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      <pubDate>Sun, 14 Jul 2024 09:45:13 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Radicalização política]]></title>
      <description><![CDATA[Política norte-americana, a polarização da sociedade e o crescimentos dos extremos.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Política norte-americana, a polarização da sociedade e o crescimentos dos extremos.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 14 Jul 2024 09:45:13 GMT</pubDate>
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      <category>política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, Trump foi baleado.</p>
<blockquote>
<p>“Trump baleado na orelha escapa a aparente atentado onde morreram duas pessoas.<br>Donald Trump ficou ferido na orelha direita após terem sido disparados vários tiros num aparente atentado durante um comício na Pensilvânia.” - Correio  da Manhã </p>
</blockquote>
<p>O ambiente está a ferro e fogo, para “incendiar” ainda mais as eleições norte-americanas, hoje e nos próximos dias vão ser de discursos acérrimos e polarizados e certamente com muitas teorias da conspiração, outros vão dizer que isto foi encenação.</p>
<blockquote>
<p>“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.” - Ésquilo</p>
</blockquote>
<p>No outro quadrante, o Biden, há muito tempo que demonstra problemas de saúde, mesmo assim insistem na sua candidatura. Eu não consigo compreender, se é o Biden que insiste em querer ser o candidato ou são os membros de topo do partido Democrata que insistem que ele deve ser o candidato?<br>Não sei, mas é francamente notório que ele já não tem condições físicas e mentais para continuar a ser presidente. Só demonstra muita incompetência do partido Democrata.<br>Depois, só falta algo ainda mais teatral no lado do Biden.  Talvez, a poucos dias das eleições, vai acontecer algo de estranho ao Biden, vai obrigá-lo a desistir, mas como está muito em cima das eleições, será o nome de Biden que estará nos boletins de voto. No boletim de voto está o nome de Biden, mas as pessoas de antemão já sabem que o candidato é outro, possivelmente o vice passa a presidente.</p>
<p>Como é possível, num país com 330 milhões de habitantes, não consegue arranjar dois bons candidatos a presidente.<br>As sociedades ocidentais estão cada vez mais polarizadas, os partidos estão-se a afastar do centro, os partidos extremos (direita e esquerda) crescem cada vez mais. Onde as pessoas, não votam no melhor candidato, mas sim, no menos mau, ou votam no contra.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f207d549709ad58e8671a20d49c03a5b5ad0ca67a2830be152c8c6558f62a685.png" alt="image"></p>
<p>Este desenho/meme é demonstrativo do meu pensamento sociopolítico, comparando as minhas convicções de há 20 anos, com as de hoje, são as mesmas, pouco mudou. Mas há 20 anos, eu sentia-me mais perto do lado dos progressistas, mas hoje sinto-me que estou mais perto do lado dos conservadores. Na verdade, eu sempre fui e sou do centro, os polos é que estão a afastar-se do centro, os conservadores “moveram-se’ um pouco para direita, mas os progressista é que se afastaram imenso do centro.</p>
<p>Se o afastamento do centro crescer ainda mais e os extremos cada vez mais radicais, o futuro é inevitável, uma guerra civil. O que estamos a viver agora não é nada novo, já aconteceu no passado e os resultados não foram bons. O pior é que continuamos a cometer os mesmos erros, sem nunca aprender com o passado.</p>
<blockquote>
<p>"A história não se repete, mas frequentemente rima."</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Ontem, Trump foi baleado.</p>
<blockquote>
<p>“Trump baleado na orelha escapa a aparente atentado onde morreram duas pessoas.<br>Donald Trump ficou ferido na orelha direita após terem sido disparados vários tiros num aparente atentado durante um comício na Pensilvânia.” - Correio  da Manhã </p>
</blockquote>
<p>O ambiente está a ferro e fogo, para “incendiar” ainda mais as eleições norte-americanas, hoje e nos próximos dias vão ser de discursos acérrimos e polarizados e certamente com muitas teorias da conspiração, outros vão dizer que isto foi encenação.</p>
<blockquote>
<p>“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.” - Ésquilo</p>
</blockquote>
<p>No outro quadrante, o Biden, há muito tempo que demonstra problemas de saúde, mesmo assim insistem na sua candidatura. Eu não consigo compreender, se é o Biden que insiste em querer ser o candidato ou são os membros de topo do partido Democrata que insistem que ele deve ser o candidato?<br>Não sei, mas é francamente notório que ele já não tem condições físicas e mentais para continuar a ser presidente. Só demonstra muita incompetência do partido Democrata.<br>Depois, só falta algo ainda mais teatral no lado do Biden.  Talvez, a poucos dias das eleições, vai acontecer algo de estranho ao Biden, vai obrigá-lo a desistir, mas como está muito em cima das eleições, será o nome de Biden que estará nos boletins de voto. No boletim de voto está o nome de Biden, mas as pessoas de antemão já sabem que o candidato é outro, possivelmente o vice passa a presidente.</p>
<p>Como é possível, num país com 330 milhões de habitantes, não consegue arranjar dois bons candidatos a presidente.<br>As sociedades ocidentais estão cada vez mais polarizadas, os partidos estão-se a afastar do centro, os partidos extremos (direita e esquerda) crescem cada vez mais. Onde as pessoas, não votam no melhor candidato, mas sim, no menos mau, ou votam no contra.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f207d549709ad58e8671a20d49c03a5b5ad0ca67a2830be152c8c6558f62a685.png" alt="image"></p>
<p>Este desenho/meme é demonstrativo do meu pensamento sociopolítico, comparando as minhas convicções de há 20 anos, com as de hoje, são as mesmas, pouco mudou. Mas há 20 anos, eu sentia-me mais perto do lado dos progressistas, mas hoje sinto-me que estou mais perto do lado dos conservadores. Na verdade, eu sempre fui e sou do centro, os polos é que estão a afastar-se do centro, os conservadores “moveram-se’ um pouco para direita, mas os progressista é que se afastaram imenso do centro.</p>
<p>Se o afastamento do centro crescer ainda mais e os extremos cada vez mais radicais, o futuro é inevitável, uma guerra civil. O que estamos a viver agora não é nada novo, já aconteceu no passado e os resultados não foram bons. O pior é que continuamos a cometer os mesmos erros, sem nunca aprender com o passado.</p>
<blockquote>
<p>"A história não se repete, mas frequentemente rima."</p>
</blockquote>
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      <title><![CDATA[Protecionismo e China]]></title>
      <description><![CDATA[As políticas protecionistas do ocidente e as possíveis consequência no equilíbrio geopolítico.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[As políticas protecionistas do ocidente e as possíveis consequência no equilíbrio geopolítico.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 20 Jun 2024 12:54:09 GMT</pubDate>
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      <category>Economia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente os EUA e a União Europeia anunciaram novas taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China.</p>
<blockquote>
<p>“Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou esta terça-feira um aumento das taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China, com o agravamento mais significativo a ser aplicado sobre os veículos elétricos: dos atuais 25% vai para 100%, já a partir deste ano.<br>Além dos automóveis elétricos, as barreiras comerciais sobre o maior concorrente dos Estados Unidos também aumentam em produtos como o aço e alumínio; baterias e suas componentes e minerais críticos; gruas portuárias; painéis solares; semicondutores; e equipamento de saúde.” – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/05/14/eua-agrava-tarifas-sobre-veiculos-eletricos-chineses-e-nao-so/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Na Europa:</p>
<blockquote>
<p>“A Comissão Europeia pretende impor novas taxas sobre as importações dos carros elétricos que sejam produzidos no gigante asiático.<br>O Executivo comunitário pretende aplicar uma taxa adicional, de 21%, em média, sobre as importações de veículos chineses, que se soma à taxa que já está atualmente em vigor, de 10%. O valor adicional pode ir até aos 38%, no caso de fabricantes que não cooperaram com Bruxelas no seu processo de investigação sobre subsídios atribuídos pelo Estado chinês.”_ – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/06/14/taxas-extra-da-ue-sobre-eletricos-chineses-arriscam-disrupcao-do-mercado/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Os países ocidentais estão a acentuar as políticas protecionistas, além disso os EUA estão a endurecer as restrições aos semicondutores contra a China:</p>
<blockquote>
<p>“A administração Biden segue reduzindo a gama de semicondutores que as empresas norte-americanas poderão vender à China.<br>O Departamento de Comércio dos Estados Unidos emitiu novas regras que endurecem as restrições de exportação introduzidas em outubro de 2022.<br>Para o governo, as medidas são necessárias para eliminar brechas nas regulações impostas no final do ano passado.<br>As regras atualizadas “aumentarão a eficácia do nosso controle e fecharão ainda mais caminhos para contornar as nossas restrições”, disse a secretária do Comércio dos EUA, Gina Raimondo, num comunicado._<br>‘Continuaremos a trabalhar para proteger a nossa segurança nacional, restringindo o acesso a tecnologias críticas, aplicando vigilantemente as nossas regras, ao mesmo tempo que minimizamos qualquer impacto não intencional nos fluxos comerciais.’<br>Chips avançados de inteligência artificial (IA), como os produtos H800 e A800 da Nvidia, serão afetados, de acordo com um documento regulatório da empresa norte-americana.<br>Além da China e Macau, os regulamentos também expandem as restrições às exportações para outros 21 países com os quais os Estados Unidos mantêm um embargo de armas, incluindo o Irã e a Rússia.” – <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/eua-aumentam-restricoes-sobre-vendas-de-chips-para-china-e-tensao-cresce/">CNN Brasil</a></p>
</blockquote>
<h1>Crise</h1>
<p>Atualmente a China está com uma grave crise, com um excesso de endividamento a nível público, como no privado. Ao contrário das duas grandes potências do ocidente, a China tem tido uma política muito comedida na desvalorização da sua própria moeda, ela tem acontecido, mas gradualmente. Nada se compara com as políticas dos EUA e da UE, que têm utilizado uma política altamente expansionista para combater as crises desde 2008.</p>
<p>Este gráfico demonstra bem a diferença:<br><img src="https://image.nostr.build/82d8191915963289cbc81f4c24072d25b28d940a7cf850a7351645fabe0a00b2.jpg" alt="image"></p>
<p>Em 15 anos a China aumentou o <em>balance sheet</em> do banco central em 133%, o BCE aumentou em 359% e o FED aumentou 703%. Os EUA chegaram aos 900%, é um valor completamente absurdo, os estados estão a abusar do <em>quantitative easing</em> (QE). No final de 2022, tanto o FED e o BCE começaram a reduzir, mas ainda está muito acima dos valores pré-covid.</p>
<h1>Onde está o problema?</h1>
<p>Devido à Teoria dos jogos, a China nunca tentou invadir a Taiwan, porque tinha mais a perder do que a ganhar. Se houvesse uma guerra entre os dois, o mundo ficaria com um grave problema devido à falta de semicondutores, sobretudo os de última geração. Mas a China também ficaria sem essa tecnologia, além disso iria sofrer sanções do mundo ocidental, os seus produtos ficariam impedidos de entrar nesses mercados. A China iria sofrer sanções semelhantes à que a Rússia está a ter devido à Guerra na Ucrânia. Os impactos económicos e políticos desta guerra é <em>case study</em> para a China, deve estar a analisar ao milímetros, a criar alternativas, projetar meios de defesa, caso lhe aconteça algo similar.</p>
<p>Nos últimos anos a China tem reduzido imenso a exposição aos títulos do tesouro dos EUA, a China chegou a ser o maior detentor de dívida. Agora a China está a optar pela compra de ouro. Ao mesmo tempo, a China e a Rússia estão a tentar desenvolver uma alternativa ao dólar para o comércio internacional e também aumentar os laços económicos com os países aliados, especialmente dos BRICS. Além disso, tem investido biliões no desenvolvimento da sua própria indústria de semicondutores. Nos últimos anos as políticas da China têm sido focadas em diminuir a dependência do ocidente e de Taiwan, preferindo aliar-se aos países emergentes, grandes potências mas pouco democráticos, à sua semelhança.</p>
<p>No outro lado, os EUA também estão a diminuir a exposição à economia chinesa, estão a trocar as fábricas e mão-de-obra chinesa por mexicana, o México está a tornar-se um parceiro estratégico.&nbsp;</p>
<p>Enquanto isso, a União Europeia assobia para o lado, apenas observa. Quando acordar será tarde demais, os líderes europeus não aprenderam nada com a pandemia, a Europa está fortemente dependente da indústria chinesa.</p>
<p>Se a única opção para combater a crise na China for o QE, além da desvalorização imensa da sua moeda, vai gerar uma enorme reação em cascata. Os seus produtos vão ficar extremamente baratos, a China vai inundar os mercados ocidentais com produtos, para combater isso os ocidentais vão endurecer as políticas de protecionismo.</p>
<p>Se a China ficar sem acesso aos mercados ocidentais devido ao aumentos das políticas protecionistas do ocidente, essas mesmas políticas já estão a impedir o acesso aos semicondutores. Assim vai existir uma inversão na Teoria dos jogos, como a China já não tem mais nada a perder, já perdeu tudo o que tinha a perder, é uma passadeira vermelha para invadir Taiwan. Se todas as sanções possíveis já estão a ser aplicadas à China ainda antes da invasão a Taiwan, em caso de uma invasão, o ocidente não terá nenhuma “arma” poderosa para retaliar. Essa possível invasão afetaria sobretudo o ocidente que ficaria sem a tecnologia de Taiwan. Não sendo possível aplicar mais sanções, restando apenas confronto direto entre a China e o Ocidente.</p>
<p>A guerra da Ucrânia tem demonstrado que as sanções já não tem tanta eficácia, o mundo está muito globalizado e muito interconectado, existem cada vez mais meios de contornar. A UE deixou de comprar produtos fósseis à Rússia, agora está a receber da China ou da Índia, ou seja, é o mesmo produto, só que agora existe um intermédio. Chegamos ao ridículo de existir o <em>transhipping</em> em alto mar, ao largo de Portugal, onde os produtos são movidos de um navio de pavilhão russo para um outro navio de um país não sancionado. Algumas horas depois ou no dia seguinte o mesmo navio atraca em Portugal ou em outro porto europeu. Todos os líderes europeus sabem que isto acontece, não fazem nada para mudar, apenas fecham os olhos, são cúmplices.</p>
<p>Outro caso vergonhoso é demonstrado por este gráfico, os países europeus estão proibidos de exportar produtos para a Rússia, mas continuam a fazê-lo através de um intermediário. É tão ridículo, é à europeia, criam uma lei e ao mesmo tempo criam uma maneira de contornar essa lei que acabaram de criar. É uma lei cartaz, é só o viver das aparências. É a hipocrisia europeia, querer demonstrar ao mundo que eles são o exemplo, mas depois faz o contrário. É façam aquilo que eu digo, mas não façam aquilo que eu faço.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/390793371ae329180d9b4c2edc4285251cb5c92c9dd3195f42b6892c1117e8c9.jpg" alt="image"></p>
<p>Neste caso o intermediário é o Quirguistão, mas existem inúmeros países a fazer o mesmo. É bem notório nos gráficos, após o início da guerra da Ucrânia as exportações subiram exponencialmente para o Quirguistão, mas é claro que o destino final dos produtos é a Rússia.</p>
<p>Com uma poderosa indústria e com produtos de baixo custo, facilmente a China vai arranjar intermediários. Em último caso usam a tática da VolksWagen, onde uma fábrica portuguesa constrói 99% do carro, mas como não está terminado é exportado como produto inacabado, para a Alemanha. Depois na Alemanha é só colocar a etiqueta “made in Germany” e o carro fica finalizado, pronto para exportação. Neste caso a VW utiliza este subterfúgio para fugir a impostos, os impostos da Alemanha são muito mais baixos que os de Portugal, mas a China pode usar para contornar as sanções.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Se a crise acentuar-se na China nos próximos tempos e se a única solução for uma forte desvalorização da moeda, vai provocar uma reação em cascata na economia mundial. Se escalar muito, o problema não será só económico, irá muito além disso.</p>
<p>Mas isto são muitos “ses”, é apenas uma hipótese muito remota e esperemos que não conheça, pelo bem de todos nós.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Recentemente os EUA e a União Europeia anunciaram novas taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China.</p>
<blockquote>
<p>“Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou esta terça-feira um aumento das taxas alfandegárias impostas aos produtos importados da China, com o agravamento mais significativo a ser aplicado sobre os veículos elétricos: dos atuais 25% vai para 100%, já a partir deste ano.<br>Além dos automóveis elétricos, as barreiras comerciais sobre o maior concorrente dos Estados Unidos também aumentam em produtos como o aço e alumínio; baterias e suas componentes e minerais críticos; gruas portuárias; painéis solares; semicondutores; e equipamento de saúde.” – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/05/14/eua-agrava-tarifas-sobre-veiculos-eletricos-chineses-e-nao-so/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Na Europa:</p>
<blockquote>
<p>“A Comissão Europeia pretende impor novas taxas sobre as importações dos carros elétricos que sejam produzidos no gigante asiático.<br>O Executivo comunitário pretende aplicar uma taxa adicional, de 21%, em média, sobre as importações de veículos chineses, que se soma à taxa que já está atualmente em vigor, de 10%. O valor adicional pode ir até aos 38%, no caso de fabricantes que não cooperaram com Bruxelas no seu processo de investigação sobre subsídios atribuídos pelo Estado chinês.”_ – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/06/14/taxas-extra-da-ue-sobre-eletricos-chineses-arriscam-disrupcao-do-mercado/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>Os países ocidentais estão a acentuar as políticas protecionistas, além disso os EUA estão a endurecer as restrições aos semicondutores contra a China:</p>
<blockquote>
<p>“A administração Biden segue reduzindo a gama de semicondutores que as empresas norte-americanas poderão vender à China.<br>O Departamento de Comércio dos Estados Unidos emitiu novas regras que endurecem as restrições de exportação introduzidas em outubro de 2022.<br>Para o governo, as medidas são necessárias para eliminar brechas nas regulações impostas no final do ano passado.<br>As regras atualizadas “aumentarão a eficácia do nosso controle e fecharão ainda mais caminhos para contornar as nossas restrições”, disse a secretária do Comércio dos EUA, Gina Raimondo, num comunicado._<br>‘Continuaremos a trabalhar para proteger a nossa segurança nacional, restringindo o acesso a tecnologias críticas, aplicando vigilantemente as nossas regras, ao mesmo tempo que minimizamos qualquer impacto não intencional nos fluxos comerciais.’<br>Chips avançados de inteligência artificial (IA), como os produtos H800 e A800 da Nvidia, serão afetados, de acordo com um documento regulatório da empresa norte-americana.<br>Além da China e Macau, os regulamentos também expandem as restrições às exportações para outros 21 países com os quais os Estados Unidos mantêm um embargo de armas, incluindo o Irã e a Rússia.” – <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/eua-aumentam-restricoes-sobre-vendas-de-chips-para-china-e-tensao-cresce/">CNN Brasil</a></p>
</blockquote>
<h1>Crise</h1>
<p>Atualmente a China está com uma grave crise, com um excesso de endividamento a nível público, como no privado. Ao contrário das duas grandes potências do ocidente, a China tem tido uma política muito comedida na desvalorização da sua própria moeda, ela tem acontecido, mas gradualmente. Nada se compara com as políticas dos EUA e da UE, que têm utilizado uma política altamente expansionista para combater as crises desde 2008.</p>
<p>Este gráfico demonstra bem a diferença:<br><img src="https://image.nostr.build/82d8191915963289cbc81f4c24072d25b28d940a7cf850a7351645fabe0a00b2.jpg" alt="image"></p>
<p>Em 15 anos a China aumentou o <em>balance sheet</em> do banco central em 133%, o BCE aumentou em 359% e o FED aumentou 703%. Os EUA chegaram aos 900%, é um valor completamente absurdo, os estados estão a abusar do <em>quantitative easing</em> (QE). No final de 2022, tanto o FED e o BCE começaram a reduzir, mas ainda está muito acima dos valores pré-covid.</p>
<h1>Onde está o problema?</h1>
<p>Devido à Teoria dos jogos, a China nunca tentou invadir a Taiwan, porque tinha mais a perder do que a ganhar. Se houvesse uma guerra entre os dois, o mundo ficaria com um grave problema devido à falta de semicondutores, sobretudo os de última geração. Mas a China também ficaria sem essa tecnologia, além disso iria sofrer sanções do mundo ocidental, os seus produtos ficariam impedidos de entrar nesses mercados. A China iria sofrer sanções semelhantes à que a Rússia está a ter devido à Guerra na Ucrânia. Os impactos económicos e políticos desta guerra é <em>case study</em> para a China, deve estar a analisar ao milímetros, a criar alternativas, projetar meios de defesa, caso lhe aconteça algo similar.</p>
<p>Nos últimos anos a China tem reduzido imenso a exposição aos títulos do tesouro dos EUA, a China chegou a ser o maior detentor de dívida. Agora a China está a optar pela compra de ouro. Ao mesmo tempo, a China e a Rússia estão a tentar desenvolver uma alternativa ao dólar para o comércio internacional e também aumentar os laços económicos com os países aliados, especialmente dos BRICS. Além disso, tem investido biliões no desenvolvimento da sua própria indústria de semicondutores. Nos últimos anos as políticas da China têm sido focadas em diminuir a dependência do ocidente e de Taiwan, preferindo aliar-se aos países emergentes, grandes potências mas pouco democráticos, à sua semelhança.</p>
<p>No outro lado, os EUA também estão a diminuir a exposição à economia chinesa, estão a trocar as fábricas e mão-de-obra chinesa por mexicana, o México está a tornar-se um parceiro estratégico.&nbsp;</p>
<p>Enquanto isso, a União Europeia assobia para o lado, apenas observa. Quando acordar será tarde demais, os líderes europeus não aprenderam nada com a pandemia, a Europa está fortemente dependente da indústria chinesa.</p>
<p>Se a única opção para combater a crise na China for o QE, além da desvalorização imensa da sua moeda, vai gerar uma enorme reação em cascata. Os seus produtos vão ficar extremamente baratos, a China vai inundar os mercados ocidentais com produtos, para combater isso os ocidentais vão endurecer as políticas de protecionismo.</p>
<p>Se a China ficar sem acesso aos mercados ocidentais devido ao aumentos das políticas protecionistas do ocidente, essas mesmas políticas já estão a impedir o acesso aos semicondutores. Assim vai existir uma inversão na Teoria dos jogos, como a China já não tem mais nada a perder, já perdeu tudo o que tinha a perder, é uma passadeira vermelha para invadir Taiwan. Se todas as sanções possíveis já estão a ser aplicadas à China ainda antes da invasão a Taiwan, em caso de uma invasão, o ocidente não terá nenhuma “arma” poderosa para retaliar. Essa possível invasão afetaria sobretudo o ocidente que ficaria sem a tecnologia de Taiwan. Não sendo possível aplicar mais sanções, restando apenas confronto direto entre a China e o Ocidente.</p>
<p>A guerra da Ucrânia tem demonstrado que as sanções já não tem tanta eficácia, o mundo está muito globalizado e muito interconectado, existem cada vez mais meios de contornar. A UE deixou de comprar produtos fósseis à Rússia, agora está a receber da China ou da Índia, ou seja, é o mesmo produto, só que agora existe um intermédio. Chegamos ao ridículo de existir o <em>transhipping</em> em alto mar, ao largo de Portugal, onde os produtos são movidos de um navio de pavilhão russo para um outro navio de um país não sancionado. Algumas horas depois ou no dia seguinte o mesmo navio atraca em Portugal ou em outro porto europeu. Todos os líderes europeus sabem que isto acontece, não fazem nada para mudar, apenas fecham os olhos, são cúmplices.</p>
<p>Outro caso vergonhoso é demonstrado por este gráfico, os países europeus estão proibidos de exportar produtos para a Rússia, mas continuam a fazê-lo através de um intermediário. É tão ridículo, é à europeia, criam uma lei e ao mesmo tempo criam uma maneira de contornar essa lei que acabaram de criar. É uma lei cartaz, é só o viver das aparências. É a hipocrisia europeia, querer demonstrar ao mundo que eles são o exemplo, mas depois faz o contrário. É façam aquilo que eu digo, mas não façam aquilo que eu faço.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/390793371ae329180d9b4c2edc4285251cb5c92c9dd3195f42b6892c1117e8c9.jpg" alt="image"></p>
<p>Neste caso o intermediário é o Quirguistão, mas existem inúmeros países a fazer o mesmo. É bem notório nos gráficos, após o início da guerra da Ucrânia as exportações subiram exponencialmente para o Quirguistão, mas é claro que o destino final dos produtos é a Rússia.</p>
<p>Com uma poderosa indústria e com produtos de baixo custo, facilmente a China vai arranjar intermediários. Em último caso usam a tática da VolksWagen, onde uma fábrica portuguesa constrói 99% do carro, mas como não está terminado é exportado como produto inacabado, para a Alemanha. Depois na Alemanha é só colocar a etiqueta “made in Germany” e o carro fica finalizado, pronto para exportação. Neste caso a VW utiliza este subterfúgio para fugir a impostos, os impostos da Alemanha são muito mais baixos que os de Portugal, mas a China pode usar para contornar as sanções.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Se a crise acentuar-se na China nos próximos tempos e se a única solução for uma forte desvalorização da moeda, vai provocar uma reação em cascata na economia mundial. Se escalar muito, o problema não será só económico, irá muito além disso.</p>
<p>Mas isto são muitos “ses”, é apenas uma hipótese muito remota e esperemos que não conheça, pelo bem de todos nós.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Degenerados]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 08 Jun 2024 09:34:24 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/psvttkjphp58sb6yd5vlg/</link>
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      <category>bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Onde anda o espírito cypherpunk?</p>
<p>Aquele espírito revolucionário, como o objetivo de tornar o mundo melhor.</p>
<p>Satoshi iniciou esse movimento de tentar criar um sistema financeiro melhor que o atual, mas esse espírito pouco tem crescido nos últimos anos. Apenas uma parte da comunidade do Bitcoin ou da Monero mantém esse espírito, o restante ecossistema cripto, está a seguir um caminho ridículo.</p>
<p>É verdade que o mundo cripto/web3 desenvolveu-se brutalmente mas para uma direção errada. Ethereum nem é carne nem é peixe, é um híbrido manhoso. Não é descentralizado, mas não é centralizado o suficiente para permitir muitas transações e a baixo custo.</p>
<p>Olhamos para o actual panorama, possivelmente as blockchains que mais crescem são a Solana e Base, projectos completamente centralizados. No anterior ciclo a Solana era um meme devido os seus problemas, estava sempre a parar, agora está a ter uma adoção massiva, como é possível?</p>
<p>Eu tenho pensado muito sobre isto, as pessoas não querem saber da descentralização? ou simplesmente não compreendem o que é a descentralização?</p>
<p>A descentralização é algo abstrato, possivelmente as pessoas só vão compreender a sua importância quando sentirem na pele a sua não existência, ou seja, quando os governos começarem a atacar os projectos vão compreender a importância da descentralização.</p>
<p>O ataque ainda mal começou, eu quero ver o que vão fazer as empresas/fundações que estão por detrás desses projectos, quando os governos exigirem os KYC obrigatório, <em>backdoor</em> e <em>kill switch</em>.</p>
<p>Eu quero ver o que as pessoas vão fazer quando a Tether exigir KYC. Também quero ver os países com controle de capitais proibirem a Tether de prestar serviços em seu território, ou exigir o congelamento de todos os ativos. Não deverá faltar muito, para que as políticas comecem a atacar os comerciantes que aceitam stablecoins, confiscam os equipamentos, identificam as carteiras dos empresários e o dos clientes e obrigam a tether a congelar os fundos. Nem será necessário fazer a todos os empresários, basta fazer alguns e mostrar nas tvs como exemplo.</p>
<p>Como vão reagir as pessoas quando tudo o for centralizado for atacado e seus bens confiscados?<br>Eu acredito que nos próximos tempos vão sofrer um ataque terrível.</p>
<p>Apesar das <em>stablecoins</em> terem o problema da centralização, reconhece que desempenham um papel importante, especialmente em países com inflações altas e com controle de capitais, mas o restante mundo web3 está perdido.</p>
<p>Até poderá ter coisas interessantes, não contesto, mas a esmagadora dos utilizadores querem é <em>pump</em> e <em>dump</em>, o querer enriquecer rapidamente. É só <em>memecoin</em>, NFTs e <em>tokens</em> sem qualquer propósito, foi tudo transformado num enorme casino em redes distribuídas. Perderam a noção da realidade e esta mentalidade atraiu um monte de scammers, é meio mundo a enganar, o outro meio mundo.</p>
<p>Chegamos ao cumulo, em dois meses (Abril e Maio) foram <a href="https://br.cointelegraph.com/news/over-one-million-new-tokens-memecoins-launch-april-solana-base">criados mais de 1 milhões de <em>tokens</em></a>, essencialmente <em>memecoins</em>. O <em>market cap</em> das <em>memes</em> é completamente absurdo, como é possível a Doge valer 12x mais que a Sonae, a Shiba Inu 8x e Pepe 3.4x. Como é possível, projetos sem qualquer valor, são apenas <em>memes,</em> valerem múltiplas vezes mais que uma das maiores empresas de Portugal, que emprega quase 50 mil pessoas. O <em>market cap</em> de Doge equivale a 9% do PIB de Portugal. Este mercado de <em>memes</em> e de NFTs é completamente irracional.</p>
<p>O triste é que a taxa de crescimento desses degenerados é muito superior ao restante. A comunidade de bitcoin não sai imaculada, existem também muitos degenerado entre nós.</p>
<p>Alguns desses degenerados vivem numa ilusão que os estados não conseguem impedir as <em>memecoins</em>, porque acreditam que no último caso existirá as DEX. Aqui está o primeiro problema, a maioria dos degenerados não usa DEX. Depois terá que rodar um nó para assinar contratos, porque a Infura/MetaMask e as restantes <em>wallets</em>&nbsp; também são centralizadas, logo tem que seguir as regulamentações. Acreditam mesmo que as pessoas vão rodar um nó da Base ou do Ethereum, claro que não vão.</p>
<p>Só uma pequena parte conseguirá transacionar nas DEX, mas depois terá outro problema, caso tenha um enorme lucro com as <em>memes</em>, como vão justificar a origem dessas mais valias. A malta dos <em>memecoins</em> não está neste ecossistema pela liberdade, está para ganhar mais FIAT, em qualquer momento vai necessitar de sair do mundo cripto para comprar o seu Lamborghini, aí as CEX, os bancos e os governos vão exigir comprovantes de origem.</p>
<p>Os NFTs têm uma situação similar, a OpenSea e afins terão que cumprir com as mesmas regras da tradicionais CEXs, especialmente as regras de KYC/AML. Além de serem cobradores de impostos, sobretudo de IVA.</p>
<p>Actualmente o ecossistema cripto, está a criar um bomba relógio, os <em>tokens</em> de <em>restaking</em>, será inevitável o seu colapso. Na prática estes <em>tokens</em> é similar à reserva fracionária, no mundo TradFi, é um castelo de carta pronto a desmoronar. Curiosamente foi este problema, o da inflação da moeda, que teve na origem da criação do Bitcoin, uma alternativa ao sistema fiduciário. Este lado cripto deixou de ser uma alternativa, começou a imitar o sistema TradFi.</p>
<p>Voltando à centralização, eu não sou contra a utilização de serviços centralizados, ela será necessária para permitir a escalabilidade, mas ao utilizar temos que compreender os riscos inerentes, entre eles, a possibilidade da perda de fundos e que temos que cumprir a lei. A burrice é não cumprir a lei e querer utilizar coisas centralizadas. Para um bom funcionamento do sistema é imprescindível que a <em>blockchain</em>/<em>layer</em> 1 seja descentralizada, a centralização deve acontecer apenas em serviços de terceiros ou <em>layers</em> 2. Podemos utilizar, mas com muito cuidado e com uma pequena parte do nosso capital, em caso de perda de fundo, não seja dramático.</p>
<p>Eu sou um maximalista, mas utilizo wallets LN custodiais, gosto de cashu, a Liquid tem alguns casos de uso interessantes. Em suma, deve ser utilizado com moderação.</p>
<p>Uma coisa é certa, os próximos anos serão muito duros para o mundo cripto, em especial as <em>stablecoins</em>, os estados não querem perder o monopólio da moeda e do poder absoluto. No próximo mês, entra em vigor a regulamentação da Europa da <em>stablecoins</em> As empresas estão a encontrar muitos problemas em conseguir cumprir a lei, mas o cerco ainda vai apertar mais, as lei ainda serão mais duras, ficando apenas <em>stablecoins</em> de euro. Nas CEX as <em>stablecoins</em> de dólar não estarão acessiveis.</p>
<p>Estamos numa boa altura, para os degenerados refletirem bem no que estão a fazer... temos que colocar os pés no chão e voltar ao <em>ethos</em>.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Onde anda o espírito cypherpunk?</p>
<p>Aquele espírito revolucionário, como o objetivo de tornar o mundo melhor.</p>
<p>Satoshi iniciou esse movimento de tentar criar um sistema financeiro melhor que o atual, mas esse espírito pouco tem crescido nos últimos anos. Apenas uma parte da comunidade do Bitcoin ou da Monero mantém esse espírito, o restante ecossistema cripto, está a seguir um caminho ridículo.</p>
<p>É verdade que o mundo cripto/web3 desenvolveu-se brutalmente mas para uma direção errada. Ethereum nem é carne nem é peixe, é um híbrido manhoso. Não é descentralizado, mas não é centralizado o suficiente para permitir muitas transações e a baixo custo.</p>
<p>Olhamos para o actual panorama, possivelmente as blockchains que mais crescem são a Solana e Base, projectos completamente centralizados. No anterior ciclo a Solana era um meme devido os seus problemas, estava sempre a parar, agora está a ter uma adoção massiva, como é possível?</p>
<p>Eu tenho pensado muito sobre isto, as pessoas não querem saber da descentralização? ou simplesmente não compreendem o que é a descentralização?</p>
<p>A descentralização é algo abstrato, possivelmente as pessoas só vão compreender a sua importância quando sentirem na pele a sua não existência, ou seja, quando os governos começarem a atacar os projectos vão compreender a importância da descentralização.</p>
<p>O ataque ainda mal começou, eu quero ver o que vão fazer as empresas/fundações que estão por detrás desses projectos, quando os governos exigirem os KYC obrigatório, <em>backdoor</em> e <em>kill switch</em>.</p>
<p>Eu quero ver o que as pessoas vão fazer quando a Tether exigir KYC. Também quero ver os países com controle de capitais proibirem a Tether de prestar serviços em seu território, ou exigir o congelamento de todos os ativos. Não deverá faltar muito, para que as políticas comecem a atacar os comerciantes que aceitam stablecoins, confiscam os equipamentos, identificam as carteiras dos empresários e o dos clientes e obrigam a tether a congelar os fundos. Nem será necessário fazer a todos os empresários, basta fazer alguns e mostrar nas tvs como exemplo.</p>
<p>Como vão reagir as pessoas quando tudo o for centralizado for atacado e seus bens confiscados?<br>Eu acredito que nos próximos tempos vão sofrer um ataque terrível.</p>
<p>Apesar das <em>stablecoins</em> terem o problema da centralização, reconhece que desempenham um papel importante, especialmente em países com inflações altas e com controle de capitais, mas o restante mundo web3 está perdido.</p>
<p>Até poderá ter coisas interessantes, não contesto, mas a esmagadora dos utilizadores querem é <em>pump</em> e <em>dump</em>, o querer enriquecer rapidamente. É só <em>memecoin</em>, NFTs e <em>tokens</em> sem qualquer propósito, foi tudo transformado num enorme casino em redes distribuídas. Perderam a noção da realidade e esta mentalidade atraiu um monte de scammers, é meio mundo a enganar, o outro meio mundo.</p>
<p>Chegamos ao cumulo, em dois meses (Abril e Maio) foram <a href="https://br.cointelegraph.com/news/over-one-million-new-tokens-memecoins-launch-april-solana-base">criados mais de 1 milhões de <em>tokens</em></a>, essencialmente <em>memecoins</em>. O <em>market cap</em> das <em>memes</em> é completamente absurdo, como é possível a Doge valer 12x mais que a Sonae, a Shiba Inu 8x e Pepe 3.4x. Como é possível, projetos sem qualquer valor, são apenas <em>memes,</em> valerem múltiplas vezes mais que uma das maiores empresas de Portugal, que emprega quase 50 mil pessoas. O <em>market cap</em> de Doge equivale a 9% do PIB de Portugal. Este mercado de <em>memes</em> e de NFTs é completamente irracional.</p>
<p>O triste é que a taxa de crescimento desses degenerados é muito superior ao restante. A comunidade de bitcoin não sai imaculada, existem também muitos degenerado entre nós.</p>
<p>Alguns desses degenerados vivem numa ilusão que os estados não conseguem impedir as <em>memecoins</em>, porque acreditam que no último caso existirá as DEX. Aqui está o primeiro problema, a maioria dos degenerados não usa DEX. Depois terá que rodar um nó para assinar contratos, porque a Infura/MetaMask e as restantes <em>wallets</em>&nbsp; também são centralizadas, logo tem que seguir as regulamentações. Acreditam mesmo que as pessoas vão rodar um nó da Base ou do Ethereum, claro que não vão.</p>
<p>Só uma pequena parte conseguirá transacionar nas DEX, mas depois terá outro problema, caso tenha um enorme lucro com as <em>memes</em>, como vão justificar a origem dessas mais valias. A malta dos <em>memecoins</em> não está neste ecossistema pela liberdade, está para ganhar mais FIAT, em qualquer momento vai necessitar de sair do mundo cripto para comprar o seu Lamborghini, aí as CEX, os bancos e os governos vão exigir comprovantes de origem.</p>
<p>Os NFTs têm uma situação similar, a OpenSea e afins terão que cumprir com as mesmas regras da tradicionais CEXs, especialmente as regras de KYC/AML. Além de serem cobradores de impostos, sobretudo de IVA.</p>
<p>Actualmente o ecossistema cripto, está a criar um bomba relógio, os <em>tokens</em> de <em>restaking</em>, será inevitável o seu colapso. Na prática estes <em>tokens</em> é similar à reserva fracionária, no mundo TradFi, é um castelo de carta pronto a desmoronar. Curiosamente foi este problema, o da inflação da moeda, que teve na origem da criação do Bitcoin, uma alternativa ao sistema fiduciário. Este lado cripto deixou de ser uma alternativa, começou a imitar o sistema TradFi.</p>
<p>Voltando à centralização, eu não sou contra a utilização de serviços centralizados, ela será necessária para permitir a escalabilidade, mas ao utilizar temos que compreender os riscos inerentes, entre eles, a possibilidade da perda de fundos e que temos que cumprir a lei. A burrice é não cumprir a lei e querer utilizar coisas centralizadas. Para um bom funcionamento do sistema é imprescindível que a <em>blockchain</em>/<em>layer</em> 1 seja descentralizada, a centralização deve acontecer apenas em serviços de terceiros ou <em>layers</em> 2. Podemos utilizar, mas com muito cuidado e com uma pequena parte do nosso capital, em caso de perda de fundo, não seja dramático.</p>
<p>Eu sou um maximalista, mas utilizo wallets LN custodiais, gosto de cashu, a Liquid tem alguns casos de uso interessantes. Em suma, deve ser utilizado com moderação.</p>
<p>Uma coisa é certa, os próximos anos serão muito duros para o mundo cripto, em especial as <em>stablecoins</em>, os estados não querem perder o monopólio da moeda e do poder absoluto. No próximo mês, entra em vigor a regulamentação da Europa da <em>stablecoins</em> As empresas estão a encontrar muitos problemas em conseguir cumprir a lei, mas o cerco ainda vai apertar mais, as lei ainda serão mais duras, ficando apenas <em>stablecoins</em> de euro. Nas CEX as <em>stablecoins</em> de dólar não estarão acessiveis.</p>
<p>Estamos numa boa altura, para os degenerados refletirem bem no que estão a fazer... temos que colocar os pés no chão e voltar ao <em>ethos</em>.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Palavras, leva-as o vento]]></title>
      <description><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[O recente volte-face no discurso de Donald Trump, desde do cripto à liberdade.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sun, 26 May 2024 10:52:08 GMT</pubDate>
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      <category>bitcoin</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, Donald Trump tem demonstrado apoio ao <a href='/tag/bitcoin/'>#bitcoin</a>. Eu tenho muitas dúvidas sobre esta repentina mudança de opinião, Trump não dá ponto sem nó. Não devem passar de meras promessa eleitorais.</p>
<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>Ele ao mesmo tempo continua a dizer que fará tudo para defender o dólar, ele é muito protecionista da economia dos EUA. Mas ao defender o Bitcoin entra em contradição com a defesa do dólar, porque são dois coisas antagónicas.</p>
<p>Donald Trump na Convenção Nacional Libertária:</p>
<blockquote>
<p>"I will ensure that the future of crypto and <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> will be made in the USA…I will support the right to self custody to the nations 50 million crypto holders."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Vou garantir que o futuro da criptografia e <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> será feito nos EUA… Apoiarei o direito à autocustódia para os 50 milhões de detentores de criptografia da nação."</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606"><a href="https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606">https://twitter.com/WatcherGuru/status/1794540423882432606</a></np-embed></p>
<hr>
<blockquote>
<p>"I will keep Elizabeth Warren and her goons away from your <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> and I will never allow the creation of a CBDC"</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Vou manter Elizabeth Warren e seus capangas longe de você <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a> e nunca permitirei a criação de um CBDC”</p>
</blockquote>
<hr>
<p>Trump promete comutar a sentença de Ross Ulbricht se for eleito presidente.</p>
<blockquote>
<p>"He's already served 11 years. We're going to get him home."</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>"Ele já cumpriu 11 anos. Vamos levá-lo para casa."</p>
</blockquote>
<p>Curiosamente quando Trump foi presidente dos EUA, tinha a possibilidade mas nunca comutou Ulbricht ou o Assange. Nestes 4 anos, nada mudou no caso do Ulbricht, está tudo igual, o porquê desta mudança repentina de opinião?</p>
<p>Trump é político puro, possivelmente é apenas uma promessa eleitoral, depois de eleito será tudo esquecido. Isto são apenas palavras para cativar um eleitorado jovem e 50 milhões já é uma percentagem relevante.</p>
<p>Palavras, leva-as o vento...</p>
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      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Montenegro a ser Costa]]></title>
      <description><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 13 Apr 2024 10:16:05 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
<blockquote>
<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
<blockquote>
<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Manta de retalhos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o futuro da União Europeia]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 12 Jan 2024 09:45:43 GMT</pubDate>
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      <category>Europa</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Europa sempre foi uma enorme manta de retalhos, com uma imensidão de povos com línguas, religiões, crenças, etnias, culturas, hábitos, todos diferentes entre si.</p>
<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9eef02278c99f6388d7059559f4e77d75db5f57bf696d0fda6e6cd85dbdd5a2f.png" alt="image"></p>
<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
<p>Eu acredito que vamos ter um futuro um pouco sombrio, pela frente.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>O ser humano por natureza é intolerante, tem pouca empatia com o outro, tem dificuldade em aceitar/compreender povos diferentes de si. As pessoas preferem ter à sua volta semelhantes a si, possivelmente é o medo do desconhecido ou do diferente.</p>
<p>Foi essa intolerância à diferença e aos povos que se acham superiores a outros, motivou inúmeras guerras na Europa, durante séculos. Sobretudo por motivos religiosos.</p>
<h1>Fragmentação</h1>
<p>A história tem comprovado, que os países com vários povos, primeiro tornam-se ingovernáveis e depois acabam sempre numa guerra civil.</p>
<p>A solução mais fácil para o problema, foi a fragmentação, a criação de países mais pequenos, cada povo se autodetermina. Foi assim que a Europa encontrou uma certa paz.</p>
<p>Mas para que a fragmentação seja uma solução, a divisão do território deve corresponder à localização dos povos. Por isso, em muitos casos falhou em África, porque as divisões foram feitas com régua e esquadro pelos colonizadores, sem respeitar os povos existentes no terreno. A divisão territorial não corresponde à divisão dos povos.&nbsp;</p>
<p>Outro caso gritante é dos curdos, é um povo que ocupa um território correspondente a 4 países, Turquia, Irão, Síria e Iraque.</p>
<p>No Iraque ainda temos outro problema, apesar da maioria ser muçulmana, mas divide-se em várias correntes (xiitas, sunitas e yazidis) na qual se odeiam entre si. As diferenças entre sunitas e xiitas têm sido uma fonte de conflito no Iraque ao longo da história.</p>
<p>Já Saddam Hussein dizia que a ditadura é a única maneira de tornar o Iraque governável e parece que o tempo lhe veio dar razão.</p>
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<p>Se compararmos este mapa da Europa de 1648, com o mapa de hoje, houve mudanças significativas, sobretudo no centro e leste.&nbsp;</p>
<p>A mudança mais recente aconteceu na Jugoslávia, o fim da guerra resultou na fragmentação em 7 países (Bósnia e Herzegovina, Croácia, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia). Só assim foi possível uma relativa paz naquela área geográfica.</p>
<p>Por vezes a diferença entre os povos é tão subtil, como é o caso dos nossos vizinhos espanhóis. São vários povos com pequenas diferenças culturais e linguísticos, que durante séculos foram forçados a uma união. Nem mesmo uma severa ditadura conseguiu destruir essas raízes.&nbsp;</p>
<p>A diferença é tão subtil, que não compensa o sacrifício de uma guerra civil, por isso, ainda se tem mantido a união do reino. A vontade dos povos de serem independentes é baixa, com a exceção dos bascos e dos catalães.</p>
<p>Outro país com alguns problemas é a Bélgica, onde é recorrente o problema de formar um governo.</p>
<p>Em toda a história da Europa, foi a divisão em pequenos países que nos trouxe paz à Europa.</p>
<h1>União Europeia</h1>
<p>Antes da União Europeia, quando eram apenas acordos económicos, os países mantinham plena independência, mas tudo mudou com a União Europeia, com uma ideia de uma federação. Cada vez mais as leis aprovadas em Bruxelas, limitam e condicionam as políticas internas, os governos estão extremamente limitados de poder, os países estão a perder a soberania.</p>
<p>Enquanto a UE era com poucos países e todos localizados perto entre si, compostos por povos semelhantes, tudo funcionava bem.&nbsp;</p>
<p>Com a constante entrada de novos países membros, a UE expandiu para o leste europeu, composto por povos cada vez mais diferentes do oeste.</p>
<p>Na constituição da UE, para haver acordos é necessário que todas as partes concordem, basta um não querer, trava todo o processo. Assim, com uma União composta por povos muito diferentes entre si, cada vez será mais difícil existir uma unanimidade de todos. A UE vai entrar numa paralisia legislativa e de governança.</p>
<p>Foi bem notório com o finca-pé da Hungria em relação aos apoios financeiros/militares à Ucrânia para a guerra.</p>
<p>Com a futura entrada de países ainda mais a leste, vai complicar ainda mais, será quase impossível existir uma unanimidade, porque são dezenas de países muito diferentes.&nbsp;</p>
<p>Além de problemas de política externa, vamos começar a ter problemas nas políticas internas.</p>
<h2>Fundo de Coesão</h2>
<p>Com a adesão de países do leste, mas sobretudo com a entrada da Ucrânia, irá provocar uma profunda alteração nos fundos de coesã<strong>o</strong>. Os países mais pobres, como Portugal, vão receber muito menos fundos ou possivelmente vão passar a ser contribuidores líquidos. Estes atuais membros dificilmente vão aceitar a adesão de outros países sem contrapartidas.</p>
<p>Muitos destes futuros membros ainda têm muitos resquícios da influência soviética, que poderá ser problemático em futuras decisões, como já está a acontecer com a Hungria. Normalmente partidos de direita, nestes paises tem muita influência russa, muitas vez do gás russo é usado como um arma política.</p>
<h2>Migrações</h2>
<p>A migração possivelmente é o maior problema que a UE enfrenta hoje em dia. Os fluxos migratórios são enormes, muito superiores ao que os países conseguem suportar.&nbsp; Quando um país não consegue integrar dignamente esses estrangeiros, mais cedo ou mais tarde vai haver problemas.</p>
<p>O problema é que qualquer medida que um governo faça, que limite coloque limites ou restrições de imigrantes, é considerada como uma política racista ou fascista pela agenda woke.</p>
<p>A agenda wake está a colocar este problema como um simples caso de racismo, mas não é verdade. Isto não tem nada a haver com racismo, mas sim acolher essas pessoas com dignidade, é vergonhoso o que está a acontecer em Odemira e em muitos outros pontos do país, onde chegam a viver mais de 20 pessoas numa única casa. Não existe habitação, não existe integração, não se apreende a língua, muito são explorados, é uma escravatura moderna.</p>
<p>Se nós não estamos a conseguir acolher essas pessoas com dignidade, temos que colocar um travão, o problema é que qualquer medida que seja proposta é de imediato considerada como racista, xenófoba ou fascista. Os políticos alimentaram a agenda woke, agora estão a ficar refém da própria agenda woke. Como estão com medo de colocar medidas restritivas, com medo de ser conotados como fascistas, não fazem nada, a imigração continua a aumentar e está a ficar descontrolado.&nbsp;</p>
<p>Em alguns países já estão a gerar graves problemas de segurança, provocando um forte crescimento de partidos políticos de extrema direita, que na sua natureza são anti-europeístas. Em alguns países esses partidos já ganharam eleições, vão criar leis mais restritivas com a imigração, indo em contra as políticas europeias, criando um conflito.</p>
<p>Como a “distribuição” não é similar entre países e os problemas sociais gerados por esses imigrantes são diferentes entre os países, vai gerar uma enorme discussão e uma divisão, nunca chegarão a um consenso.</p>
<h2>Crise Climática</h2>
<p>A Crise climática, ou pseudo crise é outro foco de tensão que divide a Europa. Mais um assunto fortemente influenciado/contaminado pela agenda woke. Os políticos europeus, em especial dos eurodeputados estão a começar a perder a racionalidade, nesta fixação pelo ambiente, está-se a deixar levar por radicalismo.&nbsp;</p>
<p>O alarmismo climático está a destruir a produção elétrica e a indústria no geral na Europa. Estamos a chegar a uma estupidez sem precedentes, estamos a criar restrições/limitação à produção agrícola.&nbsp;</p>
<p>Ao reduzir a produção alimentar, os preços vão aumentar inevitavelmente e os pobres vão comer o quê? Ou as pessoas morrem à fome ou teremos que importar de outros países fora da Europa, mas para importar comida vamos aumentar a pegada ecológica, vamos poluir muito mais através de transportes, por isso eu digo, estamos a entrar num caminho de irracionalidade.</p>
<p>Certamente alguns países países vão entender a tempo que estamos a caminhar para algo muito errado e vão travar, mas fazer isso, vão entrar em conflito com as políticas comuns.&nbsp;</p>
<p>Isto vai fraturar a Europa por completo.</p>
<h2>Banco Central</h2>
<p>Os problemas também vão alastrar para a Zona Euro, em específico no BCE, vai acentuar a diferença entre os países frugais e os restantes. Liderado pela Alemanha, os frugais são países onde existe um maior rigor financeiro, são muito mais rigorosos. Os alemães detestam a inflação, ao contrário de parte dos países que estão altamente endividados,&nbsp; que vão necessitar da inflação da moeda para diminuir o endividamento.&nbsp;</p>
<p>A Europa sempre foi comandada pela Alemanha e França, sempre estiveram aliados, só que o alto endividamento dos franceses, podem fazê-lo mudar de lado e criar uma ruptura.&nbsp;</p>
<p>Além da França, a Itália e a Espanha também estão muito endividados e têm altas cargas fiscais, só têm como única solução, a inflação da moeda. Aqui está um ponto crítico.&nbsp;</p>
<p>A concordância nas políticas monetárias no banco central será cada vez mais difícil, num caso limite, a Alemanha, os Países Baixos e talvez outros frugais vão sair do euro e criar uma nova moeda comum, ou simplesmente voltam para as suas moedas nacionais.</p>
<p>Eu acho que este cenário é inevitável, sem a Alemanha, o euro será severamente desvalorizado, até ao seu colapso. Possivelmente a moeda não durará mais de 10 anos.</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>A Europa está a trilhar o caminho oposto da fragmentação. Se a fragmentação nos trouxe a paz, a agregação vai nos trazer guerra. Certamente não vai ser uma guerra física mas sim a implosão da própria UE.</p>
<p>Eu sempre fui um europeísta, continuo a achar que a UE foi boa para Portugal, especialmente o euro, mas as políticas comuns estão a ir longe demais.&nbsp;</p>
<p>A moeda deu-nos muito estabilidade, algo que nunca tivemos na nossa história recente.&nbsp;</p>
<p>Foi o euro que amparou a queda na crise da dívida soberana, sem ele a dor teria sido bem pior. Num cenário sem a moeda euro, uma das primeiras medidas no combate à crise de 2011,&nbsp; a troika iria exigir a desvalorização da moeda, assim de um dia para o outro, a nossa dívida dispararia e geraria uma enorme inflação.</p>
<p>Recordando que na época da crise, houve um “enorme aumento de impostos” que afetou transversalmente a sociedade, mas os mais severamente afetados foram os que ficaram desempregados, aqui sim a crise foi dura.</p>
<p>Caso existisse uma inflação da moeda seria todos fortemente afetados, como aconteceu nestes dois últimos anos. A inflação é o imposto mais duro e mais cego que existe. Onde os pobres são as principais vítimas do sistema.</p>
<p>Foi graças ao euro que tivemos 2 décadas com inflação baixa, com excepção dos últimos 2 anos. Eu sempre fui um forte crítico à impressão de dinheiro que o BCE tem realizado, mas tenho que reconhecer que essa impressão é muito inferior à que seria realizada, se Portugal fosse “independente”.&nbsp;</p>
<p>Se Portugal sair do Euro será desastroso para o país, socialistas como somos, os governos vão imprimir dinheiro de tal maneira, rapidamente seremos a Argentina da Europa. O problema é que eu acredito que isto vai acontecer, ou com a saída voluntária do euro ou o euro vai colapsar.&nbsp;</p>
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      <title><![CDATA[Toque de Midas]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 20 Nov 2023 11:44:22 GMT</pubDate>
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<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
<br>

<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
<p><br><br></p>
<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2816f51d1cb9938a2cb288a443c3433d068413ed04d8daff35fc22e3251097aa.png" alt="image"></p>
<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
<br>

<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
<p><br><br></p>
<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Quo vadis Portugal?]]></title>
      <description><![CDATA[Do milagre de Ourique ao Paganismo.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Do milagre de Ourique ao Paganismo.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 24 Oct 2023 10:55:46 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/2msdc0iihoidrfwnmxtet/</link>
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      <category>psicologia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[Tiago G]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/BatalhaOurique.jpg/800px-BatalhaOurique.jpg" alt="image"></p>
<p>Para quem possa estar a ler este texto e seja mais jovem, esta mensagem é para ti. Provavelmente nasceste, assim como eu, numa época onde se sentia que a religião era uma coisa do passado. Multiplicavam-se as mensagens na cultura pop a desqualificar a religião como uma doutrina bafienta, obsoleta que não se atualizava e não se adaptava à modernidade. A mensagem que ganhava mais destaque era a de que não era cool ser religioso, que as únicas pessoas que o eram seriam as pessoas fracas nas suas convicções e que tinham sido vítimas de uma forte lavagem cerebral. Tudo servia para desconstruir e diluir a presença da doutrina moral da igreja na sociedade. Entretenimento, agendas políticas, cultura, ciência, arte, informação, todos estes alicerces da sociedade ratificam a mesma tese: precisamos de nos modernizar e atualizar o nosso modus vivendi. António Gramsci é um dos exemplos de pensadores que estão por detrás desta transformação social, propondo que se faça primeiro uma revolução cultural para que seguidamente se faça a revolução política, e assim foi.</p>
<p><img src="https://i.ytimg.com/vi/mEf9_dgqZGM/sddefault.jpg" alt="image"><br>Diácono remédios - Provedor da Herman Enciclopédia</p>
<p>Tudo na cultura indicava outras direções para a consagração de uma “evolução” nos costumes e na convivência entre as pessoas. Antes tudo era na aparência sangrento e eivado de restrições, agora tudo é e será liberdade e Iluminismo. </p>
<p>Este movimento de esvaziamento da cultura católica era justificado como sendo necessário pois imbuído do espírito revolucionário acreditava-se que tratava de repor a verdade e  acabar com as restrições que a religião colocou na sociedade portuguesa, contudo teve o resultado talvez inesperado para alguns de produzir não um estado laico na sua conceção utópica mas sim um estado que professa uma religião pagã. Esta religião havia de ter também as suas restrições e dogmas além de produzir os seus próprios mitos para agregar socialmente em torno da ideologia. </p>
<p>O creacionismo  por exemplo era coisa de outro tempo, agora havia que inventar uma cosmovisão diferente, em que o universo é rei e senhor e o milagre que está na génese da criação é o Big Bang. Nada mais que um truque retórico que nos desvia do creacionismo católico criando novos mitos cosmológicos mas não responde às questões de fundo: porquê algo em vez de nada ? Que obra existe sem criador ? Este truque retórico funciona porque quando nos apegamos às coisas do mundo, as descrições físicas e materialistas da realidade, estamos como que demasiado entretidos intelectualmente para subir de nível de análise e colocar as questões no plano metafísico. Sem essa organização psíquica que nos permita desenvolver uma interpretação metafísica da realidade objetiva estamos suscetíveis a que esse espaço deixado vago possa ser ocupado pela ideologia vigente, presa a um tempo, um espaço e manchada por um oportunismo político que procura conquistar tudo o que é nosso começando por instilar ideias de forma subtil, por vezes quase impercetível. </p>
<p>O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, na sua crítica ao marxismo, diz-nos que as ideias marxistas tornam-se de tal forma insidiosas que ao dominar educação e cultura fabricam cidadãos socialistas que não se apercebem que estão a fazer o apostolado ao socialismo. Os menos humildes de entre nós julgam que as ideias que possuem foram forjadas por si mesmos, no entanto, se lhes perguntarmos se conhecem a origem filosófica de determinadas ideias serão frequentemente incapazes de o identificar. Com a humildade vem o reconhecimento de que somos todos extremamente influenciáveis e de que determinadas escolas de pensamento nos podem ter capturado, usando-nos como armamento para a disseminação de determinadas ideias. Estas ideologias são como predadores famintos esperando pacientemente encontrar vulnerabilidades na sua presa para poderem explorar essas fraquezas e ganhar terreno. </p>
<p>A procura de uma matriz de organização da realidade, um significado fundamental, é um instinto humano, um instinto religioso, e quando não preenchido pode então ser parasitado por “religiões” muitas delas  primitivas. Desengane-se quem pensa que o ateísmo, o materialismo ou o relativismo não é uma religião, nada poderia estar mais longe da verdade. Após exame consciente daquilo a que o ateísmo se propunha a fazer, libertar o ser humano dos seus preconceitos e da tirania da doutrina religiosa que se afirmava sobre os desejos hedonísticos das pessoas, percebemos que o ateísmo não só não conseguiu fazer isso porque não nos livra da culpa como deixou muito pouco de humano em nós. Numa concepção ateísta e relativista tudo é passível de ser questionado, até ao axioma mais básico levando a que categorias semânticas como “homem”, “mulher” e “ser humano” sejam agora veículos de discórdia e confusão quanto á sua definição.</p>
<p><img src="https://www.dymocks.com.au/Pages/ImageHandler.ashx?q=9781956007008&amp;w=&amp;h=570" alt="image"><br>What is a Woman - Documentário de Matt Walsh que aborda as questões da identidade de género</p>
<p>Ainda assim, como vemos plasmado na sociedade atual há uma teoria sobre a virtude em que o que é determinado pela massa  da população é o “bom” e o que é para ser seguido, mesmo quando incoerente do ponto de vista lógico ou atentatório contra a natureza humana. Nesta nova religião o subjetivismo exuberante levou a que a arte perdesse aspirações estéticas dedicando-se quase exclusivamente á afronta e ao desafio ao status quo que nada mais é que a disseminação das ideias da ideologia que vigora. No domínio da ciência, esta está cada vez mais refém da ideologia servindo os interesses da mesma. Quanto à moral, não é possível não possuir um teoria sobre de bem e sobre o mal sem um dogma, e aqui nestas novas religiões existem vários dogmas e rituais sacramentais tal como nas religiões tradicionais. Seja a glorificação do materialismo, a celebração de uma suposta “evolução” do ser humano, ou a elevação do sexo a um plano mais elevado de atenção, estes e outros dogmas fazem parte desta religião. </p>
<p>Assim lembremos as palavras de Ralph Waldo Emerson quando nos diz que o ser humano irá sempre venerar algo e que nos tornamos naquilo que veneramos, ou seja o que ocupa a nossa imaginação e os nossos pensamentos irá também determinar o nosso carácter. Portanto, cuidemos de escolher que objetos colocamos nos nossos “altares” e o que vamos venerar pois isso estará na base da criação da sociedade futura. Não existe a opção não ter religião, existe sim a opção de deixar na escuridão do inconsciente a principal força motivacional que está na base de um sistema perceptivo. De qualquer modo, algo tem de ocupar o lugar mais elevado na nossa hierarquia moral a questão é: o que deverá ser ?</p>
<p>Se quiseres apoiar o meu trabalho podes enviar BTC através do seguinte endereço lightning:</p>
<p><a href="mailto:tvieiragoncalves@getalby.com">tvieiragoncalves@getalby.com</a></p>
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<p><a href="mailto:tiagogoncalves@walletofsatoshi.com">tiagogoncalves@walletofsatoshi.com</a></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[Tiago G]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><img src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/BatalhaOurique.jpg/800px-BatalhaOurique.jpg" alt="image"></p>
<p>Para quem possa estar a ler este texto e seja mais jovem, esta mensagem é para ti. Provavelmente nasceste, assim como eu, numa época onde se sentia que a religião era uma coisa do passado. Multiplicavam-se as mensagens na cultura pop a desqualificar a religião como uma doutrina bafienta, obsoleta que não se atualizava e não se adaptava à modernidade. A mensagem que ganhava mais destaque era a de que não era cool ser religioso, que as únicas pessoas que o eram seriam as pessoas fracas nas suas convicções e que tinham sido vítimas de uma forte lavagem cerebral. Tudo servia para desconstruir e diluir a presença da doutrina moral da igreja na sociedade. Entretenimento, agendas políticas, cultura, ciência, arte, informação, todos estes alicerces da sociedade ratificam a mesma tese: precisamos de nos modernizar e atualizar o nosso modus vivendi. António Gramsci é um dos exemplos de pensadores que estão por detrás desta transformação social, propondo que se faça primeiro uma revolução cultural para que seguidamente se faça a revolução política, e assim foi.</p>
<p><img src="https://i.ytimg.com/vi/mEf9_dgqZGM/sddefault.jpg" alt="image"><br>Diácono remédios - Provedor da Herman Enciclopédia</p>
<p>Tudo na cultura indicava outras direções para a consagração de uma “evolução” nos costumes e na convivência entre as pessoas. Antes tudo era na aparência sangrento e eivado de restrições, agora tudo é e será liberdade e Iluminismo. </p>
<p>Este movimento de esvaziamento da cultura católica era justificado como sendo necessário pois imbuído do espírito revolucionário acreditava-se que tratava de repor a verdade e  acabar com as restrições que a religião colocou na sociedade portuguesa, contudo teve o resultado talvez inesperado para alguns de produzir não um estado laico na sua conceção utópica mas sim um estado que professa uma religião pagã. Esta religião havia de ter também as suas restrições e dogmas além de produzir os seus próprios mitos para agregar socialmente em torno da ideologia. </p>
<p>O creacionismo  por exemplo era coisa de outro tempo, agora havia que inventar uma cosmovisão diferente, em que o universo é rei e senhor e o milagre que está na génese da criação é o Big Bang. Nada mais que um truque retórico que nos desvia do creacionismo católico criando novos mitos cosmológicos mas não responde às questões de fundo: porquê algo em vez de nada ? Que obra existe sem criador ? Este truque retórico funciona porque quando nos apegamos às coisas do mundo, as descrições físicas e materialistas da realidade, estamos como que demasiado entretidos intelectualmente para subir de nível de análise e colocar as questões no plano metafísico. Sem essa organização psíquica que nos permita desenvolver uma interpretação metafísica da realidade objetiva estamos suscetíveis a que esse espaço deixado vago possa ser ocupado pela ideologia vigente, presa a um tempo, um espaço e manchada por um oportunismo político que procura conquistar tudo o que é nosso começando por instilar ideias de forma subtil, por vezes quase impercetível. </p>
<p>O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, na sua crítica ao marxismo, diz-nos que as ideias marxistas tornam-se de tal forma insidiosas que ao dominar educação e cultura fabricam cidadãos socialistas que não se apercebem que estão a fazer o apostolado ao socialismo. Os menos humildes de entre nós julgam que as ideias que possuem foram forjadas por si mesmos, no entanto, se lhes perguntarmos se conhecem a origem filosófica de determinadas ideias serão frequentemente incapazes de o identificar. Com a humildade vem o reconhecimento de que somos todos extremamente influenciáveis e de que determinadas escolas de pensamento nos podem ter capturado, usando-nos como armamento para a disseminação de determinadas ideias. Estas ideologias são como predadores famintos esperando pacientemente encontrar vulnerabilidades na sua presa para poderem explorar essas fraquezas e ganhar terreno. </p>
<p>A procura de uma matriz de organização da realidade, um significado fundamental, é um instinto humano, um instinto religioso, e quando não preenchido pode então ser parasitado por “religiões” muitas delas  primitivas. Desengane-se quem pensa que o ateísmo, o materialismo ou o relativismo não é uma religião, nada poderia estar mais longe da verdade. Após exame consciente daquilo a que o ateísmo se propunha a fazer, libertar o ser humano dos seus preconceitos e da tirania da doutrina religiosa que se afirmava sobre os desejos hedonísticos das pessoas, percebemos que o ateísmo não só não conseguiu fazer isso porque não nos livra da culpa como deixou muito pouco de humano em nós. Numa concepção ateísta e relativista tudo é passível de ser questionado, até ao axioma mais básico levando a que categorias semânticas como “homem”, “mulher” e “ser humano” sejam agora veículos de discórdia e confusão quanto á sua definição.</p>
<p><img src="https://www.dymocks.com.au/Pages/ImageHandler.ashx?q=9781956007008&amp;w=&amp;h=570" alt="image"><br>What is a Woman - Documentário de Matt Walsh que aborda as questões da identidade de género</p>
<p>Ainda assim, como vemos plasmado na sociedade atual há uma teoria sobre a virtude em que o que é determinado pela massa  da população é o “bom” e o que é para ser seguido, mesmo quando incoerente do ponto de vista lógico ou atentatório contra a natureza humana. Nesta nova religião o subjetivismo exuberante levou a que a arte perdesse aspirações estéticas dedicando-se quase exclusivamente á afronta e ao desafio ao status quo que nada mais é que a disseminação das ideias da ideologia que vigora. No domínio da ciência, esta está cada vez mais refém da ideologia servindo os interesses da mesma. Quanto à moral, não é possível não possuir um teoria sobre de bem e sobre o mal sem um dogma, e aqui nestas novas religiões existem vários dogmas e rituais sacramentais tal como nas religiões tradicionais. Seja a glorificação do materialismo, a celebração de uma suposta “evolução” do ser humano, ou a elevação do sexo a um plano mais elevado de atenção, estes e outros dogmas fazem parte desta religião. </p>
<p>Assim lembremos as palavras de Ralph Waldo Emerson quando nos diz que o ser humano irá sempre venerar algo e que nos tornamos naquilo que veneramos, ou seja o que ocupa a nossa imaginação e os nossos pensamentos irá também determinar o nosso carácter. Portanto, cuidemos de escolher que objetos colocamos nos nossos “altares” e o que vamos venerar pois isso estará na base da criação da sociedade futura. Não existe a opção não ter religião, existe sim a opção de deixar na escuridão do inconsciente a principal força motivacional que está na base de um sistema perceptivo. De qualquer modo, algo tem de ocupar o lugar mais elevado na nossa hierarquia moral a questão é: o que deverá ser ?</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[O reconhecer de um problema]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 03 Oct 2023 09:44:12 GMT</pubDate>
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      <category>política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>10 anos com taxa de juro, extraordinariamente baixa, a nível mundial, o investimento refúgio virou para o imobiliário.</p>
</blockquote>
<p>Ontem em entrevista para a TVI, <strong>António Costa</strong> reconheceu que o problema tem origem na desastrosa política monetária, “apenas” esqueceu de falar da enorme impressão de dinheiro que houve, em parte, para financiar a sua Bazuca.</p>
<br>

<p>É verdade que a desvalorização das moedas levou o investimento refúgio para o imobiliário,&nbsp; criando uma tremenda desajuste no mercado. Agora os estados estão implementando medidas/políticas mais repressivas para afugentar os investidores.</p>
<p>Os estados estão encostados à parede, ou não fazem nada, beneficiando os <strong><em>lobbies</em></strong>, os seus amigos, ou então cedem à pressão das populações, que estão a ficar <strong>desesperadas</strong>, cada vez mais gente a viver na rua. Em Portugal está a acontecer algo que eu nunca imaginei, pessoas com trabalho, acima do ordenado mínimo a viver na rua.</p>
<p>No fim das contas,&nbsp; os políticos para serem reeleitos necessitam dos votos do povo, já sabemos que lado vão escolher.</p>
<br>

<p><strong>O que vai acontecer a estas pessoas, se a crise chegar em força?</strong></p>
<p>Se com trabalho já tem dificuldades em ter casa, o que vai acontecer se existir muito desemprego.</p>
<p>Possível a taxa de juro para a habitação vai manter-se alta por algum tempo, as poupanças das pessoas também estão a acabar.</p>
<p>As <em>yields</em> dos países estão em alta, somando uma dívida pública colossal que necessita de ser refinanciada, não faltará muito para que a palavra <strong>austeridade</strong> volte à baila.</p>
<p>Como alguém disse no passado, a economia à beira de precipício e todos os dias dá pequenos passos em frente. Não faltará muito para cair.</p>
<p>O aumento da oferta de habitação é algo que demora, só daqui alguns anos terá efeito, além de poder criar inflação, devido à forte procura de materiais e profissionais para a construção.</p>
<p>Os políticos necessitam de medidas que tenham <strong>efeitos imediatos</strong>, cada vez mais, vão endurecer as políticas para afastar as pessoas que compram casas como investimento. Os estados vão forçar o rebentar da bolha no imobiliário.</p>
<p>O rebentar da bolha vai criar uma recessão.</p>
<br>

<p><strong>Será que os bancos vão resistir?</strong></p>
<p>Como vimos no início do ano, os bancos estão com problemas.</p>
<p>Os países também têm problemas, mas com a dívida soberana e ainda por cima terão que recapitalizar os bancos.</p>
<br>

<p><strong>Money, money, money</strong></p>
<p>As “rotativas” vão trabalhar como nunca, vão imprimir tanto… é <strong>inevitável</strong>.</p>
<p>A desvalorização da moeda vai levar a uma fuga de capital, <strong>qual será o refúgio dos investidores?</strong> Nos últimos anos tem sido o imobiliário, mas com a possível rebentar da bolha e com políticas agressivas dos estados, será que vão optar por outra via?</p>
<p>Tenho uma dúvida que me inquieta, se a recessão e a impressão de dinheiro for de grande dimensão, não será mais seguro os investidores manterem-se no imobiliário, mesmo que tenham perdas devido ao rebentar da bolha. Ou seja, as perdas do rebentar da bolha serão inferiores, que as perdas se optar por outros ativos.</p>
<br>

<p><strong>Se abandonar o imobiliário, para onde vai esse capital?</strong></p>
<p>Talvez, ouro ou <strong>bitcoin</strong>.</p>
<br>

<p>Não sei, são demasiadas questões sem resposta. Uma coisa é certa, tudo isto teve origem numa política monetária desastrosa, na moeda fiduciária.</p>
<p>O tempo dirá.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<blockquote>
<p>10 anos com taxa de juro, extraordinariamente baixa, a nível mundial, o investimento refúgio virou para o imobiliário.</p>
</blockquote>
<p>Ontem em entrevista para a TVI, <strong>António Costa</strong> reconheceu que o problema tem origem na desastrosa política monetária, “apenas” esqueceu de falar da enorme impressão de dinheiro que houve, em parte, para financiar a sua Bazuca.</p>
<br>

<p>É verdade que a desvalorização das moedas levou o investimento refúgio para o imobiliário,&nbsp; criando uma tremenda desajuste no mercado. Agora os estados estão implementando medidas/políticas mais repressivas para afugentar os investidores.</p>
<p>Os estados estão encostados à parede, ou não fazem nada, beneficiando os <strong><em>lobbies</em></strong>, os seus amigos, ou então cedem à pressão das populações, que estão a ficar <strong>desesperadas</strong>, cada vez mais gente a viver na rua. Em Portugal está a acontecer algo que eu nunca imaginei, pessoas com trabalho, acima do ordenado mínimo a viver na rua.</p>
<p>No fim das contas,&nbsp; os políticos para serem reeleitos necessitam dos votos do povo, já sabemos que lado vão escolher.</p>
<br>

<p><strong>O que vai acontecer a estas pessoas, se a crise chegar em força?</strong></p>
<p>Se com trabalho já tem dificuldades em ter casa, o que vai acontecer se existir muito desemprego.</p>
<p>Possível a taxa de juro para a habitação vai manter-se alta por algum tempo, as poupanças das pessoas também estão a acabar.</p>
<p>As <em>yields</em> dos países estão em alta, somando uma dívida pública colossal que necessita de ser refinanciada, não faltará muito para que a palavra <strong>austeridade</strong> volte à baila.</p>
<p>Como alguém disse no passado, a economia à beira de precipício e todos os dias dá pequenos passos em frente. Não faltará muito para cair.</p>
<p>O aumento da oferta de habitação é algo que demora, só daqui alguns anos terá efeito, além de poder criar inflação, devido à forte procura de materiais e profissionais para a construção.</p>
<p>Os políticos necessitam de medidas que tenham <strong>efeitos imediatos</strong>, cada vez mais, vão endurecer as políticas para afastar as pessoas que compram casas como investimento. Os estados vão forçar o rebentar da bolha no imobiliário.</p>
<p>O rebentar da bolha vai criar uma recessão.</p>
<br>

<p><strong>Será que os bancos vão resistir?</strong></p>
<p>Como vimos no início do ano, os bancos estão com problemas.</p>
<p>Os países também têm problemas, mas com a dívida soberana e ainda por cima terão que recapitalizar os bancos.</p>
<br>

<p><strong>Money, money, money</strong></p>
<p>As “rotativas” vão trabalhar como nunca, vão imprimir tanto… é <strong>inevitável</strong>.</p>
<p>A desvalorização da moeda vai levar a uma fuga de capital, <strong>qual será o refúgio dos investidores?</strong> Nos últimos anos tem sido o imobiliário, mas com a possível rebentar da bolha e com políticas agressivas dos estados, será que vão optar por outra via?</p>
<p>Tenho uma dúvida que me inquieta, se a recessão e a impressão de dinheiro for de grande dimensão, não será mais seguro os investidores manterem-se no imobiliário, mesmo que tenham perdas devido ao rebentar da bolha. Ou seja, as perdas do rebentar da bolha serão inferiores, que as perdas se optar por outros ativos.</p>
<br>

<p><strong>Se abandonar o imobiliário, para onde vai esse capital?</strong></p>
<p>Talvez, ouro ou <strong>bitcoin</strong>.</p>
<br>

<p>Não sei, são demasiadas questões sem resposta. Uma coisa é certa, tudo isto teve origem numa política monetária desastrosa, na moeda fiduciária.</p>
<p>O tempo dirá.</p>
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      <title><![CDATA[A não identificação do problema]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 02 Oct 2023 14:15:08 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://observador.pt/2023/09/30/morte-aos-ricos-marteladas-na-montra-e-deputados-escoltados-a-manifestacao-pela-habitacao-em-imagens/">As pessoas estão a começar a sair à rua</a>, revoltadas com o custo de vida, a alta inflação e o alto custo das casas.</p>
<p>A grande maioria das pessoas não tem ligação a um partido político em específico, mas os partidos políticos aproveitam a ingenuidade das populações para disseminar os seus ideais, em vez de ajudar as pessoas a identificar o problema, preferem divulgar soluções inócuas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/bc37acb867ab38a39d870f69f598f755207599a83e444859e9ba53d234089dbc.jpg" alt=""></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/f61502b71c620bdf270418133885ad850678e205f3192770968230df619e1cfb.jpg" alt=""></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/538649105a36616b78ece0e3dac8690c9b157ee3690d0405048863ac4dfceedc.jpg" alt=""></p>
<p><img src="https://image.nostr.build/38d1e1d87e7967bd307054f5656d547439f67657bd580905de7e904967cf8e5b.jpg" alt=""></p>
<p>O problema é que a maioria das pessoas só querem uma solução para o seu problema, mas não querem saber o que gera esse problema. Só entendendo a origem do problema, vão encontrar uma verdadeira solução.</p>
<p>As pessoas de esquerda dizem que o problema é do capitalismo, os da direita dizem que é do socialismo. Como os mais velhos dizem: “<strong><em>Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão</em></strong>“.</p>
<p>O problema não é do capitalismo, dos ricos, mas sim do <strong>sistema fiduciário</strong>.</p>
<p>As pessoas necessitam de <strong>saber a verdade</strong>.</p>
<p><br><br></p>
<p>A culpa é das moedas FIAT(euro, dólar), é um cancro(câncer) que contamina toda a economia. O sistema monetário que desvaloriza a moeda continuamente, obriga as pessoas a investir, os que sabem e os que não sabem, todos somos obrigados a investir senão perdemos dinheiro diariamente.</p>
<p>Os principais afetados são os pobres, porque não sabem investir e tem pouco dinheiro para investir. Quem tem mais dinheiro, investe em ações, mas sobretudo no imobiliário.&nbsp; Provocando um problema ainda maior no mercado imobiliário, uma enorme bolha.</p>
<p>O <strong>imobiliário não deveria ser um investimento</strong>, é um bem de primeira necessidade, deveria ser acessível.</p>
<p>O irônico desta manifestação, parte dos manifestantes pertencem ou são apoiantes de partidos que defendem políticas de desvalorização da moeda, ou seja, políticas que ainda agravam mais o problema do imobiliário. É claro que alguns sabem disso, mas a maioria não tem a mínima ideia.</p>
<p>Por isso, o mais importante é informar as pessoas, para elas entenderem qual a origem do problema do imobiliário. Sem conhecerem o real problema, as pessoas acreditam que certas medidas que não resolvem nada, ou são apenas paliativos, ou então ainda agravam mais o problema. É como querer curar um cancro na cabeça com Aspirinas, alivia a dor momentaneamente, apenas adia o problema.</p>
<p>A maior parte dos problemas graves que estão a acontecer no sistema financeiro, na verdade não são problemas, mas sim <strong>sintomas</strong>, o real problema é a moeda FIAT.</p>
<p>A única solução é uma moeda com <strong>oferta fixa</strong>, hard money.</p>
<p><br><br></p>
<p>Inevitavelmente terá que existir uma revolução, <strong>separar o poder monetário, do poder político</strong>.</p>
<p>Tão ou mais importante, como os nossos antepassados fizeram, ao separar religião e a política.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>A grande maioria das pessoas não tem ligação a um partido político em específico, mas os partidos políticos aproveitam a ingenuidade das populações para disseminar os seus ideais, em vez de ajudar as pessoas a identificar o problema, preferem divulgar soluções inócuas.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/bc37acb867ab38a39d870f69f598f755207599a83e444859e9ba53d234089dbc.jpg" alt=""></p>
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<p>O problema é que a maioria das pessoas só querem uma solução para o seu problema, mas não querem saber o que gera esse problema. Só entendendo a origem do problema, vão encontrar uma verdadeira solução.</p>
<p>As pessoas de esquerda dizem que o problema é do capitalismo, os da direita dizem que é do socialismo. Como os mais velhos dizem: “<strong><em>Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão</em></strong>“.</p>
<p>O problema não é do capitalismo, dos ricos, mas sim do <strong>sistema fiduciário</strong>.</p>
<p>As pessoas necessitam de <strong>saber a verdade</strong>.</p>
<p><br><br></p>
<p>A culpa é das moedas FIAT(euro, dólar), é um cancro(câncer) que contamina toda a economia. O sistema monetário que desvaloriza a moeda continuamente, obriga as pessoas a investir, os que sabem e os que não sabem, todos somos obrigados a investir senão perdemos dinheiro diariamente.</p>
<p>Os principais afetados são os pobres, porque não sabem investir e tem pouco dinheiro para investir. Quem tem mais dinheiro, investe em ações, mas sobretudo no imobiliário.&nbsp; Provocando um problema ainda maior no mercado imobiliário, uma enorme bolha.</p>
<p>O <strong>imobiliário não deveria ser um investimento</strong>, é um bem de primeira necessidade, deveria ser acessível.</p>
<p>O irônico desta manifestação, parte dos manifestantes pertencem ou são apoiantes de partidos que defendem políticas de desvalorização da moeda, ou seja, políticas que ainda agravam mais o problema do imobiliário. É claro que alguns sabem disso, mas a maioria não tem a mínima ideia.</p>
<p>Por isso, o mais importante é informar as pessoas, para elas entenderem qual a origem do problema do imobiliário. Sem conhecerem o real problema, as pessoas acreditam que certas medidas que não resolvem nada, ou são apenas paliativos, ou então ainda agravam mais o problema. É como querer curar um cancro na cabeça com Aspirinas, alivia a dor momentaneamente, apenas adia o problema.</p>
<p>A maior parte dos problemas graves que estão a acontecer no sistema financeiro, na verdade não são problemas, mas sim <strong>sintomas</strong>, o real problema é a moeda FIAT.</p>
<p>A única solução é uma moeda com <strong>oferta fixa</strong>, hard money.</p>
<p><br><br></p>
<p>Inevitavelmente terá que existir uma revolução, <strong>separar o poder monetário, do poder político</strong>.</p>
<p>Tão ou mais importante, como os nossos antepassados fizeram, ao separar religião e a política.</p>
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      <title><![CDATA[Cuba e Liberdade]]></title>
      <description><![CDATA[Um reflexão sobre o vídeo sobre a adoção de Bitcoin em Cuba.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um reflexão sobre o vídeo sobre a adoção de Bitcoin em Cuba.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 55699 13:27:37 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><np-embed url="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo</a></np-embed></p>
<p>Todos deviam assistir ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">video do Joe para a Cointelegraph</a> em Cuba, mas é um choque de realidade, especialmente para nós maximalistas e ocidentais.</p>
<p>Se continuarmos a acreditar que o atual Bitcoin está perfeito, não tem problemas, não necessita de alterações, estamos a ir pelo caminho errado. <strong>Negar a existência de um problema não resolve nada</strong>.&nbsp;</p>
<p>Apesar de tudo, <strong><em>Ordinals</em></strong> deixaram-nos uma lição importante, um alerta, o <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qq2kkuzsxfjk2epcguurxmjt2e64qurzxgc5jq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65wk7z6kn">problema das escalabilidade</a> ainda não foi resolvido, apenas não é visível. Hoje foi com os <em>Ordinals</em>, amanhã será em transações “normais”.</p>
<p>Este alerta já deu os primeiros frutos, o BIP 300 submergiu e certamente vão surgir outras ideias, que vão resolver o problema.</p>
<p>Se nós queremos ter uma tecnologia boa, segura e resiliente para daqui a 5 anos, temos que começar a construir <strong>agora</strong>.</p>
<p><br><br><br>O vídeo fala do outro lado do problema da escalabilidade e das taxas altas na layer 1. Para nós da Europa ou dos EUA, não temos qualquer problema, podemos esperar uma ou duas semanas para efetuar uma transação. Ou então, se o valor da transação for mais elevado, podemos pagar uma fee de 12$.&nbsp;</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d6c931b1bec166b69174429336e3e936fd3b8e596e59af30e9512f8a52948552.jpg" alt=""></p>
<p>Mas para um cubano, 12$ é um salário de um mês, é duro ouvir isso, a sua realidade é completamente diferente da nossa. É claro que eles usam sobretudo a LN, mas esporadicamente necessitam de utilizar a layer 1.</p>
<p>Este vídeo é a demonstração do <strong>verdadeiro valor do bitcoin</strong>, ser uma moeda.</p>
<p>Se nada for feito, 12$ será dentro de meia dúzia de anos o mínimo de fee para efetuar um transação na layer 1!</p>
<h1>Internet</h1>
<p>A internet é outro problema apontado no vídeo, mas com uma perspectiva diferente.</p>
<p>Quando nós pensamos no problema da internet, pensamos sobretudo em África, ainda são poucas as pessoas que tem smartphones, a internet apenas disponível nas grandes cidades e tem um custo elevado.</p>
<p>O <strong>Machankura</strong> é uma excelente solução para África, porque existe liberdade de telecomunicações, as pessoas é que têm dificuldade de acesso à internet.</p>
<p>No caso de Cuba é diferente, não existe liberdade de telecomunicações por parte regime comunista. Logo um <strong>Machankura</strong> não será possível, mesmo a internet por satélite, deve ser quase impossível de entrar no país.&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo a China tem tantas limitações tecnológicas, isto é algo específico a muito poucos países, como Cuba e Coreia do Norte, nem sei, se acontece em mais algum.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades, Cuba tem dois fatores que possibilita o crescimento da adoção, o povo é culto e o turismo.</p>
<p>O turismo é fundamental, além de ser a principal receita do país. Neste século não existe turismo sem internet, sem partilhas nas redes sociais, possivelmente só em casos extremos é que o estado vai cortar a internet.</p>
<p>Será um caso interessante, quando houver uma grande adoção do bitcoin a nível mundial e a maioria dos turistas pagar com btc, o que o regime vai fazer.</p>
<p>Os locais claramente vão beneficiar, ao receber em btc dos turistas, o problema é o resto. Porque se o bitcoin fosse adotado amplamente pela população, o regime teria dificuldades, por isso a opressão.</p>
<h1>Sanções</h1>
<p>Este vídeo relata outro problema, as sanções económicas dos EUA. Não faz qualquer sentido manter-se, após tantos anos.</p>
<p>As sanções não penalizam os políticos, estes fazem uma vida normal, a única vítima é o povo.</p>
<p>O povo, além de viver sob um regime político que limita a sua liberdade, ainda sofre de uma política cega de um país dito livre. O povo não tem culpa das atitudes e atos dos seus políticos.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<p>Todos deviam assistir ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UPp0Xbk4bFo">video do Joe para a Cointelegraph</a> em Cuba, mas é um choque de realidade, especialmente para nós maximalistas e ocidentais.</p>
<p>Se continuarmos a acreditar que o atual Bitcoin está perfeito, não tem problemas, não necessita de alterações, estamos a ir pelo caminho errado. <strong>Negar a existência de um problema não resolve nada</strong>.&nbsp;</p>
<p>Apesar de tudo, <strong><em>Ordinals</em></strong> deixaram-nos uma lição importante, um alerta, o <a href="https://yakihonne.com/article/naddr1qq2kkuzsxfjk2epcguurxmjt2e64qurzxgc5jq3qa9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsxpqqqp65wk7z6kn">problema das escalabilidade</a> ainda não foi resolvido, apenas não é visível. Hoje foi com os <em>Ordinals</em>, amanhã será em transações “normais”.</p>
<p>Este alerta já deu os primeiros frutos, o BIP 300 submergiu e certamente vão surgir outras ideias, que vão resolver o problema.</p>
<p>Se nós queremos ter uma tecnologia boa, segura e resiliente para daqui a 5 anos, temos que começar a construir <strong>agora</strong>.</p>
<p><br><br><br>O vídeo fala do outro lado do problema da escalabilidade e das taxas altas na layer 1. Para nós da Europa ou dos EUA, não temos qualquer problema, podemos esperar uma ou duas semanas para efetuar uma transação. Ou então, se o valor da transação for mais elevado, podemos pagar uma fee de 12$.&nbsp;</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/d6c931b1bec166b69174429336e3e936fd3b8e596e59af30e9512f8a52948552.jpg" alt=""></p>
<p>Mas para um cubano, 12$ é um salário de um mês, é duro ouvir isso, a sua realidade é completamente diferente da nossa. É claro que eles usam sobretudo a LN, mas esporadicamente necessitam de utilizar a layer 1.</p>
<p>Este vídeo é a demonstração do <strong>verdadeiro valor do bitcoin</strong>, ser uma moeda.</p>
<p>Se nada for feito, 12$ será dentro de meia dúzia de anos o mínimo de fee para efetuar um transação na layer 1!</p>
<h1>Internet</h1>
<p>A internet é outro problema apontado no vídeo, mas com uma perspectiva diferente.</p>
<p>Quando nós pensamos no problema da internet, pensamos sobretudo em África, ainda são poucas as pessoas que tem smartphones, a internet apenas disponível nas grandes cidades e tem um custo elevado.</p>
<p>O <strong>Machankura</strong> é uma excelente solução para África, porque existe liberdade de telecomunicações, as pessoas é que têm dificuldade de acesso à internet.</p>
<p>No caso de Cuba é diferente, não existe liberdade de telecomunicações por parte regime comunista. Logo um <strong>Machankura</strong> não será possível, mesmo a internet por satélite, deve ser quase impossível de entrar no país.&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo a China tem tantas limitações tecnológicas, isto é algo específico a muito poucos países, como Cuba e Coreia do Norte, nem sei, se acontece em mais algum.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades, Cuba tem dois fatores que possibilita o crescimento da adoção, o povo é culto e o turismo.</p>
<p>O turismo é fundamental, além de ser a principal receita do país. Neste século não existe turismo sem internet, sem partilhas nas redes sociais, possivelmente só em casos extremos é que o estado vai cortar a internet.</p>
<p>Será um caso interessante, quando houver uma grande adoção do bitcoin a nível mundial e a maioria dos turistas pagar com btc, o que o regime vai fazer.</p>
<p>Os locais claramente vão beneficiar, ao receber em btc dos turistas, o problema é o resto. Porque se o bitcoin fosse adotado amplamente pela população, o regime teria dificuldades, por isso a opressão.</p>
<h1>Sanções</h1>
<p>Este vídeo relata outro problema, as sanções económicas dos EUA. Não faz qualquer sentido manter-se, após tantos anos.</p>
<p>As sanções não penalizam os políticos, estes fazem uma vida normal, a única vítima é o povo.</p>
<p>O povo, além de viver sob um regime político que limita a sua liberdade, ainda sofre de uma política cega de um país dito livre. O povo não tem culpa das atitudes e atos dos seus políticos.</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Pseudo Democracia]]></title>
      <description><![CDATA[As declarações de Von der Leyen e o caminho pouco democrático que a Europa está a seguir.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[As declarações de Von der Leyen e o caminho pouco democrático que a Europa está a seguir.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 01 Nov 55677 10:02:01 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/4oroxa2zdhtwrraa48rvr/</link>
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      <category>política</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/5a967081dded726c7304345795c952dcb5e1064da376e2a6a2d4f222c19b8afa.jpg" alt=""></p>
<blockquote>
<p>A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, destacou que a União Europeia (UE) <strong>está a incutir os valores europeus</strong> no espaço digital com as novas regras para plataformas digitais, que <strong>terão de remover conteúdos ilegais</strong>.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Estamos a <strong>trazer os nossos valores europeus</strong> para o mundo digital. Com regras rigorosas em matéria de transparência e responsabilidade, a nossa Lei dos Serviços Digitais visa proteger as nossas crianças, sociedades e democracias”, reagiu a líder do executivo comunitário, numa publicação na rede social X (anterior Twitter).</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Após alguns meses de adaptação, plataformas de grande dimensão como X (anteriormente designada Twitter) e Facebook (do grupo Meta) têm de começar agora a <strong>cumprir as obrigações impostas</strong> pela nova Lei dos Serviços Digitais da UE.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Em novembro passado, foi oficialmente adotada a nova Lei dos Serviços Digitais, criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores ‘online’ e tornando-se numa legislação inédita para o espaço digital que responsabiliza plataformas por <strong>conteúdos ilegais e prejudiciais</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Notícia completa: <a href="https://cnnportugal.iol.pt/von-der-leyen/ursula-von-der-leyen/estamos-a-trazer-os-nossos-valores-europeus-para-o-mundo-digital-von-der-leyen-enaltece-lei-dos-servicos-digitais/20230825/64e89c94d34e371fc0b6fc16">CNNPortugal</a>.</p>
<p><br><br></p>
<p>Quem somos nós para impor os “nossos valores europeus”?</p>
<p>Quem decide quais são os “nossos valores”?</p>
<p>Um valor para um húngaro, pode não ser um valor para um português. Nisto tudo, onde fica a verdadeira riqueza europeia, a <strong>diversidade dos seus povos</strong>.</p>
<p>É democrático impor os “nossos valores”?</p>
<p>Qual a diferença entre a <strong>União Europeia</strong> impor os valores europeus e o <strong>Partido Comunista Chinês</strong> impor os valores chineses?</p>
<p>E os <strong><em>Aiatolás</em></strong> ou <strong><em>Talibans</em></strong> imporem os valores deles?</p>
<p>Se os regimes da China, Irão e do Afeganistão são anti-democrático, será a <strong>União Europeia</strong> democrática?</p>
<p>Quem decide quais são os valores “corretos”?</p>
<p>Se concordo com os valores dos <strong><em>Aiatolás</em></strong>, claro que na maioria dos casos, não. Por isso sou a favor de valores democráticos, onde exista liberdade individual, onde a <strong>minha liberdade termina onde começa a liberdade de outro.</strong></p>
<p>Eu não tenho o direito de impor os meus valores a terceiros, cada um siga os seus valores.</p>
<p>É claro que aqui estamos a falar de valores de liberdade individual e de expressão.</p>
<p>Eu levei a vacina contra a covid, mas as pessoas que não querem têm o direito de não querer. Se eu tenho a liberdade de querer a vacina, os outros também têm a liberdade de não querer. A <strong>imposição</strong> da vacina é uma violação das liberdades individuais.</p>
<p>Eu posso dizer nas redes sociais que as vacinas têm eficácia, mas se alguém diz o oposto é censurado ou mesmo banido.</p>
<p>É apenas uma opinião pessoal, a <strong>liberdade de expressão é um direito humano</strong>, por que razão as redes sociais tem que fazer censura.</p>
<p>Qual a diferença entre estas leis que censuram e a censura que existem nos regimes autoritários?</p>
<p>O que é <strong>fake news</strong>? Quem define o que é <strong>fake news</strong>?</p>
<p>Quem é que decide se aquele tweet é ou não <strong>fake news</strong>?</p>
<p>A <strong>União Europeia</strong> quer que as redes sociais sejam “juízes” e que façam “julgamentos”.</p>
<p>A justiça é feita nos tribunais, por juízes.&nbsp; Só um juiz, num tribunal, pode declarar se algo é legal ou ilegal, onde temos direito à defensa. Algo quase inexistente nas redes sociais.</p>
<br>
https://www.youtube.com/watch?v=azaOdC5Fsv0


<p>O que acontece ao cidadão que não tem a <strong>Digital ID’s</strong>?</p>
<p>Fica excluído da sociedade. Será que não temos direito ao anonimato e à privacidade.</p>
<br>

<p>Poderá ser o fim das denúncias, de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Whistleblower">whistleblower</a> e do jornalismo de investigação, quando o alvo é um governo ou um político ligado ao governo. Os políticos podem alegar que é <strong>fake news</strong> e essas notícias nunca serão publicadas.</p>
<p>Houve inúmeros casos de crimes envolvendo políticos, denunciados/investigados por denúncias públicas. Inicialmente eram negadas pelos envolvidos/governos, mas o tempo provou que eram verdade. Como o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caso_Watergate">caso de Watergate</a>, Julian Assange, Edward Snowden, etc.</p>
<p>Não existem democracias sem <strong>liberdade de imprensa</strong>, esta lei tem um único objetivo: provocar o medo de falar.</p>
<p>Depois vem sempre o mesmo bla-bla-bla dos políticos, dizem eles, esta lei é para combater o financiamento ao terrorismo.</p>
<p>Ok, eu concordo que o terrorismo tem que ser combatido, mas coloquem isso especificamente na lei.&nbsp;</p>
<p>Se a <strong>União Europeia</strong> criar uma lei que <strong>limita a liberdade de expressão</strong>, a população vai protestar e essa lei nunca entrará em vigor.</p>
<p>Em vez disso, dizem que vão criar uma lei com objetivo de combater o terrorismo, todos concordam, não há protestos.</p>
<p>No final o resultado é o mesmo, os políticos utilizam a desculpa do terrorismo, aprovam uma lei <strong>muito genérica, abrangente, onde se pode encaixar tudo</strong>, incluindo a limitação da liberdade de expressão e liberdade individuais.</p>
<p>Seguindo este <em>modus operandi</em>, a <strong>União Europeia</strong> deveria proibir as facas, todos os anos algumas pessoas utilizam as facas para cometer crimes. Esta premissa é estúpida, igualmente estúpida são estas leis que foram aprovadas na <strong>União Europeia</strong>, não faz sentido prejudicar milhões de pessoas, só porque algumas pessoas fazem mau uso dessa ferramenta. A lei deve apenas penalizar quem faz mau uso e que prejudique terceiros.</p>
<p>Todos nós sabemos quais serão as consequências destas leis. Como é lógico, as redes sociais não vão querer ter problemas com autoridades, vão ser exageradamente rigorosos no cumprimento da lei.&nbsp;</p>
<p>Até é lógico, porque é impossível, humanamente, que elas verifiquem todas as informações colocadas pelos seus milhões de utilizadores. As redes sociais vão colocar bots que bloqueiam tudo previamente, sem ler, sem interpretar o contexto, basta a utilização de certas palavras para ser censurado.</p>
<br>

<p>Bem-vindo à distopia!!!</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
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<blockquote>
<p>A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, destacou que a União Europeia (UE) <strong>está a incutir os valores europeus</strong> no espaço digital com as novas regras para plataformas digitais, que <strong>terão de remover conteúdos ilegais</strong>.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>“Estamos a <strong>trazer os nossos valores europeus</strong> para o mundo digital. Com regras rigorosas em matéria de transparência e responsabilidade, a nossa Lei dos Serviços Digitais visa proteger as nossas crianças, sociedades e democracias”, reagiu a líder do executivo comunitário, numa publicação na rede social X (anterior Twitter).</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Após alguns meses de adaptação, plataformas de grande dimensão como X (anteriormente designada Twitter) e Facebook (do grupo Meta) têm de começar agora a <strong>cumprir as obrigações impostas</strong> pela nova Lei dos Serviços Digitais da UE.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Em novembro passado, foi oficialmente adotada a nova Lei dos Serviços Digitais, criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores ‘online’ e tornando-se numa legislação inédita para o espaço digital que responsabiliza plataformas por <strong>conteúdos ilegais e prejudiciais</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Notícia completa: <a href="https://cnnportugal.iol.pt/von-der-leyen/ursula-von-der-leyen/estamos-a-trazer-os-nossos-valores-europeus-para-o-mundo-digital-von-der-leyen-enaltece-lei-dos-servicos-digitais/20230825/64e89c94d34e371fc0b6fc16">CNNPortugal</a>.</p>
<p><br><br></p>
<p>Quem somos nós para impor os “nossos valores europeus”?</p>
<p>Quem decide quais são os “nossos valores”?</p>
<p>Um valor para um húngaro, pode não ser um valor para um português. Nisto tudo, onde fica a verdadeira riqueza europeia, a <strong>diversidade dos seus povos</strong>.</p>
<p>É democrático impor os “nossos valores”?</p>
<p>Qual a diferença entre a <strong>União Europeia</strong> impor os valores europeus e o <strong>Partido Comunista Chinês</strong> impor os valores chineses?</p>
<p>E os <strong><em>Aiatolás</em></strong> ou <strong><em>Talibans</em></strong> imporem os valores deles?</p>
<p>Se os regimes da China, Irão e do Afeganistão são anti-democrático, será a <strong>União Europeia</strong> democrática?</p>
<p>Quem decide quais são os valores “corretos”?</p>
<p>Se concordo com os valores dos <strong><em>Aiatolás</em></strong>, claro que na maioria dos casos, não. Por isso sou a favor de valores democráticos, onde exista liberdade individual, onde a <strong>minha liberdade termina onde começa a liberdade de outro.</strong></p>
<p>Eu não tenho o direito de impor os meus valores a terceiros, cada um siga os seus valores.</p>
<p>É claro que aqui estamos a falar de valores de liberdade individual e de expressão.</p>
<p>Eu levei a vacina contra a covid, mas as pessoas que não querem têm o direito de não querer. Se eu tenho a liberdade de querer a vacina, os outros também têm a liberdade de não querer. A <strong>imposição</strong> da vacina é uma violação das liberdades individuais.</p>
<p>Eu posso dizer nas redes sociais que as vacinas têm eficácia, mas se alguém diz o oposto é censurado ou mesmo banido.</p>
<p>É apenas uma opinião pessoal, a <strong>liberdade de expressão é um direito humano</strong>, por que razão as redes sociais tem que fazer censura.</p>
<p>Qual a diferença entre estas leis que censuram e a censura que existem nos regimes autoritários?</p>
<p>O que é <strong>fake news</strong>? Quem define o que é <strong>fake news</strong>?</p>
<p>Quem é que decide se aquele tweet é ou não <strong>fake news</strong>?</p>
<p>A <strong>União Europeia</strong> quer que as redes sociais sejam “juízes” e que façam “julgamentos”.</p>
<p>A justiça é feita nos tribunais, por juízes.&nbsp; Só um juiz, num tribunal, pode declarar se algo é legal ou ilegal, onde temos direito à defensa. Algo quase inexistente nas redes sociais.</p>
<br>
https://www.youtube.com/watch?v=azaOdC5Fsv0


<p>O que acontece ao cidadão que não tem a <strong>Digital ID’s</strong>?</p>
<p>Fica excluído da sociedade. Será que não temos direito ao anonimato e à privacidade.</p>
<br>

<p>Poderá ser o fim das denúncias, de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Whistleblower">whistleblower</a> e do jornalismo de investigação, quando o alvo é um governo ou um político ligado ao governo. Os políticos podem alegar que é <strong>fake news</strong> e essas notícias nunca serão publicadas.</p>
<p>Houve inúmeros casos de crimes envolvendo políticos, denunciados/investigados por denúncias públicas. Inicialmente eram negadas pelos envolvidos/governos, mas o tempo provou que eram verdade. Como o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caso_Watergate">caso de Watergate</a>, Julian Assange, Edward Snowden, etc.</p>
<p>Não existem democracias sem <strong>liberdade de imprensa</strong>, esta lei tem um único objetivo: provocar o medo de falar.</p>
<p>Depois vem sempre o mesmo bla-bla-bla dos políticos, dizem eles, esta lei é para combater o financiamento ao terrorismo.</p>
<p>Ok, eu concordo que o terrorismo tem que ser combatido, mas coloquem isso especificamente na lei.&nbsp;</p>
<p>Se a <strong>União Europeia</strong> criar uma lei que <strong>limita a liberdade de expressão</strong>, a população vai protestar e essa lei nunca entrará em vigor.</p>
<p>Em vez disso, dizem que vão criar uma lei com objetivo de combater o terrorismo, todos concordam, não há protestos.</p>
<p>No final o resultado é o mesmo, os políticos utilizam a desculpa do terrorismo, aprovam uma lei <strong>muito genérica, abrangente, onde se pode encaixar tudo</strong>, incluindo a limitação da liberdade de expressão e liberdade individuais.</p>
<p>Seguindo este <em>modus operandi</em>, a <strong>União Europeia</strong> deveria proibir as facas, todos os anos algumas pessoas utilizam as facas para cometer crimes. Esta premissa é estúpida, igualmente estúpida são estas leis que foram aprovadas na <strong>União Europeia</strong>, não faz sentido prejudicar milhões de pessoas, só porque algumas pessoas fazem mau uso dessa ferramenta. A lei deve apenas penalizar quem faz mau uso e que prejudique terceiros.</p>
<p>Todos nós sabemos quais serão as consequências destas leis. Como é lógico, as redes sociais não vão querer ter problemas com autoridades, vão ser exageradamente rigorosos no cumprimento da lei.&nbsp;</p>
<p>Até é lógico, porque é impossível, humanamente, que elas verifiquem todas as informações colocadas pelos seus milhões de utilizadores. As redes sociais vão colocar bots que bloqueiam tudo previamente, sem ler, sem interpretar o contexto, basta a utilização de certas palavras para ser censurado.</p>
<br>

<p>Bem-vindo à distopia!!!</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Iliteracia financeira]]></title>
      <description><![CDATA[A falta de literacia financeira é a praga para si próprio, como para a sociedade.]]></description>
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      <pubDate>Wed, 06 Dec 55623 19:10:15 GMT</pubDate>
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      <npub>npub1a9a2l7jqqxa9mwrw034lcnuhcsncg905sl03ava49md55t4awewsvvzz87</npub>
      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><np-embed url="https://youtu.be/jOVaSoSlMY0?si=AdJ0aKXkU9XMwLU2"><a href="https://youtu.be/jOVaSoSlMY0?si=AdJ0aKXkU9XMwLU2">https://youtu.be/jOVaSoSlMY0?si=AdJ0aKXkU9XMwLU2</a></np-embed></p>
<p>O vídeo é muito longo, mas bastante interessante, não é necessário assisti-lo para compreender este texto. É curioso (ou não) que alguns comentários no vídeo digam que o Chico não entende de <strong>Bitcoin</strong>, ao mesmo tempo que propõem convidados muito duvidosos. Falar de moeda, história da moeda, política monetária e política, é falar de <strong>Bitcoin</strong>.</p>
<p>O problema aqui é que as pessoas não percebem o que é o <strong>Bitcoin</strong> e pensam que sabem mais do que os outros. Um verdadeiro bitcoiner é aquele que segue os lemas, “<strong>Só sei que nada sei</strong>” e o “<strong>Don’t Trust, Verify</strong>”.</p>
<p>O valor do Bitcoin não é preço, não é um showoff, não é vaidades, não é excentricidades, não é enriquecimento. O valor do Bitcoin não é a blockchain, não é a tecnologia… A tecnologia é apenas o meio que permite que o <strong>Bitcoin</strong> funcione. No mercado existem milhares de blockchains, mas para que servem? São uma solução para o quê?</p>
<p>O verdadeiro valor Bitcoin é a <strong>proposta de uma solução para um problema</strong> crucial que existe na sociedade. Só faz sentido existir uma solução quando existe um problema, por isso, é tão importante saber qual é o problema, neste caso é a <strong>política monetária</strong> das moedas fiduciárias. A <strong>política monetária</strong> é algo complexo e que influencia toda a economia e, consequentemente, toda a sociedade. A <strong>moeda é o</strong> <strong>sangue que circula por toda a economia</strong>. Por isso também é necessário compreender de política, de economia e de como os políticos utilizam a <strong>moeda como uma arma</strong> contra os cidadãos. Se o sangue está corrompido, consequentemente a economia e a sociedade está doente.</p>
<p><strong>Fix the Money, Fix the World!</strong></p>
<p><br><br></p>
<p>Identificado o problema, agora temos que analisar se o Bitcoin é a solução para esse problema, para isso temos que compreender como foi desenhado e como funciona. Outro assunto extremamente técnico e complexo.&nbsp;</p>
<p>Assim, sendo o Bitcoin a solução, como eu acredito, existe uma outra área do Bitcoin, é a que está agora em pleno desenvolvimento, criar tecnologias adjacentes que permitam utilizar e escalar para uma parte significativa da população mundial.</p>
<p>Falar de Bitcoin é falar da história da noeda, da política monetária e de todas as tecnologias que permite que ele seja a solução.</p>
<p>O vídeo é sobretudo a falar do problema, é algo muito complexo? Sim, mas isto é o Bitcoin, por isso é tão importante educar as pessoas. Nos comentários deste vídeo, como na sociedade em geral, é inacreditável a quantidade de pessoas que não sabem que bancos comerciais imprimem dinheiro. Também existem muitas pessoas que acreditam que o papel-moeda ainda está lastreado em ouro, sinceramente, como é possível que elas ainda acreditem nisso, já passou mais de meio século?&nbsp;</p>
<p>É similar à crença antiga, acreditavam que os deuses estavam zangados, enfurecidos sempre que existiam relâmpagos, como não compreendiam a verdade, então inventaram uma mentira para explicar o fenômeno. <strong>É mais fácil acreditar em uma mentira do que compreender a verdade</strong>. O mesmo acontece com o Bitcoin, devido às complexidade e à preguiça das pessoas, elas preferem acreditar na mentira do que estudar. Não estou dizendo que todos precisam ser especialistas em economia e política, mas pelo menos deveriam saber o básico. Na maioria das vezes, o conhecimento das pessoas ainda está muito aquém do básico.</p>
<p>Por isso os políticos e economistas gostam tanto de usar termos pomposos, como expansão da base monetária, reserva fracionária, <em>quantitative easing</em>, entre outros, para que o cidadão comum não compreenda.</p>
<p>A maior parte da população e os empresários apoiaram o <a href="https://recuperarportugal.gov.pt/plano-de-recuperacao-e-resiliencia/">PRR</a> (<a href="https://next-generation-eu.europa.eu/">NextGenerationEU</a>), que prometia trazer progresso, empregos e dinheiro. Eles nunca pensaram nas consequências, nunca questionaram de onde vinham aqueles milhões, biliões de euros. Agora, chegou o aumento de preços, a inflação e a consequente perda brutal de poder de compra, principalmente entre os mais pobres, agora as pessoas estão surpresas e não entendem a origem do problema e estão a engolir as mentiras dos políticos.</p>
<p>Vivemos numa sociedade onde a iliteracia financeira é devastadora e possívelmente desejada por políticos e os cidadãos têm preguiça de estudar, preferem viver na ignorância e acreditar no que outros dizem, sem nunca questionarem a origem e/ou o porquê dos problemas.&nbsp; Só com a identificação do problema podemos evitar que isso aconteça novamente no futuro.</p>
<p><strong>A educação é fulcral.</strong></p>
<p><br><br></p>
<p>Num estudo recente da <strong>União Europeia</strong> sobre a literacia financeira é devastador no geral e em Portugal em particular, só a Roménia está pior:</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/46ef263ce3bda7aca396fe4fa24de717e8b0cedd6a4c4940df41c51579afb1f0.png" alt="image"></p>
<br>

<p>No uso de serviços financeiros digitais, no mesmo lugar:<br><img src="https://cdn.nostr.build/i/27e8c36464d5b4caf125bff7cb7d85296bfb55f06d12c9d3c29b4bd9d8e8ab9e.png" alt="image"></p>
<br>


<p>Se as pessoas não querem compreender/estudar, como vão compreender o Bitcoin?</p>
<p>Isto é um grande desafio para todos nós bitcoiners, educar as pessoas. Na minha experiência, o foco deve ser nos mais jovens, pois eles são o futuro, as principais vítimas do sistema atual e estão mais abertos a novas tecnologias.</p>
<p>Em todo o caso, devemos falar inicialmente de uma forma superficial e genérica, só quando as pessoas demonstrarem interesse é que devemos aprofundar, insistir é perda de tempo.</p>
<p>Claro, devemos estar sempre disponíveis para ajudar as pessoas que peçam ajuda ou que demonstrem interesse sobre o assunto.</p>
<p>Devido à forte volatilidade, o Bitcoin ainda não é uma <strong>reserva de valor</strong>, no entanto, nós bitcoiners que compreendemos o problema, temos literacia financeira e uma visão a longo prazo e a longo prazo o Bitcoin já é uma <strong>reserva de valor</strong>.</p>
<p>Para a maioria da população, a que não estuda, só vão reconhecer valor no Bitcoin, quando for uma <strong>reserva de valor</strong> a curto prazo, quando a volatilidade for <strong>muito baixa</strong>. Só quando tiverem benefícios quase imediatos, as pessoas reconhecerão o verdadeiro valor do Bitcoin.</p>
<p><strong>A cultura/conhecimento são uma arma contra a ditadura</strong>.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><np-embed url="https://youtu.be/jOVaSoSlMY0?si=AdJ0aKXkU9XMwLU2"><a href="https://youtu.be/jOVaSoSlMY0?si=AdJ0aKXkU9XMwLU2">https://youtu.be/jOVaSoSlMY0?si=AdJ0aKXkU9XMwLU2</a></np-embed></p>
<p>O vídeo é muito longo, mas bastante interessante, não é necessário assisti-lo para compreender este texto. É curioso (ou não) que alguns comentários no vídeo digam que o Chico não entende de <strong>Bitcoin</strong>, ao mesmo tempo que propõem convidados muito duvidosos. Falar de moeda, história da moeda, política monetária e política, é falar de <strong>Bitcoin</strong>.</p>
<p>O problema aqui é que as pessoas não percebem o que é o <strong>Bitcoin</strong> e pensam que sabem mais do que os outros. Um verdadeiro bitcoiner é aquele que segue os lemas, “<strong>Só sei que nada sei</strong>” e o “<strong>Don’t Trust, Verify</strong>”.</p>
<p>O valor do Bitcoin não é preço, não é um showoff, não é vaidades, não é excentricidades, não é enriquecimento. O valor do Bitcoin não é a blockchain, não é a tecnologia… A tecnologia é apenas o meio que permite que o <strong>Bitcoin</strong> funcione. No mercado existem milhares de blockchains, mas para que servem? São uma solução para o quê?</p>
<p>O verdadeiro valor Bitcoin é a <strong>proposta de uma solução para um problema</strong> crucial que existe na sociedade. Só faz sentido existir uma solução quando existe um problema, por isso, é tão importante saber qual é o problema, neste caso é a <strong>política monetária</strong> das moedas fiduciárias. A <strong>política monetária</strong> é algo complexo e que influencia toda a economia e, consequentemente, toda a sociedade. A <strong>moeda é o</strong> <strong>sangue que circula por toda a economia</strong>. Por isso também é necessário compreender de política, de economia e de como os políticos utilizam a <strong>moeda como uma arma</strong> contra os cidadãos. Se o sangue está corrompido, consequentemente a economia e a sociedade está doente.</p>
<p><strong>Fix the Money, Fix the World!</strong></p>
<p><br><br></p>
<p>Identificado o problema, agora temos que analisar se o Bitcoin é a solução para esse problema, para isso temos que compreender como foi desenhado e como funciona. Outro assunto extremamente técnico e complexo.&nbsp;</p>
<p>Assim, sendo o Bitcoin a solução, como eu acredito, existe uma outra área do Bitcoin, é a que está agora em pleno desenvolvimento, criar tecnologias adjacentes que permitam utilizar e escalar para uma parte significativa da população mundial.</p>
<p>Falar de Bitcoin é falar da história da noeda, da política monetária e de todas as tecnologias que permite que ele seja a solução.</p>
<p>O vídeo é sobretudo a falar do problema, é algo muito complexo? Sim, mas isto é o Bitcoin, por isso é tão importante educar as pessoas. Nos comentários deste vídeo, como na sociedade em geral, é inacreditável a quantidade de pessoas que não sabem que bancos comerciais imprimem dinheiro. Também existem muitas pessoas que acreditam que o papel-moeda ainda está lastreado em ouro, sinceramente, como é possível que elas ainda acreditem nisso, já passou mais de meio século?&nbsp;</p>
<p>É similar à crença antiga, acreditavam que os deuses estavam zangados, enfurecidos sempre que existiam relâmpagos, como não compreendiam a verdade, então inventaram uma mentira para explicar o fenômeno. <strong>É mais fácil acreditar em uma mentira do que compreender a verdade</strong>. O mesmo acontece com o Bitcoin, devido às complexidade e à preguiça das pessoas, elas preferem acreditar na mentira do que estudar. Não estou dizendo que todos precisam ser especialistas em economia e política, mas pelo menos deveriam saber o básico. Na maioria das vezes, o conhecimento das pessoas ainda está muito aquém do básico.</p>
<p>Por isso os políticos e economistas gostam tanto de usar termos pomposos, como expansão da base monetária, reserva fracionária, <em>quantitative easing</em>, entre outros, para que o cidadão comum não compreenda.</p>
<p>A maior parte da população e os empresários apoiaram o <a href="https://recuperarportugal.gov.pt/plano-de-recuperacao-e-resiliencia/">PRR</a> (<a href="https://next-generation-eu.europa.eu/">NextGenerationEU</a>), que prometia trazer progresso, empregos e dinheiro. Eles nunca pensaram nas consequências, nunca questionaram de onde vinham aqueles milhões, biliões de euros. Agora, chegou o aumento de preços, a inflação e a consequente perda brutal de poder de compra, principalmente entre os mais pobres, agora as pessoas estão surpresas e não entendem a origem do problema e estão a engolir as mentiras dos políticos.</p>
<p>Vivemos numa sociedade onde a iliteracia financeira é devastadora e possívelmente desejada por políticos e os cidadãos têm preguiça de estudar, preferem viver na ignorância e acreditar no que outros dizem, sem nunca questionarem a origem e/ou o porquê dos problemas.&nbsp; Só com a identificação do problema podemos evitar que isso aconteça novamente no futuro.</p>
<p><strong>A educação é fulcral.</strong></p>
<p><br><br></p>
<p>Num estudo recente da <strong>União Europeia</strong> sobre a literacia financeira é devastador no geral e em Portugal em particular, só a Roménia está pior:</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/46ef263ce3bda7aca396fe4fa24de717e8b0cedd6a4c4940df41c51579afb1f0.png" alt="image"></p>
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<p>No uso de serviços financeiros digitais, no mesmo lugar:<br><img src="https://cdn.nostr.build/i/27e8c36464d5b4caf125bff7cb7d85296bfb55f06d12c9d3c29b4bd9d8e8ab9e.png" alt="image"></p>
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<p>Se as pessoas não querem compreender/estudar, como vão compreender o Bitcoin?</p>
<p>Isto é um grande desafio para todos nós bitcoiners, educar as pessoas. Na minha experiência, o foco deve ser nos mais jovens, pois eles são o futuro, as principais vítimas do sistema atual e estão mais abertos a novas tecnologias.</p>
<p>Em todo o caso, devemos falar inicialmente de uma forma superficial e genérica, só quando as pessoas demonstrarem interesse é que devemos aprofundar, insistir é perda de tempo.</p>
<p>Claro, devemos estar sempre disponíveis para ajudar as pessoas que peçam ajuda ou que demonstrem interesse sobre o assunto.</p>
<p>Devido à forte volatilidade, o Bitcoin ainda não é uma <strong>reserva de valor</strong>, no entanto, nós bitcoiners que compreendemos o problema, temos literacia financeira e uma visão a longo prazo e a longo prazo o Bitcoin já é uma <strong>reserva de valor</strong>.</p>
<p>Para a maioria da população, a que não estuda, só vão reconhecer valor no Bitcoin, quando for uma <strong>reserva de valor</strong> a curto prazo, quando a volatilidade for <strong>muito baixa</strong>. Só quando tiverem benefícios quase imediatos, as pessoas reconhecerão o verdadeiro valor do Bitcoin.</p>
<p><strong>A cultura/conhecimento são uma arma contra a ditadura</strong>.</p>
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      <title><![CDATA[Polarização]]></title>
      <description><![CDATA[AI e sociedades cada vez mais polarizadas e intolerantes.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[AI e sociedades cada vez mais polarizadas e intolerantes.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 30 Oct 55568 20:25:25 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova máxima nas tecnologias/bigtech, <strong>se o serviço é gratuito,</strong> <strong>tu és o produto</strong>. Se as pessoas são o produto, quanto mais tempo estiverem online, mais lucro terão as empresas.</p>
<p>Isto é especialmente visível nas redes sociais ( onde também incluo o youtube) e serviços com conteúdos online, que criaram sistema de AI que maximizam os lucros e na qual estão a criar uma sociedade viciada. Criando um efeito perverso, quanto mais viciados estão as pessoas, mais lucrativa se torna para os seus proprietários.</p>
<p>Há muitos anos que falo disso, poucos acreditavam, alguns me acham chalupa, mas eu continuo com a minha ideia sólida. É curioso que a sociedade na sua generalidade já começa a perceber o problema do vício das redes sociais, mas são poucos os que percebem que a origem do problema é a <strong>AI</strong>.</p>
<p>Existe um documentário na Netflix que explora este assunto, é de 2020, nestes 3 anos a AI desenvolveu-se monstruosamente. O documentário chama-se “O Dilema das Redes Sociais” e aproveito para transcrever a descrição que faz um resumo básico:&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>“Este documentário dramatizado explora o perigoso impacto das redes sociais nas pessoas, com especialistas em tecnologia a soarem o alarme sobre as suas próprias criações”</p>
</blockquote>
<p>O problema das AI e das redes sociais vai muito mais além do <strong>vício</strong>, as AI estão a <strong>moldar o pensamento humano</strong>, desde dos adultos até às crianças, especialmente as crianças. Eu não tenho qualquer dúvida que a AI do Google conhece melhor as crianças que os próprios pais. Além de a conhecer desde muito pequenos, a AI também teve um papel fundamental na sua educação, ao sugerir notícias e vídeos. A AI assumiu o lugar dos pais, ao decidir o que aquela criança deve ou não consumir (ler, ver, ouvir).</p>
<p>Certo grupo de pensamento e de ideias estavam diversos nas sociedade, não tinham força. Com as redes sociais, as AI justou, deu espaço, divulgou, deu muita mais força a esses movimentos, como os terraplanistas, QAnon e muitos outros.</p>
<p>É notória que as sociedades estão a tornar-se <strong>mais radicais</strong>, <strong>mais polarizadas</strong> a nível político/ideais. A maioria das pessoas atribuem à pandemia este crescimento da intolerância, que por momentos chega a ser de ódio, será que foi a pandemia? É verdade que acelerou após o outro, mas será que existe causa-efeito? Na minha visão, diretamente não, o que aconteceu é que com a pandemia as pessoas consumiram exaustivamente as redes sociais, tiveram tempo para refletir assuntos que anteriormente não tinha tempo. As pessoas estavam melancólicas, introspectivas e assimilaram as informações sugeridas pelas <strong>AI</strong>, moldando o seu pensamento e viciando-os como cocaína.</p>
<h2>Moldam o pensamento</h2>
<p>Como o objecto da AI é manter ao máximo as pessoas ligadas e a consumir, sugerem exaustivamente produtos/ideias que as pessoas gostam, é tudo altamente personalizado, a AI sabe até ao ínfimo pormenor, o que aquele sujeito gosta. Qual o problema de seguir conteúdo que nós gostamos? Enquanto sugere uma caixa de cereais, não existe problema, o problema acontece quando a sugestões são a nível político ( no significado lato da palavra ). As AI colocam as pessoas num gueto, afunilam o seu pensamento, o <strong><em>echo chamber</em></strong>. Um pensamento saudável, é aquele que recebe as informações de várias fontes, os prós e os contras, da direita e da esquerda e a partir daí tira a sua própria conclusão.</p>
<p>Vou utilizar um exemplo “mais ligeiro” para facilitar a explicação, os adeptos de futebol. A AI sugere a um benfiquista essencialmente conteúdos que outros benfiquistas tiveram interesse, quais são? As que o assunto é sobre o Benfica e a que falam mal do Porto. E o oposto acontece com os portistas.</p>
<p>As AI privilegiam os conteúdos com mais leitura e engajamento, que são geralmente com conteúdos controversos. E quanto mais engajamento, dissemina mais esses conteúdos a outras pessoas, é uma bola de neve.</p>
<p>Este tipo de funcionamento limita imenso a diversidade de pensamento, radicalizando o mesmo, criando movimentos de ódio, moldando por completo o pensamento humano, com consequências devastadoras para o mundo e para a sociedade. <strong>Uma sociedade que é intolerante a um pensamento diferente do seu, quer impor o seu pensamento como doutrina, só o seu pensamento devia existir, o senhor da razão.</strong></p>
<h2>Radicalização</h2>
<p>Voltando à política, as AI provocaram uma <strong>polarização da sociedade</strong>, os partidos do centro-esquerda e centro-direita estão se <strong>afastando do centro</strong> e os partidos da extrema-esquerda e de extrema-direita estão a crescer e com ideias cada vez <strong>mais radicais</strong>, mais extremistas.</p>
<p>Isto em termos políticos já está ser um problema e só tem tendência a crescer. Basta observar as eleições em muitos países nos últimos anos, como EUA, Brasil, Espanha, Itália e muito mais. Os resultados das eleições, estão a ser demasiadas partidas ao meios, a direita e a esquerda, muito próximo dos 50% 50%, tornando muito complexo criar um governo estável. Com os partidos dos extremos a conquistar muito eleitorado.</p>
<p>Agora os grandes partidos, mais ao centro, têm que coligar com partidos extremistas para criar um governo e mesmo assim, por vezes nem assim é possível criar um governo com maioria.&nbsp;</p>
<p>Vou dar o exemplo de Portugal, mas pode ser alargado a muitos outros países, antigamente os grandes partidos, centro-esquerda e de centro-direita, o PS e o PSD respectivamente, têm visões diferentes mas partilhavam uma parte importante das suas propostas. Mesmo o governo sem maioria, o partido da oposição aprovava ( ou abastecia ) muitas propostas do governo, existia um entendimento entre os dois. Agora as propostas e os ideais dos dois partidos estão tão antagônicos, é impossível existir um consenso, a única maneira é uma coligação com os extremos.&nbsp;</p>
<p>As pessoas estão a ficar muito radicais, intolerantes uns aos outros, querem impor as suas ideias. Para “combater o radicalismo”, está sendo criado movimentos anti-radicalismo que por sua vez, também são radicais, ou seja, pessoas que são contra os ideais da extrema-esquerda, vão votar em partido da extrema-direita e o oposto também acontece.</p>
<p>Não, a solução para combater a extrema-esquerda é votar num partido de centro e para combater a extrema-direita também é votar num partido de centro. A única maneira de combater os extremos é o centro, a tolerância.</p>
<h2>Cancelamentos</h2>
<p>A sociedade está ficando intolerante a pensamento diferente ao seu, quer impor a suas ideias, um bom exemplo é a cultura do cancelamento que está a acontecer nas redes sociais.</p>
<blockquote>
<p>A cultura do cancelamento é uma corrente que incentiva as pessoas a deixarem de apoiar determinadas pessoas e empresas, independentemente de serem públicas ou não, por seus comportamentos considerados incorretos e repreensíveis. Ela tem sido bastante observada nas mídias sociais. A cultura do cancelamento se dá quando alguém percebe uma ação que considera errada nas redes sociais, registra esta falha e posta para os seguidores com críticas ao futuro cancelado. Em questão de pouco tempo, milhares de pessoas são alcançadas com as mensagens. Nem sempre o cancelamento se dá por conta de uma atitude do alvo cancelado, mas por algumas distorções cognitivas dos usuários das redes sociais.&nbsp;</p>
</blockquote>
<p>Na prática este movimento procura censurar e limitar os direitos de expressão, as suas consequências são similares entre movimentos e a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Internacional_e_de_Defesa_do_Estado"><strong>PIDE</strong></a>. Isto provoca um efeito perverso, as pessoas escondem as suas opiniões, com medo das consequências. Por isso que os movimentos de extrema direita, como o Chega e o Trump, tem muito melhores resultados nas eleições que nas sondagens.</p>
<p>Um bom exemplo foi o caso do <a href="https://expresso.pt/sociedade/2022-06-30-O-fundador-da-Prozis-foi-infeliz-e-ofendeu-os-portugueses-Miguel-Milhao-que-diz-ser-incancelavel-esta-a-ser-boicotado-be51ada0">Miguel Milhão</a>, o fundador da Prozis, houve uma tentativa de “cancelado” nas redes sociais, só por ter expressado a sua opinião. Estes movimentos de cancelamento, além de atacar as pessoas em causa, atacaram a sua empresa e maquiavelicamente também atacaram os terceiros/parceiros da empresa, pressionando a abandonar a empresa. Devido a essa pressão muitos influenciadores deixaram de promover os produtos da Prozis. Estes movimentos <strong>pidescos</strong>, não resolve nada, tem o único objectivo de colocar medo e calar, os alvos não mudam de opinião apenas deixam de dizer o que pensam.</p>
<p>No caso específico do Miguel, eu não concordo com o Miguel, mas ele tem o pleno direito de expressar a sua opinião, como nós temos o direito de expressar a nossa opinião.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da frase/ideia criada pelo filósofo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Spencer">Herbert Spencer</a>:</p>
<blockquote>
<p><strong>“A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro.”</strong></p>
</blockquote>
<p>É uma forma de expressar o princípio de que a liberdade de cada um deve respeitar a liberdade do outro. No entanto, isso não significa que a liberdade de alguém termina ou diminui por causa da liberdade de outro. Pelo contrário, a liberdade de cada um deve ser exercida de forma responsável e acolhedora, reconhecendo o valor da liberdade alheia.</p>
<p>No caso do aborto, o direito de fazer ou não, é um decisão exclusiva dos intervenientes, os que tiveram a relação sexual, é um decisão individual. Não faz sentido eu ser a favor de uma lei que impede os direitos de outros. Quem é contra o aborto, tem todo o direito de o não fazer, mas não pode impedir o direito os outros de o fazer.</p>
<h2>Intolerância</h2>
<p>A intolerância e o radicalismo não é algo exclusivo da direita, também existe na esquerda e em movimentos que nasceram para promover a “liberdade”, para reivindicar os direitos de liberdade. Estou a falar do <strong>LGBT</strong>, foi um movimento criado para combater a discriminação que as pessoas sofriam, só que com o passar do tempo, <strong>uma parte</strong> deste movimento&nbsp; radicalizou-se, com reivindicação mais extremistas. Muitos são intolerantes a opiniões contrárias à sua, criando fortes movimentos de cancelamento de pessoas e de empresas, não conseguem compreender que as pessoas possam ter uma opinião diferente da deles.</p>
<p>Eu concordo com <strong>maiores</strong> das reivindicações deste movimento, mas se eu dizer que não concordo com algo, sou logo de rotulado de <strong>homofóbico</strong> ou do partido Chega. Não conseguem compreender que eu não concordo apenas numa pequena parte.</p>
<p>Uma coisa que eu não concordo é a <strong>linguagem neutra</strong>, acho um absurdo, chegando ao ponto de países criarem lei para obrigar os documentos oficiais com linguagem neutra.</p>
<p>Voltamos aos princípios da frase de Spencer, duas pessoas adultas fazem o que quer da sua vida, tem tudo o direto de casar, sendo ou não do mesmo sexo, é a liberdade individual deles, quem sou eu para impedir que eles seja feliz, não tenho o direito de o fazer.</p>
<p>Tudo muda quando tu queres mudar os direitos de terceiros, no caso da <strong>linguagem neutra</strong> estão a querer, que terceiros o utilizem, quase como uma obrigação, eu tenho o direito de não utilizar e também tenho o direito de não concordar.</p>
<p>É curioso que este movimento nasceu para defender os membros que sofriam <em>bullying</em>, agora são os <em>bully</em>. Esta comunidade não está a fazer nada para demarcar-se e combater essas atitudes, vai custar muito caro no futuro. A população em geral que concorda com o movimento vai acabar de mudar de lado, alimentando os partidos de extrema-direita. E quando esses partidos chegarem ao governo vão reverter todos os direitos que levaram décadas a conquistar, possivelemente até a criminalização da homossexualidade.</p>
<p>Voltando ao início, a única maneira de combater o radicalismo é ser moderado, o centro.</p>
<h2>O espectro político</h2>
<p>A maioria tem a ideia que o espectro político é uma linha do eixo, da esquerda para a direita. Mas está completamente errada.</p>
<p>A representação mais precisa é com <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Espectro_pol%C3%ADtico">dois eixos</a>, com um eixo <strong>socioeconómico</strong> na horizontal e um eixo <strong>sociocultural</strong> na vertical.</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/b23b23c21e2d54361a4064812685cd65b9e080a04fa6a92fc9bf17ba844eb86f.jpg" alt=""></p>
<p>Esta representação é tão complexa, que existem inúmeras versões da disposição dos partidos políticos portugueses, esta foi a melhor que eu encontrei. Este tipo de interpretação é muito difícil porque os partidos são muito dinâmicos, consoante a visão dos seus líderes e/ou se estão em coligações governamentais.</p>
<p>A distância entre a extrema-esquerda e a&nbsp;extrema-direita (no topo do quadrado) é similar à distância do centro político(centro do quadrado). Os extremos compartilham certas atitudes e métodos semelhantes como autoritários, discriminatórios, apenas têm uma visão económica diferente mas as consequências na liberdade são similares.&nbsp;</p>
<h2>Radicalização Binária</h2>
<p>Na vida nem tudo é binário (sem conotação LGBT, em termos latos), por eu gostar do Benfica, não é obrigação de ter que odiar o Fc Porto, irrita-me esta cultura do ódio, as claques dos clubes de futebol estão cheias desses tipos de adereços. O futebol é apenas um exemplo, porque a sociedade está cheia de situações similares.</p>
<p>No meu caso, muitas pessoas colocam em causa o meu maximalismo do Bitcoin, porque eu não detesto e nem ofendo os shitcoiners. Essas pessoas não conseguem compreender que eu gosto de Bitcoin, quem sou eu para ofender os outros. Eu apenas reconheço o Bitcoin como uma moeda e a única que poderá corrigir a sociedade, as outras criptos são representantes do mundo actual (FIAT) em sistemas blockchain. Se as criptos (Bitcoin não é cripto) fazem igual, sem melhorias do sistema atual, porque mudar? servem apenas para algumas pessoas tirarem proveitos económicos do desconhecimento de outros.</p>
<p>Cada um é livre de fazer as suas escolhas, igualmente livre como eu, que escolhi o Bitcoin, outros podem escolher uma shitcoin. Mas todos têm a liberdade de escolher e de arcar com as consequências dos seus actos.</p>
<p>A grande maioria dos Bitcoiners maximalistas tem um passado com shitcoins, é um caminho, uma aprendizagem que na maioria das vezes leva ao maximalismo. Esse percurso, o caminhar sobre as pedras, leva ao estudo e à compreensão do ethos do Bitcoin. Existe uma diferença tremenda entre utilizar Bitcoin e compreender o Bitcoin. O compreender é muito importante, quem percebe, dificilmente deixa de usar; mas quem utiliza apenas por influência, sem compreender, mais tarde ou mais cedo, acaba por deixar.</p>
<p>Será que devemos afugentar as pessoas que utilizam mas não o compreendem?</p>
<p>Bitcoin é isto, para todos, para os que <strong>percebem</strong> e <strong>especialmente para os que não percebem</strong>. As pessoas poderão não perceber, mas sabem que é útil para a sua vida. No futuro, a maioria dos utilizadores vão utilizar sem o saber, vão utilizar serviços que na sua base tem tecnologia Bitcoin mas não está visível. E também serão mais os utilizadores de <strong>IOU</strong> do que de <strong>btc</strong>.</p>
<p>Será que temos o direito de ofender e desprezar alguém que não entende o ethos?</p>
<p>Claro que não, se as pessoas usam Bitcoin é que reconhecem valor, não entendem 100% mas percebem uma parte, senão não usavam.</p>
<p>É claro que temos a liberdade de criticar,&nbsp; mas sempre respeitosamente,&nbsp; mas mais de tudo, temos o dever de ajudar e ensinar o próximo.</p>
<p>Mas isto não é só contra shitcoiners, acontece o mesmo com nocoiners, não temos direito de insultar as pessoas que usam do FIAT, é a escolha deles (apesar de ser imposto pelo estado), são livres de não querer Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Os nocoiners são como uma tela em branco, pronta a ser pintada; os shitcoiners já que encontraram o problema da moeda FIAT, mas escolherem a solução errada, ou seja, colocaram rabiscos na tela, agora será necessário repintar toda de branco e pintar de novo.</p>
<p>Um dos alvos dos maximalistas é <strong>Warren Buffett</strong>, criticam porque este não reconhecer o valor do Bitcoin. Nós temos que compreender o ponto de vista dele, ele é muito bem sucedido no mundo FIAT, não tem a necessidade de mudar, não faz sentido agora aos 92 anos começar a estudar algo totalmente diferente. É como se diz no futebol, a equipa que ganha não se mexe, ele ganha muito dinheiro e tem clientes fiéis, não faz sentido mudar ou perder tempo a estudar o Bitcoin.</p>
<hr>
<p><strong>Sejam menos radicais</strong>, mais tolerantes, tenham empatia com o próximo, não se esqueçam que os futuros Bitcoiners maximalistas são os atuais shitcoiners e nocoiners, mais cedo ou mais tarde, eles vão descobrir <strong>o caminho certo</strong>.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Uma nova máxima nas tecnologias/bigtech, <strong>se o serviço é gratuito,</strong> <strong>tu és o produto</strong>. Se as pessoas são o produto, quanto mais tempo estiverem online, mais lucro terão as empresas.</p>
<p>Isto é especialmente visível nas redes sociais ( onde também incluo o youtube) e serviços com conteúdos online, que criaram sistema de AI que maximizam os lucros e na qual estão a criar uma sociedade viciada. Criando um efeito perverso, quanto mais viciados estão as pessoas, mais lucrativa se torna para os seus proprietários.</p>
<p>Há muitos anos que falo disso, poucos acreditavam, alguns me acham chalupa, mas eu continuo com a minha ideia sólida. É curioso que a sociedade na sua generalidade já começa a perceber o problema do vício das redes sociais, mas são poucos os que percebem que a origem do problema é a <strong>AI</strong>.</p>
<p>Existe um documentário na Netflix que explora este assunto, é de 2020, nestes 3 anos a AI desenvolveu-se monstruosamente. O documentário chama-se “O Dilema das Redes Sociais” e aproveito para transcrever a descrição que faz um resumo básico:&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>“Este documentário dramatizado explora o perigoso impacto das redes sociais nas pessoas, com especialistas em tecnologia a soarem o alarme sobre as suas próprias criações”</p>
</blockquote>
<p>O problema das AI e das redes sociais vai muito mais além do <strong>vício</strong>, as AI estão a <strong>moldar o pensamento humano</strong>, desde dos adultos até às crianças, especialmente as crianças. Eu não tenho qualquer dúvida que a AI do Google conhece melhor as crianças que os próprios pais. Além de a conhecer desde muito pequenos, a AI também teve um papel fundamental na sua educação, ao sugerir notícias e vídeos. A AI assumiu o lugar dos pais, ao decidir o que aquela criança deve ou não consumir (ler, ver, ouvir).</p>
<p>Certo grupo de pensamento e de ideias estavam diversos nas sociedade, não tinham força. Com as redes sociais, as AI justou, deu espaço, divulgou, deu muita mais força a esses movimentos, como os terraplanistas, QAnon e muitos outros.</p>
<p>É notória que as sociedades estão a tornar-se <strong>mais radicais</strong>, <strong>mais polarizadas</strong> a nível político/ideais. A maioria das pessoas atribuem à pandemia este crescimento da intolerância, que por momentos chega a ser de ódio, será que foi a pandemia? É verdade que acelerou após o outro, mas será que existe causa-efeito? Na minha visão, diretamente não, o que aconteceu é que com a pandemia as pessoas consumiram exaustivamente as redes sociais, tiveram tempo para refletir assuntos que anteriormente não tinha tempo. As pessoas estavam melancólicas, introspectivas e assimilaram as informações sugeridas pelas <strong>AI</strong>, moldando o seu pensamento e viciando-os como cocaína.</p>
<h2>Moldam o pensamento</h2>
<p>Como o objecto da AI é manter ao máximo as pessoas ligadas e a consumir, sugerem exaustivamente produtos/ideias que as pessoas gostam, é tudo altamente personalizado, a AI sabe até ao ínfimo pormenor, o que aquele sujeito gosta. Qual o problema de seguir conteúdo que nós gostamos? Enquanto sugere uma caixa de cereais, não existe problema, o problema acontece quando a sugestões são a nível político ( no significado lato da palavra ). As AI colocam as pessoas num gueto, afunilam o seu pensamento, o <strong><em>echo chamber</em></strong>. Um pensamento saudável, é aquele que recebe as informações de várias fontes, os prós e os contras, da direita e da esquerda e a partir daí tira a sua própria conclusão.</p>
<p>Vou utilizar um exemplo “mais ligeiro” para facilitar a explicação, os adeptos de futebol. A AI sugere a um benfiquista essencialmente conteúdos que outros benfiquistas tiveram interesse, quais são? As que o assunto é sobre o Benfica e a que falam mal do Porto. E o oposto acontece com os portistas.</p>
<p>As AI privilegiam os conteúdos com mais leitura e engajamento, que são geralmente com conteúdos controversos. E quanto mais engajamento, dissemina mais esses conteúdos a outras pessoas, é uma bola de neve.</p>
<p>Este tipo de funcionamento limita imenso a diversidade de pensamento, radicalizando o mesmo, criando movimentos de ódio, moldando por completo o pensamento humano, com consequências devastadoras para o mundo e para a sociedade. <strong>Uma sociedade que é intolerante a um pensamento diferente do seu, quer impor o seu pensamento como doutrina, só o seu pensamento devia existir, o senhor da razão.</strong></p>
<h2>Radicalização</h2>
<p>Voltando à política, as AI provocaram uma <strong>polarização da sociedade</strong>, os partidos do centro-esquerda e centro-direita estão se <strong>afastando do centro</strong> e os partidos da extrema-esquerda e de extrema-direita estão a crescer e com ideias cada vez <strong>mais radicais</strong>, mais extremistas.</p>
<p>Isto em termos políticos já está ser um problema e só tem tendência a crescer. Basta observar as eleições em muitos países nos últimos anos, como EUA, Brasil, Espanha, Itália e muito mais. Os resultados das eleições, estão a ser demasiadas partidas ao meios, a direita e a esquerda, muito próximo dos 50% 50%, tornando muito complexo criar um governo estável. Com os partidos dos extremos a conquistar muito eleitorado.</p>
<p>Agora os grandes partidos, mais ao centro, têm que coligar com partidos extremistas para criar um governo e mesmo assim, por vezes nem assim é possível criar um governo com maioria.&nbsp;</p>
<p>Vou dar o exemplo de Portugal, mas pode ser alargado a muitos outros países, antigamente os grandes partidos, centro-esquerda e de centro-direita, o PS e o PSD respectivamente, têm visões diferentes mas partilhavam uma parte importante das suas propostas. Mesmo o governo sem maioria, o partido da oposição aprovava ( ou abastecia ) muitas propostas do governo, existia um entendimento entre os dois. Agora as propostas e os ideais dos dois partidos estão tão antagônicos, é impossível existir um consenso, a única maneira é uma coligação com os extremos.&nbsp;</p>
<p>As pessoas estão a ficar muito radicais, intolerantes uns aos outros, querem impor as suas ideias. Para “combater o radicalismo”, está sendo criado movimentos anti-radicalismo que por sua vez, também são radicais, ou seja, pessoas que são contra os ideais da extrema-esquerda, vão votar em partido da extrema-direita e o oposto também acontece.</p>
<p>Não, a solução para combater a extrema-esquerda é votar num partido de centro e para combater a extrema-direita também é votar num partido de centro. A única maneira de combater os extremos é o centro, a tolerância.</p>
<h2>Cancelamentos</h2>
<p>A sociedade está ficando intolerante a pensamento diferente ao seu, quer impor a suas ideias, um bom exemplo é a cultura do cancelamento que está a acontecer nas redes sociais.</p>
<blockquote>
<p>A cultura do cancelamento é uma corrente que incentiva as pessoas a deixarem de apoiar determinadas pessoas e empresas, independentemente de serem públicas ou não, por seus comportamentos considerados incorretos e repreensíveis. Ela tem sido bastante observada nas mídias sociais. A cultura do cancelamento se dá quando alguém percebe uma ação que considera errada nas redes sociais, registra esta falha e posta para os seguidores com críticas ao futuro cancelado. Em questão de pouco tempo, milhares de pessoas são alcançadas com as mensagens. Nem sempre o cancelamento se dá por conta de uma atitude do alvo cancelado, mas por algumas distorções cognitivas dos usuários das redes sociais.&nbsp;</p>
</blockquote>
<p>Na prática este movimento procura censurar e limitar os direitos de expressão, as suas consequências são similares entre movimentos e a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Internacional_e_de_Defesa_do_Estado"><strong>PIDE</strong></a>. Isto provoca um efeito perverso, as pessoas escondem as suas opiniões, com medo das consequências. Por isso que os movimentos de extrema direita, como o Chega e o Trump, tem muito melhores resultados nas eleições que nas sondagens.</p>
<p>Um bom exemplo foi o caso do <a href="https://expresso.pt/sociedade/2022-06-30-O-fundador-da-Prozis-foi-infeliz-e-ofendeu-os-portugueses-Miguel-Milhao-que-diz-ser-incancelavel-esta-a-ser-boicotado-be51ada0">Miguel Milhão</a>, o fundador da Prozis, houve uma tentativa de “cancelado” nas redes sociais, só por ter expressado a sua opinião. Estes movimentos de cancelamento, além de atacar as pessoas em causa, atacaram a sua empresa e maquiavelicamente também atacaram os terceiros/parceiros da empresa, pressionando a abandonar a empresa. Devido a essa pressão muitos influenciadores deixaram de promover os produtos da Prozis. Estes movimentos <strong>pidescos</strong>, não resolve nada, tem o único objectivo de colocar medo e calar, os alvos não mudam de opinião apenas deixam de dizer o que pensam.</p>
<p>No caso específico do Miguel, eu não concordo com o Miguel, mas ele tem o pleno direito de expressar a sua opinião, como nós temos o direito de expressar a nossa opinião.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da frase/ideia criada pelo filósofo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Herbert_Spencer">Herbert Spencer</a>:</p>
<blockquote>
<p><strong>“A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro.”</strong></p>
</blockquote>
<p>É uma forma de expressar o princípio de que a liberdade de cada um deve respeitar a liberdade do outro. No entanto, isso não significa que a liberdade de alguém termina ou diminui por causa da liberdade de outro. Pelo contrário, a liberdade de cada um deve ser exercida de forma responsável e acolhedora, reconhecendo o valor da liberdade alheia.</p>
<p>No caso do aborto, o direito de fazer ou não, é um decisão exclusiva dos intervenientes, os que tiveram a relação sexual, é um decisão individual. Não faz sentido eu ser a favor de uma lei que impede os direitos de outros. Quem é contra o aborto, tem todo o direito de o não fazer, mas não pode impedir o direito os outros de o fazer.</p>
<h2>Intolerância</h2>
<p>A intolerância e o radicalismo não é algo exclusivo da direita, também existe na esquerda e em movimentos que nasceram para promover a “liberdade”, para reivindicar os direitos de liberdade. Estou a falar do <strong>LGBT</strong>, foi um movimento criado para combater a discriminação que as pessoas sofriam, só que com o passar do tempo, <strong>uma parte</strong> deste movimento&nbsp; radicalizou-se, com reivindicação mais extremistas. Muitos são intolerantes a opiniões contrárias à sua, criando fortes movimentos de cancelamento de pessoas e de empresas, não conseguem compreender que as pessoas possam ter uma opinião diferente da deles.</p>
<p>Eu concordo com <strong>maiores</strong> das reivindicações deste movimento, mas se eu dizer que não concordo com algo, sou logo de rotulado de <strong>homofóbico</strong> ou do partido Chega. Não conseguem compreender que eu não concordo apenas numa pequena parte.</p>
<p>Uma coisa que eu não concordo é a <strong>linguagem neutra</strong>, acho um absurdo, chegando ao ponto de países criarem lei para obrigar os documentos oficiais com linguagem neutra.</p>
<p>Voltamos aos princípios da frase de Spencer, duas pessoas adultas fazem o que quer da sua vida, tem tudo o direto de casar, sendo ou não do mesmo sexo, é a liberdade individual deles, quem sou eu para impedir que eles seja feliz, não tenho o direito de o fazer.</p>
<p>Tudo muda quando tu queres mudar os direitos de terceiros, no caso da <strong>linguagem neutra</strong> estão a querer, que terceiros o utilizem, quase como uma obrigação, eu tenho o direito de não utilizar e também tenho o direito de não concordar.</p>
<p>É curioso que este movimento nasceu para defender os membros que sofriam <em>bullying</em>, agora são os <em>bully</em>. Esta comunidade não está a fazer nada para demarcar-se e combater essas atitudes, vai custar muito caro no futuro. A população em geral que concorda com o movimento vai acabar de mudar de lado, alimentando os partidos de extrema-direita. E quando esses partidos chegarem ao governo vão reverter todos os direitos que levaram décadas a conquistar, possivelemente até a criminalização da homossexualidade.</p>
<p>Voltando ao início, a única maneira de combater o radicalismo é ser moderado, o centro.</p>
<h2>O espectro político</h2>
<p>A maioria tem a ideia que o espectro político é uma linha do eixo, da esquerda para a direita. Mas está completamente errada.</p>
<p>A representação mais precisa é com <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Espectro_pol%C3%ADtico">dois eixos</a>, com um eixo <strong>socioeconómico</strong> na horizontal e um eixo <strong>sociocultural</strong> na vertical.</p>
<p><img src="https://cdn.nostr.build/i/b23b23c21e2d54361a4064812685cd65b9e080a04fa6a92fc9bf17ba844eb86f.jpg" alt=""></p>
<p>Esta representação é tão complexa, que existem inúmeras versões da disposição dos partidos políticos portugueses, esta foi a melhor que eu encontrei. Este tipo de interpretação é muito difícil porque os partidos são muito dinâmicos, consoante a visão dos seus líderes e/ou se estão em coligações governamentais.</p>
<p>A distância entre a extrema-esquerda e a&nbsp;extrema-direita (no topo do quadrado) é similar à distância do centro político(centro do quadrado). Os extremos compartilham certas atitudes e métodos semelhantes como autoritários, discriminatórios, apenas têm uma visão económica diferente mas as consequências na liberdade são similares.&nbsp;</p>
<h2>Radicalização Binária</h2>
<p>Na vida nem tudo é binário (sem conotação LGBT, em termos latos), por eu gostar do Benfica, não é obrigação de ter que odiar o Fc Porto, irrita-me esta cultura do ódio, as claques dos clubes de futebol estão cheias desses tipos de adereços. O futebol é apenas um exemplo, porque a sociedade está cheia de situações similares.</p>
<p>No meu caso, muitas pessoas colocam em causa o meu maximalismo do Bitcoin, porque eu não detesto e nem ofendo os shitcoiners. Essas pessoas não conseguem compreender que eu gosto de Bitcoin, quem sou eu para ofender os outros. Eu apenas reconheço o Bitcoin como uma moeda e a única que poderá corrigir a sociedade, as outras criptos são representantes do mundo actual (FIAT) em sistemas blockchain. Se as criptos (Bitcoin não é cripto) fazem igual, sem melhorias do sistema atual, porque mudar? servem apenas para algumas pessoas tirarem proveitos económicos do desconhecimento de outros.</p>
<p>Cada um é livre de fazer as suas escolhas, igualmente livre como eu, que escolhi o Bitcoin, outros podem escolher uma shitcoin. Mas todos têm a liberdade de escolher e de arcar com as consequências dos seus actos.</p>
<p>A grande maioria dos Bitcoiners maximalistas tem um passado com shitcoins, é um caminho, uma aprendizagem que na maioria das vezes leva ao maximalismo. Esse percurso, o caminhar sobre as pedras, leva ao estudo e à compreensão do ethos do Bitcoin. Existe uma diferença tremenda entre utilizar Bitcoin e compreender o Bitcoin. O compreender é muito importante, quem percebe, dificilmente deixa de usar; mas quem utiliza apenas por influência, sem compreender, mais tarde ou mais cedo, acaba por deixar.</p>
<p>Será que devemos afugentar as pessoas que utilizam mas não o compreendem?</p>
<p>Bitcoin é isto, para todos, para os que <strong>percebem</strong> e <strong>especialmente para os que não percebem</strong>. As pessoas poderão não perceber, mas sabem que é útil para a sua vida. No futuro, a maioria dos utilizadores vão utilizar sem o saber, vão utilizar serviços que na sua base tem tecnologia Bitcoin mas não está visível. E também serão mais os utilizadores de <strong>IOU</strong> do que de <strong>btc</strong>.</p>
<p>Será que temos o direito de ofender e desprezar alguém que não entende o ethos?</p>
<p>Claro que não, se as pessoas usam Bitcoin é que reconhecem valor, não entendem 100% mas percebem uma parte, senão não usavam.</p>
<p>É claro que temos a liberdade de criticar,&nbsp; mas sempre respeitosamente,&nbsp; mas mais de tudo, temos o dever de ajudar e ensinar o próximo.</p>
<p>Mas isto não é só contra shitcoiners, acontece o mesmo com nocoiners, não temos direito de insultar as pessoas que usam do FIAT, é a escolha deles (apesar de ser imposto pelo estado), são livres de não querer Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Os nocoiners são como uma tela em branco, pronta a ser pintada; os shitcoiners já que encontraram o problema da moeda FIAT, mas escolherem a solução errada, ou seja, colocaram rabiscos na tela, agora será necessário repintar toda de branco e pintar de novo.</p>
<p>Um dos alvos dos maximalistas é <strong>Warren Buffett</strong>, criticam porque este não reconhecer o valor do Bitcoin. Nós temos que compreender o ponto de vista dele, ele é muito bem sucedido no mundo FIAT, não tem a necessidade de mudar, não faz sentido agora aos 92 anos começar a estudar algo totalmente diferente. É como se diz no futebol, a equipa que ganha não se mexe, ele ganha muito dinheiro e tem clientes fiéis, não faz sentido mudar ou perder tempo a estudar o Bitcoin.</p>
<hr>
<p><strong>Sejam menos radicais</strong>, mais tolerantes, tenham empatia com o próximo, não se esqueçam que os futuros Bitcoiners maximalistas são os atuais shitcoiners e nocoiners, mais cedo ou mais tarde, eles vão descobrir <strong>o caminho certo</strong>.</p>
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