, mas com um colateral de 0.5 BTC.</li>
<li>Passado outros 4 anos, o BTC já vale 240.000€, é realizado um novo crédito mas com um colateral de 0.25 BTC. Esta operação pode ser repetida infinitamente, com o passar do tempo, o colateral será cada vez menor.</li>
</ul>
<p>Para uma melhor compreensão do exemplo, eu simplifiquei ao máximo a ideia, porque nestas equações falta incluir a taxa de juro da instituição de crédito e outros custos da operação.</p>
<p>Em teoria, esta engenharia financeira funciona, desde que a valorização do Bitcoin contra o FIAT, seja superior aos custos do crédito.</p>
<p>Posso estar errado, mas esta engenharia financeira, apenas é viável quando a unidade de conta é uma moeda FIAT. Existem bitcoiners que desejam um mundo bitcoinizado e ao mesmo tempo querem usufruir destes créditos perpétuos, no meu ponto de vista não é possível acontecer os dois em simultâneo.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Eu tenho muitas dúvidas, mas uma coisa é certa, o crédito nunca estará ameaçado, existirá sempre a possibilidade de realizar crédito. As alterações mais profundas apenas ocorrerão com o fim da reserva fracionária, mesmo nessa situação, existirá, mas será sempre mais responsável. Esta é a palavra chave, o que falta ao atual sistema, RESPONSABILIDADE.</p>
<p>Este sistema monetário está caduco, mas como um dos principais benefícios são os políticos, eles não fazem nada para mudar, pelo contrário, vão/estão a fazer tudo para o manter. Os políticos têm que ser mais responsáveis, aprender a viver com menos e não hipotecar o futuro dos seus netos.</p>
<p>Eu ainda tenho muitas dúvidas, se alguma vez, o padrão Bitcoin na sua plenitude vai acontecer, pelo menos, eu acredito não estar vivo nesse momento. Os políticos vão fazer tudo para procrastinar, só dentro de muitas décadas a mudança poderá ocorrer. Os políticos são idiotas, mas são extremamente camaleônicos, vão se adaptar para se manter no poder, é a luta pela sobrevivência.</p>
<p>A mudança começa em cada um de nós, se a maioria mudar, a sociedade muda. Necessitamos de uma população com uma preferência temporal mais baixa, menos consumista.</p>
<p>O Bitcoin, primeiro muda o nosso eu, a nossa maneira de ver o mundo, só depois mudar a sociedade.</p>
<p>Fix the money, Fix the World!</p>
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      <itunes:summary><![CDATA[<p>Eu não sou nenhum especialista em economia, certamente este terá alguns erros, mas adoro pensar/imaginar/ tentar prever a evolução de uma sociedade FIAT para uma sociedade cada vez mais bitcoinizada, até o Bitcoin se tornar a unidade de conta do mundo.</p>
<p>Apenas vou analisar o crédito destinado ao retalho/varejo, a pessoas ou a empresas. Os empréstimos entre instituições bancárias, entre os bancos centrais e emissão de dívida soberana, ficam para uma futura segunda parte.</p>
<p>A adoção do Bitcoin como unidade de conta, vai provocar uma disrupção completa na sociedade, na economia e em todo sistema financeiro. O Bitcoin vai trazer ganhos incalculáveis para a sociedade, vai ser mais justa e equitativa. Também poderá ter alguns viés, um deles são os contratos de crédito, mas os benefícios superam em muito os “danos”.</p>
<p>A parte dos contratos créditos/empréstimos, talvez seja a área da economia na qual eu tenho mais dificuldade em imaginar, deixa-me com imensas dúvidas.</p>
<h1>Reserva Fracionária</h1>
<p>Antes de avançar na reflexão sobre o crédito, é importante primeiro falar de um conceito moderno do sistema bancário, a reserva fracionária.</p>
<blockquote>
<p>O sistema de reserva fracionária refere-se à prática bancária, adotada na maioria dos países do mundo, que permite que os bancos façam empréstimos ou investimentos em valor muito superior ao valor dos depósitos sob sua guarda, desde que mantenham como reserva uma determinada fração do valor desses depósitos. Esse sistema permite que os bancos emprestem a maior parte dos depósitos a vista, retendo compulsoriamente apenas uma fração desses depósitos. O sistema de reservas fracionárias baseia-se na crença de que os depositantes não sacarão o seu dinheiro ao mesmo tempo. Se o fizessem, os bancos não teriam como atender a demanda, ou seja, quebrariam.<br>Uma vez que os depósitos bancários são normalmente considerados como dinheiro e dado que os bancos mantêm reservas inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, a reserva fracionária permite que a oferta monetária cresça além do montante da base monetária originalmente criada pelo banco central. – <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_reserva_fracion%C3%A1ria">Wikipedia</a></p>
</blockquote>
<p>Na prática, a reserva fracionária permite aos bancos comerciais emprestar mais dinheiro do que têm, ou seja, criam dinheiro do nada.</p>
<p>O cidadão comum tem uma ideia errada, de como funciona o crédito, acreditam que os bancos utilizam os depósitos de clientes para dar liquidez nos empréstimos, mas não corresponde à verdade. Quando um banco “vende” um crédito, cria dinheiro do nada, não utiliza o dinheiro dos depósitos dos clientes. É nos créditos onde se imprime mais dinheiro, sim, os bancos comerciais também têm o poder de imprimir dinheiro, não é algo exclusivo dos bancos centrais.</p>
<p>Assim, em cada novo empréstimo realizado, aumenta a base monetária.</p>
<p>Em quase todas as grandes crises financeiras/económicas que assolaram a humanidade tem em comum, na origem existe uma grande expansão da base monetária. Umas vezes foram geradas pelos bancos centrais/estados, outras foram pelos bancos comerciais.</p>
<p>A atual política monetária (incluindo a reserva fracionária) distorce por completo o risco. Como o risco de falência de uma instituição bancária, é nulo, em último caso, o pai estado está lá para resgatar e salvar o banco. Foi exatamente o que aconteceu em 2007, na crise subprime, houve um excesso de crédito, criou uma enorme bolha no imobiliário, o seu colapso levou as instituições à pré-falência, os estados foram obrigados a intervir, resgatando os bancos.</p>
<p>O risco é essencial e saudável, a existência de risco leva os credores /instituições bancárias a serem mais criteriosas e exigentes ao atribuir um crédito. Pelo contrário, a ausência de risco, leva ao facilitismo, ao excesso e ao abuso no crédito.</p>
<p>O abuso cria bolhas no mercado imobiliário, nos mercados financeiros, distorcem o mundo empresarial. O juro zero permitiu criar empresas zumbi, <em>startups</em> que nunca tiveram lucros, algumas chegaram a ser unicórnios. Como o dinheiro é barato, existe um excesso de liquidez, os VCs (Venture Capital) investem em tudo que mexe, sem qualquer critério.</p>
<p>Mas isto não é viável para sempre, a seguir ao excesso, acontece uma forte correção, uma crise severa. Para combater essa crise, os governos vão despejar dinheiro no mercado para estimular o consumo. Ou seja, a “solução” para a crise é a mesma que esteve na origem da crise, a expansão monetária. Isto cria um círculo vicioso de crises, crises recorrentes, ou como os economistas dizem, ciclos de mercado.</p>
<p>Na teoria, a taxa de juro, corresponde ao risco de incumprimento por parte do devedor. Quanto maior o risco de incumprimento, maior é a taxa de juro e/ou mais garantias exigidas pelo banco. Na prática, como o risco é zero, a taxa de juro está completamente distorcida pelos bancos centrais, levou a certas aberrações, como a taxa de juro zero ou mesmo negativas.</p>
<p>O padrão Bitcoin, não significa o fim da reserva fracionária, poderá existir, mas como o risco é elevadíssimo para as instituições bancárias, é provável que não o façam ou haverá com valores muito residuais.</p>
<p>Com algumas diferenças, mas foi o que aconteceu na FTX, as reservas eram muito inferiores ao valor total dos depósitos de clientes, na prática, eles fizeram reserva fracionária. Quando os clientes/depositantes foram levantar os seus ativos digitais, eles não existiam. Inevitável a FTX faliu.</p>
<p>A adoção Bitcoin é um forte acelerador para o fim da reserva fracionária, para um sistema monetário sólido, baseado na verdade e na transparência. Bitcoin é uma moeda ética.</p>
<h1>Crédito</h1>
<p>Eu não sou contra o crédito, pelo contrário, em certas circunstâncias é importante para a economia. Eu sou, é contra a reserva fracionária, permite que os bancos comerciais criem dinheiro do nada, sem assumir qualquer risco. Na minha opinião, os bancos comerciais devem ter <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Full-reserve_banking"><em>full-reserve</em></a>, a reserva fracionária deve ser proibida, para que os depósitos de clientes estejam completamente seguros, mesmo em situações críticas. Em caso de corrida bancária, o dinheiro está lá, não haverá problemas.</p>
<p>É o oposto do atual sistema, que foi construído em cima de uma castelo de cartas, que pode desmoronar a qualquer momento. O sistema bancário é muito frágil, qualquer dia, um <em>influencer</em> qualquer com milhões de seguidores, com um grande poder de influência, pode apelar aos seus seguidores para retirar o dinheiro do banco X, e em poucas horas esse banco colapsa. Em Portugal, o Banif foi alegadamente à falência, devido a uma corrida bancária, após <a href="https://observador.pt/2019/03/29/ministerio-publico-acusa-tvi-e-diretor-de-informacao-no-caso-banif/">uma notícia emitida no notíciario de um canal televisivo</a>. Isto só é possível porque o sistema é frágil, o sistema financeiro tem que ser blindado, não pode estar a mercê de um <em>influencer</em> ou de uma televisão ou de uma <em>fakenews</em>.</p>
<p>O atual modelo de crédito tem que mudar, os bancos têm que deixar de ser os credores, devem apenas fazer a intermediação, entre devedor e o credor.</p>
<p>Têm que existir uma segregação entre os depósitos dos clientes do banco e o dinheiro dos credores. Assim o risco, fica em exclusivo de quem dá a liquidez (credor), o banco está totalmente sólido, além disso não existirá um aumento da base monetária.</p>
<p>O fim da reserva fracionária, não é o fim do crédito, mas não será tão acessível, haverá mais exigências, maiores garantias e as taxas de juros serão superiores.</p>
<h2>Sociedade de crédito</h2>
<p>Nós vivemos numa sociedade altamente consumista, totalmente dependente/viciada em crédito, com alta preferência temporal. Isso só é possível devido ao sistema fiduciário (FIAT), com crédito fácil e barato, que incentiva o consumismo exacerbado.</p>
<p>O fim da expansão monetária será o fim do crédito barato, será o fim uma aberração da era moderna, as taxas de juro zero ou negativas. A reserva fracionária será extremamente arriscada, os bancos que o fizeram correm altos riscos. Atualmente, como o risco é zero ou baixo para todos os intervenientes no crédito, todos beneficiam, distorcendo o mercado. Com um risco zero, gera um forte incentivo ao crédito por parte do consumidor, os bancos atribuem indiscriminadamente os créditos, sem qualquer critério. O devedor têm taxas de juros mais baixas e os bancos não correm risco de insolvência porque têm uma proteção do pai estado. O estado também não tem qualquer risco, se for necessário salvar um banco, é só imprimir dinheiro, o custo é zero.</p>
<p>Isto parece tudo um mar de rosas, todos estão felizes e contentes, mas na realidade, isto é tudo uma ilusão, ao criar dinheiro, cria inflação. A inflação destrói as poupanças dos cidadãos, é um imposto oculto, além de ser altamente perverso, em dois sentidos; Primeiro: beneficia os devedores, mas quem é penalizado são os poupadores, na sociedade no geral; Segundo: beneficia os ricos em detrimento dos pobres, efeito Cantillon.</p>
<h2>Crédito à habitação</h2>
<p>O problema do acesso ao crédito será visível sobretudo na habitação, porque nos restantes créditos, a sociedade adapta-se. Se não houver dinheiro para um carro novo, opta por um carro usado, ou então por um de cilindrada mais baixa.</p>
<p>No caso da habitação é mais complexo, já não existe essa flexibilidade, devido ao elevado valor, tanto das novas como das velhas habitações.</p>
<p>Este problema é sobretudo visível nos países ocidentais, que durante anos aproveitaram o privilégio de taxas de juros mais baixas, permitia fazer crédito à habitação com maturidade muito longas, superiores a 30 anos. Países com problemas cambiais, as maturidade sempre foram mais curtas, já estão habituados a taxas de juros mais elevadas.</p>
<p>O problema ainda é mais grave em certos países ocidentais, como o caso de Portugal, onde o mercado de arrendamento é muito pequeno e a única alternativa dos jovens, é ter habitação própria. Mas devido ao valor exorbitante das habitação, a única solução era através do crédito com maturidade extensa. Com o fim do crédito barato, o crédito à habitação inevitavelmente terá que ser bastante mais curto, talvez um máximo 10 anos, possivelmente o crédito apenas financiará metade do valor do imóvel, o restante terá que ser poupanças.</p>
<p>Em Portugal e em muitos outros países, muito poucos os jovens conseguem cumprir esses requisitos, para ter acesso a uma casa.</p>
<p>Para resolver o problema, os políticos vão optar pelo mais fácil, vão ter planos “milagrosos”, como créditos bonificados, garantias ilimitadas aos bancos e muitos outros artifícios. Na prática, isto será uma reserva fracionária travestida. Apenas resulta numa distorção completa no mercado.</p>
<p>A ideia do Bitcoin como reserva de valor, como uma proteção contra a inflação é sedutora, atrai muita gente. Mas com a crescente adoção, as pessoas vão se aperceber que o crédito não será tão acessível, como anteriormente. Ao aperceberam-se do fim do crédito barato, será que não vai provocar um atraso ou mesmo um retrocesso na adoção do Bitcoin?</p>
<p>Será que a sociedade está disponível para perder o acesso ao crédito barato?</p>
<p>Não sei a resposta.</p>
<h2>Evolução no crédito</h2>
<p>Com a alteração do padrão FIAT para o padrão Bitcoin, o crédito vai sofrer uma evolução e a sociedade terá que se adaptar.</p>
<p>Atualmente estamos no padrão FIAT, o crédito é simples e barato.</p>
<p>A moeda fiduciária é inflacionária e o Bitcoin está com uma aquisição de poder de compra crescente, permite fazer um ataque especulativo entre as moedas. É o que Michael Saylor faz, realizando créditos em dólares para comprar Bitcoin. Como o Bitcoin tem uma valorização contra dólar, beneficia.</p>
<p>No período de transição entre os dois padrões, talvez exista um momento, onde será muito complicado a realização de contratos de crédito. Com o Bitcoin numa fase avançada na adoção mas a unidade de conta ainda é a FIAT, como existe uma forte volatilidade nas duas moedas, a FIAT com uma desvalorização acelerada e o Bitcoin será o oposto, torna-se difícil o crédito.</p>
<p>Como ninguém quer ter FIAT, a taxa de juro terá que ser muito elevada, serão poucas as pessoas a conseguir fazer um crédito em FIAT. Em alternativa podem surgir os créditos com o valor facial em Bitcoin, mas o risco também será muito elevado para quem realiza o crédito. Como o Bitcoin está numa fase de valorização, mas as pessoas continuam a ter vencimentos em FIAT, torna-se impossível cumprir os seus compromissos, especialmente a longo prazo.</p>
<p>Imaginem que o crédito, corresponde a uma prestação de 0.01Btc por mês. A primeira prestação corresponde a 40% do salário, passado um ano seria 70%, passando outro ano, seria maior que o salário, era impossível cumprir.</p>
<p>Nesta fase, o crédito será muito pouco acessível, em ambas moedas. Quanto maior for a volatilidade, mais difícil será o crédito.</p>
<p>Com a crescente adoção do Bitcoin, a sua volatilidade ficará muito baixa, o crédito voltará a ser possível para o comum cidadão, mas todos os contratos de créditos serão precificados em BTC. O Bitcoin será a unidade de conta.</p>
<h1>Bancos comerciais</h1>
<p>Com o fim da reserva fracionária, os bancos comerciais terão um papel muito diferente do atual, na parte dos contratos de crédito serão apenas intermediários, vão redigir os contratos, fazer a análise de risco, avaliar os colaterais. O banco não vai dar liquidez, serão terceiros a dar, ou pessoas ou empresas. A yield será definida por quem dá a liquidez, num modelo similar aos leilões de dívida pública.</p>
<p>Neste modelo, os bancos estão mais seguros, não terão problema devido ao incumprimento do crédito, esse risco será do credor. Os bancos passam a desempenhar o seu papel original, os depósitos, guardar o dinheiro dos clientes e alguns produtos de intermediação, mas em nenhum momento compromete a liquidez da instituição. É o oposto do que acontece hoje, onde o crédito coloca em causa a solvência do banco, com o fim das reservas bancárias, os bancos são mais resilientes, as corridas bancárias deixam de ser um problema.</p>
<p>Com o surgimento dos <em>smartcontracts</em> nas <em>blockchains</em>, o crédito entrou numa nova era, é uma revolução mas ainda tem algumas limitações, sobretudo no colateral. Os bancos vão desempenhar um papel fundamental, vão avaliar e fazer a guarda dos colaterais, será criado um <em>token</em> RWA.</p>
<h2>RWA</h2>
<p>Os Real World Assets (RWA) ainda está numa fase inicial, mas será um filão para os bancos.</p>
<p>No último ano surgiram inúmeros projetos de <em>tokens</em> de RWA, é uma nova moda, são <em>tokens</em> de governança, eu não acredito neste tipo de produto. São autênticos scans, não têm qualquer valor. Isto é algo muito recorrente no mundo cripto, pegam num conceito muito interessante, útil para a sociedade, mas depois desvirtuam por completo o conceito inicial, com o único intuito de enriquecer, é a ganância no estado puro. Um bom exemplo são os NFTs, é uma tecnologia interessante para os certificados de autenticidade ou para ingressos. O objectivo é garantir prevenir a contrafacção, mas os degenerados transformam os NFTs num produto de especuladores, uma via para enriquecer. O mesmo acontece com estes RWAs, é sobretudo <em>tokens</em> de governança, sem qualquer valor, pura especulação.</p>
<p>Os RWAs que eu acredito, que terão valor, na prática são garantias bancárias ou hipotecas (de um bem móvel ou imóvel), ações, título do governo, em formato digital, um <em>token</em>. São <em>tokens</em> emitidos e geridos por uma entidade centralizada, sobretudo bancos. Cada <em>token</em> corresponde a um ativo real/físico. Esta entidade fará a avaliação, a guarda desse ativo real e cria esse <em>token</em> e fará a sua gestão, é a segurança jurídica.</p>
<p>Vamos a dois exemplos concretos: Um caso, pode ser uma garantia bancária digital, em formato <em>token</em>. Depositamos 10.000€ no banco, é um criada uma garantia bancária digital (<em>token</em>) nesse valor.</p>
<p>Outro caso, eu tenho um quadro/pintura, é avaliado, é criado um <em>token</em>. O quadro ficará à guarda do banco, é uma hipoteca.</p>
<p>Qual a vantagem destes RWAs?</p>
<p>Com eles é possível fazer <em>smartcontracts</em> e utilizá-lo como colateral, existe uma infindável possibilidade, a principal será para contratos de créditos. Em caso de incumprimento do contrato, o credor vai exercer o direito ao colateral ao banco, o banco será a segurança jurídica, um intermédio de confiança.</p>
<p>Em nenhum momento, estes <em>tokens</em> valorizam, o valor está no bem físico que representam. Infelizmente o que está a ser criado agora, não faz sentido, não é necessário criar <em>blockchains</em> exclusivas, também não é necessário criar um <em>token</em> nativo para essas <em>blockchains</em>. Os degenerados só querem produtos especulativos, mas eu ainda tenho a esperança que isto seja corrigido, os verdadeiros NFTs e RWAs vão dominar.</p>
<h1>Crédito colateralizados em Bitcoin</h1>
<p>Os créditos colateralizados em Bitcoin é uma ideia que circula muito na comunidade de bitcoiners maximalistas, como uma possibilidade para o futuro. Em vez de vender o BTCs, as pessoas vivem de créditos colateralizados em BTC, que são renovados perpetuamente, por isso eu gosto de os chamar créditos perpétuos.</p>
<p>Como funciona?</p>
<p>Consiste em pedir crédito com colateral em BTCs, quando a maturidade terminar, será pago com um novo crédito. Como o Bitcoin valoriza mais que o FIAT ao longo do tempo, o colateral necessário será cada vez menor.</p>
<p>Exemplo:</p>
<ul>
<li>Fazer um crédito de 30.000€, com uma maturidade a 4 anos, com um colateral de 1 BTC (o dobro, BTC=60.000€).</li>
<li>Passado os 4 anos, a maturidade termina e o bitcoin vale 120.000€. É feito um novo crédito idêntico, mas com um colateral de 0.5 BTC.</li>
<li>Passado outros 4 anos, o BTC já vale 240.000€, é realizado um novo crédito mas com um colateral de 0.25 BTC. Esta operação pode ser repetida infinitamente, com o passar do tempo, o colateral será cada vez menor.</li>
</ul>
<p>Para uma melhor compreensão do exemplo, eu simplifiquei ao máximo a ideia, porque nestas equações falta incluir a taxa de juro da instituição de crédito e outros custos da operação.</p>
<p>Em teoria, esta engenharia financeira funciona, desde que a valorização do Bitcoin contra o FIAT, seja superior aos custos do crédito.</p>
<p>Posso estar errado, mas esta engenharia financeira, apenas é viável quando a unidade de conta é uma moeda FIAT. Existem bitcoiners que desejam um mundo bitcoinizado e ao mesmo tempo querem usufruir destes créditos perpétuos, no meu ponto de vista não é possível acontecer os dois em simultâneo.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Eu tenho muitas dúvidas, mas uma coisa é certa, o crédito nunca estará ameaçado, existirá sempre a possibilidade de realizar crédito. As alterações mais profundas apenas ocorrerão com o fim da reserva fracionária, mesmo nessa situação, existirá, mas será sempre mais responsável. Esta é a palavra chave, o que falta ao atual sistema, RESPONSABILIDADE.</p>
<p>Este sistema monetário está caduco, mas como um dos principais benefícios são os políticos, eles não fazem nada para mudar, pelo contrário, vão/estão a fazer tudo para o manter. Os políticos têm que ser mais responsáveis, aprender a viver com menos e não hipotecar o futuro dos seus netos.</p>
<p>Eu ainda tenho muitas dúvidas, se alguma vez, o padrão Bitcoin na sua plenitude vai acontecer, pelo menos, eu acredito não estar vivo nesse momento. Os políticos vão fazer tudo para procrastinar, só dentro de muitas décadas a mudança poderá ocorrer. Os políticos são idiotas, mas são extremamente camaleônicos, vão se adaptar para se manter no poder, é a luta pela sobrevivência.</p>
<p>A mudança começa em cada um de nós, se a maioria mudar, a sociedade muda. Necessitamos de uma população com uma preferência temporal mais baixa, menos consumista.</p>
<p>O Bitcoin, primeiro muda o nosso eu, a nossa maneira de ver o mundo, só depois mudar a sociedade.</p>
<p>Fix the money, Fix the World!</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Bitcoin e Bolsas de valores]]></title>
      <description><![CDATA[Bitcoin e a coexistência com bolsas de valores, no presente e no futuro.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Bitcoin e a coexistência com bolsas de valores, no presente e no futuro.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 10 Jul 2024 09:28:43 GMT</pubDate>
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      <category>bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vamos para uma reflexão mais sensível, sobretudo para uma facção mais tóxica de maximalistas, a bolsa de valores. Essa facção gosta de intitular o bolsa de valores/mercado de capitais como um <em>scam</em>, gosta de comparar a valorização do Bitcoin, com a valorização das ações.</p>
<p>Mas os dois são incomparáveis, têm objetivos completamente diferentes, um é poupança, o outro é investimento. É claro que no curto prazo, o Bitcoin está a valorizar mais que os mercados de capitais, mas isto é algo circunstancial/temporário, porque o Bitcoin está a monetizar.</p>
<p>O Bitcoin ainda tem um <em>market cap</em> pequeno, quanto mais cresce, menos volátil será, é natural com o tempo, a valorização do Bitcoin será menor. Aquelas valorizações de 1000% num curto espaço de tempo, nunca mais vão acontecer, e é bom que não volte a acontecer, é sinal que a adopção está a avançar bem e gradual.</p>
<p>Quando existe uma valorização muito expressiva em pouco tempo, é inevitável, posteriormente uma forte correção, foi o que aconteceu nos primeiros ciclos do Bitcoin. Com o passar do tempo, a volatilidade está a diminuir, sobe menos, consequentemente as correções serão menores, esta estabilidade é fundamental para a aceleração da adoção do Bitcoin como moeda em todo o mundo.</p>
<p>A fraca volatilidade é boa para o Bitcoin como moeda e como reserva de valor, mas para quem usa como um meio especulativo, para enriquecer, vai deixar de ser tão atrativo. Por o Bitcoin ter atualmente uma valorização superior à bolsa de valores, não significa que o mercado de capitais seja um <em>scam</em>.</p>
<p>Em suma, a longo prazo o Bitcoin será um ativo apenas para manter o poder de compra, sendo mais rentável (para um especulador) investir em algumas empresas. Mas isto é a natureza do Bitcoin, Bitcoin não é para investir, mas sim poupar.</p>
<h1>A Distorção</h1>
<p>Isto significa que as bolsas de valores, <em>per se</em> não são um mau “produto”, são apenas vítimas da desastrosas políticas monetárias(doença), das constantes desvalorização da moeda. Mas o Bitcoin vai trazer verdade ao mundo económico, sem a possibilidade da inflação monetária vai ser possível ver realmente quais são as ações que valorizam e quais desvalorizam. Atualmente devido à inflação é muito complicado distinguir quais são as boas e más empresas, porque todas elas nominalmente sobem.</p>
<p>Um bom exemplo é a bolsa brasileira, para quem olha para o gráfico em reais (linha azul), está em máximos históricos, mas com valores em dólares (linha laranja), o resultado é totalmente oposto, está em mínimos.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/a565f0c5fad28faa8e2a344db1cea5e93ff7a4c165be83c62c488ecee9bc87a7.jpg" alt="image"></p>
<p>As pessoas que investiram à uma década estão a perder poder de compra, mas elas acreditam que estão a ganhar, é a ilusão da inflação. E os valores ainda são piores do que demonstra o gráfico, porque o dólar também teve uma forte desvalorização neste período, que não foi contabilizado.</p>
<p>No caso da Europa e EUA, é um pouco diferente, porque existem algumas ações que conseguem manter ou superar a taxa de inflação, mas são uma minoria. A maior parte são ações <em>zombi</em>, onde as pessoas investem mas perdem poder de compra anualmente, sem se aperceber disso. Numa economia em padrão Bitcoin vai trazer verdade, vai separar o trigo do joio, qualquer pessoa sem grandes conhecimentos, vai facilmente observar quais são as empresas boas.</p>
<p>Curiosamente, empresas/ações que hoje em dia não conseguem ter uma valorização superior à inflação (valorização real), no padrão Bitcoin vão se tornar rentáveis, vai gerar um fenómeno interessante. Como no caso do Brasil, existem muitas empresas que crescem, que têm muitos lucros, só que a valorização não é visível em dólares devido à desvalorização do real. Como a desvalorização do real é superior ao crescimento da empresa, a valorização das ações em dólares fica negativa, mas num padrão Bitcoin essas mesmas empresas passariam a ter uma valorização real.</p>
<p>Num mundo em padrão Bitcoin, as bolsas de valores terão um papel fundamental na economia. O crédito barato dos bancos comerciais que o dinheiro FIAT permite, já não estará disponível para as empresas, estas terão que se financiar com obrigações ou nos mercados de capitais.</p>
<h2>Classes de ativos</h2>
<p>Os mercados de capitais/bolsas de valores não são a origem do problema, sofrem de um sintoma gerado por uma doença muito superior, a moeda e a sua política monetária. Como a moeda é fulcral, é o sangue que circula por todo o lado, como o sistema <em>keynesiano</em> “envenena” a moeda, provoca uma distorção em toda a sociedade e na economia.</p>
<p>As principais classes de ativos, na teoria, repito na teoria, deveriam ser divididas consoante o risco inerente.</p>
<ul>
<li>Moeda: risco nulo</li>
<li>Bonds/dívida soberana: risco baixo</li>
<li>Mercado de capitais: risco elevado</li>
</ul>
<p>Quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno. Assim a moeda teria um retorno zero, é um ativo de poupança puro, não tem o objetivo de aumentar mas sim apenas de preservar a riqueza.</p>
<p>No lado oposto temos o mercado de capitais, onde o risco é elevado, mas existe a possibilidade de ter lucros elevados também. É o local ideal para os especuladores, para quem quer aumentar a sua riqueza. As Bonds são um ativo intermédio, de baixo risco, logo um retorno é baixo.</p>
<p>Só que isto apenas acontece na teoria, porque na prática, devido ao sistema keynesiano distorceu por completo as classes de ativos, com as consecutivas desvalorização de moeda. A moeda deixou de ser um meio de poupança, porque está constantemente a perder poder de compra. Isto obrigou as pessoas a aderirem a ativos com maior risco para não perder a sua poupança.</p>
<p>As pessoas são obrigadas a ser especuladores (bonds, mercado de capitais), perderam o direito de ser simplesmente poupadores. Os poupadores têm o direito a um ativo com zero risco, nem toda a gente quer aumentar o seu património, querem apenas preservar o seu dinheiro, ganho através do seu suor, não querem nem mais um cêntimo, querem ter uma vida tranquila. Atualmente essas pessoas estão impedidas, são obrigadas a ser especuladores ou então estão constantemente a perder poder de compra. A desvalorização da moeda é tal dimensão, que os bonds que deveriam dar uma remuneração baixa, atualmente tem uma remuneração negativa. No mercado de capitais, são poucas as empresas que têm uma remuneração superior à inflação, na sua generalidade, as pessoas que investem nestes ativos estão a empobrecer lentamente.</p>
<p>Além destas 3 classes de ativos, distorceu fortemente o mercado imobiliário. O propósito das casas é ser um local de residência das pessoas, devendo ser acessível a toda a população. Esta distorção, transformou o imobiliário num meio de proteção contra a inflação, um produto financeiro, gerando uma procura elevada, criando enormes bolhas. Além de milhões de pessoas ficarem sem acesso a uma habitação digna.</p>
<p>Fix the Money. Fix the World.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Hoje vamos para uma reflexão mais sensível, sobretudo para uma facção mais tóxica de maximalistas, a bolsa de valores. Essa facção gosta de intitular o bolsa de valores/mercado de capitais como um <em>scam</em>, gosta de comparar a valorização do Bitcoin, com a valorização das ações.</p>
<p>Mas os dois são incomparáveis, têm objetivos completamente diferentes, um é poupança, o outro é investimento. É claro que no curto prazo, o Bitcoin está a valorizar mais que os mercados de capitais, mas isto é algo circunstancial/temporário, porque o Bitcoin está a monetizar.</p>
<p>O Bitcoin ainda tem um <em>market cap</em> pequeno, quanto mais cresce, menos volátil será, é natural com o tempo, a valorização do Bitcoin será menor. Aquelas valorizações de 1000% num curto espaço de tempo, nunca mais vão acontecer, e é bom que não volte a acontecer, é sinal que a adopção está a avançar bem e gradual.</p>
<p>Quando existe uma valorização muito expressiva em pouco tempo, é inevitável, posteriormente uma forte correção, foi o que aconteceu nos primeiros ciclos do Bitcoin. Com o passar do tempo, a volatilidade está a diminuir, sobe menos, consequentemente as correções serão menores, esta estabilidade é fundamental para a aceleração da adoção do Bitcoin como moeda em todo o mundo.</p>
<p>A fraca volatilidade é boa para o Bitcoin como moeda e como reserva de valor, mas para quem usa como um meio especulativo, para enriquecer, vai deixar de ser tão atrativo. Por o Bitcoin ter atualmente uma valorização superior à bolsa de valores, não significa que o mercado de capitais seja um <em>scam</em>.</p>
<p>Em suma, a longo prazo o Bitcoin será um ativo apenas para manter o poder de compra, sendo mais rentável (para um especulador) investir em algumas empresas. Mas isto é a natureza do Bitcoin, Bitcoin não é para investir, mas sim poupar.</p>
<h1>A Distorção</h1>
<p>Isto significa que as bolsas de valores, <em>per se</em> não são um mau “produto”, são apenas vítimas da desastrosas políticas monetárias(doença), das constantes desvalorização da moeda. Mas o Bitcoin vai trazer verdade ao mundo económico, sem a possibilidade da inflação monetária vai ser possível ver realmente quais são as ações que valorizam e quais desvalorizam. Atualmente devido à inflação é muito complicado distinguir quais são as boas e más empresas, porque todas elas nominalmente sobem.</p>
<p>Um bom exemplo é a bolsa brasileira, para quem olha para o gráfico em reais (linha azul), está em máximos históricos, mas com valores em dólares (linha laranja), o resultado é totalmente oposto, está em mínimos.</p>
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<p>As pessoas que investiram à uma década estão a perder poder de compra, mas elas acreditam que estão a ganhar, é a ilusão da inflação. E os valores ainda são piores do que demonstra o gráfico, porque o dólar também teve uma forte desvalorização neste período, que não foi contabilizado.</p>
<p>No caso da Europa e EUA, é um pouco diferente, porque existem algumas ações que conseguem manter ou superar a taxa de inflação, mas são uma minoria. A maior parte são ações <em>zombi</em>, onde as pessoas investem mas perdem poder de compra anualmente, sem se aperceber disso. Numa economia em padrão Bitcoin vai trazer verdade, vai separar o trigo do joio, qualquer pessoa sem grandes conhecimentos, vai facilmente observar quais são as empresas boas.</p>
<p>Curiosamente, empresas/ações que hoje em dia não conseguem ter uma valorização superior à inflação (valorização real), no padrão Bitcoin vão se tornar rentáveis, vai gerar um fenómeno interessante. Como no caso do Brasil, existem muitas empresas que crescem, que têm muitos lucros, só que a valorização não é visível em dólares devido à desvalorização do real. Como a desvalorização do real é superior ao crescimento da empresa, a valorização das ações em dólares fica negativa, mas num padrão Bitcoin essas mesmas empresas passariam a ter uma valorização real.</p>
<p>Num mundo em padrão Bitcoin, as bolsas de valores terão um papel fundamental na economia. O crédito barato dos bancos comerciais que o dinheiro FIAT permite, já não estará disponível para as empresas, estas terão que se financiar com obrigações ou nos mercados de capitais.</p>
<h2>Classes de ativos</h2>
<p>Os mercados de capitais/bolsas de valores não são a origem do problema, sofrem de um sintoma gerado por uma doença muito superior, a moeda e a sua política monetária. Como a moeda é fulcral, é o sangue que circula por todo o lado, como o sistema <em>keynesiano</em> “envenena” a moeda, provoca uma distorção em toda a sociedade e na economia.</p>
<p>As principais classes de ativos, na teoria, repito na teoria, deveriam ser divididas consoante o risco inerente.</p>
<ul>
<li>Moeda: risco nulo</li>
<li>Bonds/dívida soberana: risco baixo</li>
<li>Mercado de capitais: risco elevado</li>
</ul>
<p>Quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno. Assim a moeda teria um retorno zero, é um ativo de poupança puro, não tem o objetivo de aumentar mas sim apenas de preservar a riqueza.</p>
<p>No lado oposto temos o mercado de capitais, onde o risco é elevado, mas existe a possibilidade de ter lucros elevados também. É o local ideal para os especuladores, para quem quer aumentar a sua riqueza. As Bonds são um ativo intermédio, de baixo risco, logo um retorno é baixo.</p>
<p>Só que isto apenas acontece na teoria, porque na prática, devido ao sistema keynesiano distorceu por completo as classes de ativos, com as consecutivas desvalorização de moeda. A moeda deixou de ser um meio de poupança, porque está constantemente a perder poder de compra. Isto obrigou as pessoas a aderirem a ativos com maior risco para não perder a sua poupança.</p>
<p>As pessoas são obrigadas a ser especuladores (bonds, mercado de capitais), perderam o direito de ser simplesmente poupadores. Os poupadores têm o direito a um ativo com zero risco, nem toda a gente quer aumentar o seu património, querem apenas preservar o seu dinheiro, ganho através do seu suor, não querem nem mais um cêntimo, querem ter uma vida tranquila. Atualmente essas pessoas estão impedidas, são obrigadas a ser especuladores ou então estão constantemente a perder poder de compra. A desvalorização da moeda é tal dimensão, que os bonds que deveriam dar uma remuneração baixa, atualmente tem uma remuneração negativa. No mercado de capitais, são poucas as empresas que têm uma remuneração superior à inflação, na sua generalidade, as pessoas que investem nestes ativos estão a empobrecer lentamente.</p>
<p>Além destas 3 classes de ativos, distorceu fortemente o mercado imobiliário. O propósito das casas é ser um local de residência das pessoas, devendo ser acessível a toda a população. Esta distorção, transformou o imobiliário num meio de proteção contra a inflação, um produto financeiro, gerando uma procura elevada, criando enormes bolhas. Além de milhões de pessoas ficarem sem acesso a uma habitação digna.</p>
<p>Fix the Money. Fix the World.</p>
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      <title><![CDATA[Onde...]]></title>
      <description><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 16:05:42 GMT</pubDate>
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      <category>Sociedade</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Estudo sobre a iliteracia financeira]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 30 May 2024 13:21:34 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/8qxblidnnshyhxtt6iyiq/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As principais conclusões de um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses:</p>
<ul>
<li>64% dos portugueses apresenta um baixo conhecimento financeiro.</li>
<li>Apenas 39% dos portugueses consegue fazer face a uma despesa inesperada de 2.000 euros.</li>
<li>72% dos portugueses não desenvolveu qualquer tipo de plano financeiro para a reforma.</li>
<li>1 em cada 4 portugueses tem dificuldades em pagar as contas e cumprir as suas obrigações financeiras.</li>
<li>45% dos portugueses nunca investiu. Apenas 38% já considerou fazê-lo.</li>
</ul>
<h2>Conclusões</h2>
<p>São 5 pontos muito esclarecedores da falta de literacia financeira dos portugueses, isto explica muito o porquê de não compreenderem o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. </p>
<p>Mesmo os jovens que estão mais aberto ao mundo cripto, preferem mais o cripto do que <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. Os jovens não olham para isto como uma poupança mas sim uma maneira fácil de enriquecimento, um gambling.</p>
<p>Analisado bem, é fácil de compreender o porquê dos portugueses não entenderem o Bitcoin. O Bitcoin tem o objetivo de ser uma solução para o problema da moeda fiduciária. O baixo conhecimento dos portugueses não lhes permite identificar a existência desse problema, logo não procuram uma solução. As pessoas só procuram uma solução quando identificam um problema.</p>
<p>Se o mais básico, os portugueses não conseguem decifrar, dificilmente vão compreender a complexidade extrema na qual foi construído o atual sistema financeiro.</p>
<h3>Pensões</h3>
<p>O atual sistema de pensões está a colapsar, os estudos de hoje indicam que em 2050 a taxa de substituição será inferior a 40%. Com um mundo a entrar numa espiral  da morte de dívida soberana, as moedas vão ser fortemente desvalorizadas, vamos viver um longo período de inflação alta, que irá destruir os fundos de pensões, que resultará numa taxa de substituição muito mais baixa, do que o estudo indica.</p>
<p>Com tudo isto, como é possível que 72% dos portugueses não têm qualquer plano para a reforma. </p>
<h3>Preferência temporal</h3>
<p>Se 60% dos portugueses não têm 2000€ para uma despesa inesperada, como podem investir? Os portugueses necessitam de ser mais poupados e ter uma preferência temporal mais baixa.</p>
<hr>
<p>O estudo: <np-embed url="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/"><a href="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/">https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/</a></np-embed></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>As principais conclusões de um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses:</p>
<ul>
<li>64% dos portugueses apresenta um baixo conhecimento financeiro.</li>
<li>Apenas 39% dos portugueses consegue fazer face a uma despesa inesperada de 2.000 euros.</li>
<li>72% dos portugueses não desenvolveu qualquer tipo de plano financeiro para a reforma.</li>
<li>1 em cada 4 portugueses tem dificuldades em pagar as contas e cumprir as suas obrigações financeiras.</li>
<li>45% dos portugueses nunca investiu. Apenas 38% já considerou fazê-lo.</li>
</ul>
<h2>Conclusões</h2>
<p>São 5 pontos muito esclarecedores da falta de literacia financeira dos portugueses, isto explica muito o porquê de não compreenderem o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. </p>
<p>Mesmo os jovens que estão mais aberto ao mundo cripto, preferem mais o cripto do que <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. Os jovens não olham para isto como uma poupança mas sim uma maneira fácil de enriquecimento, um gambling.</p>
<p>Analisado bem, é fácil de compreender o porquê dos portugueses não entenderem o Bitcoin. O Bitcoin tem o objetivo de ser uma solução para o problema da moeda fiduciária. O baixo conhecimento dos portugueses não lhes permite identificar a existência desse problema, logo não procuram uma solução. As pessoas só procuram uma solução quando identificam um problema.</p>
<p>Se o mais básico, os portugueses não conseguem decifrar, dificilmente vão compreender a complexidade extrema na qual foi construído o atual sistema financeiro.</p>
<h3>Pensões</h3>
<p>O atual sistema de pensões está a colapsar, os estudos de hoje indicam que em 2050 a taxa de substituição será inferior a 40%. Com um mundo a entrar numa espiral  da morte de dívida soberana, as moedas vão ser fortemente desvalorizadas, vamos viver um longo período de inflação alta, que irá destruir os fundos de pensões, que resultará numa taxa de substituição muito mais baixa, do que o estudo indica.</p>
<p>Com tudo isto, como é possível que 72% dos portugueses não têm qualquer plano para a reforma. </p>
<h3>Preferência temporal</h3>
<p>Se 60% dos portugueses não têm 2000€ para uma despesa inesperada, como podem investir? Os portugueses necessitam de ser mais poupados e ter uma preferência temporal mais baixa.</p>
<hr>
<p>O estudo: <np-embed url="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/"><a href="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/">https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/</a></np-embed></p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Palavras, leva-as o vento]]></title>
      <description><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 26 May 2024 10:52:08 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/3z6sdame3nop2kknwrkla/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
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<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
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      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></itunes:summary>
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      <item>
      <title><![CDATA[Remessas]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 12 Apr 2024 11:33:50 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A entrevista a Alex Gladstein, da Human Rights Foundation, é algo excepcional, é obrigatório a sua visualização, tanto para os bitcoiners, como para os não bitcoiners.</p>
<p>Na entrevista (na prática foi um óptimo monólogo), Alex fala de inúmeros casos de uso para o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>.  Concordo com tudo e é esta a minha visão do Bitcoin, uma ferramenta de liberdade para todos, é muito mais do que um mero produto financeiro.</p>
<p>Mas o Alex falou de um pormenor muito interessante que eu nunca tinha pensado, a importância das remessas para hiperbitcoinização.</p>
<p>Eu olhava para as remessas, apenas como um caso de uso de menor importância, com um papel pouco importante para a bitcoinização. Serviria apenas para fazer uma transação financeira internacional, como uma ponte, porque os dois lados dessa ponte nunca ficariam com bitcoin, no fim o destinatário do capital converte tudo em FIAT. As pessoas apenas poupam nas taxas cobradas pelos intermediários financeiros (Western Union e afins).</p>
<p>Esta ideia que eu tinha das remessas é real quando o destinatário vive em países com alto nível de democracia e/ou de liberdade. No caso de países onde a democracia é baixa ou onde existem políticas mais restritivas de circulação de capitais (controle de capitais), as remessas terão um papel importantíssimo para a bitcoinização.</p>
<p>Quando o destino da remessa é um país com controle de capitais, quem efetua a remessa, não só poupa na taxa da Western Union, mas também pode poupar no câmbio, esta parte tinha-me escapado. </p>
<p>Nestes países normalmente existem dois câmbios, o oficial e o das ruas(mercado paralelo), por vezes a diferença é enorme. No caso da Argentina, há pouco tempo, a diferença entre o câmbio oficial e o do paralelo (dólar blue) foi superior a 70%. Milei já reduziu essa diferença, mas antes das eleições, o câmbio oficial era 1 dólar = 300 pesos; mas no mercado paralelo era 1 dólar = 600 pesos.<br>Isto significa que um argentino a viver no exterior, ao enviar dinheiro para o seu país, por meios convencionais, perdiam metade dessa poupança devido ao câmbio, o governo “desviava” 50% do seu trabalho.</p>
<p>Assim, ao enviar 1000 dólares, chegava ao destinatário apenas 300 000 pesos, mas se utilizasse o bitcoin, o destinatário iria receber 600 000 pesos. Nestas contas não inclui as taxas da Western Union, nem do Bitcoin. Mas uma coisa é clara, existe um enorme benefício para quem utiliza bitcoin, apesar dos intervenientes não quererem bitcoin para si.</p>
<p>Outro ponto interessante das remessas, é a criação de liquidez.<br>Neste países, devido ao controle de capitais, o acesso ao bitcoin é muito restrito, a compra é proibida, não existem exchanges, comprar no estrangeiro é proibitivo para o comum mortal. Como as pessoas que vivem no país têm dificuldade em comprar bitcoin no estrangeiro, por vezes existem problemas de liquidez, o bitcoin chega a ter um premium.<br>É neste ponto que entrem as remessas, como os emigrantes normalmente estão a viver em países ocidentais, onde a compra de bitcoin é mais facilitada, eles compram e enviam para os seus familiares, estes ao trocar por FIAT no seu país, criam liquidez, permitindo o acesso a outras pessoas ao bitcoin, ajudando na hiperbitcoinização.</p>
<p>Os governos poderão cortar todas as rampas de acesso, mas o mercado p2p é incontrolável.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A entrevista a Alex Gladstein, da Human Rights Foundation, é algo excepcional, é obrigatório a sua visualização, tanto para os bitcoiners, como para os não bitcoiners.</p>
<p>Na entrevista (na prática foi um óptimo monólogo), Alex fala de inúmeros casos de uso para o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>.  Concordo com tudo e é esta a minha visão do Bitcoin, uma ferramenta de liberdade para todos, é muito mais do que um mero produto financeiro.</p>
<p>Mas o Alex falou de um pormenor muito interessante que eu nunca tinha pensado, a importância das remessas para hiperbitcoinização.</p>
<p>Eu olhava para as remessas, apenas como um caso de uso de menor importância, com um papel pouco importante para a bitcoinização. Serviria apenas para fazer uma transação financeira internacional, como uma ponte, porque os dois lados dessa ponte nunca ficariam com bitcoin, no fim o destinatário do capital converte tudo em FIAT. As pessoas apenas poupam nas taxas cobradas pelos intermediários financeiros (Western Union e afins).</p>
<p>Esta ideia que eu tinha das remessas é real quando o destinatário vive em países com alto nível de democracia e/ou de liberdade. No caso de países onde a democracia é baixa ou onde existem políticas mais restritivas de circulação de capitais (controle de capitais), as remessas terão um papel importantíssimo para a bitcoinização.</p>
<p>Quando o destino da remessa é um país com controle de capitais, quem efetua a remessa, não só poupa na taxa da Western Union, mas também pode poupar no câmbio, esta parte tinha-me escapado. </p>
<p>Nestes países normalmente existem dois câmbios, o oficial e o das ruas(mercado paralelo), por vezes a diferença é enorme. No caso da Argentina, há pouco tempo, a diferença entre o câmbio oficial e o do paralelo (dólar blue) foi superior a 70%. Milei já reduziu essa diferença, mas antes das eleições, o câmbio oficial era 1 dólar = 300 pesos; mas no mercado paralelo era 1 dólar = 600 pesos.<br>Isto significa que um argentino a viver no exterior, ao enviar dinheiro para o seu país, por meios convencionais, perdiam metade dessa poupança devido ao câmbio, o governo “desviava” 50% do seu trabalho.</p>
<p>Assim, ao enviar 1000 dólares, chegava ao destinatário apenas 300 000 pesos, mas se utilizasse o bitcoin, o destinatário iria receber 600 000 pesos. Nestas contas não inclui as taxas da Western Union, nem do Bitcoin. Mas uma coisa é clara, existe um enorme benefício para quem utiliza bitcoin, apesar dos intervenientes não quererem bitcoin para si.</p>
<p>Outro ponto interessante das remessas, é a criação de liquidez.<br>Neste países, devido ao controle de capitais, o acesso ao bitcoin é muito restrito, a compra é proibida, não existem exchanges, comprar no estrangeiro é proibitivo para o comum mortal. Como as pessoas que vivem no país têm dificuldade em comprar bitcoin no estrangeiro, por vezes existem problemas de liquidez, o bitcoin chega a ter um premium.<br>É neste ponto que entrem as remessas, como os emigrantes normalmente estão a viver em países ocidentais, onde a compra de bitcoin é mais facilitada, eles compram e enviam para os seus familiares, estes ao trocar por FIAT no seu país, criam liquidez, permitindo o acesso a outras pessoas ao bitcoin, ajudando na hiperbitcoinização.</p>
<p>Os governos poderão cortar todas as rampas de acesso, mas o mercado p2p é incontrolável.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Evolução do mercado imobiliário]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 10 Apr 2024 14:45:01 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Como estamos a comemorar os 50 anos do fim da ditadura (1974) e início da democracia, PorData criou <a href="https://www.pordata.pt/cinco-decadas-democracia-em-portugal">várias infográficas</a> muito interessantes:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/282572398ced16ef2b16353c64e72ce578205ef176d6b33b376f8cd696650452.jpg" alt=""></p>
<p>A infográfica faz a comparação dos números de habitações entre 1970 e 2021. A ideia inicial foi comparar como era Portugal na fase final da Ditadura, com Portugal na atualidade, mas nós podemos fazer uma interpretação diferente, comparar como era no Padrão ouro com o padrão FIAT, 1970 foi o último ano do padrão ouro.</p>
<p>A meu ver, destacam-se dois pontos, o número total de casas duplicou e houve um forte aumento da 2ª habitação.</p>
<p>No mesmo período de tempo, a <a href="https://www.pordata.pt/portugal/populacao+residente+total+e+por+grupo+etario-10">população residente em Portugal</a> aumentou 20%.</p>
<ul>
<li>1970: 8.680.429 habitantes</li>
<li>2021: 10.470.707 habitantes</li>
</ul>
<p>Apesar do número de casas de 1º habitação ter aumentado 84% mas a população apenas aumentou 20%, mesmo assim estamos a viver a maior crise de falta de habitação do último século. Uma das justificativas é que as <a href="https://www.pordata.pt/portugal/agregados+domesticos+privados+total+e+por+tipo+de+composicao-19">famílias estão mais pequenas</a>, o número de famílias monoparentais é muito superior, isso faz que sejam necessárias mais casas.  </p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f0f445971e171989cf8b6a23410628baf4445e8f4a305b0be9444ef331dab5f3.png" alt=""></p>
<p>A imigração também foi um factor que ajudou no aumento na procura.</p>
<hr>
<p>Mas o que foi mais surpreendente, é o aumento de casas de 2ª habitação, aumentou 1300%, de 81 mil para 1 milhão de casas. As pessoas estão a utilizar as casas como uma reserva de valor.</p>
<p>Uma parte são os filhos que herdam as casas, em vez de venderem, preferem ficar com uma segunda habitação, porque preserva melhor o valor.&nbsp; Pelo mesmo motivo, outra parte de proprietários, são pessoas que têm algum capital e preferem investir em casas do que ter o dinheiro parado nos bancos.</p>
<p>O fim do padrão ouro criou este sistema enviesado, porque as pessoas não querem ter dinheiro, preferem investir em algo que preserva melhor o valor, os portugueses preferem comprar casas.</p>
<hr>
<p>Este dados são de 2021, certamente já estão desatualizados, porque nos dois últimos anos a crise agravou muito mais.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Como estamos a comemorar os 50 anos do fim da ditadura (1974) e início da democracia, PorData criou <a href="https://www.pordata.pt/cinco-decadas-democracia-em-portugal">várias infográficas</a> muito interessantes:</p>
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<p>A infográfica faz a comparação dos números de habitações entre 1970 e 2021. A ideia inicial foi comparar como era Portugal na fase final da Ditadura, com Portugal na atualidade, mas nós podemos fazer uma interpretação diferente, comparar como era no Padrão ouro com o padrão FIAT, 1970 foi o último ano do padrão ouro.</p>
<p>A meu ver, destacam-se dois pontos, o número total de casas duplicou e houve um forte aumento da 2ª habitação.</p>
<p>No mesmo período de tempo, a <a href="https://www.pordata.pt/portugal/populacao+residente+total+e+por+grupo+etario-10">população residente em Portugal</a> aumentou 20%.</p>
<ul>
<li>1970: 8.680.429 habitantes</li>
<li>2021: 10.470.707 habitantes</li>
</ul>
<p>Apesar do número de casas de 1º habitação ter aumentado 84% mas a população apenas aumentou 20%, mesmo assim estamos a viver a maior crise de falta de habitação do último século. Uma das justificativas é que as <a href="https://www.pordata.pt/portugal/agregados+domesticos+privados+total+e+por+tipo+de+composicao-19">famílias estão mais pequenas</a>, o número de famílias monoparentais é muito superior, isso faz que sejam necessárias mais casas.  </p>
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<p>A imigração também foi um factor que ajudou no aumento na procura.</p>
<hr>
<p>Mas o que foi mais surpreendente, é o aumento de casas de 2ª habitação, aumentou 1300%, de 81 mil para 1 milhão de casas. As pessoas estão a utilizar as casas como uma reserva de valor.</p>
<p>Uma parte são os filhos que herdam as casas, em vez de venderem, preferem ficar com uma segunda habitação, porque preserva melhor o valor.&nbsp; Pelo mesmo motivo, outra parte de proprietários, são pessoas que têm algum capital e preferem investir em casas do que ter o dinheiro parado nos bancos.</p>
<p>O fim do padrão ouro criou este sistema enviesado, porque as pessoas não querem ter dinheiro, preferem investir em algo que preserva melhor o valor, os portugueses preferem comprar casas.</p>
<hr>
<p>Este dados são de 2021, certamente já estão desatualizados, porque nos dois últimos anos a crise agravou muito mais.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Moedas elásticas e inelásticas]]></title>
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      <pubDate>Sun, 31 Mar 2024 17:12:59 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://video.nostr.build/1b5fe1b0ff3ed20219d655ea6dc8deb9c8eed6e6bb8988557238ad4346b4e515.mp4" alt="video"></p>
<p>Este vídeo é um trecho deste <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oOO3Shq9iyk">vídeo</a>, onde faz uma pequena descrição dos argumentos apontados pelos keynesianos sobre as moedas inelásticas.</p>
<p>Os keynesianos defendem que as moedas inelásticas levam ao acúmulo de dinheiro, com isso, deixa de existir disponibilidade de moeda para as trocas comerciais. Esse acúmulo de dívidas, levaria a um desinvestimento na economia, gerando desemprego.</p>
<p>As moedas FIAT(fiduciária), como o euro e o dólar, são moeda elástica. O ouro e o bitcoin são inelásticos, porque a sua oferta não é controlada.</p>
<p>Com o crescimento económico e crescimento populacional gera uma maior procura por moeda, tanto para trocas comerciais, como para reservas. Essa procura faz com que a moeda valorize, é a lei da procura e oferta. Até aqui não existe qualquer problema, a valorização da moeda não é um problema, igualmente como acontece hoje em dia, mas moedas valorizam e desvalorizam consoante a procura.</p>
<h2>Disponibilidade de moeda</h2>
<p>No caso das moedas inelásticas como o ouro, o único problema que poderá acontecer é de logística, a valorização da moeda em si não é um problema.</p>
<p>Como o ouro valorizava, as moedas já existentes passam a ter um grande valor, impossibilitando a aquisição de produtos de menor valor. Esse problema de disponibilidade, obrigaria a criação de nova moeda mas de menor dimensão, para permitir a aquisição de produtos de menor valor.</p>
<p>Na prática é fazer o oposto que acontece hoje com a moeda FIAT, como está sempre a desvalorizar, os bancos centrais estão sempre a imprimir novas moedas e papel-moeda com um número facial maior. A única diferença é que no FIAT criam moeda do nada, não tem lastro. No caso do ouro, obrigaria a ter ouro, teriam que adquirir novo ouro ou derreter uma moeda de maior valor e transformar em duas ou três menores.</p>
<p>É claro que no tempo das moedas de ouro, esta logística de criar nova moeda, tinha custo e podia existir alguns problemas de disponibilidade de moeda. Só que este problema de disponibilidade de moeda física agora já não existe, a maioria dos pagamentos são digitais. No caso do bitcoin também não é um problema, o bitcoin é divisível em 8 casas decimais (0.00000001, popularmente conhecido por 1 Satoshi ou Sat). Hoje em dia 1 sat é igual €0.00065, permitindo ao mesmo tempo fazer pagamento de biliões, como de pequenos pagamentos. No caso da Lightning Network (um sistema de pagamentos na rede bitcoin, similar ao MBWAY) a tecnologia está construída para pequenos e micro pagamentos, permitindo até 12 casas decimais, ou seja, 0.00000000001 = 1 millisat.</p>
<p>No caso do bitcoin não existe o problema de disponibilidade de moeda, haverá sempre moeda e sem a necessidade de qualquer alteração tecnológica.</p>
<h2>Acumulação</h2>
<p>Outro problema descrito no vídeo e apontado pelos keynesianos, é que as moedas inelásticas levam à acumulação de dinheiro, as pessoas tornam-se em Tio Patinhas.</p>
<p>Para contrariar este problema, eu prefiro responder ao contrário, ou seja, será que a moeda FIAT resolve esse problema?</p>
<p>A moeda FIAT não resolveu o problema da acumulação de capital, pelo contrário acentuou a desigualdade de riqueza, criando o Efeito Cantillon. O efeito destaca como a distribuição desigual do dinheiro “recém-criado” que pode levar a distorções na economia e na distribuição de riqueza, favorecendo os primeiros beneficiários em detrimento dos que recebem o dinheiro mais tarde.</p>
<p>Foi bem visível entre 2020 e 2023, foi a maior aceleração e mais rápida, de desigualdade de riqueza na história. Os 50% mais pobres adicionaram 900 Bilhões em riqueza financeira combinada, enquanto os 1% mais ricos adicionaram mais de 12 Trilhões (13,3x mais) .</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/874993c75c52ea643473f89b25253f4f9ee65f1266f3a8ce3620aad31aa78e11.png" alt="image"></p>
<p>Como o tempo provou, o sistema fiduciário não resolveu o problema apenas acentuou.</p>
<p>Haverá sempre pessoas com muito mais riqueza, haverá sempre ricos e pobres, a igualdade é uma falácia. O problema não está em quem cria riqueza, é natural quem produz mais, tenha mais, necessitamos de um sistema que não dilua o dinheiro de todos (especialmente dos mais pobres) para favorecer uma minoria, os mais ricos.</p>
<p>Como os ricos têm muita riqueza, compram casas, empresas e outros ativos mais resilientes à inflação, têm baixa exposição à moeda fiduciária. O oposto acontece com os pobres, que estão muito expostos diretamente à moeda, logo são as principais vítimas da inflação.</p>
<p>A diluição da moeda FIAT tem o efeito perverso, a inflação, tem efeitos no dinheiro ganho no passado, como no dinheiro ganho no futuro. Afecta diretamente quem tem poupança na moeda, graças ao seu esforço realizado no passado. Mas também vai afetar os ganhos futuros, porque os aumentos salariais nunca acompanham a inflação, as pessoas têm uma enorme perda de poder de compra.</p>
<p>Como no bitcoin não é possível a diluição da moeda, a distribuição de riqueza não será tão desproporcional.</p>
<p>Uma coisa é certa: a moeda FIAT, não é solução para a acumulação.</p>
<h2>Diminuição do Consumo</h2>
<p>Outra falácia disseminada pelos keynesianos, as pessoas apenas acumulariam moeda e nunca consumiram produtos ou serviços, levando à falência das economias, gerando desemprego. É um total absurdo, apenas uma parte da população tem propensão para a poupança, a maioria é mais consumista. O número de poupadores até poderá aumentar, mas será pouco significativo, a maioria da população tem uma alta preferência temporal.</p>
<p>Essa redução residual até será boa, a sociedade está demasiado consumista, estamos a consumir demasiados recursos naturais, a humanidade necessita de desacelerar. Os cidadãos necessitam de usufruir, passar mais tempo com aqueles produtos já adquiridos, em vez de estar continuamente e obsessivamente a comprar novos objetos, sem tirar partido deles. É apenas o comprar por comprar, é a dopamina a falar mais alto.</p>
<p>As pessoas vão continuar a consumir, necessitam de comer, vestir e outros bens, ou seja, necessitam de viver. As pessoas não vivem só para trabalhar, também vão divertir-se, viajar, comprar tv maiores, novos carros, casas.</p>
<p>Uma parte da população até poderá mudar de estilo de vida e de consumo, mas nunca deixará de consumir. Isso sim, existirá uma mudança de consumo, em vez de comprar produtos de fraca qualidade, vão preferir comprar com qualidade, duráveis, naturalmente mais caros.</p>
<p>Em vez de comprar 1 smartphone de média qualidade todos os anos, vão comprar 1 smartphone de qualidade alta de 3 em 3 anos. Mais que diminuir, vai existir uma mudança de consumo e a indústria terá que adaptar-se. Certamente algumas fábricas vão fechar, mas outras vão abrir, é deixar o livre mercado funcionar.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>Este vídeo é um trecho deste <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oOO3Shq9iyk">vídeo</a>, onde faz uma pequena descrição dos argumentos apontados pelos keynesianos sobre as moedas inelásticas.</p>
<p>Os keynesianos defendem que as moedas inelásticas levam ao acúmulo de dinheiro, com isso, deixa de existir disponibilidade de moeda para as trocas comerciais. Esse acúmulo de dívidas, levaria a um desinvestimento na economia, gerando desemprego.</p>
<p>As moedas FIAT(fiduciária), como o euro e o dólar, são moeda elástica. O ouro e o bitcoin são inelásticos, porque a sua oferta não é controlada.</p>
<p>Com o crescimento económico e crescimento populacional gera uma maior procura por moeda, tanto para trocas comerciais, como para reservas. Essa procura faz com que a moeda valorize, é a lei da procura e oferta. Até aqui não existe qualquer problema, a valorização da moeda não é um problema, igualmente como acontece hoje em dia, mas moedas valorizam e desvalorizam consoante a procura.</p>
<h2>Disponibilidade de moeda</h2>
<p>No caso das moedas inelásticas como o ouro, o único problema que poderá acontecer é de logística, a valorização da moeda em si não é um problema.</p>
<p>Como o ouro valorizava, as moedas já existentes passam a ter um grande valor, impossibilitando a aquisição de produtos de menor valor. Esse problema de disponibilidade, obrigaria a criação de nova moeda mas de menor dimensão, para permitir a aquisição de produtos de menor valor.</p>
<p>Na prática é fazer o oposto que acontece hoje com a moeda FIAT, como está sempre a desvalorizar, os bancos centrais estão sempre a imprimir novas moedas e papel-moeda com um número facial maior. A única diferença é que no FIAT criam moeda do nada, não tem lastro. No caso do ouro, obrigaria a ter ouro, teriam que adquirir novo ouro ou derreter uma moeda de maior valor e transformar em duas ou três menores.</p>
<p>É claro que no tempo das moedas de ouro, esta logística de criar nova moeda, tinha custo e podia existir alguns problemas de disponibilidade de moeda. Só que este problema de disponibilidade de moeda física agora já não existe, a maioria dos pagamentos são digitais. No caso do bitcoin também não é um problema, o bitcoin é divisível em 8 casas decimais (0.00000001, popularmente conhecido por 1 Satoshi ou Sat). Hoje em dia 1 sat é igual €0.00065, permitindo ao mesmo tempo fazer pagamento de biliões, como de pequenos pagamentos. No caso da Lightning Network (um sistema de pagamentos na rede bitcoin, similar ao MBWAY) a tecnologia está construída para pequenos e micro pagamentos, permitindo até 12 casas decimais, ou seja, 0.00000000001 = 1 millisat.</p>
<p>No caso do bitcoin não existe o problema de disponibilidade de moeda, haverá sempre moeda e sem a necessidade de qualquer alteração tecnológica.</p>
<h2>Acumulação</h2>
<p>Outro problema descrito no vídeo e apontado pelos keynesianos, é que as moedas inelásticas levam à acumulação de dinheiro, as pessoas tornam-se em Tio Patinhas.</p>
<p>Para contrariar este problema, eu prefiro responder ao contrário, ou seja, será que a moeda FIAT resolve esse problema?</p>
<p>A moeda FIAT não resolveu o problema da acumulação de capital, pelo contrário acentuou a desigualdade de riqueza, criando o Efeito Cantillon. O efeito destaca como a distribuição desigual do dinheiro “recém-criado” que pode levar a distorções na economia e na distribuição de riqueza, favorecendo os primeiros beneficiários em detrimento dos que recebem o dinheiro mais tarde.</p>
<p>Foi bem visível entre 2020 e 2023, foi a maior aceleração e mais rápida, de desigualdade de riqueza na história. Os 50% mais pobres adicionaram 900 Bilhões em riqueza financeira combinada, enquanto os 1% mais ricos adicionaram mais de 12 Trilhões (13,3x mais) .</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/874993c75c52ea643473f89b25253f4f9ee65f1266f3a8ce3620aad31aa78e11.png" alt="image"></p>
<p>Como o tempo provou, o sistema fiduciário não resolveu o problema apenas acentuou.</p>
<p>Haverá sempre pessoas com muito mais riqueza, haverá sempre ricos e pobres, a igualdade é uma falácia. O problema não está em quem cria riqueza, é natural quem produz mais, tenha mais, necessitamos de um sistema que não dilua o dinheiro de todos (especialmente dos mais pobres) para favorecer uma minoria, os mais ricos.</p>
<p>Como os ricos têm muita riqueza, compram casas, empresas e outros ativos mais resilientes à inflação, têm baixa exposição à moeda fiduciária. O oposto acontece com os pobres, que estão muito expostos diretamente à moeda, logo são as principais vítimas da inflação.</p>
<p>A diluição da moeda FIAT tem o efeito perverso, a inflação, tem efeitos no dinheiro ganho no passado, como no dinheiro ganho no futuro. Afecta diretamente quem tem poupança na moeda, graças ao seu esforço realizado no passado. Mas também vai afetar os ganhos futuros, porque os aumentos salariais nunca acompanham a inflação, as pessoas têm uma enorme perda de poder de compra.</p>
<p>Como no bitcoin não é possível a diluição da moeda, a distribuição de riqueza não será tão desproporcional.</p>
<p>Uma coisa é certa: a moeda FIAT, não é solução para a acumulação.</p>
<h2>Diminuição do Consumo</h2>
<p>Outra falácia disseminada pelos keynesianos, as pessoas apenas acumulariam moeda e nunca consumiram produtos ou serviços, levando à falência das economias, gerando desemprego. É um total absurdo, apenas uma parte da população tem propensão para a poupança, a maioria é mais consumista. O número de poupadores até poderá aumentar, mas será pouco significativo, a maioria da população tem uma alta preferência temporal.</p>
<p>Essa redução residual até será boa, a sociedade está demasiado consumista, estamos a consumir demasiados recursos naturais, a humanidade necessita de desacelerar. Os cidadãos necessitam de usufruir, passar mais tempo com aqueles produtos já adquiridos, em vez de estar continuamente e obsessivamente a comprar novos objetos, sem tirar partido deles. É apenas o comprar por comprar, é a dopamina a falar mais alto.</p>
<p>As pessoas vão continuar a consumir, necessitam de comer, vestir e outros bens, ou seja, necessitam de viver. As pessoas não vivem só para trabalhar, também vão divertir-se, viajar, comprar tv maiores, novos carros, casas.</p>
<p>Uma parte da população até poderá mudar de estilo de vida e de consumo, mas nunca deixará de consumir. Isso sim, existirá uma mudança de consumo, em vez de comprar produtos de fraca qualidade, vão preferir comprar com qualidade, duráveis, naturalmente mais caros.</p>
<p>Em vez de comprar 1 smartphone de média qualidade todos os anos, vão comprar 1 smartphone de qualidade alta de 3 em 3 anos. Mais que diminuir, vai existir uma mudança de consumo e a indústria terá que adaptar-se. Certamente algumas fábricas vão fechar, mas outras vão abrir, é deixar o livre mercado funcionar.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Larry Fink, o marketeiro]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 28 Mar 2024 11:46:03 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre desconfiei do interesse de Larry Fink, CEO da BlackRock, pelo <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Nunca acreditei que compreendesse o valor Bitcoin, a BlackRock está a vender ETF porque existia procura por parte dos seus clientes, a empresa apenas vê os lucros que pode retirar nas comissões.</p>
<p>É como um dono de um supermercado, certamente tem à venda no seu estabelecimento centenas ou milhares de produtos que ele pessoalmente não gosta, mas tem que ter à disposição dos seus clientes, porque existe procura logo mais lucro.</p>
<p>Eu acreditava que Larry Fink estava apenas a pensar nas comissões, estava-se a marimbar para o Bitcoin, é apenas um de milhares de produtos que têm disponíveis no portfólio.</p>
<p>Mas nos últimos dias, ele tem realizado várias declarações muito interessantes, declarações típicas de um bitcoiner.&nbsp;</p>
<h2>Dívida</h2>
<p>Crítico da dívida dos EUA:</p>
<blockquote>
<p>U.S. Debt has reached very dangerous levels, warns BlackRock CEO Larry Fink, who said: “The situation is more urgent than I can ever remember.”<br>He cautioned that there is no guarantee that investors will continue to buy U.S. Treasuries.<br>BlackRock alerta para “bola de neve” de dívida pública nos EUA: Segundo o CEO, Larry Fink, o custo do serviço da dívida americana já é insustentável</p>
</blockquote>
<h2>Pensões</h2>
<p>Os fundos de pensões vão colapsar, na prática reconhece que é um <em>ponzi</em>:</p>
<blockquote>
<p>Pension savings will run out because people are living longer, Larry Fink has warned</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Larry Fink, the head of BlackRock, the world’s largest asset management firm, has warned that demographics will inevitably strain pension systems and that longer lives are projected to force workers to retire later.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>In his annual letter to chief executives and investors released on Tuesday, the billionaire investor called on governments to take urgent steps to tackle the “retirement crisis” by helping people save more for when they get old. Fink expressed concern that not enough is being done to ensure people have enough money to safeguard their retirement.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“No one should have to work longer than they want to,” he said. “But I do think it’s a bit crazy that our anchor idea for the right retirement age – 65 years old – originates from the time of the Ottoman Empire.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“What should the average retirement age be?” Fink wondered, emphasizing that nowadays people are regularly living past 90.</p>
</blockquote>
<p>Eu concordo que os fundos de pensões estão a colapsar, na prática são um <em>ponzi</em>. Mas já não concordo tanto com a segunda parte, desta nova retórica que está a ser disseminada nos últimos tempos, que é bom trabalhar até morrer. Compreendo se discuta se a idade é 65 ou 67 ou 70, mas mais de 70 é completamente estúpido.</p>
<p>Com um sistema com hard money, as pessoas conseguiriam juntar poupança suficiente para viver descansadamente a sua velhice, sem preocupações.</p>
<p>Agora não permite devido à inflação, que tem devorado os salários e o poder de compra das pessoas ao longo do tempo.</p>
<p>Além dos salários, as poupanças também são fortemente afetadas, nós guardamos as nossas poupança num “balde com furos”, que vai drenando os seus fundos ao longo do tempo.</p>
<h2>ESG</h2>
<p>Larry Fink deixou de ser um fantástico defensor para ser um pragmático:</p>
<blockquote>
<p>This is part of the reason l’m hearing more leaders talk about decarbonization and energy security together under the joint banner of what you might call “energy pragmatism.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Last year, as I mentioned, I visited 17 countries, and I spent a lot of time talking to the people who are responsible for powering homes and businesses, everybody from prime ministers to energy grid operators. The message I heard was completely opposite to what you often hear from activists on the far left and right who say that countries have to choose between renewables and oil and gas. These leaders believe that the world still needs both. They were far more pragmatic about energy than dogmatic. Even the most climate conscious among them saw that their long-term path to decarbonization will include hydrocarbons, albeit less of them, for some time to come.</p>
</blockquote>
<h2>A Solução</h2>
<blockquote>
<p>BlackRock CEO, Larry Fink:<br>“I’m very bullish on the long term viability of Bitcoin….IBIT is the fastest growing ETF in the history of ETFs.”<br>BlackRock’s Head of Digital Assets Robert Mitchnick says “For our clients, <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> is overwhelmingly the number one priority.”</p>
</blockquote>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Todas estas declarações foram nos últimos dias, parece que houve uma mudança de pensamento ou perdeu o medo de criticar o sistema.&nbsp;</p>
<p>Agora só falta criticar abertamente o dólar e as suas políticas expansionistas, neste ponto ele vai ser mais cauteloso. Porque os principais beneficiários deste sistema cantillionário são os seus clientes.</p>
<p>Larry Fink apenas fala dos efeitos/consequências, nunca fala das causas, o que origina todos aqueles problemas, a moeda FIAT.</p>
<p>Ou tudo isto será apenas uma campanha de <em>marketing</em>, como um bom vendedor de <em>tvshop</em> (televendas), não sei. Um bom vendedor de <em>tvshop</em>, promove tão bem o produto, atribuído características incrível, desperta um forte desejo/necessidade, levando à aquisição por parte do cliente. Mas quando recebemos o produto em casa, o produto é uma desilusão. A qualidade do vendedor é muito superior à qualidade do produto.</p>
<p>Não sei se isto é uma campanha de <em>marketing</em>, mas neste caso o “vendedor” está a dizer a verdade e a promover um produto com qualidade.</p>
<p>Não sei se é <em>bitcoiner</em> mas vai num bom caminho, mas temos que ter muita cautela, porque são pessoas que podem mudar rapidamente de opinião. Basta um telefonema e a retórica muda…</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Eu sempre desconfiei do interesse de Larry Fink, CEO da BlackRock, pelo <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Nunca acreditei que compreendesse o valor Bitcoin, a BlackRock está a vender ETF porque existia procura por parte dos seus clientes, a empresa apenas vê os lucros que pode retirar nas comissões.</p>
<p>É como um dono de um supermercado, certamente tem à venda no seu estabelecimento centenas ou milhares de produtos que ele pessoalmente não gosta, mas tem que ter à disposição dos seus clientes, porque existe procura logo mais lucro.</p>
<p>Eu acreditava que Larry Fink estava apenas a pensar nas comissões, estava-se a marimbar para o Bitcoin, é apenas um de milhares de produtos que têm disponíveis no portfólio.</p>
<p>Mas nos últimos dias, ele tem realizado várias declarações muito interessantes, declarações típicas de um bitcoiner.&nbsp;</p>
<h2>Dívida</h2>
<p>Crítico da dívida dos EUA:</p>
<blockquote>
<p>U.S. Debt has reached very dangerous levels, warns BlackRock CEO Larry Fink, who said: “The situation is more urgent than I can ever remember.”<br>He cautioned that there is no guarantee that investors will continue to buy U.S. Treasuries.<br>BlackRock alerta para “bola de neve” de dívida pública nos EUA: Segundo o CEO, Larry Fink, o custo do serviço da dívida americana já é insustentável</p>
</blockquote>
<h2>Pensões</h2>
<p>Os fundos de pensões vão colapsar, na prática reconhece que é um <em>ponzi</em>:</p>
<blockquote>
<p>Pension savings will run out because people are living longer, Larry Fink has warned</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Larry Fink, the head of BlackRock, the world’s largest asset management firm, has warned that demographics will inevitably strain pension systems and that longer lives are projected to force workers to retire later.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>In his annual letter to chief executives and investors released on Tuesday, the billionaire investor called on governments to take urgent steps to tackle the “retirement crisis” by helping people save more for when they get old. Fink expressed concern that not enough is being done to ensure people have enough money to safeguard their retirement.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“No one should have to work longer than they want to,” he said. “But I do think it’s a bit crazy that our anchor idea for the right retirement age – 65 years old – originates from the time of the Ottoman Empire.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“What should the average retirement age be?” Fink wondered, emphasizing that nowadays people are regularly living past 90.</p>
</blockquote>
<p>Eu concordo que os fundos de pensões estão a colapsar, na prática são um <em>ponzi</em>. Mas já não concordo tanto com a segunda parte, desta nova retórica que está a ser disseminada nos últimos tempos, que é bom trabalhar até morrer. Compreendo se discuta se a idade é 65 ou 67 ou 70, mas mais de 70 é completamente estúpido.</p>
<p>Com um sistema com hard money, as pessoas conseguiriam juntar poupança suficiente para viver descansadamente a sua velhice, sem preocupações.</p>
<p>Agora não permite devido à inflação, que tem devorado os salários e o poder de compra das pessoas ao longo do tempo.</p>
<p>Além dos salários, as poupanças também são fortemente afetadas, nós guardamos as nossas poupança num “balde com furos”, que vai drenando os seus fundos ao longo do tempo.</p>
<h2>ESG</h2>
<p>Larry Fink deixou de ser um fantástico defensor para ser um pragmático:</p>
<blockquote>
<p>This is part of the reason l’m hearing more leaders talk about decarbonization and energy security together under the joint banner of what you might call “energy pragmatism.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Last year, as I mentioned, I visited 17 countries, and I spent a lot of time talking to the people who are responsible for powering homes and businesses, everybody from prime ministers to energy grid operators. The message I heard was completely opposite to what you often hear from activists on the far left and right who say that countries have to choose between renewables and oil and gas. These leaders believe that the world still needs both. They were far more pragmatic about energy than dogmatic. Even the most climate conscious among them saw that their long-term path to decarbonization will include hydrocarbons, albeit less of them, for some time to come.</p>
</blockquote>
<h2>A Solução</h2>
<blockquote>
<p>BlackRock CEO, Larry Fink:<br>“I’m very bullish on the long term viability of Bitcoin….IBIT is the fastest growing ETF in the history of ETFs.”<br>BlackRock’s Head of Digital Assets Robert Mitchnick says “For our clients, <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> is overwhelmingly the number one priority.”</p>
</blockquote>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Todas estas declarações foram nos últimos dias, parece que houve uma mudança de pensamento ou perdeu o medo de criticar o sistema.&nbsp;</p>
<p>Agora só falta criticar abertamente o dólar e as suas políticas expansionistas, neste ponto ele vai ser mais cauteloso. Porque os principais beneficiários deste sistema cantillionário são os seus clientes.</p>
<p>Larry Fink apenas fala dos efeitos/consequências, nunca fala das causas, o que origina todos aqueles problemas, a moeda FIAT.</p>
<p>Ou tudo isto será apenas uma campanha de <em>marketing</em>, como um bom vendedor de <em>tvshop</em> (televendas), não sei. Um bom vendedor de <em>tvshop</em>, promove tão bem o produto, atribuído características incrível, desperta um forte desejo/necessidade, levando à aquisição por parte do cliente. Mas quando recebemos o produto em casa, o produto é uma desilusão. A qualidade do vendedor é muito superior à qualidade do produto.</p>
<p>Não sei se isto é uma campanha de <em>marketing</em>, mas neste caso o “vendedor” está a dizer a verdade e a promover um produto com qualidade.</p>
<p>Não sei se é <em>bitcoiner</em> mas vai num bom caminho, mas temos que ter muita cautela, porque são pessoas que podem mudar rapidamente de opinião. Basta um telefonema e a retórica muda…</p>
]]></itunes:summary>
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      <title><![CDATA[Unidades de Medida]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
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      <pubDate>Sun, 24 Mar 2024 17:13:04 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/pzjivhy1hfiwssrnr-zri/</link>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O quanto ridículo seria, se as unidades de medida não fossem padronizadas?</p>
<p>Seria muito estúpido, cada fabricante de réguas, utilizasse centímetros com tamanhos diferentes.<br>Isso por vezes acontece, devido à falta de rigor do fabricante, normalmente em produtos de má qualidade e muito baratos. No caso de unidades de medida o rigor é essencial, basta um erro de milésimos no milímetro, que parece algo inócuo, mas numa fita métrica de 2 metros, isso significa num erro de alguns milímetros.</p>
<p>É muito comum as fitas métricas baratas com vários metros de comprimento, terem diferenças de alguns milímetros, para uma pessoa comum isso pode ser insignificante, mas para um carpinteiro ou um serralheiro pode resultar num grande prejuízo.</p>
<h1>Distopia</h1>
<p>Agora imagine num mundo distópico, onde o centímetro estava constantemente a mudar. Hoje 1 cm é composto por 10 mm, mas daqui a 2 meses já são 11 mm. Daqui a 1 ano já são 13mm e assim infinitamente. Seria um mundo complete impossível de apontar e transmitir medidas, as constantes mudança seria incomportável.<br>Por exemplo, eu encomendaria um cartão de visita com 10x10cm e a gráfica entregaria o produto com os 10x10cm. Só que as medidas são diferentes, os 10cm da gráfica são menores que os meus os 10cm, o pior de tudo é que não se sabe quem tem razão?</p>
<p>O mundo perderia a nossa noção dos tamanhos e da realidade.</p>
<p>É claro que isto é num mundo distópico, seria absurdo isso acontecer na nossa realidade. Por isso é essencial que as unidades de medidas sejam padronizadas.</p>
<h1>Realidade</h1>
<p>Se os centímetros mudassem constantemente de tamanho, era unânime, as populações compreendiam que existia um problema. Mas a verdade é que temos um problema numa unidade de medida e a população não conseguem compreender.</p>
<p>O ser humano conseguiu padronizar o comprimento e o peso, mas não foi capaz de padronizar a principal unidade de medida da humanidade, a moeda. Os políticos não querem padronizar a medida, para que as populações não façam comparações, para que não compreendam a realidade, para que vivam na ignorância. </p>
<p>Como podemos medir algo, se a régua(cm) está sempre a mudar de tamanho?<br>Apesar das pessoas terem aumentos anuais de salários, isso não corresponde a um aumento de poder de compra, pelo contrário, estão a perder poder de compra.<br>Outro caso gritante, é a taxa de juro pelos depósitos, as pessoas acreditam que estão a ganhar 2 ou 3% ao ano, mas na realidade estão a perder devido à inflação de 6%. As pessoas vivem na ilusão que ficaram 3% mais ricas, é verdade que o número aumentou, mas na realidade teve uma perda real de 3%.</p>
<p>É a magia da inflação, ou seja, a contante mudança da régua.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>O quanto ridículo seria, se as unidades de medida não fossem padronizadas?</p>
<p>Seria muito estúpido, cada fabricante de réguas, utilizasse centímetros com tamanhos diferentes.<br>Isso por vezes acontece, devido à falta de rigor do fabricante, normalmente em produtos de má qualidade e muito baratos. No caso de unidades de medida o rigor é essencial, basta um erro de milésimos no milímetro, que parece algo inócuo, mas numa fita métrica de 2 metros, isso significa num erro de alguns milímetros.</p>
<p>É muito comum as fitas métricas baratas com vários metros de comprimento, terem diferenças de alguns milímetros, para uma pessoa comum isso pode ser insignificante, mas para um carpinteiro ou um serralheiro pode resultar num grande prejuízo.</p>
<h1>Distopia</h1>
<p>Agora imagine num mundo distópico, onde o centímetro estava constantemente a mudar. Hoje 1 cm é composto por 10 mm, mas daqui a 2 meses já são 11 mm. Daqui a 1 ano já são 13mm e assim infinitamente. Seria um mundo complete impossível de apontar e transmitir medidas, as constantes mudança seria incomportável.<br>Por exemplo, eu encomendaria um cartão de visita com 10x10cm e a gráfica entregaria o produto com os 10x10cm. Só que as medidas são diferentes, os 10cm da gráfica são menores que os meus os 10cm, o pior de tudo é que não se sabe quem tem razão?</p>
<p>O mundo perderia a nossa noção dos tamanhos e da realidade.</p>
<p>É claro que isto é num mundo distópico, seria absurdo isso acontecer na nossa realidade. Por isso é essencial que as unidades de medidas sejam padronizadas.</p>
<h1>Realidade</h1>
<p>Se os centímetros mudassem constantemente de tamanho, era unânime, as populações compreendiam que existia um problema. Mas a verdade é que temos um problema numa unidade de medida e a população não conseguem compreender.</p>
<p>O ser humano conseguiu padronizar o comprimento e o peso, mas não foi capaz de padronizar a principal unidade de medida da humanidade, a moeda. Os políticos não querem padronizar a medida, para que as populações não façam comparações, para que não compreendam a realidade, para que vivam na ignorância. </p>
<p>Como podemos medir algo, se a régua(cm) está sempre a mudar de tamanho?<br>Apesar das pessoas terem aumentos anuais de salários, isso não corresponde a um aumento de poder de compra, pelo contrário, estão a perder poder de compra.<br>Outro caso gritante, é a taxa de juro pelos depósitos, as pessoas acreditam que estão a ganhar 2 ou 3% ao ano, mas na realidade estão a perder devido à inflação de 6%. As pessoas vivem na ilusão que ficaram 3% mais ricas, é verdade que o número aumentou, mas na realidade teve uma perda real de 3%.</p>
<p>É a magia da inflação, ou seja, a contante mudança da régua.</p>
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      <title><![CDATA[Manta de retalhos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/vwmfuncxotn5mhjtij26x/</link>
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      <category>Europa</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
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<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
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