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      <pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:01:59 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Excesso de Impostos]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre os impostos em Portugal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre os impostos em Portugal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 05 Sep 2024 13:01:59 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>«Only 10 of the 190 taxes collect 90% of the total revenue. The other 180 taxes don’t cause direct economic damage but they generate obstacles, delays and an endless number of procedures that hinder economic activity in a country where making money is already an impossible task» </p>
</blockquote>
<p>Eu concordo plenamente com este pensamento do Javier Milei e tinha a convicção que a situação de Portugal é muito similar, por isso fiz o meu “Don’t Trust, verify”.</p>
<h1>Receita tributária</h1>
<p>Foi analisar o caso de Portugal, as receitas tributárias de <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">2023</a>:</p>
<blockquote>
<p>«Carga fiscal subiu para 95 mil milhões de euros. Mas cai para 35,8% do PIB em 2023» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/04/16/carga-fiscal-subiu-para-95-mil-milhoes-de-euros-atingiu-358-do-pib-em-2023/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png" alt=""></a></p>
<p>Se o objetivo final da estatística é para efetuar uma comparação entre países, é necessário efetuar a divisão pelo PIB. Mas se a análise é apenas para comparações internas ou homólogas, não faz qualquer sentido efetuar a divisão.<br>Com a divisão dos valores pelo PIB, mascaramos a realidade, sobretudo em períodos inflacionários, porque o crescimento do PIB não é real, é uma consequência da inflação.<br>A melhor maneira para analisar as estatísticas internamente é utilizar o valor nominal.</p>
<p>No <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">relatório do INE</a>, os impostos são divididos em 3 grupos:</p>
<ul>
<li>Impostos Diretos</li>
<li>Impostos Indiretos</li>
<li>Contribuições Sociais</li>
</ul>
<p><img src="https://image.nostr.build/ecb7d7a798e52f2b72d11a3cd8afab151891f7a52646379c1c12701a295c0354.jpg" alt="image"></p>
<p>Segundo esses dados, nos últimos anos, tem acontecido um enorme crescimento da arrecadação fiscal por parte do estado, a única exceção foi 2020, devido ao covid. De 2019 a 2023, o aumento foi de quase 30%. Ou seja, totalmente oposto à ideia (divisão pelo PIB) que os governos gostam de propagandear.</p>
<p>Para termos uma comparação, no mesmo período, o salário mínimo nacional(Portugal) subiu 27%, mas o salário médio apenas subiu 17%. As pessoas estão a perder poder de compra.</p>
<p>A tabela seguinte é a compilação dos dados:<br><img src="https://image.nostr.build/033823165dcef6179de7236f362df35af978c180e12e78c1e5d3d92bd16da4d1.jpg" alt="image"></p>
<p>O IVA é o imposto com maior arrecadação, corresponde a aproximadamente a 25% do total da arrecadação fiscal, seguido pelo IRS, com 19.5%. É curioso que a constituição portuguesa, defende que os impostos devem ser progressivos, ou seja, quem ganha mais, deve pagar mais. </p>
<blockquote>
<p>Artigo 104.º<br>(Impostos)</p>
<ol>
<li>O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.</li>
<li>A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.</li>
<li>A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.</li>
<li>A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Mas o IVA é um imposto cego, onde os principais afetados são os mais pobres, totalmente oposto ao que a constituição diz, sem justiça social.</p>
<p>Somando os 10 maiores impostos, resulta em 93.6% da receita fiscal, é similar à situação da Argentina:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9cb127606d5e0c3d682e2cae99c073e22a2f89c19dcad14e66bb8c39d7380f18.jpg" alt="image"></p>
<p>A quantidade de impostos em Portugal é tal, que a maioria deles nem aparece nos relatórios, apenas ficam nas secções “outros”. Curiosamente, perguntei a uma AI, quantos impostos existem em Portugal, mas a AI, esquivou-se à resposta.</p>
<blockquote>
<p>Em Portugal, existem cerca de 20 impostos principais, incluindo os mais conhecidos como o IRS, IRC, IVA, IMI, e IMT. Além desses, há vários outros impostos e taxas específicas que podem ser aplicáveis em diferentes situações.</p>
</blockquote>
<p>Eu insisti mais que uma vez, mas ele nunca deu um número concreto. Possivelmente, nem o governo sabe quantos impostos existem…</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Em Portugal e na Argentina, a esmagadora receita fiscal acontece, sobretudo em apenas 10 impostos, os restantes são residuais na receita do governo mas gera uma enorme burocracia nas empresas e nas pessoas. </p>
<p>Se muitos desses "mini" impostos fossem eliminados, permitia uma maior dinamização do mercado, gerando crescimento económico e mais empregos. Nos fins das contas, o estado acabaria por arrecadar mais receitas através dos outros impostos, sobretudo no IVA. Em certos casos, é provável que custos operacionais para o estado são superior à propria arrecadação fiscal desse respectivo imposto. Sem esquecer os casos de impostos sobre impostos, da dupla tributação, como acontece na compra de um automóvel. A curva de Laffer, há muito que foi ultrapassada em Portugal.</p>
<p>Além de prejudicar a economia diretamente, esta enorme quantidade de taxas, taxinhas e burocracias, tem um efeito perverso no “estado”. Os estados necessitam de muitos meios físicos e humanos para efetuar a gestão, fiscalização e a recolha desses impostos, além disso, a burocracia leva ao surgimento da corrupção.<br>A burocracia é criada propositadamente pelos políticos para atrapalhar a vida dos cidadãos, com o objectivo final de beneficiar terceiros, como advogados ou lobis ou os próprios políticos. A receita fiscal é mínima, mas é um incentivo à corrupção, isto é especialmente visível a nível mais local, nas autarquias. Qualquer coisa que se faça, sobretudo a nível de obras, é necessário uma infindável quantidade de autorizações, papeladas e claro, muitas taxinhas. Devido a essa burocracia, qualquer licenciamento demoram meses a anos, no meio disto tudo, existem empresários/pessoas impacientes, que desesperam com a tremenda demora e acabam por colocar uma notinha no bolso de alguém importante, para que este acelere o processo. Coisas que normalmente demorariam meses, são aprovadas em semanas, a burocracia incentiva a corrupção.</p>
<p>Portugal necessita urgentemente de uma simplificação fiscal, se houvesse vontade política para mudar, o governo poderia diminuir drasticamente o número de impostos sem diminuir a arrecadação fiscal. Se esta mudança, eles não são capazes de a fazer, muito menos vão fazer uma mudança que provoque uma redução da arrecadação fiscal.<br>Eu acho que Portugal vai seguir o caminho oposto, em vez de simplificar, vai é criar ainda mais novos impostos, porque como os atuais impostos já estão demasiado elevados, é extremamente impopular aumentá-los ainda mais, a maneira mais simples para o governo é criar novos impostos para aumentar a arrecadação fiscal.</p>
<p>Os governos modernos só olham para o aumento da arrecadação/impostos, "esquecem” por completo a redução de gastos, a eficiência.<br>Resumindo, isto é o mundo FIAT.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<blockquote>
<p>«Only 10 of the 190 taxes collect 90% of the total revenue. The other 180 taxes don’t cause direct economic damage but they generate obstacles, delays and an endless number of procedures that hinder economic activity in a country where making money is already an impossible task» </p>
</blockquote>
<p>Eu concordo plenamente com este pensamento do Javier Milei e tinha a convicção que a situação de Portugal é muito similar, por isso fiz o meu “Don’t Trust, verify”.</p>
<h1>Receita tributária</h1>
<p>Foi analisar o caso de Portugal, as receitas tributárias de <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">2023</a>:</p>
<blockquote>
<p>«Carga fiscal subiu para 95 mil milhões de euros. Mas cai para 35,8% do PIB em 2023» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/04/16/carga-fiscal-subiu-para-95-mil-milhoes-de-euros-atingiu-358-do-pib-em-2023/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png"><img src="https://www.rei-artur.com/wp-content/uploads/image-201.png" alt=""></a></p>
<p>Se o objetivo final da estatística é para efetuar uma comparação entre países, é necessário efetuar a divisão pelo PIB. Mas se a análise é apenas para comparações internas ou homólogas, não faz qualquer sentido efetuar a divisão.<br>Com a divisão dos valores pelo PIB, mascaramos a realidade, sobretudo em períodos inflacionários, porque o crescimento do PIB não é real, é uma consequência da inflação.<br>A melhor maneira para analisar as estatísticas internamente é utilizar o valor nominal.</p>
<p>No <a href="https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=662239632&amp;att_display=n&amp;att_download=y">relatório do INE</a>, os impostos são divididos em 3 grupos:</p>
<ul>
<li>Impostos Diretos</li>
<li>Impostos Indiretos</li>
<li>Contribuições Sociais</li>
</ul>
<p><img src="https://image.nostr.build/ecb7d7a798e52f2b72d11a3cd8afab151891f7a52646379c1c12701a295c0354.jpg" alt="image"></p>
<p>Segundo esses dados, nos últimos anos, tem acontecido um enorme crescimento da arrecadação fiscal por parte do estado, a única exceção foi 2020, devido ao covid. De 2019 a 2023, o aumento foi de quase 30%. Ou seja, totalmente oposto à ideia (divisão pelo PIB) que os governos gostam de propagandear.</p>
<p>Para termos uma comparação, no mesmo período, o salário mínimo nacional(Portugal) subiu 27%, mas o salário médio apenas subiu 17%. As pessoas estão a perder poder de compra.</p>
<p>A tabela seguinte é a compilação dos dados:<br><img src="https://image.nostr.build/033823165dcef6179de7236f362df35af978c180e12e78c1e5d3d92bd16da4d1.jpg" alt="image"></p>
<p>O IVA é o imposto com maior arrecadação, corresponde a aproximadamente a 25% do total da arrecadação fiscal, seguido pelo IRS, com 19.5%. É curioso que a constituição portuguesa, defende que os impostos devem ser progressivos, ou seja, quem ganha mais, deve pagar mais. </p>
<blockquote>
<p>Artigo 104.º<br>(Impostos)</p>
<ol>
<li>O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.</li>
<li>A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.</li>
<li>A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.</li>
<li>A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.</li>
</ol>
</blockquote>
<p>Mas o IVA é um imposto cego, onde os principais afetados são os mais pobres, totalmente oposto ao que a constituição diz, sem justiça social.</p>
<p>Somando os 10 maiores impostos, resulta em 93.6% da receita fiscal, é similar à situação da Argentina:</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/9cb127606d5e0c3d682e2cae99c073e22a2f89c19dcad14e66bb8c39d7380f18.jpg" alt="image"></p>
<p>A quantidade de impostos em Portugal é tal, que a maioria deles nem aparece nos relatórios, apenas ficam nas secções “outros”. Curiosamente, perguntei a uma AI, quantos impostos existem em Portugal, mas a AI, esquivou-se à resposta.</p>
<blockquote>
<p>Em Portugal, existem cerca de 20 impostos principais, incluindo os mais conhecidos como o IRS, IRC, IVA, IMI, e IMT. Além desses, há vários outros impostos e taxas específicas que podem ser aplicáveis em diferentes situações.</p>
</blockquote>
<p>Eu insisti mais que uma vez, mas ele nunca deu um número concreto. Possivelmente, nem o governo sabe quantos impostos existem…</p>
<h1>Conclusão</h1>
<p>Em Portugal e na Argentina, a esmagadora receita fiscal acontece, sobretudo em apenas 10 impostos, os restantes são residuais na receita do governo mas gera uma enorme burocracia nas empresas e nas pessoas. </p>
<p>Se muitos desses "mini" impostos fossem eliminados, permitia uma maior dinamização do mercado, gerando crescimento económico e mais empregos. Nos fins das contas, o estado acabaria por arrecadar mais receitas através dos outros impostos, sobretudo no IVA. Em certos casos, é provável que custos operacionais para o estado são superior à propria arrecadação fiscal desse respectivo imposto. Sem esquecer os casos de impostos sobre impostos, da dupla tributação, como acontece na compra de um automóvel. A curva de Laffer, há muito que foi ultrapassada em Portugal.</p>
<p>Além de prejudicar a economia diretamente, esta enorme quantidade de taxas, taxinhas e burocracias, tem um efeito perverso no “estado”. Os estados necessitam de muitos meios físicos e humanos para efetuar a gestão, fiscalização e a recolha desses impostos, além disso, a burocracia leva ao surgimento da corrupção.<br>A burocracia é criada propositadamente pelos políticos para atrapalhar a vida dos cidadãos, com o objectivo final de beneficiar terceiros, como advogados ou lobis ou os próprios políticos. A receita fiscal é mínima, mas é um incentivo à corrupção, isto é especialmente visível a nível mais local, nas autarquias. Qualquer coisa que se faça, sobretudo a nível de obras, é necessário uma infindável quantidade de autorizações, papeladas e claro, muitas taxinhas. Devido a essa burocracia, qualquer licenciamento demoram meses a anos, no meio disto tudo, existem empresários/pessoas impacientes, que desesperam com a tremenda demora e acabam por colocar uma notinha no bolso de alguém importante, para que este acelere o processo. Coisas que normalmente demorariam meses, são aprovadas em semanas, a burocracia incentiva a corrupção.</p>
<p>Portugal necessita urgentemente de uma simplificação fiscal, se houvesse vontade política para mudar, o governo poderia diminuir drasticamente o número de impostos sem diminuir a arrecadação fiscal. Se esta mudança, eles não são capazes de a fazer, muito menos vão fazer uma mudança que provoque uma redução da arrecadação fiscal.<br>Eu acho que Portugal vai seguir o caminho oposto, em vez de simplificar, vai é criar ainda mais novos impostos, porque como os atuais impostos já estão demasiado elevados, é extremamente impopular aumentá-los ainda mais, a maneira mais simples para o governo é criar novos impostos para aumentar a arrecadação fiscal.</p>
<p>Os governos modernos só olham para o aumento da arrecadação/impostos, "esquecem” por completo a redução de gastos, a eficiência.<br>Resumindo, isto é o mundo FIAT.</p>
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      <title><![CDATA[Turismo: de solução a problema]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre o turismo e a forte dependência da economia portuguesa.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre o turismo e a forte dependência da economia portuguesa.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 27 Jul 2024 10:34:24 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/tygerq_okanfliiem0vyc/</link>
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      <category>Portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Portugal na última década, tem sido um dos principais destinos de férias a nível mundial, está na moda. Foi o turismo que permitiu sair da crise da dívida soberana de 2012, a partir daí tem sido o principal motor da economia.</p>
<p>O forte crescimento do turismo não é exclusivo de Portugal, é global. As sociedades estão cada vez mais consumistas, sedentas por experiências e a isto somarmos que o viajar deixou de ser um bem de luxo. Companhias aéreas lowcost como a Ryanair e a EasyJet contribuíram para uma forma de turismo de massa.</p>
<p>Este crescimento do turismo foi o eixo central para a reabilitação dos centros históricos das grandes cidades, que estavam envelhecidos e degradados. Permitiu criar dezenas de milhares de empregos, é atualmente um dos sectores onde existe mais falta de mão-de-obra.</p>
<blockquote>
<p>«O turismo foi a origem em Portugal de 19,1% da riqueza produzida no ano passado, de acordo com o relatório do World Travel &amp; Tourism Council (WTTC), que aponta Portugal como o 5º país onde é mais forte a contribuição do turismo para o PIB.<br>Em valor absoluto da contribuição do turismo para o PIB, Portugal surge em 29º entre os 40 países especificados na informação do WTTC, com 45 mil milhões de dólares, à frente da Grécia, com 44 mil milhões.» – <a href="https://www.sgeconomia.gov.pt/noticias/portugal-e-o-5-pais-com-mais-forte-contributo-do-turismo-para-o-pib.aspx">sgeconomia.gov.pt</a></p>
</blockquote>
<p>Mas o peso do turismo na economia começa a ser um problema, o país está demasiado dependente de um único sector económico, é importante uma maior diversificação para uma melhor resiliência a futuras crises.</p>
<p>Este turismo de massas dá um forte contributo nas economias mas possivelmente já passou do ponto de equilíbrio. Permitiu reabilitação dos centros históricos, que estavam muito degradados, mas também houve muitos abusos, muitos casos de moradores locais que foram despejados dos bairros onde sempre viveram. E os moradores locais que restam se começassem a sentir estrangeiros nas suas próprias cidades.</p>
<p>O turismo de massa tornou o custo de vida nas zonas mais turísticas exorbitantes, a subida de preços tornou muito comércios e restaurantes quase “exclusivos” para turistas, onde o comum português não pode consumir e usufruir, devido ao seu baixo poder de compra. No início, o aumento do custo de vida ocorreram mais nos centros históricos, depois alastrou-se para o restante da cidade, agora está pelo país inteiro.</p>
<p>O Airbnb tem contribuído imenso para o crescimento do aumento do turismo, mas também para retirar casas do mercado para os locais, menos oferta logo preços mais elevados. Como gerou muitos empregos e geralmente mal pagos, os países europeus necessitam de mais mão-de-obra estrangeira, mais gente a viver, aumenta mais a pressão na escassez da habitação.</p>
<p>As infraestruturas das cidades estão a ceder sob a pressão, não foram construídas para tantas pessoas. Nas grandes cidades, o trânsito está cada vez mais caótico, a importação de tuk-tuk é uma aberração, as ruas estão muito menos limpas. Os centros históricos estão se transformando num parque de diversão para turistas.</p>
<p>Em 2018, a revista alemã Der Spiegel fez uma reportagem onde alertava o problema, a descaracterização das cidades, mas hoje está bem pior.</p>
<blockquote>
<p>“Em Portugal, já há muito que se fala neste fenómeno. Há vários grupos e cidadãos que alertam para o facto de as zonas históricas estarem em risco de descaracterização, de os espaços de restauração ficarem iguais e de os monumentos ficarem tão lotados que não se conseguem visitar.” – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/der-spiegel-diz-que-os-turistas-estao-a-destruir-o-que-amam-no-porto">Der Spiegel</a></p>
</blockquote>
<p>Isto é uma espiral da morte, este excesso de turismo está a destruir aquilo que eles querem experienciar ou ver. A autenticidade, o castiço que existia em Portugal, foi o que trouxe os turistas, está a ser destruído pelo turismo de massas.</p>
<p>Outras das críticas é a poluição, sobretudo pela aviação. Aqui surge outro problema, será que faz sentido o turismo internacional de fim de semana? Faz sentido fazer dois voos de avião, altamente poluidores, só para passar apenas dois ou três numa capital europeia? Na minha opinião, não faz sentido, pelo menos uma semana para ver a cidade. 2 dias não dá para ver nada, é mais tempo em aeroporto que a usufruir da cidade. Possivelmente é essa ideia, mais que usufruir a cidade, é mostrar ao outro que foi à cidade, o alimentar do instagram e gerar inveja, dizer aos amigos e aos colegas de trabalho que já visitou dezenas de cidades europeias. Isto é um sintoma do consumismo excessivo, de alta preferência temporal.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa é outra novela, há muito que a sua capacidade está esgotada, é a pura demonstração da incompetência dos políticos portugueses, não conseguem escolher um local para a construção do novo aeroporto, já houve dezenas de localizações diferentes, a cada novo governo, anula tudo o que anterior fez e volta à fase inicial, estamos nisto há 50 anos. Foram gastos milhões em estudos e comissões e nada saiu do papel.</p>
<p>Outro cúmulo da política portuguesa é o aeroporto de Beja, praticamente não é utilizado:</p>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Beja registou, no passado mês de outubro, 1484 passageiros, assinalando, assim, “o melhor mês de 2023”.<br>No total, a infraestrutura recebeu, nos 11 primeiros meses do ano passado, 4907 passageiros, maioritariamente, de jatos privados.» – <a href="https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/17715/aeroporto-de-beja-com-mais-passageiros.aspx">diariodoalentejo.pt</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Lisboa movimentou, em 2023, 49,8% do total de passageiros (33,6 milhões), tendo crescido 19,1% comparando com 2022 e 7,9% face a 2019. Já o aeroporto do Porto movimentou 15,2 milhões de passageiros e Faro 9,64 milhões.» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/02/14/passageiros-nos-aeroportos-portugueses-ultrapassam-675-milhoes-em-2023-e-superam-nivel-pre-pandemia/">ECO</a></p>
</blockquote>
<p>De um lado temos um aeroporto lotado que recebe 33 milhões, por outro lado, a apenas 180 km temos um aeroporto internacional praticamente novo, que recebe apenas 5000 passageiros por ano, completamente vazio.</p>
<p>Se cerca de 6% dos turistas têm como destino o Alentejo e a zona centro recebem 12% dos turistas, parte destes turistas deveriam ser canalizados para Beja. Não faz qualquer sentido, com a existência de um aeroporto no Alentejo, os turistas com destino ao Alentejo e zona centro aterrarem todos em Lisboa, quando o de Beja está mais perto.</p>
<p>Com os incentivos certos, 10% poderiam aterrar em Beja, só que o governo não faz nada, é o problema da centralização. Quando não existe vontade política, nada muda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/035ad6552d417b4b3ea3a9cba36390dd2733930a7437a0ee11ccacbdb1029e9f.png" alt="image"></p>
<p>Mas o ponto de equilíbrio já há muito tempo que foi ultrapassado, no estrangeiro já é comum os protestos dos locais contra o excesso de turismo, em Portugal estão a surgir os primeiros movimentos.</p>
<blockquote>
<p>«A wave of protest against the negative impact of mass tourism is sweeping over Spain’s most popular holiday hotspots.<br>‘Go home!’, cries out a man in swimming togs, frantically waving at a group of bewildered tourists trying to access the Caló des Moro, one of Majorca’s most famous and picturesque beaches. He is one of the dozens of residents who had come early that Sunday to occupy the site, in protest againsst the ‘massification’ of tourism, which they say has “devastating effects” on their island, and their lives.<br>‘We have cruises [cruise ships] every day with thousands of people. We have a flight every minute! It’s cars, it’s pollution. Beaches, restaurants are full of the streets are full of people! We’re fed up!’ exclaims Joana Maria Estrany Vallespir, from “SOS Residents”, a protest collective.<br>‘TOURISM IS KILLING US’» – <a href="https://www.euronews.com/2024/07/12/mass-tourism-in-spain-drowning-the-balearic-islands?twclid=2-1jmc6ug4i7j4va2nrzwzmm186">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>Os protestos estão a surgir nos principais centros turísticos em todo o mundo, especialmente nas principais capitais europeias.</p>
<h1>Dependência</h1>
<p>Portugal está com um problema melindroso e complexo, é verdade que o excesso de turismo está a criar problemas, mas uma possível redução do turismo vai gerar ainda mais problemas. O país está demasiado dependente do turismo, sem ele, a crise será muito severa, será dramática.&nbsp;</p>
<p>O turismo é uma indústria orgânica, cresce sozinha, é descentralizada, não necessita de grande ajudas do estado, por isso cresce.</p>
<p>Os políticos passam o tempo a elogiar o crescimento económico (medíocre) do país, mas só acontece devido ao turismo. O restante da economia está estagnado, o centralismo político contenta-se com pouco, nada faz para incentivar/ajudar o crescimento de outras áreas. As ajudas não são necessariamente em dinheiro, basta menos burocracia e menos impostos e boas vias de comunicação. Portugal tem urgentemente reduzir a dependência do turismo, senão vai ter graves problemas.</p>
<p>É claro que o turismo é sector importante na economia, mas não pode ser o principal. E algo que temos que questionar, é se queremos o turismo de massas. Na minha opinião seria melhor para o país, em primeiro deslocalização do turismo por todo o país, para não ficar concentrado em poucos pontos. Também necessitamos reformular o turismo, para um turista com um poder de compra mais elevado, deixar de ser uma indústria de turismo <em>low cost</em> e de baixos salários.&nbsp;</p>
<p>Número de trabalhadores e remuneração bruta por trabalhador, 2014-2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f37e30b1aa4ec0384164485003f68702abcbd32f382091ca926faec6c52f5b7b.jpg" alt="image"><br>Fonte: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=646074543&amp;DESTAQUESmodo=2">INE</a></p>
<p>Especificamente nas atividades de Alojamento (CAE 55), a remuneração bruta mensal por trabalhador situou-se em 1 249 euros em 2023. O salário médio de um trabalhador do sector do turismo é sempre menor que o salário médio nacional, ou seja, uma economia baseada em salários baixos.&nbsp;</p>
<p>Faz mais sentido apostar nos turistas com médio/alto poder de compra, alongamentos e serviços de melhor qualidade, funcionários mais qualificados e claro mais bem pagos.</p>
<p>É lógico que existirá menos turistas, mas gastam mais dinheiro, os centros históricos são menos caóticos, gerando uma melhor harmonia entre turistas e locais.</p>
<h1>Habitação</h1>
<p>Como disse em cima, o turismo não é o principal responsável, mas tem certa responsabilidade no problema habitacional na maioria dos países.&nbsp;</p>
<p>O principal problema tem origem na expansão monetária, levando as pessoas a comprar casas como uma reserva de valor, como uma proteção ou investimento. Como a procura aumentou e a oferta não acompanhou esse aumento, nos últimos anos foram construídas habitações suficientes. Essa enorme escassez levou a uma forte valorização das habitações, ficando inacessível aos jovens.</p>
<p>Agora é impossível resolver o problema rapidamente, vai demorar muitos anos, é necessário uma enorme planificação, é necessário construir muito e para complicar não existe mão-de-obra. Aqui está outro problema, os políticos portugueses não sabem planear a longo prazo. Alguns governos já estão a avançar com projectos de construção de habitação, mas só provocará efeitos a médio/longo prazo. Isto não é um problema exclusivo de Portugal, é um problema no mundo ocidental.</p>
<blockquote>
<p>«O aumento constante dos preços e rendas das casas agravaram a crise da habitação na UE na última década ainda que esta atinja de forma distinta os Estados-membros. Apesar de ser competência nacional a dimensão da crise da habitação está a fazer soar alarmes em Bruxelas e a levar o debate para o seio das instituições comunitárias.» – <a href="https://www.sabado.pt/europa-viva/detalhe/crise-da-habitacao-ja-fez-soar-os-alarmes-em-bruxelas">Sábado</a></p>
</blockquote>
<p>Devido à pressão das populações, os governos estão a começar a tomar medidas extremas com o objetivo de ter efeitos a curto prazo, como colocar restrições ao Airbnb.</p>
<blockquote>
<p>«Nova Iorque declara guerra ao Airbnb. Quer proibir os arrendamentos de curta duração._ _Milhares de alojamentos na cidade dos Estados Unidos da América estão prestes a ser eliminados da plataforma.<br>Após um ano de negociações, a Lei Local 18 (Local Law 18) entrou em vigor esta terça-feira, 5 de setembro, e é ainda mais rigorosa do que se previa. Não basta fazer o registo na administração local para poder listar um imóvel na plataforma. A partir de agora, só os anfitriões que moram na cidade é que podem colocar uma casa para arrendar no Airbnb — e têm de estar presentes quando alguém está hospedado. Cada pessoa só poderá ter, no máximo, dois convidados.» – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/nova-iorque-declara-guerra-ao-airbnb-quer-proibir-os-arrendamentos-de-curta-duracao">NIT</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«Itália está a considerar novas regras à escala nacional enquanto Penang, na Malásia, introduziu recentemente uma proibição.<br>Da Europa aos EUA, as cidades começaram a impor restrições aos alugueres de curta duração para contrariar a tendência.<br>Na semana passada, Florença, em Itália, anunciou a proibição de novas listagens do Airbnb e de outros alugueres de férias de curta duração no centro histórico da cidade. O país agora está a contemplar o endurecimento das regras à escala nacional.<br>Itália não é o único destino a bater o pé. Esta semana, a popular ilha de Penang, na Malásia, proibiu as acomodações ao estilo Airbnb.» – <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2023/06/12/italia-malasia-eua-que-cidades-e-paises-estao-a-apertar-o-cerco-ao-airbnb">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>A bolha do turismo está a alimentar a bolha no imobiliário, são duas enormes bolhas em simultâneo. Se a bolha do turismo rebentar, muitos negócios vão fechar, libertando imensas habitações. Além disso, vai gerar muito desemprego, muitos emigrantes vão voltar à sua terra natal, libertando ainda mais casas.</p>
<p>Se isto acontecer, vai provocar um excesso de oferta no mercado imobiliário e devido à crise vai gerar uma baixa na procura. Um choque na oferta, vai provocar uma forte queda do preço das casas, podendo provocar o estouro da bolha do imobiliário.</p>
<p>A crise do turismo poderá ser a primeira pedra do dominó a cair.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Portugal na última década, tem sido um dos principais destinos de férias a nível mundial, está na moda. Foi o turismo que permitiu sair da crise da dívida soberana de 2012, a partir daí tem sido o principal motor da economia.</p>
<p>O forte crescimento do turismo não é exclusivo de Portugal, é global. As sociedades estão cada vez mais consumistas, sedentas por experiências e a isto somarmos que o viajar deixou de ser um bem de luxo. Companhias aéreas lowcost como a Ryanair e a EasyJet contribuíram para uma forma de turismo de massa.</p>
<p>Este crescimento do turismo foi o eixo central para a reabilitação dos centros históricos das grandes cidades, que estavam envelhecidos e degradados. Permitiu criar dezenas de milhares de empregos, é atualmente um dos sectores onde existe mais falta de mão-de-obra.</p>
<blockquote>
<p>«O turismo foi a origem em Portugal de 19,1% da riqueza produzida no ano passado, de acordo com o relatório do World Travel &amp; Tourism Council (WTTC), que aponta Portugal como o 5º país onde é mais forte a contribuição do turismo para o PIB.<br>Em valor absoluto da contribuição do turismo para o PIB, Portugal surge em 29º entre os 40 países especificados na informação do WTTC, com 45 mil milhões de dólares, à frente da Grécia, com 44 mil milhões.» – <a href="https://www.sgeconomia.gov.pt/noticias/portugal-e-o-5-pais-com-mais-forte-contributo-do-turismo-para-o-pib.aspx">sgeconomia.gov.pt</a></p>
</blockquote>
<p>Mas o peso do turismo na economia começa a ser um problema, o país está demasiado dependente de um único sector económico, é importante uma maior diversificação para uma melhor resiliência a futuras crises.</p>
<p>Este turismo de massas dá um forte contributo nas economias mas possivelmente já passou do ponto de equilíbrio. Permitiu reabilitação dos centros históricos, que estavam muito degradados, mas também houve muitos abusos, muitos casos de moradores locais que foram despejados dos bairros onde sempre viveram. E os moradores locais que restam se começassem a sentir estrangeiros nas suas próprias cidades.</p>
<p>O turismo de massa tornou o custo de vida nas zonas mais turísticas exorbitantes, a subida de preços tornou muito comércios e restaurantes quase “exclusivos” para turistas, onde o comum português não pode consumir e usufruir, devido ao seu baixo poder de compra. No início, o aumento do custo de vida ocorreram mais nos centros históricos, depois alastrou-se para o restante da cidade, agora está pelo país inteiro.</p>
<p>O Airbnb tem contribuído imenso para o crescimento do aumento do turismo, mas também para retirar casas do mercado para os locais, menos oferta logo preços mais elevados. Como gerou muitos empregos e geralmente mal pagos, os países europeus necessitam de mais mão-de-obra estrangeira, mais gente a viver, aumenta mais a pressão na escassez da habitação.</p>
<p>As infraestruturas das cidades estão a ceder sob a pressão, não foram construídas para tantas pessoas. Nas grandes cidades, o trânsito está cada vez mais caótico, a importação de tuk-tuk é uma aberração, as ruas estão muito menos limpas. Os centros históricos estão se transformando num parque de diversão para turistas.</p>
<p>Em 2018, a revista alemã Der Spiegel fez uma reportagem onde alertava o problema, a descaracterização das cidades, mas hoje está bem pior.</p>
<blockquote>
<p>“Em Portugal, já há muito que se fala neste fenómeno. Há vários grupos e cidadãos que alertam para o facto de as zonas históricas estarem em risco de descaracterização, de os espaços de restauração ficarem iguais e de os monumentos ficarem tão lotados que não se conseguem visitar.” – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/der-spiegel-diz-que-os-turistas-estao-a-destruir-o-que-amam-no-porto">Der Spiegel</a></p>
</blockquote>
<p>Isto é uma espiral da morte, este excesso de turismo está a destruir aquilo que eles querem experienciar ou ver. A autenticidade, o castiço que existia em Portugal, foi o que trouxe os turistas, está a ser destruído pelo turismo de massas.</p>
<p>Outras das críticas é a poluição, sobretudo pela aviação. Aqui surge outro problema, será que faz sentido o turismo internacional de fim de semana? Faz sentido fazer dois voos de avião, altamente poluidores, só para passar apenas dois ou três numa capital europeia? Na minha opinião, não faz sentido, pelo menos uma semana para ver a cidade. 2 dias não dá para ver nada, é mais tempo em aeroporto que a usufruir da cidade. Possivelmente é essa ideia, mais que usufruir a cidade, é mostrar ao outro que foi à cidade, o alimentar do instagram e gerar inveja, dizer aos amigos e aos colegas de trabalho que já visitou dezenas de cidades europeias. Isto é um sintoma do consumismo excessivo, de alta preferência temporal.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa é outra novela, há muito que a sua capacidade está esgotada, é a pura demonstração da incompetência dos políticos portugueses, não conseguem escolher um local para a construção do novo aeroporto, já houve dezenas de localizações diferentes, a cada novo governo, anula tudo o que anterior fez e volta à fase inicial, estamos nisto há 50 anos. Foram gastos milhões em estudos e comissões e nada saiu do papel.</p>
<p>Outro cúmulo da política portuguesa é o aeroporto de Beja, praticamente não é utilizado:</p>
<blockquote>
<p>«O aeroporto de Beja registou, no passado mês de outubro, 1484 passageiros, assinalando, assim, “o melhor mês de 2023”.<br>No total, a infraestrutura recebeu, nos 11 primeiros meses do ano passado, 4907 passageiros, maioritariamente, de jatos privados.» – <a href="https://diariodoalentejo.pt/pt/noticias/17715/aeroporto-de-beja-com-mais-passageiros.aspx">diariodoalentejo.pt</a></p>
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<p>«O aeroporto de Lisboa movimentou, em 2023, 49,8% do total de passageiros (33,6 milhões), tendo crescido 19,1% comparando com 2022 e 7,9% face a 2019. Já o aeroporto do Porto movimentou 15,2 milhões de passageiros e Faro 9,64 milhões.» – <a href="https://eco.sapo.pt/2024/02/14/passageiros-nos-aeroportos-portugueses-ultrapassam-675-milhoes-em-2023-e-superam-nivel-pre-pandemia/">ECO</a></p>
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<p>De um lado temos um aeroporto lotado que recebe 33 milhões, por outro lado, a apenas 180 km temos um aeroporto internacional praticamente novo, que recebe apenas 5000 passageiros por ano, completamente vazio.</p>
<p>Se cerca de 6% dos turistas têm como destino o Alentejo e a zona centro recebem 12% dos turistas, parte destes turistas deveriam ser canalizados para Beja. Não faz qualquer sentido, com a existência de um aeroporto no Alentejo, os turistas com destino ao Alentejo e zona centro aterrarem todos em Lisboa, quando o de Beja está mais perto.</p>
<p>Com os incentivos certos, 10% poderiam aterrar em Beja, só que o governo não faz nada, é o problema da centralização. Quando não existe vontade política, nada muda.</p>
<p><img src="https://image.nostr.build/035ad6552d417b4b3ea3a9cba36390dd2733930a7437a0ee11ccacbdb1029e9f.png" alt="image"></p>
<p>Mas o ponto de equilíbrio já há muito tempo que foi ultrapassado, no estrangeiro já é comum os protestos dos locais contra o excesso de turismo, em Portugal estão a surgir os primeiros movimentos.</p>
<blockquote>
<p>«A wave of protest against the negative impact of mass tourism is sweeping over Spain’s most popular holiday hotspots.<br>‘Go home!’, cries out a man in swimming togs, frantically waving at a group of bewildered tourists trying to access the Caló des Moro, one of Majorca’s most famous and picturesque beaches. He is one of the dozens of residents who had come early that Sunday to occupy the site, in protest againsst the ‘massification’ of tourism, which they say has “devastating effects” on their island, and their lives.<br>‘We have cruises [cruise ships] every day with thousands of people. We have a flight every minute! It’s cars, it’s pollution. Beaches, restaurants are full of the streets are full of people! We’re fed up!’ exclaims Joana Maria Estrany Vallespir, from “SOS Residents”, a protest collective.<br>‘TOURISM IS KILLING US’» – <a href="https://www.euronews.com/2024/07/12/mass-tourism-in-spain-drowning-the-balearic-islands?twclid=2-1jmc6ug4i7j4va2nrzwzmm186">EuroNews</a></p>
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<p>Os protestos estão a surgir nos principais centros turísticos em todo o mundo, especialmente nas principais capitais europeias.</p>
<h1>Dependência</h1>
<p>Portugal está com um problema melindroso e complexo, é verdade que o excesso de turismo está a criar problemas, mas uma possível redução do turismo vai gerar ainda mais problemas. O país está demasiado dependente do turismo, sem ele, a crise será muito severa, será dramática.&nbsp;</p>
<p>O turismo é uma indústria orgânica, cresce sozinha, é descentralizada, não necessita de grande ajudas do estado, por isso cresce.</p>
<p>Os políticos passam o tempo a elogiar o crescimento económico (medíocre) do país, mas só acontece devido ao turismo. O restante da economia está estagnado, o centralismo político contenta-se com pouco, nada faz para incentivar/ajudar o crescimento de outras áreas. As ajudas não são necessariamente em dinheiro, basta menos burocracia e menos impostos e boas vias de comunicação. Portugal tem urgentemente reduzir a dependência do turismo, senão vai ter graves problemas.</p>
<p>É claro que o turismo é sector importante na economia, mas não pode ser o principal. E algo que temos que questionar, é se queremos o turismo de massas. Na minha opinião seria melhor para o país, em primeiro deslocalização do turismo por todo o país, para não ficar concentrado em poucos pontos. Também necessitamos reformular o turismo, para um turista com um poder de compra mais elevado, deixar de ser uma indústria de turismo <em>low cost</em> e de baixos salários.&nbsp;</p>
<p>Número de trabalhadores e remuneração bruta por trabalhador, 2014-2023:<br><img src="https://image.nostr.build/f37e30b1aa4ec0384164485003f68702abcbd32f382091ca926faec6c52f5b7b.jpg" alt="image"><br>Fonte: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=646074543&amp;DESTAQUESmodo=2">INE</a></p>
<p>Especificamente nas atividades de Alojamento (CAE 55), a remuneração bruta mensal por trabalhador situou-se em 1 249 euros em 2023. O salário médio de um trabalhador do sector do turismo é sempre menor que o salário médio nacional, ou seja, uma economia baseada em salários baixos.&nbsp;</p>
<p>Faz mais sentido apostar nos turistas com médio/alto poder de compra, alongamentos e serviços de melhor qualidade, funcionários mais qualificados e claro mais bem pagos.</p>
<p>É lógico que existirá menos turistas, mas gastam mais dinheiro, os centros históricos são menos caóticos, gerando uma melhor harmonia entre turistas e locais.</p>
<h1>Habitação</h1>
<p>Como disse em cima, o turismo não é o principal responsável, mas tem certa responsabilidade no problema habitacional na maioria dos países.&nbsp;</p>
<p>O principal problema tem origem na expansão monetária, levando as pessoas a comprar casas como uma reserva de valor, como uma proteção ou investimento. Como a procura aumentou e a oferta não acompanhou esse aumento, nos últimos anos foram construídas habitações suficientes. Essa enorme escassez levou a uma forte valorização das habitações, ficando inacessível aos jovens.</p>
<p>Agora é impossível resolver o problema rapidamente, vai demorar muitos anos, é necessário uma enorme planificação, é necessário construir muito e para complicar não existe mão-de-obra. Aqui está outro problema, os políticos portugueses não sabem planear a longo prazo. Alguns governos já estão a avançar com projectos de construção de habitação, mas só provocará efeitos a médio/longo prazo. Isto não é um problema exclusivo de Portugal, é um problema no mundo ocidental.</p>
<blockquote>
<p>«O aumento constante dos preços e rendas das casas agravaram a crise da habitação na UE na última década ainda que esta atinja de forma distinta os Estados-membros. Apesar de ser competência nacional a dimensão da crise da habitação está a fazer soar alarmes em Bruxelas e a levar o debate para o seio das instituições comunitárias.» – <a href="https://www.sabado.pt/europa-viva/detalhe/crise-da-habitacao-ja-fez-soar-os-alarmes-em-bruxelas">Sábado</a></p>
</blockquote>
<p>Devido à pressão das populações, os governos estão a começar a tomar medidas extremas com o objetivo de ter efeitos a curto prazo, como colocar restrições ao Airbnb.</p>
<blockquote>
<p>«Nova Iorque declara guerra ao Airbnb. Quer proibir os arrendamentos de curta duração._ _Milhares de alojamentos na cidade dos Estados Unidos da América estão prestes a ser eliminados da plataforma.<br>Após um ano de negociações, a Lei Local 18 (Local Law 18) entrou em vigor esta terça-feira, 5 de setembro, e é ainda mais rigorosa do que se previa. Não basta fazer o registo na administração local para poder listar um imóvel na plataforma. A partir de agora, só os anfitriões que moram na cidade é que podem colocar uma casa para arrendar no Airbnb — e têm de estar presentes quando alguém está hospedado. Cada pessoa só poderá ter, no máximo, dois convidados.» – <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/nova-iorque-declara-guerra-ao-airbnb-quer-proibir-os-arrendamentos-de-curta-duracao">NIT</a></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>«Itália está a considerar novas regras à escala nacional enquanto Penang, na Malásia, introduziu recentemente uma proibição.<br>Da Europa aos EUA, as cidades começaram a impor restrições aos alugueres de curta duração para contrariar a tendência.<br>Na semana passada, Florença, em Itália, anunciou a proibição de novas listagens do Airbnb e de outros alugueres de férias de curta duração no centro histórico da cidade. O país agora está a contemplar o endurecimento das regras à escala nacional.<br>Itália não é o único destino a bater o pé. Esta semana, a popular ilha de Penang, na Malásia, proibiu as acomodações ao estilo Airbnb.» – <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2023/06/12/italia-malasia-eua-que-cidades-e-paises-estao-a-apertar-o-cerco-ao-airbnb">EuroNews</a></p>
</blockquote>
<p>A bolha do turismo está a alimentar a bolha no imobiliário, são duas enormes bolhas em simultâneo. Se a bolha do turismo rebentar, muitos negócios vão fechar, libertando imensas habitações. Além disso, vai gerar muito desemprego, muitos emigrantes vão voltar à sua terra natal, libertando ainda mais casas.</p>
<p>Se isto acontecer, vai provocar um excesso de oferta no mercado imobiliário e devido à crise vai gerar uma baixa na procura. Um choque na oferta, vai provocar uma forte queda do preço das casas, podendo provocar o estouro da bolha do imobiliário.</p>
<p>A crise do turismo poderá ser a primeira pedra do dominó a cair.</p>
]]></itunes:summary>
      <itunes:image href="https://image.nostr.build/0b5c0b71694d221bdbb445073bb152f4200b46596b474559305988c8f5a2d775.jpg"/>
      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Onde...]]></title>
      <description><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Um conjunto de interrogações deste novo normal.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 16:05:42 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Estamos numa época tão estranha da humanidade…</p>
<p>Onde alguns querem reescrever a história, em vez de aprender e evoluir com a mesma. São com os erros que se cresce.</p>
<p>Onde o termo fascista é sinónimo de alguém com uma opinião diferente da sua, sem minimamente saber o real significado dessa palavra.</p>
<p>Onde defendem uma liberdade, que proíba o contraditório.</p>
<p>Onde não se discutem ideias, mas sim combatem ideias.</p>
<p>Onde o ambientalmente sustentável é substituir árvores e zonas verdes por estruturas em aço e zonas negras.</p>
<p>Onde os políticos constroem casas ou cidades, literalmente, em cima dos rios mas depois a culpa das cheias é as alterações climáticas.</p>
<p>Onde os alimentos tem menos importância que um peido de uma vaca.</p>
<p>Onde pessoas defendem que a solução para o aquecimento, é morrer de frio.</p>
<p>Onde a igualdade é favorecer um grupo, em detrimento de outro.</p>
<p>Onde o essencial é viver para consumir, em vez de usufruir.</p>
<p>Onde o importante é ser rico e ostentar essa mesma riqueza, mesmo que tenha de espezinhar outros para a conquistar.</p>
<p>Onde o mais importante é parecer em vez de ser.</p>
<p>Onde políticos defendem que o conhecimento pode levar a escolhas erradas, defendem o carneirismo.</p>
<p>Onde um político define o que é verdade ou mentira, limitando o que as pessoas podem expressar. Mas quem controla o controlador.</p>
<p>Onde os revisores da verdade deixaram de estar num gabinete, passando a ser um exército de jovens atrás de um teclado.</p>
<p>Onde, são propostas e aprovadas limitações de liberdade, sem esclarecimento ou divulgação pública. Pior que a obscuridade, é desinteresse da comunidade por liberdade.</p>
<p>Onde a censura é o novo normal, defender o contrário é que é censurável.</p>
<p>Onde a imprensa é tão livre como uma pomba dentro de sua gaiola.</p>
<p>Onde, quem comete o crime é protegido, quem o denúncia é perseguido.</p>
<p>Onde o certo é pensar com a cabeça dos outros, sem questionar.</p>
<p>Onde os pais delegaram o papel de educar às escolas e aos ecrãs azuis.</p>
<p>Onde a escola deixou de ser um lugar de conhecimento e/ou do desenvolvimento do espírito crítico.</p>
<p>Onde as crianças crescem doutrinados por políticos e por AI.</p>
<p>Onde a sociedade é programada e com um destino predefinido, como um rato dentro da sua roda.</p>
<p>Onde o maior erro, é pretender construir seres que não cometem erros, que não tenham vícios. Quando isso acontecer, deixamos de ser humanos. A imperfeição é a essência dos seres humanos, é o que nos difere das máquinas.</p>
<p>Onde só se ensina a não cair, em vez de ajudar e incentivar a levantar.</p>
<p>Onde se suspende a liberdade de circulação e os direitos mais básicos, sem ninguém questionar.</p>
<p>Onde a privacidade é crime.</p>
<p>Onde Satoshi é excomungado, mas Miguel Tiago é idoleterado.</p>
<p>Onde a moeda é utilizado como uma arma.</p>
<p>Onde uma guerra é digladiada entre zeros e uns, sem o comum mortal aperceber da sua existência.</p>
<p>Onde crianças caem em campos de batalha, como folhas em pleno outono.</p>
<p>Onde o direito ao Livre-arbítrio está sob ameaça.</p>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Estudo sobre a iliteracia financeira]]></title>
      <description><![CDATA[Uma reflexão sobre um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma reflexão sobre um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 30 May 2024 13:21:34 GMT</pubDate>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As principais conclusões de um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses:</p>
<ul>
<li>64% dos portugueses apresenta um baixo conhecimento financeiro.</li>
<li>Apenas 39% dos portugueses consegue fazer face a uma despesa inesperada de 2.000 euros.</li>
<li>72% dos portugueses não desenvolveu qualquer tipo de plano financeiro para a reforma.</li>
<li>1 em cada 4 portugueses tem dificuldades em pagar as contas e cumprir as suas obrigações financeiras.</li>
<li>45% dos portugueses nunca investiu. Apenas 38% já considerou fazê-lo.</li>
</ul>
<h2>Conclusões</h2>
<p>São 5 pontos muito esclarecedores da falta de literacia financeira dos portugueses, isto explica muito o porquê de não compreenderem o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. </p>
<p>Mesmo os jovens que estão mais aberto ao mundo cripto, preferem mais o cripto do que <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. Os jovens não olham para isto como uma poupança mas sim uma maneira fácil de enriquecimento, um gambling.</p>
<p>Analisado bem, é fácil de compreender o porquê dos portugueses não entenderem o Bitcoin. O Bitcoin tem o objetivo de ser uma solução para o problema da moeda fiduciária. O baixo conhecimento dos portugueses não lhes permite identificar a existência desse problema, logo não procuram uma solução. As pessoas só procuram uma solução quando identificam um problema.</p>
<p>Se o mais básico, os portugueses não conseguem decifrar, dificilmente vão compreender a complexidade extrema na qual foi construído o atual sistema financeiro.</p>
<h3>Pensões</h3>
<p>O atual sistema de pensões está a colapsar, os estudos de hoje indicam que em 2050 a taxa de substituição será inferior a 40%. Com um mundo a entrar numa espiral  da morte de dívida soberana, as moedas vão ser fortemente desvalorizadas, vamos viver um longo período de inflação alta, que irá destruir os fundos de pensões, que resultará numa taxa de substituição muito mais baixa, do que o estudo indica.</p>
<p>Com tudo isto, como é possível que 72% dos portugueses não têm qualquer plano para a reforma. </p>
<h3>Preferência temporal</h3>
<p>Se 60% dos portugueses não têm 2000€ para uma despesa inesperada, como podem investir? Os portugueses necessitam de ser mais poupados e ter uma preferência temporal mais baixa.</p>
<hr>
<p>O estudo: <np-embed url="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/"><a href="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/">https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/</a></np-embed></p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>As principais conclusões de um estudo sobre a iliteracia financeira dos portugueses:</p>
<ul>
<li>64% dos portugueses apresenta um baixo conhecimento financeiro.</li>
<li>Apenas 39% dos portugueses consegue fazer face a uma despesa inesperada de 2.000 euros.</li>
<li>72% dos portugueses não desenvolveu qualquer tipo de plano financeiro para a reforma.</li>
<li>1 em cada 4 portugueses tem dificuldades em pagar as contas e cumprir as suas obrigações financeiras.</li>
<li>45% dos portugueses nunca investiu. Apenas 38% já considerou fazê-lo.</li>
</ul>
<h2>Conclusões</h2>
<p>São 5 pontos muito esclarecedores da falta de literacia financeira dos portugueses, isto explica muito o porquê de não compreenderem o <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. </p>
<p>Mesmo os jovens que estão mais aberto ao mundo cripto, preferem mais o cripto do que <a href='/tag/bitcoin/'>#Bitcoin</a>. Os jovens não olham para isto como uma poupança mas sim uma maneira fácil de enriquecimento, um gambling.</p>
<p>Analisado bem, é fácil de compreender o porquê dos portugueses não entenderem o Bitcoin. O Bitcoin tem o objetivo de ser uma solução para o problema da moeda fiduciária. O baixo conhecimento dos portugueses não lhes permite identificar a existência desse problema, logo não procuram uma solução. As pessoas só procuram uma solução quando identificam um problema.</p>
<p>Se o mais básico, os portugueses não conseguem decifrar, dificilmente vão compreender a complexidade extrema na qual foi construído o atual sistema financeiro.</p>
<h3>Pensões</h3>
<p>O atual sistema de pensões está a colapsar, os estudos de hoje indicam que em 2050 a taxa de substituição será inferior a 40%. Com um mundo a entrar numa espiral  da morte de dívida soberana, as moedas vão ser fortemente desvalorizadas, vamos viver um longo período de inflação alta, que irá destruir os fundos de pensões, que resultará numa taxa de substituição muito mais baixa, do que o estudo indica.</p>
<p>Com tudo isto, como é possível que 72% dos portugueses não têm qualquer plano para a reforma. </p>
<h3>Preferência temporal</h3>
<p>Se 60% dos portugueses não têm 2000€ para uma despesa inesperada, como podem investir? Os portugueses necessitam de ser mais poupados e ter uma preferência temporal mais baixa.</p>
<hr>
<p>O estudo: <np-embed url="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/"><a href="https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/">https://www.doutorfinancas.pt/estudobemestarfinanceiro/</a></np-embed></p>
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      <item>
      <title><![CDATA[De Bogalho a Paupério]]></title>
      <description><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Novos políticos, mas velhos problemas e alguns episódios da política nacional em plenas eleições.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 14 May 2024 15:49:43 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
<p><np-embed url="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187"><a href="https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187">https://twitter.com/VascoMelo76/status/1790260984189272187</a></np-embed></p>
<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Sou um grande defensor que é necessário a entrada de sangue novo na política, são muito poucos os jovens que conseguem se destacar. A classe política está muito envelhecida, os jovens têm pouco interesse na participação pública. Nestas eleições europeias, surgem dois candidatos jovens, um é incongruente e o outro nem consigo o classificar.</p>
<p>O Bogalho, além da idiotice das 7 quinas, há meia dúzia de anos era contra a UE e agora é candidato ao parlamento europeu, bastante incongruente.</p>
<p>Agora vamos ao Francisco Paupério, candidato pelo partido Livre, que foi eleito de uma maneira muito peculiar. Eu até simpatizo com Rui Tavares, apesar de concordar pouco com as suas ideias. São mais as vezes que discordo que concordo, mas eu acho que é um tipo inteligente, é congruente no seu pensamento e nas suas ideias, é um bom contraditório. Mas o Paupério não tem nada que se compare com o Rui Tavares, e ontem num debate político televisivo para as europeias foi o pináculo da idiotice.</p>
<p>Paupério disse:</p>
<blockquote>
<p>Estima-se que, até 2050, vão existir 200 milhões de refugiados climáticos. Esses refugiados climáticos vêm, sobretudo, das zonas do Médio Oriente e do norte de África e vão ter o objetivo de chegar à União Europeia, à procura da liberdade e da democracia que tanto defendemos.</p>
</blockquote>
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<p>Na mesma frase ele consegue contradizer-se, dizendo que são “refugiados climáticos”, mas logo a seguir diz que estes vêm para a Europa à procura de Liberdade e Democracia.</p>
<p>Afinal são “refugiados climáticos” ou são “refugiados políticos”?<br>Porque a justificação que ele apresentou, é por motivos políticos e não climáticos.</p>
<p>Na realidade estes 200 milhões, não são “refugiados climáticos”, nem “refugiados políticos” e nem refugiados são, são apenas emigrantes por motivos económicos, apenas isso, pessoas que procuram construir uma melhor vida para si e para a sua família.</p>
<p>200 milhões, correspondia a um aumento de 50% na população da UE, é completamente incomportável. Os EUA também estão numa situação similar, e os políticos de ambos não conseguem arranjar uma solução. Os políticos não procuram soluções para o problema, apenas paliativos. Não atacam a causa, mas sim o sintoma.</p>
<p>A abertura de fronteiras não é solução, como a construção de muros ou fronteiras mais musculadas, deportações também não é a solução, são apenas paliativos.<br>Estas pessoas estão desesperadas, preferem arriscar a sua vida em vez de ficarem no seu país natal. São pessoas que atravessam o mar mediterrâneo em jangadas ou barcos de borracha, nos EUA percorrem milhares de quilómetros, desde da América do Sul, ultrapassam desertos. Não vai ser um muro ou uma fronteira que os vai desmobilizar, eles vão entrar de qualquer jeito.</p>
<p>Esta gente são emigrantes económicos, a única solução é melhorar a condição económica dos seus países de origem. Se esses países estiverem bem economicamente, as pessoas têm menos motivos para emigrar ou emigram para um país vizinho que esteja melhor economicamente.<br>A economia destes países tem se degradado nas últimas duas décadas, após 2020 ainda se acentuou mais. Estes países sempre tiveram problemas internos, mas agora agravaram-se fortemente com a expansão monetária do dólar nas duas últimas décadas.</p>
<p>Como o dólar é a moeda de reserva mundial, os EUA ao expandir a sua moeda “exportam” inflação para o mundo inteiro. Além da exportação de inflação, a taxa de juro elevada, os bonds elevados, toda esta política monetária desastrosa está a sugar a riqueza de todos os países do mundo. Os mais afetados são os países mais pobres, além da inflação do dólar, sofre de uma forte desvalorização da sua própria moeda, tem como consequência uma inflação galopante. É o efeito Cantillon a nível global, destruindo por completo as economias mais débeis. As crises são tão severas que as pessoas veem a emigração como a única solução.</p>
<p>Curiosamente os EUA estão a sofrer de um problema que eles próprios criaram, quem semeia ventos colhe tempestades.</p>
<p>A única solução é corrigir a política monetária.</p>
<p>Fix the Money, Fix the World!</p>
<p>Voltando ao Paupério e para finalizar. Aquela declaração é simplesmente uma idiotice. É impossível acolher dignamente, integrar essas pessoas, ter casas para eles, quando os números são dessa magnitude. É simplesmente impossível.</p>
<p>Isso não está relacionado com racismo ou nacionalismo, é simplesmente bom senso, equilíbrio. Portugal recebeu 1 milhão nos últimos anos e já está a rebentar pelas costuras, como ficará o país se receber mais 4 milhões? nem quero imaginar. </p>
<p>Ontem ouvi um caso de um T0, onde vivem 9 pessoas, é inacreditável, como é possível viver tanta gente numa casa tão pequena. Isto não é digno para ninguém.</p>
<p>Cada vez mais estou receoso no futuro de Portugal.</p>
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      <title><![CDATA[Dia da Liberdade]]></title>
      <description><![CDATA[Uma pequena reflexão sobre liberdade e o 25 de Abril]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Uma pequena reflexão sobre liberdade e o 25 de Abril]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Thu, 25 Apr 2024 09:20:30 GMT</pubDate>
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      <category>Portugal</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há exatamente 50 anos houve uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974">revolução em Portugal</a>, que derrubou a ditadura, foi o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o século XX, foram 48 anos.</p>
<p>Por esse motivo, hoje, dia 25 de Abril, comemora-se o Dia da Liberdade.</p>
<p>A revolução trouxe-nos muitas formas de liberdade:</p>
<ul>
<li>liberdade circulação</li>
<li>liberdade de voto</li>
<li>liberdade de pensamento</li>
<li>liberdade de expressão</li>
<li>liberdade de imprensa</li>
<li>liberdade religiosa</li>
</ul>
<p>A ditadura terminou há 50 anos, mas hoje eu sinto que sou menos livre que há 20 anos. Cada vez mais, vivemos numa sociedade mais intolerante a um pensamento diferente do seu. Foram movimentos de esquerda que mais lutaram pela liberdade no período da ditadura, mas agora, uma esquerda radical quer impor as “suas liberdades” e os “seus pensamentos”, restringindo as liberdades e pensamentos de outros.</p>
<p>Uma coisa é acreditar que comer cenoura faz bem aos olhos, ou coisa é querer obrigar todas as pessoas a comerem cenoura. Na minha concepção de Liberdade, quem quiser come cenoura, quem não quer não come, simplesmente isto.</p>
<p>A partir do momento que começamos a restringir o pensamento de outro, onde está a liberdade de pensamento. Quanto temos que pensar duas ou três vezes, antes de dizer publicamente ou publicar algo online – com medo das repercussões – é porque não somos livres. A partir do momento onde existe medo, logo não existe liberdade de pensamento e de expressão.</p>
<p>A plenitude da Liberdade não significa que podemos fazer tudo, é claro que existem algumas restrições, desde que não invada/impeça a liberdade de outro.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da máxima, a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro, é pura verdade.</p>
<p>A sociedade está cada vez mais intolerante a opiniões contrárias à sua, as pessoas não querem ser livres, querem impor o seu pensamento. Não querem diversidade de pensamento, querem pensamento único. Não é possível uma democracia com um pensamento único.&nbsp;</p>
<p>No passado a censura era feita por policiais, agora é por grupo organizado ideologicamente, atrás de um teclado ou através da pressão pública/mediática, a política do cancelamento.</p>
<p>Eu não consigo compreender, o que aconteceu nos últimos 20 anos, que provocou uma mudança tão drástica na sociedade,&nbsp; onde houve um retrocesso na liberdade. Chegámos ao cúmulo de suspender a liberdade de circulação ou bloquear contas bancárias apenas por discordância de opinião. Ou colocar em causa a propriedade privada.</p>
<p>Liberdade não é anarquia, não é fazer o que vai na real gana, mas sim respeitar o próximo e respeitar a si próprio. Fazer aos outros, o que queremos que façam a nós. Em suma, respeito e responsabilidade.</p>
<p>Outro ponto sensível da actualidade é as fakenews, em nome de acabar com</p>
<p>as fakenews, os países estão a criar leis que restringem a liberdade de expressão. Organismos estatais, políticos em cargos estatais e jornalistas têm a obrigação de dizer a verdade, não podem fazer fakenews.&nbsp;</p>
<p>Mas um cidadão individual, sem cargos políticos, não poderá ter a liberdade de mentir?</p>
<p>Na opinião tem a liberdade de mentir, também tem a liberdade de ofender alguém, mas terá que arcar com as consequências legais desse ato, em tribunal claro. Não faz qualquer sentido,&nbsp; bloquear preventivamente alguém nas redes sociais, isto limita, impede o direito à liberdade de expressão.</p>
<p>Quantos copérnicos são cancelados nas redes sociais?</p>
<p>O julgar da verdade ou mentira é sempre limitada aos dados existentes, esses dados podem mudar ao longo do tempo. Como dizia o mítico Pimenta Machado, “o que hoje é verdade amanhã é mentira”.&nbsp;</p>
<p>Isto leva-nos a outro problema, terá que existir alguém, um juiz que decida o que viola ou não a lei, verdade ou mentira. Só um juiz pode ter o poder de decidir, nunca um político ou um qualquer funcionário de uma bigtech. Mesmo os juízes têm as suas limitações, porque limitam-se a cumprir a lei, lei feita pelos próprios estados. Um estado em caso de discordância com algum tribunal, basta mudar a lei, o estado tem um poder absoluto.</p>
<p>A incitação ao ódio e as Fakenews, são algo tão abrangente e ao mesmo tempo abstrato, onde é possível fazer infinitas interpretações. Os governos aproveitam desse abstracionismo para limitar as liberdades dos seus cidadãos.</p>
<h1>Liberdade monetária</h1>
<p>A revolução trouxe-nos muitas liberdades, mas a liberdade fundamental ainda não conseguimos adquirir, a Liberdade monetária/financeira, sem esta, as restantes liberdade não poderão ser exercidas na sua plenitude. Necessitamos de uma sociedade que incentive a liberdade de pensamento, um pensamento crítico.</p>
<p>Tem que existir uma separação real da política monetária, do poder político. Será tão ou mais importante para a humanidade, como foi a separação da religião, do poder político.</p>
<p>Passados 50 anos, em termos gerais, o nível de ensino melhorou em Portugal, mas em termos de literacia financeira, pouco melhoramos. Existindo partidos políticos que são abertamente contra a educação financeira nas escolas, segundo eles, o conhecimento pode levar as pessoas a fazer escolhas erradas. Curiosamente, o antigo regime tinha uma política similar. Porque um povo inculto é mais obediente, submisso e menos pensante, mais ignorante.</p>
<p>Curiosamente, esse partido apoia um grupo extremista, de criminosos, que destrói património, ataca pessoas, roça o terrorismo, tudo com o pretexto da causa ambiental.&nbsp;Todos temos a liberdade e direito de protestar, desde que não invada no direitos de outros, desde que não destrua património de outros, desde que não agrida outros e que não impeça que outros trabalhem. O partido apenas apoia na surdina, porque nem tem coragem para o admitir publicamente que o apoia.</p>
<p>Se algo é a representação clara do que é liberdade é o Bitcoin. É a liberdade pura. Mas isso não significa que todos os bitcoiners defendam a liberdade plena, como em todo o lado existem os radicais.</p>
<p>Se nós queremos ter a liberdade de utilizar o bitcoin, também temos que aceitar com naturalidade, as pessoas que não querem ter, não podemos ofender por terem uma opinião diferente da nossa.&nbsp;Se nós somos contra o uso forçado da moeda FIAT, não podemos ser a favor do uso forçado do bitcoin, é uma incongruência. Temos que ser a favor da liberdade monetária, os cidadãos devem ter a liberdade de escolher a moeda que querem transacionar. Se as duas partes concordam em fazer uma transação numa respectiva moeda, qualquer que seja a moeda, não devem existir restrições legais que o impeçam.</p>
<p>Até entre nós bitcoiners mais puristas temos que exigir, a nós próprios, mais liberdade, aceitar pensamentos e visões diferentes, isso é liberdade, não existem verdades absolutas, não existe uma visão única sobre o Bitcoin. Liberdade é isso, cada um faz e usa como quer. Não existem uns superiores aos outros, somos todos bitcoiners.</p>
<p>A rejeição ao FIAT e ter 100% exposto a bitcoin não deve ser uma obrigação, mas sim um caminho longo que pode ser percorrido à velocidade de cada cidadão, ao&nbsp; seu próprio ritmo.&nbsp;</p>
<p>Não devemos ser tão críticos ou ofender uma pessoa por utilizar a Liquid (ou Cashu), se utiliza a Liquid é porque a sua condição financeira não permite utilizar a Layer 1, mas quer estar exposto a bitcoin. É verdade que Liquid não é exatamente igual a Bitcoin, mas é substancialmente superior a quaisquer outras cripto ou shitcoin.&nbsp;</p>
<p>Será que temos o direito de criticar um cubano por este utilizar Liquid, ele não tem condições financeiras para fazer transações na L1, 10$ de taxa, é o salário semanal dele. Claro que não devemos criticar ou chamá-lo de shitcoiner por este utilizar Liquid.</p>
<p>Hoje em dia, já milhões de pessoas estão impedidas de utilizar a L1, onde a sua única alternativa é utilizar Lightning Network custodial ou Liquid. Neste cenário, eu considero a Liquid muito mais segura.&nbsp;</p>
<p>Hoje são os mais pobres de estão impedidas de utilizar a L1, mas num futuro próximo, sermos nós a ter estas dificuldades, possivelmente faremos 1 ou 2 transações por ano na l1, enviaremos os fundos para uma layer 2 (como a Liquid) e a partir desta vamos fazer os pagamentos do dia-a-dia. Esta situação é inevitável.</p>
<p>Também não devemos criticar quem não faz auto-custódia, no máximo devemos aconselhar, explicar qual é a melhor solução. Mas a decisão final é do indivíduo, que deve ter a liberdade de escolher a custódia que mais se adequa ao seu perfil. Nós só nos resta respeitar essa decisão. A auto-custódio é um assunto bastante sensível, para nós mais puristas a auto-custódia é essencial, mas nós somos uma minoria muito pequena, a maioria da população não quer ou não tem conhecimentos para ser soberano. Com o tempo, possivelmente algumas destas pessoas vão aprender a fazer a auto-custódia, mas a maioria nunca o fará. Estas pessoas têm todo o direito de ter bitcoin, e nós mais experientes devemos aconselhar quais os melhores serviços, é preferível um sistema com um custódia partilhada (tipo Bitkey) do que utilizar exchange. O que é inaceitável, é as pessoas quererem ter bitcoin mas só não o tem porque tem medo de fazer a auto-custódia, é mil vezes preferível utilizar um sistema de custódia partilhada do que ter zero bitcoin.</p>
<p>Como digo em cima, as pessoas têm a liberdade de criticar ou de ofender, mas depois terão que sofrer as consequências dos seus atos, que neste caso, que devido à agressividade nos comentários vão afastar os novatos, atrasando a adoção do Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Todos somos bitcoiners, apenas temos visões e utilização diferente.</p>
<p>Hoje é 25, mas ontem na véspera da celebração da Liberdade, a Política Judiciária deteve um programador informático, acatando ordem de extradição dos EUA. Que país é este, que liberdade é esta, que prende alguém que apenas escreveu algumas linhas de código.</p>
<p>Na minha opinião, o auge da liberdade foi por volta dos anos 2000, de lá pra cá tem existido uma gradual deterioração das liberdade e dos direitos. Se nada for feito, qualquer dia será tarde demais… quando começamos a ceder liberdades em prol de segurança, vamos acabar por perder a segurança e a liberdade.</p>
<p>Falta ainda cumprir Abril!</p>
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      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>Há exatamente 50 anos houve uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974">revolução em Portugal</a>, que derrubou a ditadura, foi o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o século XX, foram 48 anos.</p>
<p>Por esse motivo, hoje, dia 25 de Abril, comemora-se o Dia da Liberdade.</p>
<p>A revolução trouxe-nos muitas formas de liberdade:</p>
<ul>
<li>liberdade circulação</li>
<li>liberdade de voto</li>
<li>liberdade de pensamento</li>
<li>liberdade de expressão</li>
<li>liberdade de imprensa</li>
<li>liberdade religiosa</li>
</ul>
<p>A ditadura terminou há 50 anos, mas hoje eu sinto que sou menos livre que há 20 anos. Cada vez mais, vivemos numa sociedade mais intolerante a um pensamento diferente do seu. Foram movimentos de esquerda que mais lutaram pela liberdade no período da ditadura, mas agora, uma esquerda radical quer impor as “suas liberdades” e os “seus pensamentos”, restringindo as liberdades e pensamentos de outros.</p>
<p>Uma coisa é acreditar que comer cenoura faz bem aos olhos, ou coisa é querer obrigar todas as pessoas a comerem cenoura. Na minha concepção de Liberdade, quem quiser come cenoura, quem não quer não come, simplesmente isto.</p>
<p>A partir do momento que começamos a restringir o pensamento de outro, onde está a liberdade de pensamento. Quanto temos que pensar duas ou três vezes, antes de dizer publicamente ou publicar algo online – com medo das repercussões – é porque não somos livres. A partir do momento onde existe medo, logo não existe liberdade de pensamento e de expressão.</p>
<p>A plenitude da Liberdade não significa que podemos fazer tudo, é claro que existem algumas restrições, desde que não invada/impeça a liberdade de outro.</p>
<p>Eu sou um forte defensor da máxima, a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro, é pura verdade.</p>
<p>A sociedade está cada vez mais intolerante a opiniões contrárias à sua, as pessoas não querem ser livres, querem impor o seu pensamento. Não querem diversidade de pensamento, querem pensamento único. Não é possível uma democracia com um pensamento único.&nbsp;</p>
<p>No passado a censura era feita por policiais, agora é por grupo organizado ideologicamente, atrás de um teclado ou através da pressão pública/mediática, a política do cancelamento.</p>
<p>Eu não consigo compreender, o que aconteceu nos últimos 20 anos, que provocou uma mudança tão drástica na sociedade,&nbsp; onde houve um retrocesso na liberdade. Chegámos ao cúmulo de suspender a liberdade de circulação ou bloquear contas bancárias apenas por discordância de opinião. Ou colocar em causa a propriedade privada.</p>
<p>Liberdade não é anarquia, não é fazer o que vai na real gana, mas sim respeitar o próximo e respeitar a si próprio. Fazer aos outros, o que queremos que façam a nós. Em suma, respeito e responsabilidade.</p>
<p>Outro ponto sensível da actualidade é as fakenews, em nome de acabar com</p>
<p>as fakenews, os países estão a criar leis que restringem a liberdade de expressão. Organismos estatais, políticos em cargos estatais e jornalistas têm a obrigação de dizer a verdade, não podem fazer fakenews.&nbsp;</p>
<p>Mas um cidadão individual, sem cargos políticos, não poderá ter a liberdade de mentir?</p>
<p>Na opinião tem a liberdade de mentir, também tem a liberdade de ofender alguém, mas terá que arcar com as consequências legais desse ato, em tribunal claro. Não faz qualquer sentido,&nbsp; bloquear preventivamente alguém nas redes sociais, isto limita, impede o direito à liberdade de expressão.</p>
<p>Quantos copérnicos são cancelados nas redes sociais?</p>
<p>O julgar da verdade ou mentira é sempre limitada aos dados existentes, esses dados podem mudar ao longo do tempo. Como dizia o mítico Pimenta Machado, “o que hoje é verdade amanhã é mentira”.&nbsp;</p>
<p>Isto leva-nos a outro problema, terá que existir alguém, um juiz que decida o que viola ou não a lei, verdade ou mentira. Só um juiz pode ter o poder de decidir, nunca um político ou um qualquer funcionário de uma bigtech. Mesmo os juízes têm as suas limitações, porque limitam-se a cumprir a lei, lei feita pelos próprios estados. Um estado em caso de discordância com algum tribunal, basta mudar a lei, o estado tem um poder absoluto.</p>
<p>A incitação ao ódio e as Fakenews, são algo tão abrangente e ao mesmo tempo abstrato, onde é possível fazer infinitas interpretações. Os governos aproveitam desse abstracionismo para limitar as liberdades dos seus cidadãos.</p>
<h1>Liberdade monetária</h1>
<p>A revolução trouxe-nos muitas liberdades, mas a liberdade fundamental ainda não conseguimos adquirir, a Liberdade monetária/financeira, sem esta, as restantes liberdade não poderão ser exercidas na sua plenitude. Necessitamos de uma sociedade que incentive a liberdade de pensamento, um pensamento crítico.</p>
<p>Tem que existir uma separação real da política monetária, do poder político. Será tão ou mais importante para a humanidade, como foi a separação da religião, do poder político.</p>
<p>Passados 50 anos, em termos gerais, o nível de ensino melhorou em Portugal, mas em termos de literacia financeira, pouco melhoramos. Existindo partidos políticos que são abertamente contra a educação financeira nas escolas, segundo eles, o conhecimento pode levar as pessoas a fazer escolhas erradas. Curiosamente, o antigo regime tinha uma política similar. Porque um povo inculto é mais obediente, submisso e menos pensante, mais ignorante.</p>
<p>Curiosamente, esse partido apoia um grupo extremista, de criminosos, que destrói património, ataca pessoas, roça o terrorismo, tudo com o pretexto da causa ambiental.&nbsp;Todos temos a liberdade e direito de protestar, desde que não invada no direitos de outros, desde que não destrua património de outros, desde que não agrida outros e que não impeça que outros trabalhem. O partido apenas apoia na surdina, porque nem tem coragem para o admitir publicamente que o apoia.</p>
<p>Se algo é a representação clara do que é liberdade é o Bitcoin. É a liberdade pura. Mas isso não significa que todos os bitcoiners defendam a liberdade plena, como em todo o lado existem os radicais.</p>
<p>Se nós queremos ter a liberdade de utilizar o bitcoin, também temos que aceitar com naturalidade, as pessoas que não querem ter, não podemos ofender por terem uma opinião diferente da nossa.&nbsp;Se nós somos contra o uso forçado da moeda FIAT, não podemos ser a favor do uso forçado do bitcoin, é uma incongruência. Temos que ser a favor da liberdade monetária, os cidadãos devem ter a liberdade de escolher a moeda que querem transacionar. Se as duas partes concordam em fazer uma transação numa respectiva moeda, qualquer que seja a moeda, não devem existir restrições legais que o impeçam.</p>
<p>Até entre nós bitcoiners mais puristas temos que exigir, a nós próprios, mais liberdade, aceitar pensamentos e visões diferentes, isso é liberdade, não existem verdades absolutas, não existe uma visão única sobre o Bitcoin. Liberdade é isso, cada um faz e usa como quer. Não existem uns superiores aos outros, somos todos bitcoiners.</p>
<p>A rejeição ao FIAT e ter 100% exposto a bitcoin não deve ser uma obrigação, mas sim um caminho longo que pode ser percorrido à velocidade de cada cidadão, ao&nbsp; seu próprio ritmo.&nbsp;</p>
<p>Não devemos ser tão críticos ou ofender uma pessoa por utilizar a Liquid (ou Cashu), se utiliza a Liquid é porque a sua condição financeira não permite utilizar a Layer 1, mas quer estar exposto a bitcoin. É verdade que Liquid não é exatamente igual a Bitcoin, mas é substancialmente superior a quaisquer outras cripto ou shitcoin.&nbsp;</p>
<p>Será que temos o direito de criticar um cubano por este utilizar Liquid, ele não tem condições financeiras para fazer transações na L1, 10$ de taxa, é o salário semanal dele. Claro que não devemos criticar ou chamá-lo de shitcoiner por este utilizar Liquid.</p>
<p>Hoje em dia, já milhões de pessoas estão impedidas de utilizar a L1, onde a sua única alternativa é utilizar Lightning Network custodial ou Liquid. Neste cenário, eu considero a Liquid muito mais segura.&nbsp;</p>
<p>Hoje são os mais pobres de estão impedidas de utilizar a L1, mas num futuro próximo, sermos nós a ter estas dificuldades, possivelmente faremos 1 ou 2 transações por ano na l1, enviaremos os fundos para uma layer 2 (como a Liquid) e a partir desta vamos fazer os pagamentos do dia-a-dia. Esta situação é inevitável.</p>
<p>Também não devemos criticar quem não faz auto-custódia, no máximo devemos aconselhar, explicar qual é a melhor solução. Mas a decisão final é do indivíduo, que deve ter a liberdade de escolher a custódia que mais se adequa ao seu perfil. Nós só nos resta respeitar essa decisão. A auto-custódio é um assunto bastante sensível, para nós mais puristas a auto-custódia é essencial, mas nós somos uma minoria muito pequena, a maioria da população não quer ou não tem conhecimentos para ser soberano. Com o tempo, possivelmente algumas destas pessoas vão aprender a fazer a auto-custódia, mas a maioria nunca o fará. Estas pessoas têm todo o direito de ter bitcoin, e nós mais experientes devemos aconselhar quais os melhores serviços, é preferível um sistema com um custódia partilhada (tipo Bitkey) do que utilizar exchange. O que é inaceitável, é as pessoas quererem ter bitcoin mas só não o tem porque tem medo de fazer a auto-custódia, é mil vezes preferível utilizar um sistema de custódia partilhada do que ter zero bitcoin.</p>
<p>Como digo em cima, as pessoas têm a liberdade de criticar ou de ofender, mas depois terão que sofrer as consequências dos seus atos, que neste caso, que devido à agressividade nos comentários vão afastar os novatos, atrasando a adoção do Bitcoin.&nbsp;</p>
<p>Todos somos bitcoiners, apenas temos visões e utilização diferente.</p>
<p>Hoje é 25, mas ontem na véspera da celebração da Liberdade, a Política Judiciária deteve um programador informático, acatando ordem de extradição dos EUA. Que país é este, que liberdade é esta, que prende alguém que apenas escreveu algumas linhas de código.</p>
<p>Na minha opinião, o auge da liberdade foi por volta dos anos 2000, de lá pra cá tem existido uma gradual deterioração das liberdade e dos direitos. Se nada for feito, qualquer dia será tarde demais… quando começamos a ceder liberdades em prol de segurança, vamos acabar por perder a segurança e a liberdade.</p>
<p>Falta ainda cumprir Abril!</p>
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      <item>
      <title><![CDATA[Montenegro a ser Costa]]></title>
      <description><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Montenegro segue a escola de Costa e o pedido de desculpas do jornal expresso.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Sat, 13 Apr 2024 10:16:05 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
<blockquote>
<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
]]></content:encoded>
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      <itunes:summary><![CDATA[<p>António Costa pode ser criticado numa infinidade de situações, mas temos que admitir que ele é muito bom em insinuar, não dizer a verdade mas também não mente. O Costa conseguia transmitir uma mensagem vaga propositadamente, levando os portugueses a acreditar em algo que depois não vai corresponder à verdade.</p>
<p>Eu detestava isso no Costa, mas tenho que admitir que ele era um génio a fazer isto. Este tipo de política de insinuação, na maioria das vezes é subtil. É tão subtil, que português comum não consegue compreender, apenas os mais atentos ou com mais conhecimentos conseguem diferenciar.</p>
<p>Ontem Montenegro fez o mesmo, durante a campanha eleitoral prometeu uma coisa, mas depois de eleito fez outra.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal, choque de IRS de Montenegro é seis vezes inferior ao de Costa: Pedro Nuno acusa Governo de “embuste”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Redução de IRS deverá rondar apenas os 200 milhões de euros. Os 1,5 mil milhões de euros anunciados por Luis Montenegro já abrangem a redução de IRS em vigor, aprovada pela anterior maioria socialista.” – <a href="https://expresso.pt/economia/impostos/2024-04-12-afinal-choque-de-irs-de-montenegro-e-seis-vezes-inferior-ao-de-costa-pedro-nuno-acusa-governo-de-embuste-d8213136">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Montenegro utilizou uma artimanha para cumprir a promessa, para calcular os 1,5 mil milhões de euros, não utilizou a tabela de IRS em vigor mas utilizou a tabela de 2023, porque se o cálculo fosse feito com a tabela de 2024 a redução seria apenas 200 milhões. O problema, é que não faz qualquer sentido fazer a comparação com a tabela de 2023.</p>
<p>A convicção que eu tenho, Montenegro não queria baixar o IRS, foi apenas uma promessa eleitoral para ludibriar os portugueses. A redução dos 200 milhões apenas está lá, para não ser acusado de mentir, na prática ele baixou os impostos.</p>
<p>O problema é que os portugueses (pelo menos os que votaram na AD) acreditaram que iria fazer um “choque” fiscal, uma grande redução de impostos, mas afinal foi uma redução marginal, quase inócua.</p>
<p>Não só Montenegro, mas como a maioria dos políticos da atualidade estão a seguir a “escola do Costa”. Depois não se admirem que os partidos de protesto estejam a crescer, os portugueses estão cansados de mentiras, querem políticos íntegros, honestos, algo que escasseia na atualidade.</p>
<h1>Jornal Expresso</h1>
<blockquote>
<p>“O Expresso publicou em manchete na sua última edição o seguinte título: “<a href="https://expresso.pt/politica/2024-04-11-luis-montenegro-duplica-alivio-de-irs-em-2024-ef3cb521">Montenegro duplica descida de IRS até ao verão</a>”. A notícia começou a ser desenvolvida a partir das declarações do primeiro-ministro proferidas na abertura da discussão do programa do Governo. Luis Montenegro disse aos portugueses que ia fazer de imediato uma redução de IRS que teria um impacto de 1500 milhões de euros. Com base nesta afirmação, o Expresso fez perguntas ao gabinete do Ministro das Finanças e contactou várias fontes. Ninguém desmentiu o que tinha sido dito no Parlamento, ninguém corrigiu a informação.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Mais: o Expresso esteve atento a cada palavra do primeiro-ministro no debate. Primeiro disse isto: “Aprovaremos na próxima semana uma proposta de lei que altera o artigo 68º do Código do IRS, introduzindo uma descida das taxas sobre os rendimentos até ao oitavo escalão, que vai perfazer uma diminuição global de cerca de 1500 milhões de euros nos impostos do trabalho dos portugueses face ao ano passado, especialmente sentida na classe média”.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>O jornal Expresso fez uma notícia, baseada nas palavras do 1º Ministro, hoje o seu diretor faz um pedido de desculpas aos seus leitores, por ter transmitido uma noticias falsa.</p>
<blockquote>
<p>“Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A redução de IRS que Luis Montenegro anunciou com pompa e circunstância, a redução de impostos que andou na campanha eleitoral a defender, é afinal falsa. São apenas pequenos ajustes sobre a redução já anunciada por António Costa no Orçamento para este ano. Os 1500 milhões de euros são apenas €170 milhões, porque 1330 milhões de euros foram já implementados pelo anterior governo.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Luis Montenegro apresentou uma redução de impostos que não passa de um embuste.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>A verdadeira redução de imposto é contrária à ideia que o primeiro ministro vendeu no Parlamento. É contrária à ideia do que andou durante toda a campanha eleitoral a anunciar. Só tenho uma palavra para descrever tudo isto. Fraude.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Contudo, no final do dia, quem errou foi o Expresso. Por ter sido ingénuo a acreditar nas palavras do primeiro-ministro de Portugal. Mais uma vez, peço desculpa aos nossos leitores. Não voltará a acontecer.” – <a href="https://expresso.pt/opiniao/2024-04-12-nota-do-diretor-e-mais-do-que-um-embuste.-e-enganar-os-portugueses-17e5edb2">Expresso</a></p>
</blockquote>
<p>Neste caso, tiro o meu chapéu ao diretor do Expresso, pela sua coragem e por repor a verdade. Estou curioso sobre o que o Balsemão vai fazer.</p>
<p>Mas Sr. diretor, não é primeira vez que o Expresso divulga FakeNews, algumas delas foram bem recentes e algumas ditas por si, no podcast <a href="https://expresso.pt/podcasts/money-money-money/2024-03-20-Devemos-mesmo-investir-em-criptomoedas--51fb6473">Money Money Money</a>. Espero que tenha a mesma coragem, aguardo aqui sentado numa poltrona, o seu esclarecimento, a reposta da verdade e o pedido de desculpas.</p>
]]></itunes:summary>
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      </item>
      
      <item>
      <title><![CDATA[Toque de Midas]]></title>
      <description><![CDATA[]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Mon, 20 Nov 2023 11:44:22 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/iz-ba9snzaoqx6syeegq0/</link>
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      <category>FIAT</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[reiartur]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2816f51d1cb9938a2cb288a443c3433d068413ed04d8daff35fc22e3251097aa.png" alt="image"></p>
<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
<br>

<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
<br>

<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
<p><br><br></p>
<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
]]></content:encoded>
      <itunes:author><![CDATA[reiartur]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p><img src="https://image.nostr.build/2816f51d1cb9938a2cb288a443c3433d068413ed04d8daff35fc22e3251097aa.png" alt="image"></p>
<p>Este <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a> é muito interessante, excelente para uma reflexão.</p>
<p>Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações.</p>
<p>Desde dos seus&nbsp; primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda.</p>
<p>Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o <strong>toque de Midas</strong>.</p>
<p>A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem.</p>
<p><strong>A inflação é um imposto oculto</strong>. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por <strong>inflação de moeda</strong>. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o <em>el dourado</em>.</p>
<p>Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,&nbsp; das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro.</p>
<p>Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à <strong>desastrosa política monetária</strong>, as populações apenas estão a exigir <strong>mais apoios sociais</strong>, ajudas para ultrapassar a inflação.</p>
<p>Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários).</p>
<br>

<p>Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE.</p>
<p>Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto.</p>
<p>Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente.</p>
<p>Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações?</p>
<p>É apenas iliteracia financeira.</p>
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<p>Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais?</p>
<p>É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro.</p>
<p>É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda.</p>
<p>Como se costuma dizer, não há almoços grátis.</p>
<h1>Euro</h1>
<p>Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.&nbsp;</p>
<p>Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do <em>Subprime</em>, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes.</p>
<p><strong>Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.</strong></p>
<p>Os pedidos de assistência ao <strong>FMI</strong> eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o <em>modus operandi</em> desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia.</p>
<p>O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz.</p>
<p>Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país.</p>
<h1>Bitcoinização</h1>
<p>Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é <strong>inabalável</strong>.</p>
<p>Só deixei de acreditar como <strong>legal tender</strong>(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos.</p>
<p>Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.&nbsp;</p>
<p>A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis.</p>
<p>Eu acredito que <strong>deve existir liberdade de escolha</strong>, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.&nbsp;</p>
<p>A lei de Gresham fará o resto.</p>
<br>

<p>Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos.</p>
<p>Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo.</p>
<p>Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc.</p>
<p>Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como <strong>unidade de conta</strong>, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações.</p>
<p>Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil.</p>
<h1>Legal tender</h1>
<p>Caso um dia, o Bitcoin se torne <strong>Legal tender</strong> em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro.</p>
<p>Quantos anos estaria em vigor?</p>
<p>Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito"><em>Corralito</em></a> como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em <strong>carteiras custodiais</strong>, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT.</p>
<p>O <strong>Legal tender</strong> tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos,&nbsp;até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.&nbsp;</p>
<p>A <strong>bitcoinização total</strong> não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas.</p>
<br>

<p>Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com <em><strong>backed</strong></em> em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro.</p>
<br>

<p>Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com <em>supply</em> fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com <em>supply</em> fixo. Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer.</p>
<p>Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte…</p>
<p>O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a <strong>política monetária</strong> e o <strong>estado</strong>.&nbsp;</p>
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<p>Se isto um dia vai acontecer?</p>
<p>Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta.</p>
<p>O caminho só se faz caminhando.&nbsp;</p>
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<p>Voltando ao post do <a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_">Hugo</a>, um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para <strong>Portugal</strong>, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE).</p>
<p>Em <strong>Portugal</strong> é impossível ter uma moeda oficial com <em>supply</em> fixo, <strong>sendo impossível</strong>, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será <strong>desastrosa para Portugal</strong>, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa.</p>
<p>Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um <strong>estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias</strong>, e já agora que estamos a sonhar alto, <strong>sem corrupção</strong>.</p>
<p>Fonte:<br><np-embed url="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978"><a href="https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978">post do Hugo</a></np-embed></p>
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      <title><![CDATA[Exultar na monotonia
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      <description><![CDATA[Chesterton diz que as crianças conseguem exultar na monotonia, isto é, há um apetite pelo mundo e uma vitalidade nas crianças que lhes permite olhar para a rotina como algo interessante.]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Chesterton diz que as crianças conseguem exultar na monotonia, isto é, há um apetite pelo mundo e uma vitalidade nas crianças que lhes permite olhar para a rotina como algo interessante.]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Wed, 11 Oct 2023 09:41:27 GMT</pubDate>
      <link>https://idsera.npub.pro/post/qwmgkq4vazbl0xjiluxnc/</link>
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      <category>psicologia</category>
      
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      <dc:creator><![CDATA[Tiago G]]></dc:creator>
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<p>Quando era criança divertia-me procurar pedras de diferentes formas que me fizessem lembrar diferentes objetos. Eram tempos em que podia passar horas em tarefas aparentemente simples como procurar grilos ou tentar bater o meu recorde de toques na bola sem nunca a deixar cair. Muitos dias se resumiam a isto e apesar da monotonia não eram dias aborrecidos, bem pelo contrário. Eram dias que me pareciam infinitos, como se tivessem mais de 24 horas mas simultaneamente eram dias em que parecia haver sempre algo novo a descobrir e de facto havia mesmo.</p>
<p>Chesterton diz que as crianças conseguem exultar na monotonia, isto é, há um apetite pelo mundo e uma vitalidade nas crianças que lhes permite olhar para a rotina como algo interessante.</p>
<p>Quando estamos por exemplo com um bebé e nos escondemos atrás de um pano para depois deixarmos que a nossa cara apareça subitamente, o famoso "cucu", o bebé se nos conhece habitualmente ri e demonstra satisfação por testemunhar tal acontecimento. Podemos repetir isto várias vezes e vemos que o bebé não se farta com facilidade e continua a rir do que fazemos, como se fosse a primeira vez. De facto, cada vez é única e irrepetível mas o amadurecimento dos sentidos que um adulto experimenta já dificilmente nos permite viver exultando esta monotonia. Rapidamente nos aborrecemos e assim procuramos cessar a tarefa de imediato sempre à procura da próxima. Quando um adulto e uma criança jogam à bola por exemplo a criança repete incessantemente "chuta outra vez", já o adulto pode sentir que a sua energia se esvai a cada remate.</p>
<p>Felizmente há um antídoto mesmo para os adultos mais empedernidos. Mais do que atividades aborrecidas, há pessoas aborrecidas e estas podem encontrar na curiosidade um bálsamo para a vida que enobrece a rotina e monotonia. Quando escolhemos olhar para o mundo de forma curiosa e presente há uma panóplia infinita de potencial e possibilidades que se apresentam diante de nós. Com esta atitude experimentamos uma espontaneidade que abre portas para novos conhecimentos levantando questões sobre o mundo como por exemplo:</p>
<p>Porque é que esta mudança nos acordes da música me deixou os pelos em pé ?</p>
<p>O que tem esta laranja de especial para saber tão bem ?</p>
<p>Não é de admirar que estejamos menos sensíveis a isto, visto que, estamos muito mais sujeitos a um tipo de entretenimento passivo, através do ecrã, que pouco nos predispõe mentalmente para a pura exploração do ambiente que nos rodeia. Quando estamos na natureza por exemplo, afastados do que nos vicia e captura da nossa atenção de forma perniciosa, podemos comungar do espaço que nos envolve, o contexto convida á experiência da novidade mesmo no que já é conhecido. Desta forma estamos mais predispostos a ser verdadeiros observadores do que nos rodeia, mais do que meros recetores de informação. Esta abertura para a afirmação qualitativa da rotina torna-nos pessoas mais interessantes e interessadas pelo mundo que nos rodeia.</p>
<p>Oscar Wilde dizia que as pessoas não valorizam o pôr do sol por este acontecimento não ser pago, no entanto pode dizer-se: não seja como Oscar Wilde, valorize até as coisas rotineiras como um pôr do sol. Lembremo-nos que amanhã podemos não ter pôr do sol e que cada pôr do sol pode ser diferente dependendo da nossa capacidade para exultar nessa monotonia.</p>
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<blockquote>
<p>Se quiseres apoiar o meu trabalho podes enviar BTC através do seguinte endereço lightning:</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p><a href="mailto:tvieiragoncalves@getalby.com">tvieiragoncalves@getalby.com</a></p>
</blockquote>
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<p><np-embed url="https://getalby.com/p/tvieiragoncalves"><a href="https://getalby.com/p/tvieiragoncalves">https://getalby.com/p/tvieiragoncalves</a></np-embed></p>
</blockquote>
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<p><a href="mailto:tiagogoncalves@walletofsatoshi.com">tiagogoncalves@walletofsatoshi.com</a></p>
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      <itunes:author><![CDATA[Tiago G]]></itunes:author>
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<p>Quando era criança divertia-me procurar pedras de diferentes formas que me fizessem lembrar diferentes objetos. Eram tempos em que podia passar horas em tarefas aparentemente simples como procurar grilos ou tentar bater o meu recorde de toques na bola sem nunca a deixar cair. Muitos dias se resumiam a isto e apesar da monotonia não eram dias aborrecidos, bem pelo contrário. Eram dias que me pareciam infinitos, como se tivessem mais de 24 horas mas simultaneamente eram dias em que parecia haver sempre algo novo a descobrir e de facto havia mesmo.</p>
<p>Chesterton diz que as crianças conseguem exultar na monotonia, isto é, há um apetite pelo mundo e uma vitalidade nas crianças que lhes permite olhar para a rotina como algo interessante.</p>
<p>Quando estamos por exemplo com um bebé e nos escondemos atrás de um pano para depois deixarmos que a nossa cara apareça subitamente, o famoso "cucu", o bebé se nos conhece habitualmente ri e demonstra satisfação por testemunhar tal acontecimento. Podemos repetir isto várias vezes e vemos que o bebé não se farta com facilidade e continua a rir do que fazemos, como se fosse a primeira vez. De facto, cada vez é única e irrepetível mas o amadurecimento dos sentidos que um adulto experimenta já dificilmente nos permite viver exultando esta monotonia. Rapidamente nos aborrecemos e assim procuramos cessar a tarefa de imediato sempre à procura da próxima. Quando um adulto e uma criança jogam à bola por exemplo a criança repete incessantemente "chuta outra vez", já o adulto pode sentir que a sua energia se esvai a cada remate.</p>
<p>Felizmente há um antídoto mesmo para os adultos mais empedernidos. Mais do que atividades aborrecidas, há pessoas aborrecidas e estas podem encontrar na curiosidade um bálsamo para a vida que enobrece a rotina e monotonia. Quando escolhemos olhar para o mundo de forma curiosa e presente há uma panóplia infinita de potencial e possibilidades que se apresentam diante de nós. Com esta atitude experimentamos uma espontaneidade que abre portas para novos conhecimentos levantando questões sobre o mundo como por exemplo:</p>
<p>Porque é que esta mudança nos acordes da música me deixou os pelos em pé ?</p>
<p>O que tem esta laranja de especial para saber tão bem ?</p>
<p>Não é de admirar que estejamos menos sensíveis a isto, visto que, estamos muito mais sujeitos a um tipo de entretenimento passivo, através do ecrã, que pouco nos predispõe mentalmente para a pura exploração do ambiente que nos rodeia. Quando estamos na natureza por exemplo, afastados do que nos vicia e captura da nossa atenção de forma perniciosa, podemos comungar do espaço que nos envolve, o contexto convida á experiência da novidade mesmo no que já é conhecido. Desta forma estamos mais predispostos a ser verdadeiros observadores do que nos rodeia, mais do que meros recetores de informação. Esta abertura para a afirmação qualitativa da rotina torna-nos pessoas mais interessantes e interessadas pelo mundo que nos rodeia.</p>
<p>Oscar Wilde dizia que as pessoas não valorizam o pôr do sol por este acontecimento não ser pago, no entanto pode dizer-se: não seja como Oscar Wilde, valorize até as coisas rotineiras como um pôr do sol. Lembremo-nos que amanhã podemos não ter pôr do sol e que cada pôr do sol pode ser diferente dependendo da nossa capacidade para exultar nessa monotonia.</p>
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<p>Se quiseres apoiar o meu trabalho podes enviar BTC através do seguinte endereço lightning:</p>
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<p><a href="mailto:tiagogoncalves@walletofsatoshi.com">tiagogoncalves@walletofsatoshi.com</a></p>
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